AS REAÇÕES DA MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA DO SENHOR JESUS

Exposição do Evangelho de Lucas  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Jesus chama Mateus para seguí-lo. Jesus come com os publicanos. Os fariseus questionam a Jesus. Jesus ensina sobre a necessidade de reconhecimento dos pecados.

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INTRODUÇÃO

Então, irmãos hoje retornamos a nossa exposição de Lucas no capítulo 5, que por sinal é um capítulo muito rico das Escrituras, nele vemos:
Jesus fazendo ensinos públicos e graciosos diante de multidões e diante de seus discípulos.
Nele vemos Jesus realizando grandes milagres. Uma pesca especial e a cura de um paralítico.
É nesse capítulo que está o chamado de alguns discípulos de Jesus, para serem pescadores de homens.
Nesse capítulo também vemos algumas investidas dos fariseus e escribas contra Jesus e seu ministério.
Vemos também Jesus desbancando os fariseus com sua perfeita sabedoria.
Ele é sem dúvidas um capítulo precioso e carregado de ensinos da Palavra de Deus para todos os seguidores de Cristo. Nessa manhã, em especial, vamos discorrer do v.27 ou v.32 e quero apresentar aos irmãos 3 pontos importantes dessa passagem:
O Chamado especial e transformador que Jesus faz para Levi, fazendo dele um crente sincero e um apóstolo do Senhor.
O contraste que a obra de Cristo provoca no coração dos homens. Para alguns a Graça é o motivo de extrema alegria, para outros de ira e murmuração.
Para ser alvo de tão grande graça existe uma necessidade fundamental. A de se reconhecer como alguém pobre em Espírito.
Esse reconhecimento de pobreza é o princípio de toda a alegria de um verdadeiro discípulo de Jesus. Um dos versículos que mais mencionei em minhas pregações, sem sombra de dúvidas, é a primeira bem-aventurança que Jesus proclama no sermão da montanha. E ela tem tudo a ver com a mensagem dessa manhã. Está escrita em Mt 5.3.
3 — Bem-aventurados
os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
É o reconhecimento de nossa profunda necessidade de perdão que nos leva a sermos verdadeiramente felizes, bem-aventurados. E não é a felicidade a maior busca de todos os homens?
Esse é o relato de como Levi encontrou a felicidade e como podemos ser verdadeiramente completos nessa vida e na eternidade. Vejamos:

EM 1º LUGAR, TEMOS: O CHAMADO EFICAZ DE LEVI. (27-28)

