Plantação e Colheita
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Oseias 10-11
Oseias 10-11
Introdução:
Israel ignorou completamente as advertências de Deus. Para eles, Oseias era só um louco que não os deixava em paz e insistia em alertá-los sobre seus pecados. Já se sentiu assim, ignorando conselhos de alguém que só queria te ajudar a escolher um caminho melhor? Foi exatamente isso que Israel fez.
Os pecados do passado voltaram à tona. Na verdade, nunca tinham realmente desaparecido. O povo sabia das histórias antigas e deveria ter aprendido com elas, mas, em vez disso, continuaram repetindo os mesmos erros. Não era algo que acontecia de vez em quando; era algo comum. Isso trouxe consequências: os filhos perderiam sustento, e as mulheres não poderiam ajudá-los no início da vida. Assim, acabaram espalhados, sem rumo, vagando pela terra. Os ídolos, que não podiam fazer nada por eles, os deixaram perdidos, incapazes de encontrar o caminho certo.
Israel colheu o que plantou, como vemos no capítulo 10. Mas, no capítulo 11, há um fio de esperança. Deus ainda amava o povo, mesmo que eles tivessem se afastado d’Ele. Então, como foi que tudo isso aconteceu?
1 - Israel plantou autossuficiência mas colherá abandono (Cap 10)
Israel é vista mais uma vez da perspectiva do início de sua relação com Deus, agora em relação ao começo de sua habitação na terra. O povo começou bem nos seus primeiros dias, como vemos no fim do livro de Josué, mas isso não perdurou, e eles profanaram a terra da promessa.
Versos 1-4
Israel era como uma videira muito frutífera, sempre produzindo frutos no momento certo e sem faltar nada. Porém, ao mesmo tempo, começou a se espalhar a idolatria dentro de seu território. Inicialmente, alguns altares até eram usados para adorar ao Senhor, já que não havia um lugar específico para isso.
Contudo, com o tempo, esses lugares se tornaram centros de idolatria. Isso acontecia porque o coração do povo não era íntegro, algo que é fortemente enfatizado no livro. Eles cometeram o mesmo erro novamente, o que os tornava culpáveis diante de Deus, e Ele destruiria todos os seus altares.
Eles até fizeram uma avaliação correta sobre sua condição: "Não temos rei porque não tememos ao Senhor." Isso é verdade? Com certeza, os últimos cinco reis deles chegaram ao trono por assassinatos, e não da maneira como Deus havia prometido, por meio da linhagem de Davi.
Porém, como se observa no verso 4, eles continuavam a viver da mesma forma, e, em vez de continuar a plantar bons frutos, o fruto da destruição já estava no meio deles.
Versos 5-8
O suposto deus criado pelo rei Jeroboão I, há muito tempo, seria levado para outro povo, e aqueles que acreditavam nele lamentariam essa perda. Esse deus falso não tinha força nem para se defender, quanto mais para proteger uma nação.
Israel ficaria envergonhado ao ver isso, pois ficaria claro que era apenas um ídolo sem qualquer poder de livrá-los. O povo havia gasto tanto tempo e energia adorando algo que não lhes trouxe retorno, mas apenas vergonha quando o julgamento se completasse.
O rei, o mesmo que incentivou a adoração ao ídolo, seria levado para o cativeiro, comparado a um graveto sendo arrastado pelas ondas. Como vemos frequentemente durante alagações, quando troncos são levados pelas águas, o mesmo aconteceria com o rei de Israel, sendo arrastado impotente pelo seu pecado.
O povo, ao se deparar com essa situação, só poderia clamar para que a destruição fosse rápida, pedindo para os montes caíssem sobre eles, para que a desgraça não se prolongasse ainda mais.
Antes do retorno de Cristo, muitas pessoas também clamaram para morrer antes de enfrentar o juízo final, mas, como aconteceu com Israel, não adianta clamar quando o tempo de preparação já acabou.
Aplicação: Hoje é o dia de nos livrarmos dos nossos ídolos, de colocá-los para fora das nossas vidas. Tudo aquilo que tem tomado o lugar de Deus precisa ser colocado no seu devido lugar, porque chegará o momento em que não poderemos mais fazer isso. Hoje é o momento de nos prepararmos para o encontro com Deus, para que Seu juízo não seja a nossa sentença, mas o galardão que Ele prometeu àqueles que O amam.
Versos 9-12
Deus recorda mais uma vez o tempo dos juízes, o povo continuou em pecados semelhantes sem se desviar. Por isso, Ele colocaria pessoas no caminho deles para expulsá-los da terra. No entanto, Deus sempre cuidou e protegeu o povo, como o verso 11 indica.
A escolha de se desviar foi do povo, que preferiu o pecado e o castigo que viria devido à sua dupla transgressão. Mas ainda havia esperança, pois Deus deixou uma luz: era o tempo de buscar ao Senhor, semear a justiça e não o pecado.
Deus é misericordioso, assim como Ele é conosco.
Versos 13-15
Fechando o capítulo, temos a triste conclusão sobre o que o povo fez com o chamado ao arrependimento. Eles plantaram o que é perverso, confiando mais em si mesmos do que em Deus.
