IRMÃO EPAFRODITO! Filipenses 2.25-30

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Em algum ponto de nossa vida vamos precisar de pessoas: “pessoas precisam de pessoas”.

Notes
Transcript
Grande ideia: Em algum ponto de nossa vida vamos precisar de pessoas: “pessoas precisam de pessoas”.
Estrutura: Epafrodito, um homem ativo na vida de Paulo e da vida da igreja (v. 25) e Epafrodito, um homem para ser honrado pela seu amor à obra de Cristo (vv. 26-30).
Irmão André:
Meu último encontro com o pastor iraniano Haik Hovsepian-Mehr foi especialmente memorável. Por muitos anos, ele pastoreou igrejas no Iraque, declarando sábia e abertamente o evangelho. Quando nos despedimos, apertamos as mãos, e ele me disse: “Irmão André, quando eles me matarem será porque estou falando, não porque estou calado”. Ele disse “quando” e não “se”, pois sabia que seria morto e, no mês seguinte, ele foi assassinado. Ele sofreu por causa de sua fé durante anos e foi morto pela sua fidelidade em declará-la. Ele era um espécime raro e precioso, porém não estava sozinho. Há milhões de cristãos perseguidos vivendo em áreas onde sua fé custa muito caro, principalmente quando é proclamada. Enquanto sofrem com Cristo tornam-se a mensagem que diz: “Estou disposto a morrer por ele!”; e também: “Estou disposto a morrer por você, porque foi isso que Cristo fez!”.
Filipenses 2.25 NAA
No entanto, julguei necessário enviar-lhes Epafrodito, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas, e, da parte de vocês, mensageiro e auxiliar nas minhas necessidades.
Filipenses 4.18 NAA
Recebi tudo e tenho até de sobra. Estou suprido, desde que Epafrodito me entregou o que vocês me mandaram, que é uma oferta de aroma agradável, um sacrifício que Deus aceita e que lhe agrada.
The New Bible Dictionary, Third Edition:
EPAPHRODITUS. Um cristão macedônio de Filipos. Não há motivos para identificá-lo com Epafras de Cl 1.7; 4.12 ou Fm. 23. Seu nome significa "formoso" ou "encantador". Paulo o chama de seu mensageiro (hymōn apostolon, Fp. 2:25), onde a palavra usada é mais frequentemente traduzida em outros lugares como "apóstolo". Isso não significa que Epafrodito ocupava algum cargo na igreja de Filipos; ele era simplesmente um mensageiro (cf. 2Co 8:23) que levou o presente da igreja a Paulo na prisão em Roma. Ele ficou gravemente doente, possivelmente como resultado do esforço excessivo na viagem de Filipos a Roma ou no serviço a Paulo em Roma. A versão inglesa diz "he regarded not his life" (veja Fp 2:30), mas a versão inglesa RSV diz mais corretamente "arriscando sua vida". A palavra usada é paraboleusamenos, "tendo apostado com sua vida", de paraboleuesthai "lançar uma aposta, fazer um empreendimento".
Warren Wiersbe:
As igrejas de hoje precisam de homens e mulheres que se preocupem com as missões em locais mais difíceis do serviço cristão. Nas palavras de um líder missionário: “O maior problema em nossas igrejas é que temos espectadores demais e participantes de menos”. Epafrodito não se contentou apenas em contribuir financeiramente. Ofereceu a si mesmo para ajudar a levar a contribuição arrecadada!.
Um homem ativo. (v. 25)
Para Paulo: “meu irmão, cooperador e companheiro de lutas”.
Carta aos Filipenses Paulo cuida da igreja

É interessante que aqui palavras que mais tarde adquirem um conteúdo bem definido ainda sejam usadas de forma bem singela. Pelo fato de Epafrodito ter sido enviado e incumbido pelos filipenses Paulo o chama de “apóstolo”; e, como deve “servir” às necessidades de Paulo, ele é chamado “leitourgos (“liturgo”) de minha necessidade”.