27 Depois disso, Jesus saiu e viu um publicano, chamado Levi, sentado na coletoria. E lhe disse:
— Siga-me!
28 Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu.
Lucas começa o novo relato, com : “Depois disso”. Depois do quê?
A cura miraculosa do paralítico na seção anterior.
RELEMBRAR: (Os seus pecados estão perdoados e levanta, toma teu leito e anda).
Os outros evangelhos sinóticos Mateus e Marcos, seguem a mesma ordem de narrativa.
Então, depois desses acontecimentos, Lucas escreve que “Jesus saiu e viu um publicano, chamado Levi, sentado na coletoria.”
Marcos é mais preciso, ao dizer que essa cena ocorreu junto ao mar. (Mc 2.13-14)
Para entendermos melhor o contexto, se faz necessário respondermos algumas perguntas:
O que era um publicano e por que eram tão odiados?
2. Quem é este Levi, que Jesus viu?
3. O que ele estava fazendo em uma coletoria perto do mar?
RESPOSTAS:
Um publicano nada mais era que um cobrador de impostos que trabalhava para o império romano. Agora, o motivo de serem tão odiados é extremamente relevante para entendermos algumas passagens dos evangelhos, inclusive esta.
A região da palestina estava toda dominada pelo império romano, que diferente de outros povos dominadores, não destruia a cultura local dos dominados. Pelo contrário, permitiam que tivessem seus costumes religiosos, culturais e até legais, contanto que fossem subservientes do império. De modo especial, isso ocorria na cobrança de impostos sobre as coisas.
Nós aqui no Brasil, que temos um país com uma das maiores cargas tributarias do mundo, ou seja, carga de impostos, bem sabemos como esse tipo de política é dolorosa. Estreita as nossas economias, diminui o nosso acesso a coisas boas e reduz o nosso conforto.
Agora, imagine que muitos desses funcionários, cobradores de impostos do Império, eram judeus de nascença. Esses homens eram considerados traidores da pátria, pessoas vendidas ao dinheiro. Se isso já não era pouco, o cenário estava ainda mais triste, boa parte desses cobradores faziam cobranças excessivas. Eles aumentavam o valor dos tributos, e quando iam prestar contas ao império eles ficavam com a diferença. É por isso que muitos deles ficavam ricos. Em contrapartida eram totalmente odiados pelo seu próprio povo, como imundos e traidores.
Duas provas dessas falcatruas encontram-se no evangelho de Lucas, quando João Batista batizava em Lucas 3.12-13 e na fala de Zaqueu, quando se converte ao Senhor, lá em Lucas 19.8, vejamos:
12 Também alguns publicanos chegaram para ser batizados e perguntaram a João:
— Mestre, o que devemos fazer?
13 Ele respondeu:
— Não cobrem mais do que o estipulado.
e,
8 Zaqueu, por sua vez, se levantou e disse ao Senhor:
— Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguma coisa de alguém, vou restituir quatro vezes mais.
Então, esses eram os publicanos tão odiados.
2. Mas quem era Levi, que Marcos escreve como sendo filho de Alfeu?
Levi era o apóstolo Mateus. Não há indícios bíblicos que Jesus tenha mudado o nome de Levi para Mateus, como Deus fez com Abrão, que passou a ser chamado de Abraão. Na verdade é mais provavel que ele tivesse dois nomes. Mas como sabemos disso? O próprio relato do evangelho de Mateus o apresenta assim, na descrição dessa cena em Mateus 9.9.
9 Quando Jesus saiu dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e lhe disse:
— Siga-me!
Ele se levantou e o seguiu.
