A Morte de João Batista
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A Morte de João Batista
Em nossa trilha pelo Evangelho de Marcos chegamos no capítulo 6, versículos 14 a 29. É o relato do assassinato de João Batista, o precursor do Messias e o último profeta do Velho Testamento, o homem de quem Jesus disse: “Entre os nascidos de mulher não se levantou ninguém maior do que João Batista”.
Antes de olharmos para a história, vamos ver um pouco de seu contexto. Se você ler o Antigo Testamento e a história de Israel, entrar no Novo Testamento e continuar a seguir a história de Israel, e então chegar até o momento atual, você perceberá que os judeus são o mais privilegiado povo da história humana.
Os judeus foram escolhidos por Deus para serem o recipiente da revelação divina.
A Israel foram dadas a Escritura, as alianças.
Eles foram adotados como povo especial de Deus.
A eles foram enviados os profetas, e a eles também foi primeiro pregado o evangelho.
Deus usou os judeus para escreverem o Antigo Testamento e o Novo Testamento. É um grande privilégio. O que eles fizeram com esse privilégio? Foi a tragédia de todas as tragédias. A tragédia final por terem um privilégio tão imenso e, ao mesmo tempo, voltar-se contra o próprio Deus que lhes deu esse privilégio.
A história de Israel é a história das pessoas mais privilegiadas que já viveram e, portanto, das pessoas a quem Deus atribuiu a maior responsabilidade, mas que desperdiçaram sua responsabilidade. Pior do que isso, voltaram-se contra o próprio Deus, não apenas rejeitando os profetas que foram enviados por Deus, mas matando muitos deles. Até que, finalmente, mataram o último dos profetas do Velho Testamento, Zacarias, filho de Baraquias, e eles o mataram entre santuário e o altar, no próprio templo de Jerusalém (Mt. 23:35).
Quinhentos anos mais tarde, quando surgiu o último e o maior profeta, João Batista, eles ficaram indiferentes enquanto ele era cruelmente assassinado. Era apenas uma prévia do que eles fariam ao profeta acima de todos os profetas, o próprio Messias, o Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo.
O comportamento mais hediondo e devastador que se possa imaginar é ser a nação escolhida por Deus para receber Sua revelação, todas as Suas promessas e alianças, e rejeitar essa revelação e depois matar sistematicamente os mensageiros que a trouxeram.
Antes de olharmos para o texto de Marcos 6:14-29, quero que você preste atenção nas palavras de nosso Senhor Jesus, que Ele falou na semana final de Sua vida aos líderes de Israel:
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os túmulos dos justos e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas! Assim, contra vós mesmos, testificais que sois filhos dos que mataram os profetas. Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno? (Mateus 23:29-33)
Os líderes judeus e o povo nos dias de Jesus sabiam muito bem que seus ancestrais haviam assassinado os profetas, os mensageiros de Deus, e alegavam: “nós nunca teríamos feito isso, somos melhores do que eles.”
E então, nosso Senhor, tendo olhado para trás, olha para frente e lhes disse:
Por isso, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas. A uns matareis e crucificareis; a outros açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade (Mateus 23:34)
E depois esta conclusão pensativa:
Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. (Mateus 23:37,38)
Essa é a acusação mais surpreendente e chocante jamais feita a um povo na história. O povo escolhido sistematicamente e consistentemente recusou obedecer à revelação de Deus, perseguiu e matou os mensageiros que trouxeram essa revelação. E agora, Jesus diz: “Vocês continuarão a fazer isso. Vocês farão o mesmo com os apóstolos e com aqueles que virão depois deles para pregar o evangelho”.
O ponto culminante da matança dos profetas da era do Antigo Testamento é dado a nós em Marcos 6: 14-29, o registro da execução de João Batista. Os judeus rejeitaram Jesus, clamaram e tramaram sua morte. Mas também rejeitaram João Batista, aquele que olhou para Jesus e declarou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo… E tenho testificado que ele é o Filho de Deus” (João 1:29,34).
Portanto, se eles rejeitaram Jesus, também rejeitaram João Batista. Se eles tivessem recebido João Batista como um verdadeiro profeta, eles teriam crido em sua mensagem como a verdadeira Palavra de Deus, necessariamente teriam que receber Jesus Cristo de quem João falou.
Eles rejeitaram os dois e ambos foram assassinados. E o assassinato de João Batista é uma prévia do assassinato de Jesus Cristo. Os judeus não mataram João Batista e Jesus com suas próprias mãos. Herodes e os romanos fizeram por eles. E a morte de João Batista é uma união de inacreditável intriga, iniquidade e rebelião.