Para a igreja de Filipos: “mensageiro e auxiliar nas minhas necessidades”.
Filipenses: A Carta da Alegria Em Terceiro Lugar, Consideramos o Exemplo de Epafrodito (v. 25–30)

Epafrodito era um cristão equilibrado, pois era irmão, cooperador e companheiro de lutas. Ele era um cristão sensibilizado, pois sentia a responsabilidade pelo apóstolo, pelos filipenses e pela obra de Cristo. Mas, sobretudo, foi destacado como cristão abençoado, pois teve o privilégio de servir ao apóstolo Paulo; teve o privilégio de servir a igreja, levando os donativos dos filipenses para o apóstolo; e, por fim, teve o privilégio de ser curado pelo Senhor

Byung -Chul Han:
A sociedade atual não é uma sociedade do “amor ao próximo”, na qual nos realizaríamos reciprocamente. Ela é, muito antes, uma sociedade do desempenho, que nos individualiza. O sujeito de desempenho explora a si mesmo até ruir. E ele desenvolve uma autoagressividade que não raramente desemboca no suicídio. O Si como belo projeto se mostra como projétil, que ele, agora, aponta contra si mesmo.
Nós nos transformamos em zumbis saudáveis e fitness, zumbis do desempenho e do botox. Assim hoje, estamos por demais mortos para viver, e por demais vivos para morrer.
2. Um homem a ser honrado. (vv. 26-30)
Epafrodito sentia saudade da igreja, e a sua angústia era que a igreja sabia de sua enfermidade.
Não foi uma simples enfermidade: “adoeceu e estava à beira da morte”.

ασθενεω astheneo

de 772; TDNT - 1:490,83; v

1) ser fraco, débil, estar sem força, sem energia

2) estar carente de recursos, indigente, pobre

3) estar debilitado, doente

“Mas Deus se compadeceu (teve misericórdia)”: o nosso Deus intervém em enfermidades sérias, tudo ocorre de acordo com o seu plano.
A alegria da igreja de Filipos estava na certeza de que Epafrodito estava bem. Essa é a essência da nossa comunhão.
1Coríntios 12.26 NAA
De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, todos os outros se alegram com ele.
Aqui vem o apelo de Paulo: “honrem sempre os que são como ele”.

εντιμος entimos

de 1722 e 5092; adj

1) tido em honra, digno de um prêmio, precioso

Mateus 10.40–41 NAA
— Quem recebe vocês é a mim que recebe; e quem recebe a mim recebe aquele que me enviou. Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá a recompensa de profeta; quem recebe um justo, no caráter de justo, receberá a recompensa de justo.
1Tessalonicenses 5.12–13 NAA
Irmãos, pedimos que vocês tenham em grande apreço os que trabalham entre vocês, que os presidem no Senhor e os admoestam. Tenham essas pessoas em máxima consideração, com amor, por causa do trabalho que realizam. Vivam em paz uns com os outros.
Epafrodito valorizava tanto a obra de Cristo, que arriscou a sua própria vida para suprir a Paulo, com a ajuda da igreja de Filipos.
Filipenses 2.7–8 NAA
Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.
John Drescher:
Eu pediria a Deus para lidar com qualquer tipo de orgulho e me dar um espírito de humildade semelhante a Cristo. C. S. Lewis salienta que o vício essencial, o mal extremo, é o orgulho. Todos os pecados da carne não são nada em comparação. “O orgulho é essencialmente competitivo”.
Ele sugere: “Se você deseja descobrir o quanto se orgulha, a maneira mais fácil é se perguntar: “Como eu não gosto quando outras pessoas me desprezam, se recusam a me dar atenção, se metem na minha vida, me tratam com superioridade ou se exibem?”.
Lewis também aponta que o orgulho ou a presunção é o pecado de que mais temos consciência nos outros e dos quais somos mais cegos em nós mesmos. Quanto mais nós os possuímos, mais detestamos isso nos outros. A virtude oposta é a humildade. O orgulho se deleita em brilhar ou procurar endireitar os outros. É por orgulho que criticamos e julgamos os outros. A humildade é a mais consciente do próprio fracasso e da necessidade da graça contínua de Deus.
E apontava para Jesus, aquele que não apenas arriscou a sua vida, mas a entregou por todos nós.
João 10.17–18 NAA
Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para recebê-la outra vez. Ninguém tira a minha vida; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregá-la e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.
João 19.30 NAA
Quando Jesus tomou o vinagre, disse: — Está consumado! E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
3. Outras aplicações:
(a) O exemplo de Jesus precisa nos levar a abrirmos os olhos para vermos aquilo que insistimos em não querer ver: somos servos uns dos outros.
2Coríntios 8.1–2 NAA
Também, irmãos, queremos que estejam informados a respeito da graça de Deus que foi concedida às igrejas da Macedônia. Porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles transbordou em grande riqueza de generosidade.
Filipenses 4.14–17 NAA
No entanto, vocês fizeram bem, associando-se comigo nas aflições. E como vocês, filipenses, sabem muito bem, no início da pregação do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo nessa questão de dar e receber, exceto vocês, somente. Porque até quando eu estava em Tessalônica, por mais de uma vez vocês mandaram o bastante para as minhas necessidades. Não que eu esteja pedindo ajuda, pois o que realmente me interessa é o fruto que aumente o crédito na conta de vocês.
(b) Todos nós precisamos de um Epafrodito, alguém que é alvo de nossa oração de gratidão por ter “arriscado a própria vida” pelo nosso bem estar.
João 15.12–15 NAA
— O meu mandamento é este: que vocês amem uns aos outros, assim como eu os amei. Ninguém tem amor maior do que este: de alguém dar a própria vida pelos seus amigos. Vocês são meus amigos se fazem o que eu lhes ordeno. Já não chamo vocês de servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz; mas tenho chamado vocês de amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes dei a conhecer.