Então, o que temos aqui é um chamado surpreendente do Senhor Jesus, para um pecador tido publicamente como um dos piores. Aqui descobrimos que não devemos fechar as portas da graça para ninguém. Às vezes olhamos para algumas pessoas com o olhar de: “NÃO VALE A PENA PREGAR PARA ELA”, é como se pensassemos que algumas pessoas chegaram a um nível de pecado irremediável. Jamais se esqueça da bondade de Cristo, pois a sua graça pode salvar o pior dos pecadores. Lembre-se de quando Ele fez de Paulo, um perseguidor da igreja, um apóstolo, que daria a sua vida por ela. Que dirá de um cobrador de impóstos! Mateus foi chamado para a conversão e também ao apostolado.
Quando foi isso? Lucas escreve, quando Jesus o viu na coletoria. Mas o que ele fazia ali perto do mar?
A resposta é bem simples. Ali era uma rota marítma e comercial. quem passassem por ali com mercadorias ou coisas do tipo teria de prestar contas na coletoria, como um pedágio. E é ali, no trabalho de Mateus que Jesus o chama:
— Siga-me!
Essa não é qualquer palavra, que sai da boca de qualquer homem. O que Lucas relata é o chamado EFICAZ de Cristo na vida de Mateus. Não houveram argumentações, nem mesmo houve um convite da parte de nosso Senhor. Ele olhou para Mateus disperdiçando a sua vida numa caixa de impostos e o resgatou com uma simples e ao mesmo tempo ONIPOTENTE palavra, “Siga-me”. Esse dia já estava determinado desde antes da fundação do mundo. Do mesmo modo que o dia do nosso chamado também! E Ele continua sendo o mesmo Deus que chama pecadores, que os tira das trevas para a luz, que remove um coração de Pedra e coloca um de carne no lugar, que vivifica o espírito amortecido, que salava e santifica de uma vez por todas.
A cena é muito simples de entender. (ENCENAR)
Estava Mateus cobrando impostos numa coletoria junto ao mar da Galiléia e Jesus olha pra ele e diz: SIGA-ME. E aquele homem que até então obedecia apenas ao império e ao seu próprio ventre simplesmente se levanta e vai.
O versículo 28 conta a atitude de Mateus:
28 Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu.
Meu querido, você deve aprender com o nosso irmão Levi. Quando Cristo te chamar siga-o, essa é a evidência de um verdadeiro Cristão. Não havia nada mais importante para ele do que seguir à Cristo daquele momento em diante. Tome a atitude de deixar tudo por Cristo. Isso não significa necessariamente deixar o emprego ou família, pois nem todos tem o mesmo tipo de chamado de um pastor. Mas, significa que nenhuma dessas coisas pode te trazer qualquer impeditivo de adorar ao Senhor, Cristo deve ocupar o primeiro lugar em sua vida.
Observe o relato de Paulo, como Cristo passou ocupar o primeiro lugar em sua vida. Fp 3.4-9.
4 É verdade que eu também poderia confiar na carne. Se alguém pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais:
5 fui circuncidado no oitavo dia, sou da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, eu era fariseu;
6 quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível.
7 Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo.8 Na verdade, considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele perdi todas as coisas e as considero como lixo, para ganhar a Cristo
9 e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, mas aquela que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé
Quando considerarmos tudo como perda, tomarmos a atitude de nos levantar e seguir ao Senhor, aí finalmente teremos tudo.
O que tem te impedido de obedecer o chamado de Cristo?