Em Marcos 6, João Batista já estava na prisão. A prisão dele é registrada em Marcos 1:14. Lucas 3:19-20 indica que a prisão de João Batista foi logo após a tentação e o batismo de Cristo. Ele estava há mais de um ano na prisão, por ordem de Herodes. Em Marcos 6: 14-29, vamos ler o relato de sua execução.
Marcos 6: 14-16
Herodes vivia na luxúria, no luxo e na preguiça. Ele vivia em Tibério, um lugar em que os judeus não pisavam os pés, porque fora construído por Herodes no topo de um cemitério. Eles criam ser um terreno profanado, e não poriam os pés nele. Mas as notícias chegaram até ele, pois o nome de Jesus se tornou conhecido.
Era uma área pequena. Eles nunca tinham visto nada parecido antes. Eles sabiam que tudo estava sendo feito em nome de Jesus. E o que estava acontecendo excedia os sinais operados pelos profetas. Não havia nenhuma explicação humana para tantos sinais e maravilhas.
Então, começou a circular a notícia de mortos ressuscitados, e Herodes ouviu o povo dizer: “João Batista ressuscitou dentre os mortos, e, por isso, nele operam forças miraculosas”. Para muitos, Jesus poderia ser João Batista ressuscitado, para outros, Ele era Elias, e para outros, um novo profeta. Herodes não gostou de ouvir isso. Lucas 9:9 diz:
Herodes, porém, disse: Eu mandei decapitar a João; quem é, pois, este a respeito do qual tenho ouvido tais coisas? E se esforçava por vê-lo.
O pior cenário possível para Herodes era ver o homem que ele decapitou de volta do túmulo. Portanto, ele tinha motivos para se preocupar. Ele estava aterrorizado.
Ele conhecia bem João Batista, pois o manteve encarcerado na prisão de seu próprio palácio por mais de um ano. Ele sabia que João Batista era um homem justo e piedoso. Ele também sabia que o executou em uma festa bizarra, lasciva e perversa para satisfazer seu próprio orgulho e a vingança de Herodias, com quem estava casado.
E então, ele fica apavorado com o receio de João Batista ter voltado dos mortos, por isso que ele queria ver Jesus. Ele queria verificar se de fato era João Batista.
Por que Herodes prendeu e executou João Batista?
Quem era Herodes?
Ele é chamado, em Lucas 3:1, de tetrarca, isso significa que ele era um governante de um quarto de uma região. Roma estabelecia governantes regionais, que obedeciam às ordens de César. Se qualquer coisa desagradasse a César, eles eram substituídos, e muitas vezes exilados ou executados. Eles governavam com mão pesada, eram governantes de segundo escalão que adotavam o título de “reis”.
O Herodes que mandou matar João Batista, e interrogou Jesus à véspera da crucificação (Lucas 23:7-12), era conhecido como Herodes Antipas. O pai dele era conhecido como Herodes, o Grande.
Herodes, o Grande, não era judeu, mas era descendente de Esaú. Então, ele estava fora da aliança que Deus fez com Jacó, mas ele se apegou ao povo judeu, e na superfície era um prosélito do Judaísmo. Ele recebeu o governo de toda a terra de Israel, que manteve sob o domínio de Roma por trinta e seis anos. Ele reconstruiu o segundo Templo de Jerusalém, por vezes chamado de Templo de Herodes.
Herodes, o Grande, era um homem mau, luxurioso, cruel e assassino.
Ele tentou matar Jesus após seu nascimento, ordenando o assassinato de todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo (Mateus 2: 16).
Mateus 2:19-20 relata a morte de Herodes, o Grande, quando o anjo avisou a José para retornar com Maria e Jesus do Egito para a terra de Israel.
E Mateus 2:22 diz que José foi avisado por Deus para ir para as regiões da Galileia, pois Arquelau (filho de Herodes, o Grande) reinava na Judeia.
