João 1.10-18

Advento 2024  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 20 views
Notes
Transcript
Texto: João 1.10-18
Título: “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”

-----------------:

Introdução
No nosso texto de hoje, meditaremos sobre verdades que envolvem a natividade do Nosso Senhor; temos aqui um texto que nos comunica muitas coisas a respeito de Cristo, do Verbo de Deus, da Luz para os homens. Não comunica somente informações sobre a humanidade de Cristo, mas sobre a sua divindade, propósito e missão.
Indo ao nosso texto, quero destacar algumas verdades que devemos professar sobre a pessoa de Jesus como o Cristo, que são de suma importância e não podem ser desprezadas:
----------------------
1ª ELE É ETERNO (EXISTIA ANTES DA ENCARNAÇÃO - v.10):
"O Verbo (Logos) estava no mundo" - afirma o ap. João. Antes mesmos da sua existência, pois o mesmo João registra no Evangelho que "o mundo foi feito por intermédio dele". O Verbo foi/é a causa criacional do cosmos. De todo o mundo e suas criaturas, desde antes da queda, aliás, até mesmo da existência de tudo.
Mas o mundo não o reconheceu quando encarnou.
A causa última (fundamental) desse "não reconhecimento" do Verbo, é pressuposta na teologia. A barreira que separa o homem de Deus, que opera assim em todas as esferas, chama-se: pecado.
Nós sabemos que o pecado não é eterno, não somente porque ele terá um fim, mas porque na gênese da criação, que encontramos no texto bíblico, o pecado não surgiu na eternidade com Deus (até porque, Deus não surgiu, ele é eterno, portanto não há como ele “tornar a ser”). O pecado surge após a desobediência do homem. Mas, veja bem, aqui não temos o propósito de responder a seguinte pergunta: "quando surgiu o pecado?" - Até porque não é algo que se encontra no texto, mas a verdade existente no texto é: antes de qualquer coisa ser criada, “necessitada” ou surgir no mundo, na história, o Verbo já existia como afirma João Batista (v.15). Portanto: Ele é Eterno.
Passemos para a segunda verdade:
--------------
2ª O FILHO NOS TORNA FILHOS (v.11-13):
Bem, Ele veio para "os seus". Encarnou-se no meio dos judeus, o povo que guardava a verdade da Antiga Aliança; mas estes não o receberam. Porém, a "todos quanto o receberam", quer fossem judeus ou não, sem exclusividade, tornaram-se filhos de Deus. Sem exclusividade, como assim? Sem acepção de pessoas, de qualquer raça ou classe social. Mas existe algo em comum, todos os que são filhos "creem no seu nome". Todos que são filhos, o são por intermédio do Filho.
Como assim, então é só crer? Isso me torna filho de Deus?! Somente isso? Que maravilha, então está tudo certo. Sou filho.
Calma! Espera um pouco.
Há algo miraculoso nisso, pois o homem não pode naturalmente crer. Lembra da causa que levou os homens a não reconhecerem o Senhor como o Salvador? R: O pecado? Pois bem, não é somente afirmar que crê.
Vale lembrar que a palavra (vocábulo no original) “crer” está relacionada a raiz da palavra fidelidade, portanto não é somente uma compreensão intelectual. Mas, o que há de miraculoso nisso? Se o homem naturalmente não pode crer, como isso acontece? Temos a resposta no nosso texto o v.13c, afirma que isso acontece pela: "vontade... de Deus".
Não é por ter nascido judeu, como descendente de alguma tribo de Israel, ou da vontade da carne, sendo circuncidado, ou batizado etc., mas da vontade de Deus. Somente a Deus pertence a salvação. E esta só existe por intermédio de Jesus Cristo, seu Filho.
Por isso, o Filho nos torna filhos.
Passemos então a terceira verdade:
--------------
3ª NO FILHO ENCARNADO FORA MANIFESTADA A GLÓRIA DO PAI (v.14):
O Verbo eterno se manifestou entre os homens, "se fez carne". Não usou o corpo de alguém que já existia. Ele passou pelas experiências que nós passamos, desde o nascimento até a morte. Nele, desta forma, se manifestou a glória do Pai. Pois ele habitou entre nós cheio de "graça e verdade". Nele foi vista e continua sendo, a glória daquele que é o unigênito do Pai.
Continua sendo? Como? Pela fé! Pois “bem-aventurados são os que não viram e creram”.
Aquele que é da mesma matéria que o Pai; Eternidade. Aquele que não necessitava, mas proclamou graça a nós através do seu sacrifício. Nele fora manifestada a glória de forma magnífica na história. Glória para si mesmo, com o seguinte alvo: dispensar graça sobre nós.
Seguimos para a quarta e última verdade:
----------------------
4ª POR INTERMÉDIO DELE NÃO SOMENTE COMPREENDEMOS, MAS RECEBEMOS GRAÇA (v.16-18):
Por intermédio Dele temos recebido graça sobre graça (verso 16b). Não como algo incompleto, mas perfeito. Por intermédio de Moisés, João afirma, nos foi entregue a Lei, mas por intermédio de Jesus Cristo a graça e verdade. Significa que a Lei é menor que a graça? Não! Significa que devemos olhar para a história e perceber como Deus se manifestou entre os homens. Principalmente no meio do seu povo.
Jesus veio para os seus, mas os seus o rejeitaram. Mas os que o receberam tem desfrutado de bençãos incontáveis. Deus manifestava graça desde o início, pois isto é um atributo seu; desta forma então em Cristo temos a plena manifestação da Graça, aquilo que faltava para os homens compreenderem, aquilo que faltava para reconcilia-los com Deus.
Somente por intermédio de Jesus Cristo o homem pode conhecer a Deus. Ele, aquele que está “no seio do Pai” é quem o revela (v.18). Fora dele, deste que é Eterno, que se fez carne e caminhou entre os homens não existe graça, salvação, iluminação para a compreensão de Deus. Somente por intermédio de Cristo compreendemos e recebemos graça do Senhor.
----------------------
CONCLUSÃO:
Deste modo, quando celebramos o Natal, não celebramos uma festa onde alguém está aniversariando. Pois o que aconteceu foi maior do que um simples nascimento.
Do mesmo modo, quando celebramos o Natal, não o fazemos para promover as virtudes cristãs, como caridade, por exemplo. Mas esse momento não nos impedirá de fazer isso, pois se temos o Senhor em nossas vidas, essa virtude é vivida hoje e nos demais dias de nosso calendário.
Por fim, quando celebramos o Natal, não o fazemos por que é o tempo de trocar presentes. Por mais que não exista erro nisso. Se podemos, por que não presentar alguém? Mas, o Natal é sobre salvação! Não de um casamento, ou amizade a muito tempo perdida.
É sobre Deus executar os seus decretos (fazer sua vontade eterna) e alcançar pecadores perdidos. É graça sobre graça. E assim, porque nossos pecados são muitos, mas nosso Deus, é maior do que eles.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.