EM 2º LUGAR, TEMOS: O CONTRASTE ENTRE ALEGRIA E MURMURAÇÃO: (29-30)

É muito interessante como as palavras de Simeão à Maria ecoam em todo o Evangelho do Senhor Jesus. (CONTEXTUALIZAR)
Ele disse:
34b — Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para elevação de muitos em Israel e para ser alvo de contradição,
35 para que se manifestem os pensamentos de muitos corações. (Lucas 2.34-35)
É evidente que o Evangelho produz efeitos múltiplos. Quando os anjos anunciaram aos pastores que o Salvador do mundo havia nascido em Belém houve surpresa e alegria, não só diante dos homens, mas os próprios anjos, do céu louvavam ao Senhor, pela sua glória. Porém, não foi assim que reagiu Herodes ao ouvir dos magos do oriente que o Rei de Israel havia nascido. Herodes teve medo e ódio, e desde então o seu desejo era descobrir onde Jesus tinha nascido para ir matá-lo.
De fato, os pensamentos de muitos corações estavam sendo manifestos com a vinda de Jesus, como havia predito o velho Simeão, e mais ainda com a sua obra redentora em curso. Agora nos versículos 29 e 30, o contraste entre esses dois grupos de pessoas, os que amam ao Senhor e se alegram nele e os que nutrem ódio por Ele, fica extremamente evidentes. Observe comigo:
29 Então Levi lhe ofereceu um grande banquete em sua casa; e era grande o número de publicanos e outras pessoas que estavam com eles à mesa.
30 Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando:
— Por que vocês comem e bebem com os publicanos e pecadores?
O v.29 é recheado por uma verdade simples e ao mesmo tempo graciosa: AQUELES QUE CONHECERAM AO SENHOR TEM MOTIVOS VERDADEIROS PARA SE ALEGRAR.
Lucas relata que depois de largar tudo, como um ato de transição do velho para o novo homem e seguir a Jesus, Mateus deu um grande banquete. ELE CELEBROU a sua nova vida. É muito interessante pensarmos nisso. Pelo quê você celebra? O que faz o mundo celebrar?
Podemos elencar uma lista comum de coisas pelas quais os homens comuns celebram:
Aniversários.
Admissão em concursos e vestibulares.
Datas festivas.
Conquistas pessoais.
A lista é imensa, mas sem sombra de dúvidas nenhuma delas se compara a receber uma nova vida. Nenhuma dessas coisas elencadas chega aos pés de receber de graça a vida eterna. Nenhuma pode ser comparada com o perdão gratuito dos pecados. Com a garantia de recebimento do reino de Deus. Nenhuma delas pode em hipótese alguma ser comparada a SE TORNAR FILHO DE DEUS, adotado pelo Senhor e passar a ser herdeiro de todas as coisas.
É tão estranho a atitude de alguns cristãos de pesar, com a sua conversão. Ter tudo como perda não é nada comparado com a glória que há de ser revelada em nós, de modo que a atitude lógica e aceitável para um pecador que se arrepende é CELEBRAR como Mateus. Mas sua festa foi mais que isso, o relato de quem eram os convidados dá um grande indício de que a sua celebração era também o momento oportuno para a propagação do reino de Deus.
Lucas escreve que era GRANDE o número de publicanos e outras pessoas que estavam com eles à mesa, dentre os quais se encontravam os primeiros discípulos e o próprio Senhor Jesus. Mateus não perdeu tempo! Ao celebrar a sua verdadeira vitória, que foi alcançada por Cristo, ele estava apresentando o seu salvador para pessoas tão necessitadas quanto Ele.
Observe que foi dado um grande banquete, isso indica que Mateus e os outros publicanos não necessitavam de dinheiro, mas de arrependimento e perdão de Cristo.
Aprendemos aqui duas lições:
Se você foi salvo por Cristo, você deve se alegrar constantemente nisso. E refletir a ética celestial da qual Cristo declarou que haverá grande alegria no céu por um pecador que se arrepende.
Você deve desejar que os outros tenham a sua mesma alegria. Você deve trabalhar para o crescimento do reino aproveitando todas as oportunidades para falar da graça e do amor do nosso Salvador.
Se no 29 vemos a manifestação da graça de Cristo na vida de Mateus, no v.30 vemos a murmuração daqueles que odeiam o Senhor.
Ainda hoje é assim! Enquanto uns se alegram pela salvação que receberam de Cristo outros murmuram pela perda de seus amigos de “pecado”. Farras, bebedices e outras coisas inconvenientes.
30 Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando:
— Por que vocês comem e bebem com os publicanos e pecadores?
Obviamente a murmuração contra os discípulos de Jesus que se alegravam na festa de Mateus era uma murmuração contra a graça revelada de Cristo. Aqueles homens que tinham uma alta estima de si mesmos não podiam aceitar que pessoas tão odiosas quanto os publicanos fossem alvos da graça e da bondade do Senhor. E como estavam o tempo todo procurando um pretexto para desacreditar as palavras de Cristo eles viram naquela cena um motivo para murmurar:
— Por que vocês comem e bebem com os publicanos e pecadores?
Como eles eram incapazes de se alegrar com os que se alegram, e de reconhecer a bondade de Deus, então eles decidiram manchar a obra de Cristo com essa murmuração. Essa pergunta deles está recheada de um conceito que apesar de verdadeiro, em certo modo, eles estavam extrapolando.
Sentar-se à mesa, sempre foi e ainda é hoje sinônimo de comunhão. Mas, aqueles homens desconsideraram o motivo pelo qual estavam sentados tantos pecadores em volta da mesa junto com Jesus e seus discípulos, o MOTIVO ERA A SALVAÇÃO, TRANSFORMAÇÃO E CHAMADO DE MATEUS, e não a aceitação dos pecados que aqueles homens cometiam.
Todoas aqueles que são chamados por Jesus, são por Ele mesmo devolvidos ao mundo. DE MODO NENHUM PARA PARTICIPAR DE SEUS PECADOS, MAS PARA PESCAR HOMENS PARA CRISTO. Jesus diz em João 17.15 “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.”
É evidente que o Senhor em sua infinita sabedoria não permitiria que tal calúnia por parte dos rivais do Evangelho ficasse sem resposta!

EM 3º LUGAR, TEMOS: A PROFUNDA NECESSIDADE DE RECONHECERMOS O NOSSO ESTADO.

