134 - A cura do servo do centurião romano
O Evangelho segundo Jesus • Sermon • Submitted • Presented
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· 89 viewsNarrativa da cura do servo de um centurião romano traz a tona conceitos humanos de dignidade, merecimento e fé
Notes
Transcript
Tudo é uma questão de ponto de vista! Será?
Tudo é uma questão de ponto de vista! Será?
O que pontos de vista muito divergentes acerca do mesmo tema podem demonstrar?
Do ponto de vista humano, a pluralidade ou complementaridade de ideias, se considerada de forma adequada, trará crescimento, evolução de determinado conhecimento, melhoria de processos, solução de problemas, etc. E isso é um fato.
Mas, quando se trata de parear a nossa visão de mundo com a de Deus, a história muda de figura:
Citações de: Oswald Chambers (Baptist Evangelist Lecturer and Missionary);
DRAPER, Edythe, Livro de Citações do Mundo Cristão, 2009
A visão natural e a visão bíblica do homem são diferentes:
o ponto de vista natural é que o homem é um grande ser em formação, suas realizações são uma promessa maravilhosa do que ele será;
o ponto de vista bíblico é que o homem é uma ruína magnífica do que Deus o projetou para ser.
e a segunda citação de Oswald Chambers
Escuridão é o meu ponto de vista, meu direito para mim mesmo, a Luz é o ponto de vista de Deus.
O que a Bíblia nos ensina acerca de pontos de vistas conflitantes (entre Deus e homens)?
Isaiah 55:8–9“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.”
um dos resultados nefastos da queda foi um profundo comprometimento da bússola de valores da humanidade em relação à vida
há uma narrativa interessante nos evangelhos onde pontos de vista humanos são constratados com aquilo que Cristo tem em mente. Esta história encontra-se em Lucas 7, com seu relato paralelo em Mateus 8, que nos conta acerca da cura de servo, um escravo que pertencia a um oficial romano. Vamos ao texto:
Texto Bíblico - a cura (remota) do servo do centurião
Texto Bíblico - a cura (remota) do servo do centurião
Luk 7:1-10 Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. 2 E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. 3 Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. 4 Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; 5 porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. 6 Então, Jesus foi com eles. E, já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. 7 Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. 8 Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. 9 Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. 10 E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo.
Texto comparativo de Mateus 8.5-13
Mat 8:5-13 Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando: 6 Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. 7 Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. 8 Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. 9 Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. 10 Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta. 11 Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. 12 Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. 13 Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado.
Contextualizando: O que aconteceu na chegada em Cafarnaum?
Contextualizando: O que aconteceu na chegada em Cafarnaum?
Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum
esta narrativa se inicia logo após a conclusão do famoso Sermão do Monte
aparentemente Jesus se afastara de Cafarnaum onde multidões o seguiram
Jesus finaliza suas palavras desafiando sua audiência a edificar suas vidas “sobre sua palavra”
normalmente não damos muita atenção a isso, porque temos em mente tudo o que já sabemos sobre Jesus Cristo
mas nos esquecemos que aquelas pessoas até veem Jesus como um mestre, mas não dão a ele um status divino
Luke 6:46–47 “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante.”
46 Τί δέ με καλεῖτε·* κύριε κύριε, καὶ οὐ ποιεῖτε ⸀ἃ λέγω; *47 Πᾶς ὁ ἐρχόμενος πρός με καὶ ἀκούων μου τῶν λόγων καὶ ποιῶν αὐτούς, ὑποδείξω ὑμῖν τίνι ἐστὶν ὅμοιος·
para nós, cristãos gentios ocidentais do Sec XX / XXI, é bem possível não percebermos o peso desta declaração de Jesus aos ouvidos de seu público majoritariamente judeu
os judeus pararam de usar o nome de Deus que aparece quase 7mil vezes no AT (Yahweh - ou algo parecido), substituindo-o por Adonai (que significa Senhor), Hashem (a Palavra), o Santo ou outros títulos semelhantes,
mas um fenômeno aconteceu com a tradução da LXX, que foi a tradução do nome de Deus, o Tetragrama = YHWH pelo título “Kúrios”, o que significa = SENHOR.
