Lembranças que Transformam: A Segurança em Cristo
Enquanto Aguardamos (2Pedro) • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 14 viewsNotes
Transcript
Introdução
Introdução
Irmãos, que alegria estarmos reunidos aqui no nossa primeira celebração do ano de 2025 e isso é muito importante. Alguns dizem que o ano só começa no Brasil após o carnaval, o que é algo bem ruim de se pensar e um péssimo habito ao lidar com nossas responsabilidades e compromissos.
Por isso o ano já começou pra nós, e hoje vamos começar uma nova série de mensagens não tão nova assim. Vamos estudar a carta de 2Pedro na série “Enquanto aguardamos”, por isso disse não tão nova, uma vez que ano passado estudamos a carta de 1Pedro juntos e assim o faremos por alguns anos estudando as cartas gerais do Novo Testamento.
Queridos, não há nenhum lugar melhor para começar do que do início.
Talvez você esteja se perguntando o porque eu usei essa frase redundante, e a resposta é simples, não é óbvio. Frequentemente nos esquecemos dos começos, dos pontos iniciais no meio da jornada, no entanto os começos são tão importantes quanto os términos, e chegar ao final se lembrando dos fundamentos, do começo é essencial.
Pedro começa sua segunda carta se esforçando para lembrar seus leitores de verdades essenciais e que não podem e não devem ser esquecidas no meio da jornada e hoje vamos meditar em algumas delas.
Orar pedindo ao Senhor iluminação e fidelidade por sua Palavra por sua graça e misericórdia.
1Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.
2Que a graça e a paz lhes sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.
3Pelo poder de Deus nos foram concedidas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude. 4Por meio delas, ele nos concedeu as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vocês se tornem coparticipantes da natureza divina, tendo escapado da corrupção das paixões que há no mundo. 5Por causa disso, concentrando todos os seus esforços, acrescentem à fé que vocês têm a virtude; à virtude, o conhecimento; 6ao conhecimento, o domínio próprio; ao domínio próprio, a perseverança; à perseverança, a piedade; 7à piedade, a fraternidade; à fraternidade, o amor. 8Porque essas qualidades, estando presentes e aumentando cada vez mais, farão com que vocês não sejam nem inativos, nem infrutíferos no pleno conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo. 9Pois aquele que não tem estas coisas é cego, vendo só o que está perto, e se esqueceu da purificação dos seus antigos pecados. 10Por isso, irmãos, procurem, com empenho cada vez maior, confirmar a vocação e a eleição de vocês; porque, fazendo assim, vocês jamais tropeçarão. 11Pois desta maneira é que lhes será amplamente suprida a entrada no Reino eterno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
12Por esta razão, sempre estarei pronto para fazer com que vocês se lembrem destas coisas, embora já as conheçam e tenham sido confirmados na verdade que receberam. 13Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar essas lembranças em vocês, 14certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou. 15Mas, de minha parte, me esforçarei ao máximo para que sempre, mesmo depois da minha partida, vocês se lembrem dessas coisas.
Contexto geral de 2Pedro
Pedro, o apóstolo é quem escreve esta carta, que bem como sua primeira é endereçada ao mesmo público, às diversas comunidades cristãs na Ásia Menor.
Aqui, o mesmo simpático e bondoso senhor Pedro encoraja seus irmãos, a quem serve, a se lembrarem do que não se deve esquecer, e sua função como um bom co-pastor de Cristo é ser insistente mesmo diante de sua iminente partida para estar com o Senhor para sempre. (vs. 14), por isso Pedro se despede de seus irmãos aqui.
Algumas de suas ênfases são a verdadeira vida e conhecimento de Deus e a piedade, e a realidade palpável (sua pessoa, obra — morte e ressurreição) do Senhor, a luta contra os falsos mestres e seus falsos ensinos e seu falso estilo de vida libertino e a preservação da esperança do breve retorno do Senhor para consumar seu plano glorioso.
Nesta passagem, o apóstolo Pedro exorta os cristãos a se lembrarem das verdades fundamentais da fé, enfatizando a importância do conhecimento de Cristo e da prática das virtudes cristãs que garantem a confirmação de sua chamada e eleição.
Conexões entre conhecimento e ação prática;
Examine também como a tradição do ensino apostólico enfatiza a importância da memória cristã na resistência ao pecado.
Desenvolvimento
Desenvolvimento
1. Promessas Poderosas
1. Promessas Poderosas
1Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.
2Que a graça e a paz lhes sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.