Herodes Antipas é o principal Herodes dos relatos dos Evangelhos. Ele governou a Galileia e a Pereia (Lc 3:1), foi quem mandou matar João Batista e interrogou Jesus à véspera da crucificação (Lucas 23:7-12)
le temia que se de fato João Batista tivesse ressuscitado dos mortos, ele teria o poder de vencer a morte, então Herodes estaria com sérios problemas diante de Roma. Ele exclamou: “É João, a quem eu mandei decapitar, que ressurgiu” (Marcos 6:16). Lucas 7: 7-9 registra:
Ora, o tetrarca Herodes soube de tudo o que se passava e ficou perplexo, porque alguns diziam: João ressuscitou dentre os mortos; outros: Elias apareceu; e outros: Ressurgiu um dos antigos profetas. Herodes, porém, disse: Eu mandei decapitar a João; quem é, pois, este a respeito do qual tenho ouvido tais coisas? E se esforçava por vê-lo.
Lucas 13: 31-32, diz:
Naquela mesma hora, alguns fariseus vieram para dizer-lhe: Retira-te e vai-te daqui, porque Herodes quer matar-te. Ele, porém, lhes respondeu: Ide dizer a essa raposa que, hoje e amanhã, expulso demônios e curo enfermos e, no terceiro dia, terminarei.
Herodes Antipas continuava sua busca, mas a resposta de Jesus foi, em outras palavras: “Sou invencível até cumprir o propósito de Meu Pai. Hoje, amanhã e todos os dias futuros, ele não vai me matar como matou João Batista, até que Minha obra esteja completa”.
Dois pontos que desejo destacar aqui: o medo de Herodes e a loucura de Herodes. Seu medo é um medo real. É um pânico. É terror. Ele deve ter pensado: “Um homem ressuscitado que eu decapitei está vivo e deve vir atrás de mim. Eu quero vê-lo. Eu quero ver se de fato ele é João Batista”. Certamente, ele intentava fazer novamente a João Batista o que ele havia feito antes.
O MEDO DE HERODES
A morte de João Batista foi um ato pessoal do próprio Herodes, não foi a pedido de Roma. Ele mandou prender e amarrar João Batista na prisão, e depois mandou decapitá-lo.
Onde estava João Batista? De acordo João: 22 a 24, ele estava em Enon, perto de Salim, batizando no rio Jordão. Herodes deve ter enviado alguns homens lá e, no meio do ministério de João Batista, em que ele chamava os judeus ao arrependimento e apontava a todos que Jesus era o Messias, ele foi preso em sua fortaleza por cerca de um ano. Mas os discípulos de João, de acordo com Lucas 7:18, foram autorizados a visitá-lo.
A questão é: por que ele fez isso? Por que Herodes o prendeu e depois o decapitou?
Marcos 6
17 Porque o mesmo Herodes, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe (porquanto Herodes se casara com ela), mandara prender a João e atá-lo no cárcere.
18 Pois João lhe dizia: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão.
19 E Herodias o odiava, querendo matá-lo, e não podia.
Por causa de Herodias, esposa de seu irmão Filipe, com quem Herodes se casou. Herodias não é chamada de esposa, mas sim de “esposa de seu irmão Filipe”. Ele se casou com ela, mas foi um casamento ilegítimo, porque ela deveria ter continuado a ser a esposa de seu irmão Filipe.
Herodes, literalmente, a seduziu e roubou de seu irmão. Ela ainda era legitimamente a esposa de seu irmão. As Escrituras, nesse sentido, não reconhecem seu casamento com Herodes, por causa de sua natureza maligna.
O contexto é bastante complexo. Como João Batista entrou nisso?
Marcos 6
18 Pois João lhe dizia: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão.
19 E Herodias o odiava, querendo matá-lo, e não podia.
20 Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo, e o tinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, escutando-o de boa mente.
João Batista era um profeta poderoso e confrontador. Parte da marca de sua grandeza era a sua coragem de enfrentar os pecados das pessoas, até mesmo dos líderes mais elevados, mesmo aqueles que tinham poder para matá-lo. Ele não temia quaisquer consequências.
Herodias se encheu de rancor contra João Batista e queria matá-lo. Porém, Herodes temia muito, porque sabia que ele era um homem justo e santo. Ele o manteve seguro contra Herodias, na prisão. Mas é evidente que João Batista incomodava muito a Herodes, pois deveria ouvir sobre as consequências de seu pecado. Certamente, ele o queria morto, mas não tinha coragem de atentar contra sua vida.
A LOUCURA DE HERODES
Marcos 6
21 E, chegando um dia favorável, em que Herodes no seu aniversário natalício dera um banquete aos seus dignitários, aos oficiais militares e aos principais da Galileia,
22 entrou a filha de Herodias e, dançando, agradou a Herodes e aos seus convivas. Então, disse o rei à jovem: Pede-me o que quiseres, e eu to darei.