então para todos os judeus do NT, alguém que se entitulasse Senhor utilizando a palavra grega Kúrios, estaria basicamente fazendo um paralelo entre esta pessoa e o Deus do AT, ou seja, se Jesus é hó Kúrios, ele seria Yahweh!!!
no verso 46 do capítulo 6, Jesus basicamente desafia sua audiência a lhe prestar uma obediência que seja coerente com o título que a ele lhe conferem, afirmando que suas palavras deveriam ser levadas em conta de autoridade da mesma forma que as Escrituras
então Jesus solta esta bomba, e retorna para dentro de Cafarnaum onde é abordado por um personagem inusitado
Então um centurião entra em cena com Cristo próximo de Cafarnaum.
um oficial romano, tinha um escravo de grande estima, doente, quase morrendo e ouve falar de Jesus
um centurião era um oficial romano que comandava uma “centuria”, ou seja, dez pelotões ou 100 soldados
muitos deles eram oficiais não comissionados, alistados no exército, que aguardavam o prêmio da cidadania romana após 25 anos de serviço. Seria um posto de capitão ou Sub-Comandante. Era de certa forma o oficial mais importante do exército romano;
Este era um gentio, embora provavelmente não fosse romano;
a Galileia não era importante o suficiente e tinha principalmente tropas auxiliares. Ele teria sido um mercenário, mas ainda assim importante;
Os centuriões eram moderadamente ricos e ganhavam bem a vida, se comparados com os padrões de sua época;
a composição de até 10 centurias formavam uma “cohorte” comandada por um centurião sênior, e de 5 ou mais cohortes formavam uma legião
como oficial do imperío, no comando de tropas que controlavam o povo dominado, garantiam pagamento de impostos, aplicavam penalidades, levavam e mantinham pessoas na prisão, invadiam propriedades para “garantir” a lei e a ordem, não eram muito bem quistos pela população em geral, pois representavam o inimigo...
e quanto ao servo deste centurião?
o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte.
Lucas utiliza a palavra: doulos (δου̂λος, 1401), de deo, “amarrar”, “um escravo”, originalmente o termo mais baixo na escala de servidão;
curiosamente, Mateus utiliza no verso 5 outra palavra grega: pais (παι̂ς, 3816) que denota “um menino”, um filho pequeno, até mesmo um servo, porém demonstrando algum tipo de relação afetiva paternal.
em Lucas sabemos que o jovem servo, praticamente um filho para este oficial, sofria de uma doença fatal e que já estava às portas da morte, e Mateus adiciona que “ele jazia em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente”;
os romanos, especialmente os oficiais, tinham um senso de superioridade humana quase patológica, pois se consideravam legítimos salvadores das civilizações de sua própria ignorância e barbárie.
é digno de nota a postura e comportamento deste centurião em relação a este escravo de sua casa, que não lhe era mais útil, um investimento desperdiçado, e ele o mantinha vivo em casa, certamente tratando de sua enfermidade, e agora buscando socorro com um mestre judeu;
Então, um pedido de socorro inesperado
Então, um pedido de socorro inesperado
Um humilde e inusitado pedido de socorro em favor de outrem
o centurião ouviu falar de Jesus, o que não era difícil estando em Cafarnaum, sua principal base de operação;
Lucas aborda o envolvimento dos anciãos de Israel que se aproximam de Jesus intercedendo pelo oficial romano
Luk 7:3 Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo.
Luk 7:4-5 Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; 5 porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga.
e Jesus atendeu o pedido dos anciãos - curiosidade:
não há palavra de Jesus com os anciãos sobre este apelo feito em favor do centurião, ele apenas vai com eles
quando Jesus se aproxima do local em Cafarnaum (ele está voltando para casa) o centurião envia alguns amigos indicando certo constrangimento em receber o Mestre judeu em sua casa
vale a pena repetir as palavras da mensagem enviada pelo centurião a Jesus
Luke 7:6–8 “Então, Jesus foi com eles. E, já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz.”
UAU!!!! Isso é muito ESTRANHO!
Comportamento estranho para um oficial graduado das forças romanas, não?
Comportamento estranho para um oficial graduado das forças romanas, não?
Tudo parece muito inusitado / fora do normal para o contexto romano do Israel do Sec I - Como?