3Pelo poder de Deus nos foram concedidas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude. 4Por meio delas, ele nos concedeu as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vocês se tornem coparticipantes da natureza divina, tendo escapado da corrupção das paixões que há no mundo.
Pedro se apresenta como escravo de Cristo irmãos, a palavra aqui é doulos, mais uma vez apontando para uma das naturezas do serviço a Deus, fomos feitos escravos de Deus e isso para nós é a verdadeira libertação.
Suas palavras seguintes são “aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, que a graça e paz lhe sejam multiplicadas no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.”
Mais uma vez, assim como em sua primeira carta, Pedro se coloca junto dos demais irmãos o que é de fato uma lembrança extremamente fundamental.
Todos os que pertencem a Deus, independentemente de suas posições de serviço receberam fé, graça e paz sem distinções.
A fé de cada um destes, ou de cada um de nós é igualmente preciosa à deles, dos apóstolos, e finalmente de Pedro.
Como dito por Spurgeon:
“A fé do crente mais fraco em Jesus é o mesmo tipo de fé encontrada em Simão Pedro, que está entre os primeiros dignos do Colégio de Apóstolos.”
Embora a fé seja um dos principais elementos aqui quero que nossa atenção esteja sobre a expressão “pleno conhecimento”.
Conhecimento de Deus…
Essa é uma das principais ênfases de Pedro em sua carta, e isso é marcante porque ele começa sua carta destacando o “conhecimento” e a termina da mesma maneira.
O que Pedro tem em mente ao falar do pleno conhecimento de Deus?
Certamente Pedro está destacando duas importantes nuances do conhecimento. O saber e o experimentar. Um não está desconexo do outro, um não existe sem o outro e isso é inegociável.
A própria palavra conhecer era usada no Antigo Testamento para se referir ao ato mais íntimo e profundo entre um homem e uma mulher, mas também é usado para se referir à lógica, às ideias, proposições de algo ou alguém.
“Cristãos não devem apenas ter um sentimento “caloroso e agradável” em relação a Deus; eles também precisam saber algumas coisas específicas sobre ele, o que ele fez e o que ele exige de nós.” — Douglas Moo
Pedro está deixando claro que o pleno conhecimento de Deus está em conhecer Jesus e sua obra em seus aspectos lógicos e práticos, íntimos e profundos. Diferente dos falsos mestres e falsos ensinos que agem de maneira hipócrita e superficial gerando profunda desconexão entre o coração e a mente, Pedro quer enfatizar a glória de Deus revelada em Jesus e em sua obra.
O divino poder para a piedade (vs.3-4)
Aqui então chegamos em uma das mais profundas passagens das Escrituras, ao entendermos que o ponto de Pedro é a vida, o coração e a mente dos crentes em Jesus para assim serem aperfeiçoados em Cristo.
Os crentes são chamados a conhecer ao Senhor com profundidade, “conhecer ao Senhor e prosseguir em conhecê-lo” como nos registra Oseias. E isso é conquistado por Jesus a cada um dos eleitos de Deus vejamos a progressão do texto nos versos 3-4:
Pelo poder de Deus… — Absolutamente tudo o que o crente necessita para crescer espiritualmente de maneira plena e sadia foi disponibilizado pela obra do poder de Deus em Cristo Jesus.
Pelo pleno conhecimento — Somos chamados então a um relacionamento profundo com o Senhor (saber e viver)
Pelas suas preciosas e mui grandes promessas — O chamado dos crentes é garantido pela fidelidade das palavras de Deus, de suas promessas de redenção e consumação (santificação, restauração completa, etc)
…À piedade — Devoção verdadeira total a Deus, verdadeira adoração e vida em santificação(corpo e mente);
…para sua glória e virtude — Para que o nome de Deus seja exaltado para sempre em nós e através de nós
…coparticipantes da natureza divina tendo escapado da corrupção— Santificados, em verdadeira piedade desfrutando de sua presença real e de sua graça
Essa é a gloriosa realidade dos eleitos filhos de Deus, nada menos que isso!
Aplicação - A corrupção das paixões
Aqui vale lembrar que, embora fomos colocados neste patamar tão elevado em Cristo e por Cristo, o que desfrutamos hoje é uma parte gloriosa da realidade plena do porvir. Embora já tenhamos sido resgatados do mundo e de sua cobiça, ainda há em nós uma natureza pecaminosa a ser vencida.
