Jesus Cristo o Deus verdadeiro!

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Sermão que apresenta a divindade de Cristo

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João 1:1-18
Nenhuma doutrina foi mais debatida ao longo da História que a Cristologia.
Vários concílios da igreja se reuniram ao redor desse tema como os Concílios de Nicéia, Constantinopla e Calcedônia.
A Palavra de Deus revela-nos que Jesus tem duas naturezas distintas: uma divina, outra humana.
Jesus é Deus sem deixar de ser homem e é homem sem deixar de ser Deus.
Este é um glorioso mistério: o menino que nasceu em Belém e foi enfaixado em panos é o criador do universo, o Pai da eternidade.
O Natal, portanto, revela-nos a mais gloriosa de todas as mensagens, a mensagem de que Deus se fez homem e veio habitar entre nós.
O quatro evangelhos não são propriamente dito uma produção literária como alguns dos demais livros, mas sim um relato oral da mensagem de salvação trazida por Jesus Cristo.
a palavra “Boas-Novas” geralmente não era utilizada para se referir a palavra de salvação, no tem de Cristo ela era utilizada para trazer qualquer “boa noticia” que surgisse no império.
A partir de Cristo a palavra “Boas-novas” foi codificada a salvação prevista pelos profetas e providenciadas por Jesus.
Os escritores dos evangelhos tiveram liberdade de expressão, ao utilizarem estilo próprio em suas narrativas.
Cada um dos 4 evangelhos tiveram propósitos e destinatários próprios:
Mateus - Judeus - Rei Messiânico
Marcos - Romanos - Servo Sofredor
Lucas - Gregos - Homem perfeito
João - Toda Humanidade - Deus divino
João não começa com a genealogia de Jesus como Mateus e Lucas.
Isso porque seu propósito é apresentar Jesus como Deus; e, como tal, ele não tem árvore genealógica.
Seis verdades acerca do Verbo devem ser colocadas em relevo aqui.

1)O Verbo é eterno (1.1a).

No princípio era o Verbo […].
Ao referir-se ao logos, Verbo, João recua aos tempos passado da eternidade, antes do princípio de todas as coisas.
Quando tudo começou (Gn 1.1), o Verbo já existia.
Ele já existia antes que a matéria fosse criada e antes que o tempo começasse.
Ele é antes do tempo. É o Pai da eternidade.
Em Gênesis 1.1, no princípio inicia a história da primeira criação; aqui, a expressão inicia a história da nova criação. Na criação o agente é a Palavra de Deus.
Na eternidade passada, antes do começo de todas as coisas – espaço, tempo, matéria –, no princípio, antes do início de tudo, o Verbo já existia no eterno e infinito presente.
John Charles Ryle diz que não está escrito: “No princípio o Verbo foi feito”, mas “No princípio era o Verbo”.
“O tempo verbal no imperfeito sugere nesta relação, até onde a linguagem humana pode ir, a noção de uma existência supra temporal absoluta”

2) O Verbo é uma pessoa igual ao Pai em essência, mas distinto em natureza (1.1b,2).

[…] e o Verbo estava com Deus […]
Ele estava no princípio com Deus.
Antes da criação do universo, nos recônditos da eternidade, o Verbo desfrutava plena comunhão com Deus Pai.
A expressão grega pros ton Theon traz a ideia de “face a face com Deus”.
Deus Pai e o Verbo, embora sejam duas pessoas, estão unidos por inefável união.
A preposição pros, quando usada nesse contexto, significa familiaridade.
O Verbo e Deus Pai existiam face a face, compartilhando intimidade e propósito.
Ao mesmo tempo que o Verbo é distinto de Deus, é igual a ele, pois é da mesma substância.
O Verbo conhecia o Pai, era igual ao Pai, embora distinto, e tinha com ele profunda comunhão.
Portanto, o Verbo não é uma energia cósmica, mas uma pessoa.
O Verbo é Jesus.
O Verbo compartilha da natureza e do ser de Deus.
O Verbo de Deus é distinto de Deus em si, mas tem uma relação pessoal muito íntima com ele, pois participa da própria natureza de Deus.

3) O Verbo é divino (1.1c).