Os romanos dominaram a Palestina a partir de 63 a.C., ou seja, a mais de 90 anos
Pompeu invadiu e tomou Jerusalém, e a dominação romana durou até o século IV d.C
Roma governou a região toda com mão de ferro, pesadíssimos impostos e muita truculência durante todo o período
oficiais romanos, militares ou não e todos os colaboracionistas eram vistos com desconfiança e profundo ódio por muita gente (publicanos, saduceus, herodianos, muitos do sinédrio, estrangeiros, funcionários do governo, etc)
cada região era controlada por um certo número de “Centúrias”, dependendo do interesse que o Estado tinha no local ou do quão sensível o local era (rebeliões)
regiões produtivas eram especialmente controladas pelas Centúrias, e Cafarnaum como centro de pesca e produção de azeite estava nesta classe de localidades;
Cafarnaum era um ponto importante, porque a cidade encontrava-se na grande rota comercial entre Jerusalém e Damasco.
Embora Herodes Antipas ainda gozasse de certa autonomia na Galiléia, a supremacia romana prevalecia contra ele.
Os romanos postaram uma força militar em Cafarnaum, a fim de impedir as rebeliões dos judeus hostis a Roma.
os judeus eram famosos pela sua resistência incansável aos seus dominadores, então parte da estratégia romana era o enfraquecimento e empobrecimento da população em geral para facilitar o controle
As “Centúrias” estavam nestes locais para impor e garantir os interesses do Imperador, não do povo
os Centuriões eram os capitães, oficiais de comando das centúrias, eram braço do Estado, e nada seria feito sem que eles estivessem envolvidos
não se espera, de forma alguma, que este tipo de oficial fosse bem-quisto pela população, ou pela sua liderança mais próxima
se fosse em Jerusalém, o Sinédrio, os Sumo-Sacerdotes, a aristocracia judaica, os partidos políticos, mantinham um relacionamento muito “vantajoso” com os braços do Estado,
mas nas regiões distantes do centro de poder (Jerusalém, Antioquia, etc), especialmente na Galileia que era desprezada pelos judeus da Judeia como seres inferiores, a relação com o poder dominador não era, de modo algum amigável
um oficial romano, no encargo de uma (ou mais) Centúrias que operavam em Cafarnaum, tão próximo, querido da liderança local? Como pode?
Luk 7:4-5 Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; 5 porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga.
os anciãos afirmam que aquele homem era digno “que lhe faças isto” (curar seu servo), pois ele era amigo do nosso povo e ele mesmo edificou a sinagoga de Cafarnaum
O testemunho de afeição deste líderes judeus pelo centurião (7:4–5) é bastante notável, dada a animosidade normal que os judeus demonstravam aos gentios, especialmente aos militares, que eram a base da opressão romana aos judeus.
ele era amigo do nosso povo - se interessava pelo povo judeu da região atuando como um amigo;
ele mesmo edificou a sinagoga (a sinagoga de Cafarnaum que temos notícia era muito impressionante);
é até difícil imaginar que um oficial mediano tivesse recursos para tanto, ao menos para a grande sinagoga da qual ainda vemos hoje suas ruínas nas escavações arqueológicas de Cafarnaum;
pode ser que tenahm existido outras sinagogas menores em Cafarnaum onde esse oficial tenha investido recursos, mas é pouco provável, pois não há registro conhecido disso;
a dignidade deste homem, segundo os anciãos, se materializava em atos de justiça, bondade e generosidade pelo povo; “Ele é amigo do nosso povo”!!!
só podemos imaginar que este oficial tenha se tornado um prosélito do judaismo, um gentio crente na Torah, como Cornélio!!!
observe que Mateus, que possui um público essencialmente judeu, não registra a intercessão feita pelos anciãos em favor do oficial
na verdade o relato de Mateus é mais simplificado, o que não muda o fato de que um oficial gentio do exército em domínio se dobra perante a autoridade do Cristo humildemente em busca de um favor;
Eu não sou digno de que entres na minha casa
Eu não sou digno de que entres na minha casa
Eu não sou digno de que entres na minha casa… não me julguei digno de ir ter contigo
um oficial era certamente acostumado que outras pessoas o representassem ou fizessem coisas em seu nome
mas este não era o caso, nem de longe: ele fez três declarações bombásticas
Vindo de um líder da força de ocupação romana, esta teria sido uma expressão chocante de reverência para com um Mestre judeu.