A cobiça que é traduzida aqui como “corrupção das paixões do mundo” é profunda no coração contaminado pelo pecado, gerando ingratidão e desejos desordenados. Daqui procedem toda sorte de pecados que estamos acostumados a testemunhar.
Estamos em guerra e nossa guerra não é para nos dar um destino futuro, mas por que já temos um destino definido.
Não entregue os pontos na sua luta contra a cobiça do coração, cave fundo em seu jardim até encontrar suas raízes mais profundas e faça isso diáriamente.
Lute como um verdadeiro vitorioso, desfrutando da verdadeira segurança;
Não baixe a guarda um minuto sequer neste mundo;
Não lute sozinho, isso seria loucura e incoerência.
Digo isso como um encorajamento a cada um de nós aqui irmãos, a mim e à vocês.
2. Cultive Piedade
2. Cultive Piedade
5Por causa disso, concentrando todos os seus esforços, acrescentem à fé que vocês têm a virtude; à virtude, o conhecimento; 6ao conhecimento, o domínio próprio; ao domínio próprio, a perseverança; à perseverança, a piedade; 7à piedade, a fraternidade; à fraternidade, o amor. 8Porque essas qualidades, estando presentes e aumentando cada vez mais, farão com que vocês não sejam nem inativos, nem infrutíferos no pleno conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo. 9Pois aquele que não tem estas coisas é cego, vendo só o que está perto, e se esqueceu da purificação dos seus antigos pecados.
Pedro então continua a partir das palavras gloriosas que foram expostas anteriormente convocando seus ouvintes e irmãos a empenharem seus “esforços” e aqui vale dizer que com isso Pedro não está chamando os crentes a usarem de suas obras como trampolim para sua salvação. Não, de maneira nenhuma!
Sua mente aqui, ainda à luz do verdadeiro conhecimento de Deus destaca a importância dos verdadeiros frutos da justiça de Deus, ou o verdadeiro fruto gerado pelo Espírito (semelhante ao que é dito por Paulo em Gálatas 5) o verdadeiro caráter e vida de Jesus que é a verdadeira e única piedade que devemos ter e imitar.
E isso por qual razão? PIEDADE, UMA VIDA PIEDOSA.
O que é piedade?
Longe de ser uma vida perfeita irmãos, piedade é uma vida sincera e dependente da graça de Deus.
Piedade é ter arrependimento diante do pecado, é amar a Deus mais do que a si mesmo a ponto de se expor diante dele e dos outros, piedade é não tentar se cobrir com suas justificativas para limpar sua consciência diante de seu terrível coração.
Por fim, piedade é descansar nos braços de Jesus confiando plenamente em sua justificação, graça e santificação até o fim.
Como isso se manifesta na vida do crente?
Pedro lista uma série de virtudes cristãs que funcionam como uma coroa de beleza à verdadeira fé. Apontam para o poder de Deus e sua glória que operaram e operam nos crentes para habilita-los à verdadeira vida.
Imagine uma pessoa que aplica essas virtudes no dia a dia:
• Ela confia em Deus (fé) e toma decisões éticas no trabalho (virtude).
• Busca conhecer mais a Palavra de Deus (conhecimento) e resiste às tentações diárias, como fofocas ou impulsividade de temperamento (domínio próprio).
• Mesmo quando enfrenta dificuldades, persevera em servir ao Senhor (perseverança) e mantém uma vida de oração e adoração sinceras (piedade).
• Mostra cuidado pelos irmãos na fé (fraternidade) e estende o amor de Cristo à sua comunidade, mesmo a quem é difícil amar (amor).
Nenhuma dessas virtudes podem ser geradas se não pelo poder de Deus, e elas são fruto da verdadeira fé;
Estas são virtudes crescentes, ou seja uma jornada de desenvolvimento para a maturidade espiritual que é concluída ao chegarmos diante de Jesus em seu retorno ou nos encontrarmos com ele.
Imagine a vida cristã como sendo essa peregrinação de uma vida em direção à uma cidade celestial, assim como descrito no livro “O PEREGRINO”. A jornada não é linear, mas é ascendente.
Descrever um pouco do livro “O PEREGRINO” — John Bunyan
Evitando a cegueira espiritual e a inatividade da fé
O cuidado de Pedro em listar estas virtudes cristãs é livrar os seus irmãos do que ele descreve como ócio, ou inatividade e infertilidade (2Pe1.8) é o que acontece quando deixamos de lado as virtudes crescentes da vida de piedade, da vida de Deus.
Pedro ao escrever isso faz um alerta a um grupo de pessoas e decreta uma sentença a outro.