[…] e o Verbo era Deus.
O Verbo não é meramente um anjo criado ou um ser inferior a Deus Pai e investido por ele com autoridade para redimir pecadores.
Ele mesmo é Deus, coigual com o Pai.
João agora trata da natureza do Verbo.
O Verbo é divino!
O apóstolo João abre seu evangelho fazendo uma afirmação categórica e insofismável da divindade do Verbo.
Jesus não é apenas um mestre moral; ele é Deus.
Essa é a grande tese de João nesse evangelho.
Numa só sentença, o primeiro versículo do evangelho de João declara a eternidade, a personalidade e a deidade de Cristo.
João pretende que o todo de seu evangelho seja lido à luz desse versículo.
Os feitos e as obras de Jesus são os feitos e as obras de Deus; se isso não é verdade, o livro é blasfemo.

4)O Verbo é criador (1.3).

Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito existiria.
O Verbo não é uma parte do mundo que começou a existir no tempo;
O Verbo estava com Deus na eternidade, antes do tempo.
O Verbo é Deus.
O Verbo é o agente divino na criação do universo.
Foi ele quem trouxe à existência as coisas que não existiam.
Deus disse: Haja luz. E houve luz (Gn 1.3).
O Verbo é a palavra criadora de Deus, por meio de quem todas as coisas foram feitas, tanto as visíveis como as invisíveis, tanto as terrenas como as celestiais (Cl 1.16).
Hebreus 1.2 “mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo.”
fala a respeito do Filho de Deus por meio de quem também fez o universo.
Deus é o criador, e o Verbo é o agente.
“Todas as coisas, uma a uma, vieram a existir por meio dele. De tudo o que existe hoje, não há nada que tenha se originado à parte dele”.
As duas partes do versículo dizem a mesma coisa, primeiro positivamente (todas as coisas foram feitas por intermédio dele) e depois negativamente (sem ele, nada do que foi feito se fez).
João tem em vista um princípio para o mundo material e para aqueles seres criados que povoam o universo espiritual, sendo Cristo o agente ativo nessa criação.

5)O Verbo é autoexistente (1.4).

A vida estava nele e era a luz dos homens.
Todos os seres que existem no universo foram criados e por isso não têm vida em si mesmos.
Só Deus tem vida em si mesmo.
Só Deus é autoexistente.
O Verbo não recebeu vida; ele é a vida.
Dele decorre todas as coisas.
Ele é a fonte de tudo o que existe.
Ele é a vida, a luz dos homens.
Embora Jesus seja a fonte de toda a vida biológica, a palavra grega usada aqui, e outras 35 vezes nesse evangelho, nunca é bios, vida biológica, mas zoe, vida espiritual, ou seja, vida do alto (3.3), vida eterna (3.15,16; 20.31), vida abundante (10.10).
Como o Verbo é a fonte de toda a vida, também ele é a fonte de toda a luz (Sl 36.9). Ele é a luz do mundo (8.12).
F. F. Bruce escreve oportunamente:
A expressão “[…] e a vida era a luz dos homens” vale tanto para a iluminação natural da razão concedida à mente humana como para a iluminação espiritual que acompanha o novo nascimento; nenhuma das duas pode ser recebida sem a luz que está no Verbo.
O que o evangelista tem em mente aqui é a iluminação espiritual que dissipa a escuridão do pecado e da descrença.
A luz aqui tem três significados:
é a luz que faz desaparecer o caos (1.5);
é a luz reveladora que tira as máscaras e os disfarces e mostra as coisas como de fato são (3.19,20);
e é a luz que guia (12.35; 12.46).

6) O Verbo é a luz que prevalece (1.5).

A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.
Onde a luz chega, ela espanta as trevas.
A luz desmascara e dissipa as trevas.
O mundo está em trevas, porque o diabo cegou o entendimento dos incrédulos.
Mas onde Jesus se manifesta salvificamente, as vendas dos olhos são arrancadas e os cativos são trasladados do império das trevas para o reino da luz.
Na primeira criação havia trevas sobre a face do abismo (Gn 1.2), até que Deus chamou a luz à existência.
Da mesma forma, a criação abrange a expulsão da escuridão espiritual pela luz que brilha no mundo.
Sem a luz, que é Cristo, o mundo das pessoas está envolto em trevas.

Conclusão:

Se Jesus não fosse Deus não poderia oferecer um sacrifício de valor infinito.
Se não fosse homem não poderia ser o nosso substituto.
Porque é Deus e ao mesmo tempo Homem pode ser o Mediador entre Deus e os homens.
Porque é Deus-homem pôde fazer um sacrifício perfeito, capaz de expiar a culpa de todo aquele que nele crê.
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