"MISPÁ: As Pedras que Escolhemos Carregar"

Pr. Max Ferreira
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Texto Base:
1Samuel 7.7–17 (NVI)
7 Quando os filisteus souberam que os israelitas estavam reunidos em Mispá, os governantes dos filisteus saíram para atacá-los. Quando os israelitas souberam disso, ficaram com medo. 8 E disseram a Samuel: “Não pares de clamar por nós ao Senhor, o nosso Deus, para que nos salve das mãos dos filisteus”. 9 Então Samuel pegou um cordeiro ainda não desmamado e o ofereceu inteiro como holocausto ao Senhor. Ele clamou ao Senhor em favor de Israel, e o Senhor lhe respondeu. 10 Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus se aproximaram para combater Israel. Naquele dia, porém, o Senhor trovejou com fortíssimo estrondo contra os filisteus e os colocou em pânico, e foram derrotados por Israel. 11 Os soldados de Israel saíram de Mispá e perseguiram os filisteus até um lugar abaixo de Bete-Car, matando-os pelo caminho. 12 Então Samuel pegou uma pedra e a ergueu entre Mispá e Sem; e deu-lhe o nome de Ebenézer, dizendo: “Até aqui o Senhor nos ajudou”. 13 Assim os filisteus foram dominados e não voltaram a invadir o território israelita. A mão do Senhor esteve contra os filisteus durante toda a vida de Samuel. 14 As cidades que os filisteus haviam conquistado foram devolvidas a Israel, desde Ecrom até Gate. Israel libertou os territórios ao redor delas do poder dos filisteus. E houve também paz entre Israel e os amorreus. 15 Samuel continuou como juiz de Israel durante todos os dias de sua vida. 16 A cada ano percorria Betel, Gilgal e Mispá, decidindo as questões de Israel em todos esses lugares. 17 Mas sempre retornava a Ramá, onde ficava sua casa; ali ele liderava Israel como juiz e naquele lugar construiu um altar em honra ao Senhor.

Introdução

A narrativa de 1 Samuel 7 nos leva a um dos momentos mais marcantes na história de Israel, quando o povo experimenta a intervenção poderosa de Deus e reconhece Sua fidelidade.
Hoje, ao meditarmos sobre o tema: “Mispá: as pedras que escolhemos carregar”, e para isso, refletiremos sobre os memoriais espirituais que marcamos em nossas vidas e como eles moldam nossa caminhada com o Senhor.

1. Josué e o Memorial das Doze Pedras (Josué 3-4)

a. A travessia do Jordão: Deus à frente

Assim como Deus agiu em Mispá, Ele também esteve à frente de Israel quando cruzaram o Jordão. A arca do Senhor, representando Sua presença, abriu caminho, e o povo atravessou em terra seca.
Versículo: "Assim que os sacerdotes que carregavam a arca chegaram ao Jordão e seus pés tocaram as águas, a correnteza parou de correr e formou uma muralha" (Josué 3:15b-16a).
Lição: A presença de Deus deve sempre preceder nossos passos. Ele vai à nossa frente, preparando o caminho e fortalecendo nossa fé.

b. Doze pedras como memorial

Deus ordenou que doze pedras fossem retiradas do Jordão para servir de memorial aos feitos do Senhor. Elas seriam um lembrete visível para as gerações futuras.
Versículo: "E disse-lhes Josué: 'No futuro, quando os seus filhos perguntarem: ‘O que significam essas pedras?’, expliquem que as águas do Jordão foram interrompidas diante da arca da aliança do Senhor. Quando ela atravessou o Jordão, as águas foram interrompidas. Essas pedras serão um memorial perpétuo para o povo de Israel'" (Josué 4:6-7).
Aplicação: Que memórias você está deixando para seus filhos e para as próximas gerações? Seu testemunho de fé será uma pedra que outros poderão se apoiar?

