Quando o passado não fica para trás

Livro de Oseias  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Os 9-10

Introdução:
Israel está vivendo uma situação difícil e perigosa, quase no limite do que Deus pode suportar. Deus já avisou que está pronto para agir, como se uma trombeta estivesse prestes a soar, avisando sobre o que vai acontecer. Mas o povo continua cometendo os mesmos erros de sempre. Eles confiam em pessoas que não conseguem ajudá-los e seguem caminhos que já deram errado antes. Israel estava perto do caos, como se estivesse à beira de um abismo, olhando para o fundo sem medo.
O problema é que o povo não respeitava Deus e não era sincero em seus corações. Isso era algo que já vinha desde os antepassados. Eles continuavam a cometer os mesmos erros do passado, e por isso, estavam prestes a sofrer as mesmas consequências, só que de uma forma ainda mais grave. Quando o povo não deixa para trás os pecados do passado, o futuro acaba trazendo julgamento.
1 - A rejeição teve seus motivos (Cap 9)
Quando olhamos para o versículo, vemos novamente que ele fala sobre os erros do povo de Israel. Eles continuavam fazendo coisas erradas e, por isso, não deveriam estar comemorando. Provavelmente, essa mensagem foi dada em um momento de festa, mas não fazia sentido comemorar, porque eles estavam abandonando o verdadeiro Deus.
Verso 1-2
Israel é comparada a uma mulher que busca muitos amantes, mas mesmo recebendo presentes por isso, não deveria se alegrar com o que ganhou.
Essas coisas não seriam suficientes para mantê-la segura. Deus já tinha avisado que essas atitudes não a protegeriam do castigo. Tudo iria faltar ao povo, porque Deus não estava mais ao lado deles.
Verso 3-4
Israel foi condenada a não permanecer na terra prometida, que é a terra do Senhor. O termo "Egito" aqui simboliza escravidão, e agora o povo seria escravizado em um novo "Egito", que é a Assíria.
Seus sacrifícios não eram aceitáveis para Deus, pois eram impuros e mostravam como o povo estava distante Dele espiritualmente.
Em vez de oferecer algo a Deus, eles deveriam se alimentar, já que a comunhão com Deus estava rompida e suas ofertas não tinham valor.
Versos 5-6
No cativeiro, o povo poderia comemorar suas festas? Não! As festas deveriam ser comemoradas em sua própria terra. Por isso, há a pergunta sobre o que eles fariam no cativeiro.
A única coisa que poderiam fazer seria lamentar pelos seus pecados. A terra deles ficaria vazia, sofrendo as consequências da falta de pessoas, como uma casa abandonada que não pode ser cuidada.
Aplicação: Não adianta tentar oferecer a Deus um sacrifício para compensar os pecados, ou seja, tentar consertar o erro sem realmente parar de pecar. Continuar pecando enquanto tenta adorar a Deus não funciona. O que Deus quer é que a gente se afaste do mal e se entregue completamente a Ele.
Versos 7-9
Esses versos mostram como o povo de Israel rejeitava Oseias e os outros profetas que falavam de Deus. Para o povo, eles pareciam loucos, pessoas sem razão.
Mas esse pensamento deles era, na verdade, uma prova do quanto estavam cheios de pecado. O profeta, ao seguir o caminho de Deus, se tornava um inimigo para o povo que não se arrependia.
Eles agiam de maneira errada, como o povo no livro de Juízes, onde cada um fazia o que achava certo, sem se preocupar com a justiça.
Por causa disso, Deus os puniria por não se arrependerem e por não tentarem mudar seus caminhos.
Versos 10-14
Deus lembra como foi o começo da caminhada de Israel com Ele, quando o povo era especial, quase como uma raridade. Mas, com o tempo, Israel passou a adorar outros deuses, não o Senhor (Yahweh). Deus compara Israel a uma fruta que está no ponto de ser consumida, mas que se estragou quando pecou.
Efraim, sinônimo para todo o povo, perderá sua força e se afastará, como uma ave que voa para longe. A capacidade de gerar filhos será limitada, e isso seria o fim para a nação. Israel dependia de Deus, e quando Ele os deixasse, o povo ficaria em grandes dificuldades.
Oseias pede a Deus que faça justiça contra o povo de Israel, de fato, pondo fim à sua descendência. Ele roga para que os filhos sejam privados do leite materno, e como poderiam sobreviver sem ele em seus primeiros dias de vida? Suas mães seriam incapazes de alimentá-los.
Esse pedido deixa claro no verso 14 que a punição de Deus afetaria profundamente a nação, atingindo até mesmo as gerações futuras, deixando-os sem sustento e sem esperança.
Aplicação: O orgulho não reflete quem realmente somos; é apenas uma ilusão. E, principalmente, ele não honra a posição de Deus em nossas vidas. Quando agimos com orgulho, estamos nos afastando da humildade que Deus quer de cada um de nós e, isso, desvaloriza o papel de Deus em nossa caminhada.
Versos 15-17
Oseias continua clamando pelo castigo do povo, indicando que Gilgal, que antes era um lugar respeitável, agora se tornou um centro de idolatria.