Na apresentação dos três homens de Deus, Paulo, Timóteo e Epafrodito, descobrimos os traços daqueles que merecem essa designação. Homens que se desvinculara dos seus próprios valores para, incansavelmente, buscar os de Cristo e da sua igreja. Estavam envolvidos no serviço sacerdotal dos irmãos e desta maneira cultuavam a Deus. Oremos a Deus insistentemente para nos tornar homens de Deus, levantando-nos no meio da sua igreja, para a sua glória.

Ilustr.:
Em 1866, Robert J. Thomas partiu da China com a missão de levar o evangelho de Jesus Cristo ao povo da Coreia. Thomas era missionário pela Sociedade Bíblica da Escócia. Ele percebeu que a língua coreana tem como base a língua chinesa, portanto os coreanos alfabetizados poderiam ler a Bíblia em chinês publicada pela sua organização. Cheio de amor pelo povo coreano e ansioso para que o amor de Deus resplandecesse entre eles, Thomas embarcou com um grande carregamento de Bíblias num navio norte-americano que seguiria rumo à cidade de Pyongyang. No entanto, quando o navio se aproximava da cidade, houve um confronto com a guarda costeira coreana. O navio foi queimado e todos os seus passageiros foram mortos, exceto Thomas. Enquanto o navio afundava, ele lutou para alcançar a costa. Saiu da água cambaleando, tendo nos braços o maior número de Bíblias que conseguiu carregar sem afogar-se. Quando os soldados coreanos vieram na direção de Thomas, ele empurrou as Bíblias nas mãos dos soldados, que, em seguida, o espancaram até a morte.1
A primeira vez que a luz do evangelho brilhou na Coreia foi no dia em que Robert Thomas morreu, na praia de Pyongyang. Depois de ser espancado até a morte, os soldados coreanos pegaram e guardaram as Bíblias em chinês que Thomas tinha levado à praia com tanto sacrifício. Alguns deles conseguiram lê-las e, posteriormente, entregaram suas vidas a Cristo. A partir daquele início, e graças também ao trabalho de missionários que vieram depois, a luz do evangelho brilhou e Cristo foi conhecido pelo povo da Coreia. Hoje, na Coreia do Sul, o cristianismo superou o budismo como a religião da maioria, sendo um dos poucos países do Extremo Oriente com uma substancial população cristã. De fato, a Coreia emergiu como uma nação líder em missões mundiais, levando a luz do conhecimento de Cristo a outros povos do mundo.
Doriani, Daniel M.; Ryken, Philip G.; Philips, Richard D.. A encarnação nos Evangelhos (Portuguese Edition) (p. 182, 194-195). Editora Cultura Cristã. Edição do Kindle.
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