31 Jesus tomou a palavra e disse:
— Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.
32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.
Que palavras! Quão desconcertante são para os impiedosos as palavras penetrantes de amor do Verbo de Deus.
Por meio de um dito popular, um tanto óbivo, por sinal, o Senhor exprime uma verdade FUNDAMENTAL PARA TODOS OS HOMENS.
Você deseja ser salvo? Saiba disto, é fundamental você reconhecer a profunda necessidade e pobreza de sua alma, é fundamental que você se esvazie de todas as suas justiças próprias, de todo o seu achismo de que possui algum mérito por não ser tão ruim quanto fulano. É fundamental que você reconheça a doença que corroe a sua alma, para só então correr para os braços do Poderoso Médico.
No v.31 o Senhor cita 3 grupos:
Os sãos.
O Médico.
Os doentes.
Ninguém que se acha TOTALMENTE são procura um médico para ser curado de algo. Mas a verdade é que ninguém é São! Muitos homens nutrem em seus corações a falsa perspectiva de que não precisam de um salvador, pois vivem de modo suficientemente adequado para enfrentar o severo juízo de Deus. É nesse grupo que se encontram os fariseus, escribas e pessoas que negam a suficiência da Graça de Jesus.
Jesus não está afirmando que eles são saudáveis de fato, apenas que eles se veem como saudaveis.
Por outro lado, aqueles publicanos eram vistos como vís e odiosos, ninguém, nem mesmo os fariseus discordariam que no quesito doença do pecado, aqueles homens estavam totalmente contaminados.
É aí que entra a figura do médico. A função do médico é sarar as doenças, e a especialidade do Maior de todos os médicos é perdoar pecados. Nisto, portanto consiste o ministério do nosso salvador. Faço das palavras de Paulo em 1Tm 1.15, às minhas palavras:
15 Esta palavra é fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.
A verdade é que aqueles escribas e fariseus não suportavam a ideia de pecadores serem salvos por graça. E nisto eles contradiziam o princípio da Lei que diziam seguir com fidelidade. Nem amavam a Deus sobre todas as coisas, pois rejeitavam a vinda de Seu Filho e nem amavam o próximo como a sí mesmos pois a compaixão estava ausente deles.
Jesus reverte todo o pensamento pecaminoso daqueles acusadores com uma só frase:
32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.
Está claro, pelo contexto, que Ele não veio chamar os que se acham justos. Mas sim os que se veem como pecadores e necessitados ao arrependimento. Todo aquele que como os fariseus se veem como merecedores de algo da parte de Deus, nada mais fazem que fechar as portas da graça.
Lembre-se sempre desse princípio ensinado por Deus em sua Palavra e tantas vezes repetido aqui nesse púlpito aqui: Tg 4.6
"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes."
Essa verdade expressada pelo Senhor Jesus no v.32, nos ensina que a nossa posição quanto a nossa própria vida e condição de pecadores deve ser de reconhecimento e humildade. A verdade é que para ser cheio de Cristo, primeiro necessitamos nos esvaziar de nós mesmos.
Para buscarmos o médico de nossas almas, precisamos confessar que estamos doentes, e sabe do que mais, TODOS estão doentes pelos pecados, porém a maioria não reconhece o seu estado. Pois está escrito em Rm 3.23:
23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,
E infelizmente até alguns que até conhecem o próprio estado de Queda, não tomam a atitude de ir até Cristo para ser curado. SÓ NELE HÁ CURA E REDENÇÃO.
Observe o que Paulo diz após Rm 3.23.
24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,
25 a quem Deus apresentou como propiciação, no seu sangue, mediante a fé. Deus fez isso para manifestar a sua justiça, por ter ele, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos,
26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, a fim de que o próprio Deus seja justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.
O primeiro passo para ser alvo de tamanha graça e amor é reconhecer e confessar os próprios pecados.

CONCLUSÃO:

O que aprendemos nesse relato?
Jesus é quem chama o pecador eficazmente.
É Ele quem abre os nossos olhos da fé, até para reconhecer a nossa situação de carencia e necessidade.
Outra verdade é que a Graça de Jesus não está limitada. Ele pode salvar o mais terrível dos pecadores se confessar e se arrepender.
Ninguém merece a salvação, por isso toda aquele que a recebe deve SE ALEGRAR NELE.
Devemos considerar tudo como perda e seguir a Cristo.
Esse chamado de Mateus e sua atitude me lembra a parábola da pérola que o Senhor Jesus fala: Mt 13.45-46.
45 — O Reino dos Céus é também semelhante a um homem que negocia e procura boas pérolas.
46 Quando encontrou uma pérola de grande valor, ele foi, vendeu tudo o que tinha e comprou a pérola.
(Explicar e encerrar)
AMÉM!
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