Cada membro do povo segue essa mesma tendência, e por isso, irão para as nações receber a justa punição pelos seus erros.
2 - Israel plantou autossuficiência mas colherá abandono (Cap 10)
Israel é vista mais uma vez da perspectiva do início de sua relação com Deus, agora em relação ao começo de sua habitação na terra. O povo começou bem nos seus primeiros dias, como vemos no fim do livro de Josué, mas isso não perdurou, e eles profanaram a terra da promessa.
Versos 1-4
Israel era como uma videira muito frutífera, sempre produzindo frutos no momento certo e sem faltar nada. Porém, ao mesmo tempo, começou a se espalhar a idolatria dentro de seu território. Inicialmente, alguns altares até eram usados para adorar ao Senhor, já que não havia um lugar específico para isso.
Contudo, com o tempo, esses lugares se tornaram centros de idolatria. Isso acontecia porque o coração do povo não era íntegro, algo que é fortemente enfatizado no livro. Eles cometeram o mesmo erro novamente, o que os tornava culpáveis diante de Deus, e Ele destruiria todos os seus altares.
Eles até fizeram uma avaliação correta sobre sua condição: "Não temos rei porque não tememos ao Senhor." Isso é verdade? Com certeza, os últimos cinco reis deles chegaram ao trono por assassinatos, e não da maneira como Deus havia prometido, por meio da linhagem de Davi.
Porém, como se observa no verso 4, eles continuavam a viver da mesma forma, e, em vez de continuar a plantar bons frutos, o fruto da destruição já estava no meio deles.
Versos 5-8
O suposto deus criado pelo rei Jeroboão I, há muito tempo, seria levado para outro povo, e aqueles que acreditavam nele lamentariam essa perda. Esse deus falso não tinha força nem para se defender, quanto mais para proteger uma nação.
Israel ficaria envergonhado ao ver isso, pois ficaria claro que era apenas um ídolo sem qualquer poder de livrá-los. O povo havia gasto tanto tempo e energia adorando algo que não lhes trouxe retorno, mas apenas vergonha quando o julgamento se completasse.
O rei, o mesmo que incentivou a adoração ao ídolo, seria levado para o cativeiro, comparado a um graveto sendo arrastado pelas ondas. Como vemos frequentemente durante alagações, quando troncos são levados pelas águas, o mesmo aconteceria com o rei de Israel, sendo arrastado impotente pelo seu pecado.
O povo, ao se deparar com essa situação, só poderia clamar para que a destruição fosse rápida, pedindo para os montes caíssem sobre eles, para que a desgraça não se prolongasse ainda mais.
Antes do retorno de Cristo, muitas pessoas também clamaram para morrer antes de enfrentar o juízo final, mas, como aconteceu com Israel, não adianta clamar quando o tempo de preparação já acabou.
Aplicação: Hoje é o dia de nos livrarmos dos nossos ídolos, de colocá-los para fora das nossas vidas. Tudo aquilo que tem tomado o lugar de Deus precisa ser colocado no seu devido lugar, porque chegará o momento em que não poderemos mais fazer isso. Hoje é o momento de nos prepararmos para o encontro com Deus, para que Seu juízo não seja a nossa sentença, mas o galardão que Ele prometeu àqueles que O amam.
Versos 9-12
Deus recorda mais uma vez o tempo dos juízes, o povo continuou em pecados semelhantes sem se desviar. Por isso, Ele colocaria pessoas no caminho deles para expulsá-los da terra. No entanto, Deus sempre cuidou e protegeu o povo, como o verso 11 indica.
A escolha de se desviar foi do povo, que preferiu o pecado e o castigo que viria devido à sua dupla transgressão. Mas ainda havia esperança, pois Deus deixou uma luz: era o tempo de buscar ao Senhor, semear a justiça e não o pecado.
Deus é misericordioso, assim como Ele é conosco. Versos 13-15
Fechando o capítulo, temos a triste conclusão sobre o que o povo fez com o chamado ao arrependimento. Eles plantaram o que é perverso, confiando mais em si mesmos do que em Deus.
Preferiram seguir por conta própria, e, assim, a queda começaria dentro do próprio povo. A posteridade seria prejudicada, como a neblina da manhã que desaparece, assim chegaria o fim do seu reinado e sua dispersão pelas nações.
Aplicação: Diante da nossa grande tendência de seguir o exemplo de Israel e de cair nas mesmas atitudes, é essencial sermos gratos a Deus por Cristo. Sua morte abriu o caminho para o céu e nos deu um novo coração, que a cada dia mais deseja obedecê-lo e amá-lo com tudo o que somos. Demos graças ao Senhor por Sua misericórdia ao enviar Jesus para nos salvar do caminho certo para a destruição.
Conclusão: O passado deve ficar para trás. Deus nos deixou as Escrituras para que observemos as atitudes dos nossos pais e não as repitamos. Como Paulo destaca em 1 Coríntios 10:11, há coisas que servem como advertência para nós, e outras, como veremos no Capítulo 11, são para nossa esperança. Que levemos a sério ambas, honrando a Deus e seguindo o que Ele nos deixou em Sua palavra. Amém.
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