23 E jurou-lhe: Se pedires mesmo que seja a metade do meu reino, eu te darei.
24 Saindo ela, perguntou à sua mãe: Que pedirei? Esta respondeu: A cabeça de João Batista.
Então, saímos do medo de Herodes e chegamos na loucura de Herodes. Era o aniversário de Herodes, ele deu um banquete. Os judeus odiavam as celebrações pagãs, basicamente ignoravam os aniversários em sua cultura, mas os romanos faziam dos aniversários uma grande festa. Era uma desculpa para uma folia lasciva.
O ponto mais baixo foi quando a filha de Herodias entrou e fez uma dança maligna, provocando forte lascívia em Herodes, que lhe ofereceu qualquer coisa que pedisse.
A verdade é que ele não tinha nada para dar. Tudo ali era de Roma. Se ele desse algum passo em falso, cairia em desgraça. Foi apenas fanfarronice. Ele chegou a dizer que daria metade do reino, mas o reino nunca foi dele para que ele pudesse dar a alguém. Sua luxúria pervertida, misturada com seu orgulho tolo, o levou a uma promessa que custaria muito caro.
A filha de Herodias era uma arma nas mãos de sua mãe. Diante da oferta de Herodes, Herodias instruiu sua filha a pedir a cabeça de João Batista. Ela queria morto o profeta que alertava acerca de seu pecado.
Marcos 6
25 No mesmo instante, voltando apressadamente para junto do rei, disse: Quero que, sem demora, me dês num prato a cabeça de João Batista.
26 Entristeceu-se profundamente o rei; mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lhe quis negar.
27 E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi, e o decapitou no cárcere,
28 e, trazendo a cabeça num prato, a entregou à jovem, e esta, por sua vez, a sua mãe.
Herodes sentiu o peso do pedido, arrependeu-se da promessa, mas por orgulho e arrogância de cumprir o que disse, imediatamente mandou decapitar João Batista na prisão. Sua cabeça foi trazida num prato, em uma cena macabra e infernal. Naquela época, não era incomum trazer a cabeça de alguém que havia sido morto para a pessoa que o ordenou, como uma prova segura de que a ordem havia sido obedecida.
Depois de ficar preso por mais de um ano, João Batista estava morto. Seu trabalho havia sido concluído. O maior homem havia vivido até aquele dia, o maior de todos os profetas, por causa de sua missão de apontar o Messias, o Redentor, foi brutalmente assassinado para satisfazer a lascívia de um homem embrutecido. Os judeus que estavam na festa não protestaram. João Batista era um nada para eles.
Marcos 16
29 Os discípulos de João, logo que souberam disto, vieram, levaram-lhe o corpo e o depositaram no túmulo.
João Batista tinha muitos seguidores que iam ao Jordão ouvi-lo pregar sobre o arrependimento, justiça e o Reino. E eles vieram para pegar seu corpo e sepultá-lo. Deve ter sido um dia trágico para eles, pois aguardavam o Messias e o reino que João Batista dizia estar chegando. Tudo pareceu parar bruscamente. O profeta foi decapitado.
Finalmente, nesses versículos, percebemos quão pouca recompensa alguns dos melhores servos do Senhor recebem neste mundo. Um injusto encarceramento e uma morte violenta foram o derradeiro fruto que João Batista colheu como galardão por seus labores. À semelhança de Estêvão, de Tiago e de muitos outros, pessoas de quem o mundo não era digno, João Batista foi convocado para selar seu testemunho com o próprio sangue.
Narrações desse tipo têm por propósito lembrar-nos de que as melhores coisas, para o verdadeiro crente, ainda estão por vir. Seu descanso, sua coroa, seu galardão, suas recompensas — todas essas coisas estão do outro lado do sepulcro. Neste mundo, o crente precisa andar pela fé, e não pela visão. E, se ele contempla o louvor dos homens, acabará desapontado. Aqui nesta vida, o crente precisa semear, labutar, lutar e suportar as perseguições; e, se ele espera alguma grande recompensa terrena, está esperando por aquilo que não receberá. A vida presente não é tudo. Haverá um dia futuro de retribuição. Há uma gloriosa colheita ainda por vir.
O valor da verdadeira religião não pode ser medido pelas coisas que podemos ver, mas, ao contrário, pelas coisas invisíveis. “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória por vir a ser revelada em nós” (Rm 8.18). “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co 4.17).