Aos cristãos enfraquecidos pelo pecado, que perderam de vista seu Salvador, é um alerta, um chamado ao arrependimento, aos falsos mestres que também vivem dessa maneira é uma sentença expressa de seu trágico fim.
Aos crentes enfraquecidos isso acontece quando nossos olhos se perdem de seu norte, daquele dia onde Cristo foi levantado em seu favor, para derramar seu sangue e redimir seu povo para sempre como Pedro descreve em 2Pedro 1.9 “Pois aquele que não tem estas coisas é cego, vendo só o que está perto, e se esqueceu da purificação dos seus antigos pecados.”
Deixar que nosso coração se engane e perca de vista tal acontecimento é o que nos leva à um perigo terrível, irmãos, o pecado, a cobiça, os desejos desse mundo corrompido, nos cega o entendimento e nos leva a um estado de “cegueira espiritual” ou ainda “infertilidade espiritual”.
Está é a forma de viver aquém da verdadeira vocação que temos em Deus, os eleitos de Deus podem caminhar durante um período de suas vidas dessa maneira? Creio que sim, é possível que homens de Deus sejam enganados por seus desejos e vivam de maneira infrutífera e estejam cegos.
No entanto na vida dos eleitos de Deus essa cegueira ou letargia não dura nem prevalece, ela é quebrada pelo arrependimento.
Como Pedro experimentou ao negar seu Senhor, ainda que tenha durado apenas algumas horas, Pedro foi cegado pelas paixões de seu coração, pelo medo dos homens, e por amor a si mesmo.
Da mesma forma Jonas foi atingido pela mesma forma de letargia e cegueira ao tentar fugir de Deus e de sua direção, mas da mesma forma, após três dias retoma a sobriedade.
O que há de comum nesses casos e nos casos que acontecem com os santos de Deus hoje?
Duas coisas:
É Deus quem restaura a visão dos cegos e remove os tampões dos ouvidos e ainda quebranta os corações endurecidos— é Deus quem levanta nossos rostos em direção à cruz, é Deus quem quebranta o coração endurecido, quem nutre de tristeza divina o coração pecador, se não for o Senhor é impossível;
A vida e jornada dos santos de Deus é marcada pela perseverança, em todos os casos o tropeço momentâneo não significou a derrota da batalha. Crentes certamente pecam, mas se arrependem e são cheios da vida de Deus para viverem a verdadeira piedade.
Os falsos mestres que Pedro estava expondo através da sua carta— nós vamos vê-los com mais clareza no capítulo 2— usavam de seu conhecimento (racional) do evangelho mas suas vidas eram vazias da verdadeira piedade, usavam de seu “conhecimento” para manterem ou justificarem suas próprias misérias.
3. Reafirme a Recordação
3. Reafirme a Recordação
10Por isso, irmãos, procurem, com empenho cada vez maior, confirmar a vocação e a eleição de vocês; porque, fazendo assim, vocês jamais tropeçarão. 11Pois desta maneira é que lhes será amplamente suprida a entrada no Reino eterno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
12Por esta razão, sempre estarei pronto para fazer com que vocês se lembrem destas coisas, embora já as conheçam e tenham sido confirmados na verdade que receberam. 13Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar essas lembranças em vocês, 14certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou. 15Mas, de minha parte, me esforçarei ao máximo para que sempre, mesmo depois da minha partida, vocês se lembrem dessas coisas.
Talvez você motive todos a lembrar dessas coisas repetidamente, para confirmar o chamado e a eleição de Deus em suas vidas. A segurança não vem da negligência, mas da constante recordação e aplicação das verdades espirituais, garantindo que nunca tropeçemos em nossa caminhada. Ao fazer isso, entramos no Reino eterno prometido por nosso Senhor, vivenciando a plenitude de Suas promessas.
Finalmente queridos irmãos, chegamos ao final desta sessão de 2Pedro.
Pedro instrui seus irmãos a continuarem diligentemente se esforçando e empenhando em CONFIRMAR A VOCAÇÃO E ELEIÇÃO, em outras palavras o que Pedro afirma aqui é que devemos viver de fato o pleno conhecimento de Deus, uma verdadeira e sincera espiritualidade concreta o suficiente para se manifestar em convicções da mente e em ações práticas e transformadoras isso é uma resposta à iniciativa de Deus na salvação.
“A ênfase de Pedro aqui é que devemos buscar a piedade se quisermos receber as boas-vindas de Deus.” —Douglas Moo
E o fruto do poder de Deus atuando em nós para a verdadeira piedade é a SEGURANÇA.