2. Ebenézer: Samuel e o Memorial.

a. Olhando para trás: lembrando o que Deus já fez

Israel enfrentava medo diante da ameaça dos filisteus, mas Samuel conduziu o povo a buscar ao Senhor. Deus transformou o lugar de medo em um lugar de vitória.
Versículo: "E disseram a Samuel: 'Não pares de clamar por nós ao Senhor, o nosso Deus, para que nos salve das mãos dos filisteus'. Então Samuel pegou um cordeiro ainda não desmamado e o ofereceu inteiro como holocausto ao Senhor. Ele clamou ao Senhor em favor de Israel, e o Senhor lhe respondeu" (1 Samuel 7:8-9).
Aplicação: Precisamos lembrar que as maiores batalhas de nossas vidas não são vencidas por nossa força, mas pela intervenção de Deus. Em momentos de temor, como Israel, devemos clamar a Deus e confiar que Ele é poderoso para nos livrar.

b. Marcando a vitória com a pedra de Ebenézer

Após a vitória, Samuel ergueu um memorial, dizendo: "Até aqui nos ajudou o Senhor". Essa pedra não era apenas um marco físico, mas um lembrete constante da fidelidade de Deus.
Versículo: "Então Samuel pegou uma pedra e a ergueu entre Mispá e Sem; e deu-lhe o nome de Ebenézer, dizendo: 'Até aqui o Senhor nos ajudou'" (1 Samuel 7:12).
Aplicação: Quais são as "pedras de Ebenézer" em sua vida? Que testemunhos você carrega como provas da fidelidade de Deus? Precisamos cultivar a gratidão e marcar momentos significativos como memória viva de Sua graça.

3. Quais são os memoriais que temos levantado?

a. Gratidão pelo passado

Olhando para o ano que passou, somos chamados a reconhecer os momentos em que Deus interveio em nossas vidas, transformando lágrimas em vitórias e desafios em aprendizados.

b. Esperança para o futuro

Assim como Samuel marcou Mispá como um lugar de celebração da fidelidade divina, precisamos olhar para o futuro com fé. Um coração grato é o fundamento para enfrentarmos novos desafios com esperança.
Versículo: "Sejam agradecidos em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus" (1 Tessalonicenses 5:18).
Aplicação prática: Para aplicar Ebenézer ao nosso cotidiano, precisamos construir memoriais que sejam visíveis para nós e para os outros. Anote bênçãos em um diário, ensine seus filhos sobre o que Deus tem feito em sua vida, compartilhe testemunhos com sua igreja. Essas são as pedras modernas que testemunham a fidelidade de Deus e inspiram outros a confiar n’Ele.

4. Jesus e os Memoriais da Nova Aliança

Cristo, nosso maior memorial, instituiu dois atos que nos conectam à obra da redenção:

a. O batismo (Mateus 28:19-20)

Representa o arrependimento e a nova vida em Cristo. É um marco de onde saímos e o começo de uma nova jornada com Deus.
Versículo: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28:19).

b. A ceia do Senhor (Lucas 22:19-20)

Um lembrete constante de quem seguimos. A morte e a ressurreição de Jesus nos mostram que Ele é o nosso eterno Ebenézer, Aquele que nos sustenta e guia.
Versículo: "E, tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: 'Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim'" (Lucas 22:19).
Aplicação prática: Jesus é o nosso verdadeiro Ebenézer. Assim como Samuel levantou uma pedra em Mispá para lembrar a intervenção de Deus, o batismo e a Ceia são pedras vivas que carregamos conosco. Quando enfrentarmos dificuldades, devemos olhar para esses memoriais e lembrar que Cristo já venceu por nós. Pergunte-se: como posso viver diariamente com essa certeza de vitória?

Conclusão

Hoje, este lugar, este momento, se torna MISPÁ.
E nós também podemos declarar um Ebenézer em nossas vidas.
Assim como foi na vida de Samuel e de Josué, que possamos ensinar às próximas gerações o significado das pedras que carregamos.
Podemos levantar uma PEDRA do dia na nossa salvação, da nossa libertação ou na nossa reconciliação.
Quando nos perguntarem: “Por que levantamos este memorial? Por que participamos da Ceia ou falamos sobre Jesus?” Nossa resposta será: "Porque até aqui nos ajudou o Senhor."
Que este sermão seja um chamado à gratidão, um desafio a erguer memoriais de fé e uma inspiração para avançarmos com confiança, sabendo que o mesmo Deus que esteve conosco até agora continuará nos guiando.
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