Preferiram seguir por conta própria, e, assim, a queda começaria dentro do próprio povo. A posteridade seria prejudicada, como a neblina da manhã que desaparece, assim chegaria o fim do seu reinado e sua dispersão pelas nações.
Aplicação: Diante da nossa grande tendência de seguir o exemplo de Israel e de cair nas mesmas atitudes, é essencial sermos gratos a Deus por Cristo. Sua morte abriu o caminho para o céu e nos deu um novo coração, que a cada dia mais deseja obedecê-lo e amá-lo com tudo o que somos. Demos graças ao Senhor por Sua misericórdia ao enviar Jesus para nos salvar do caminho certo para a destruição.
2 - Deus plantou amor e recebeu ingratidão (Capítulo 11)
Nesse capítulo observamos um misto entre graça e juízo, Deus lamenta a situação do povo, e deixa evidente que o juízo não é sua eliminação da face da terra, no entanto, ele será doloroso para os rebeldes.
Versos 1-4
Nos primeiros versos, vemos uma lembrança da história de Israel. Se tivéssemos mais tempo, só o primeiro verso já daria uma mensagem inteira para ser explicada.
Mas o final desse verso faz lembrar algo: Jesus! Esse texto é citado no Evangelho de Mateus para falar do retorno da família de Jesus depois da perseguição de Herodes.
Lá, vemos como Deus cuidou de Jesus, assim como cuidou de Israel no passado, desde o tempo em que estavam no Egito.
Mesmo com tanto cuidado, o povo não se aproximava de Deus. Pelo contrário, se afastavam, adorando ídolos. Israel não percebeu que era Deus quem os curava e cuidava deles.
Também não entenderam que Deus os atraiu com amor e aliviou o jugo pesado que sofriam nas mãos do Faraó.
Aplicação: Muitas vezes, somos como filhos rebeldes. Mas, graças à misericórdia de Deus, não recebemos um castigo definitivo. Se nós, que somos pecadores, sabemos dar coisas boas aos nossos filhos, quanto mais Deus mostrará sua misericórdia àqueles que se arrependem de seus erros.
Versos 5-7
O que o povo fez com essas palavras? Nada! Por isso, no verso 5-7, vemos o castigo: a recusa ao arrependimento traria a destruição de suas cidades. Israel foi ingrato com o Senhor, mas quantas vezes nós também somos ingratos?
O povo estava sempre inclinado a se desviar de Deus. Mesmo quando eram incentivados a se voltar para Ele, como diz o verso 7, ninguém fazia isso.
Em vez de escolher o caminho da vida, preferiam a morte, seguindo seus próprios planos.
Versos 8-9
Os versos 8 e 9 voltam à ideia dos primeiros quatro versos: as palavras de amor de Deus. No verso 8, são mencionadas duas cidades que foram destruídas junto com Sodoma e Gomorra.
Deus deixa claro que não é Seu propósito tratar Israel da mesma forma, derramando fogo do céu para destruí-los.
No final do verso 8, vemos que Deus ama e se importa com Seu povo. Ele não permitirá que algo assim aconteça com eles.
Além disso, Deus promete um dia em que nunca mais haverá desvios, porque Ele arrancará toda possibilidade de pecado, como já mencionado em capítulos anteriores. Deus é fiel e cumprirá o que prometeu aos patriarcas.
Versos 10-12
Por fim, Deus usa novamente a figura do leão. Ele diz que, naquele dia, chamará todos como se fosse um grande grito, reunindo-os para uma grande reunião.
Cada um voltará ao seu território, não importa quão longe esteja. Todo o remanescente será trazido de volta, como já mostrado em Ageu.
Mesmo no meio do caos da nação, ainda havia pessoas fiéis. Lembram do que Deus disse a Elias? Sempre existem aqueles que não se dobram diante das adversidades e permanecem fiéis ao Senhor.
Deus separou esse remanescente fiel, e nós também somos chamados a fazer parte dele, completando esse grande povo no futuro.
Aplicação: Um dia, também ouviremos um grande som nos chamando para casa. Até esse dia, precisamos fazer como Deus disse a Judá: permanecer fiéis. Deus nos reunirá com Ele, e nem mesmo a morte poderá impedir isso. Nada pode impedir que Deus nos chame para estarmos para sempre ao Seu lado. Siga em fidelidade até esse dia.
Conclusão: Como disse Allan Harman:
A presença do pecado também provoca a ausência da alegria, porque a paz se vai. Com a vinda do perdão pode haver uma restauração da alegria da salvação.
Allan M. Harman
Aguardamos esse dia com esperança! O povo de Israel, que Deus usou para levar o evangelho aos gentios, também será despertado do seu sono. Esse grande povo de Deus, sem distinção de raça, será reunido em Sua presença para louvá-Lo por toda a eternidade.
Mas ainda temos três capítulos para terminar o livro. O que mais será revelado? Conforme a vontade do Senhor, veremos isso na próxima semana e entenderemos, mais uma vez, que o caminho do justo é andar na presença do Senhor. Amém.