O que significa segurança nesses termos?
Ilustração - Segurança:
Segurança é a sensação de alívio e repouso que qualquer um de nós sente quando percebemos que nao perdemos o que era mais preciso. Imagine que você carrega no bolso o valor em dinheiro necessário para comprar pão, ou melhor o cartão já que a gente não usa mais tanto dinheiro físico, pros mais tecnológicos pode ser o celular, carregando uma mochila ou bolsa você sai de casa, ao chegar na padaria leva as mãos aos bolsos e imediatamente um choque se irradia por todo seu corpo, você não acha seu cartão, ou seu celular ou ainda o dinheiro. Imediatamente começa, desesperadamente a checar os outros bolsos até que aí encontra o que procurava em um outro lugar, na verdade era esse o local que você o havia guardado desde o princípio. O coração e o corpo são invadidos por alívio e paz, a insegurança da lugar à segurança.
Essa segurança é a certeza de que nós jamais tropeçaremos, Pedro certamente tem em mente aqui o tropeço como sinônimo de destruição e condenação.
Pedro, então, conclui nos versos 12-15 com uma de suas principais palavras nesta carta, “lembrança” seu objetivo aqui é lembrar aquilo que não devemos esquecer, e ele faria isso insistentemente.
A segurança não vem da negligência, mas da constante recordação
Aplicação - As promessas de Deus que devem ser sempre lembradas
Queridos irmãos, a fonte visível e paupável do poder divino que opera em nós, segundo o apóstolo Pedro, são as suas maravilhosas e boas promessas. Eis aqui a chave para manter a terra de nosso coração constantemente adubada, cuidada e saudável.
As Escrituras estão diante de nós dia a dia para nos lembrar do poder divino, do maravilhoso e belo caráter do nosso Deus e assim o Espírito Santo o faz todo momento em que a abrimos buscando a verdadeira vida. Mas há mais formas de lembrarmos e revisitarmos as promessas de Deus.
Ouvindo a proclamação dessas promessas através da palavra pregada e desfrutando das nossas comunhões dominicais como um corpo, na igreja local;
Confessando pecados e tentações de maneira honesta a um irmão pedindo a ele que você seja lembrado das promessas de Deus;
Contemplando o poder do evangelho ao ajudar um irmão em seus desafios e batalhas investindo tempo e forcas em um relacionamento discipular;
Compartilhando com alguém o Evangelho de maneira intencional e entusiasmada.
Certamente, o Espírito Santo usará estas e muitas outras formas e possibilidades para comunicar ao nosso coração e mente suas maravilhosas e eternas promessas que jamais devemos tirar de nossos olhos
Elas são fonte de esperança aos corações que batalham dia e noite contra o pecado, elas são a certeza e a convicção daqueles que não tem nenhum outro lugar para se apoiar.Assim como eu e você.
Conclusão
Conclusão
Sexta tive uma boa conversa com o pastor Cris a respeito de uma falha que identifiquei em meu coração, e o que eu pensava ser algo simples se mostrou ainda mais desafiador. Ao ir mais fundo em meu coração percebi que a minha decepção comigo por minha falha não era porque eu havia magoado a Deus e sim porque eu havia falhado comigo mesmo em um compromisso. Isso ficou evidente para mim quando em nossa conversa o pastor Cris me disse: “João, somos mendigos que encontramos pão e chamamos nossos irmãos para partilhar com eles onde podem também encontrar.”
Irmãos, somos todos necessitados da graça, do pão que vem do céu e por isso lembro isso a vocês. E por isso Deus me lembra disso hoje mais uma vez, e eu tenho a certeza que Ele fará isso de novo amanha e depois e depois.
É lembrando das promessas de Deus, de seu divino poder, e das virtudes da verdadeira vida que temos em Jesus que contemplamos, mesmo que em partes o que é perfeito, na expectativa e esperança de, muito em breve vermos com clareza, enquanto aguardamos o momento onde o vermos face a face, naquele dia não precisaremos mais de lembranças.
Referências Bibliográficas
Referências Bibliográficas
Spurgeon, Charles. 2014. Spurgeon Commentary: 2 Peter. Organizado por Elliot Ritzema e Carrie Sinclair Wolcott. Spurgeon Commentary Series. Bellingham, WA: Lexham Press;
Moo, Douglas J. 1996. 2 Peter, Jude. The NIV Application Commentary. Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing House.
