O cristão divorciado do mundo (1Jo 2.15-17)
INTRODUÇÃO
i. O que é o amor ao mundo?
15a - Não amem o mundo nem as coisas que há no mundo.
O verbo amar está no presente ativo imperativo, isto indica uma proibição de um sentimento que está acontecendo no momento.
No grego “ameis” é ἀγαπάω “agapaō”, que neste caso refere-se a amar em um sentido social ou moral. O amor ao mundo(gr. κόσμος kosmos), refere-se ao sistema do mundo - as pessoas que constituem o mundo, cujos valores, crenças e costumes são distintos e rebeldes quanto à vontade de Deus.
Este mundo descrito aqui é considerado sob o ponto de vista ético, que é a soma total da vida humana existente no mundo ordenado, considerada a parte de, alienada de, e hostil a, Deus, e das coisas terrenas que se desviam de Deus (Jo 7.7; 15.18-19; 17.9,14-15; 1Co 1.20-21; 2Co 7.10; Tg 4.4) (VINCENT, 2013).
“O mundo” pode referir-se a tudo o que não é Deus. Aqui, o sentido é o sistema mundial, que está em competição com Deus. Assim como Israel, no ANTIGO TESTAMENTO, precisou decidir repetidamente entre a fidelidade a Deus e a fidelidade aos valores das nações pagãs ao redor, os cristãos espalhados entre as nações precisam escolher CRISTO, e não tudo aquilo que, nas respectivas culturas, conflita com as exigências dele. No caso dos ouvintes de João, recusar-se a fazer concessões ao mundo poderia custar um alto preço (3.16).
Em sua carta ele descreve algumas das características do mundo: (1) o mundo não conhece a Deus, nem os que são de Deus (3.1); na verdade, o mundo odeia os que são de Deus (3.13); (2) o mundo é dominado pelo diabo (5.19; 4.4); (3) os falsos mestres são do mundo. O mundo ouve e aceita os falsos mestres, mas rejeita a Deus (4.5–6); (4) o mundo está perdido e precisa de redenção. Por isso, Deus mandou seu Filho ao mundo (2.2; 4.10,14).