Luk 7:6-8 Então, Jesus foi com eles. E, já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa.
o centurião romano, que não sabemos o nome, era gentio, e convivendo tão perto dos judeus, ao ponto de ser considerado amigo, saberia muito bem que os judeus tinham muitas restrições de se colocarem em um mesmo ambiente com não-judeus;
alguém que vive e respira um mundo como dominador das nações, com uma ideia quase messiânica do império que representa, este homem parece ter uma noção muito clara da sua propria indignidade enquanto ser humano caído em pecado e transgressões;
este oficial demonstra um conhecimento “quase bíblico” de si mesmo, o que só poderia ser aprendido pelo ensino das Escrituras, pois em nenhum outro local, em nenhuma outra fé, com nenhum outro Deus, alguém não teria uma visão distorcidamente elevada de si mesmo;
este homem está no caminho da fé bíblica que salva...
Compreendo exatamente quem o Senhor é por detrás das aparências
Compreendo exatamente quem o Senhor é por detrás das aparências
7 Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado.
além de ter um claro conhecimento de sua própria indignidade, este homem foi muito além;
ele não se julgava digno que estar com Jesus Cristo, o filho de carpinteiro, pregador itinerante, nazareno, que fazia sinais e maravilhas, constrangia o mundo com suas palavras, e ninguém sabia muito bem quem era ele;
a maioria dos judeus dos tempos de Jesus, incluindo seus discípulos, ainda levariam muito tempo para crer de verdade que Jesus era o Cristo, o escolhido, aquele que era desde o princípio, mas este militar gentio demonstra muita certeza de que sabe que aquele era o cumprimento pleno de todas as Escrituras proféticas judaicas…
Como pode? Um estrangeiro entendeu primeiro aquilo que fora destinado ao longo dos séculos para os filhos..
Joh 1:10-11 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
A autoridade é toda tua, manda com uma palavra e será feito conforme ordena
A autoridade é toda tua, manda com uma palavra e será feito conforme ordena
8 Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz.
além de ter uma clara compreensão que Jesus seria o Cristo prometido, o Servo de Yahweh, novamente o oficial vai além
ele demonstra, á sua maneira, uma compreensão muito profunda da autoridade de Jesus, o Cristo teria sobre absolutamente tudo;
ele poderia, à distância, remotamente, ordenar que uma doença debilitante e incurável, em seu estágio terminal saísse do corpo de seu servo, e a doença obedeceria
isso demonstra uma compreensão muito clara e viva que aquele centurião teria cerca do Reino de Deus tão proclamado pelos profetas, por João, o Batista, e por Jesus acerca do Reino de Deus que estava próximo, ou era já era chegado na pessoa do Messias prometido;
o centurião demonstra profunda convicção de sua própria indignidade e pecaminosidade
o centurião demonstra profunda compreensão da identidade messiânica de Jesus, ele era o Cristo
o centurião demonstra profunda fé no poder e autoridade do Cristo sobre absolutamente todas as coisas
Quanto à reação de Jesus diante da mensagem do centurião?
Quanto à reação de Jesus diante da mensagem do centurião?
Quando Jesus ouve as palavras de fé transmitidas, pessoalmente ou não, por aquele oficial, ele fica “admirado”
aquele oficial romano extraiu a admiração do Filho de Deus pela profundidade da fé e piedade daquele estrangeiro conforme relata Lucas:
Luk 7:9-10 Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. 10 E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo.
e Mateus foi ainda mais incisivo ao declarar a reação e as palavras de Jesus frente ao comportamento do centurião:
Mat 8:10-13 Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta. 11 Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. 12 Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. 13 Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado.
nunca achei tamanha fé como esta, nem mesmo em Israel, a nação eleita, povo escolhido, repositório da revelação divina;
então faz uma declaração que deve ter doído aos ouvidos do público judeu que ali estava, inclusive aquele que recomendaram o centurião;
muitos virão do oriente e do ocidente - a saber, das nações, e vão se sentar à mesa com Abraão, Isaque e Jací no Reino
mas os filhos do Reino serão lançados fora, rejeitados, nas trevas
Algumas lições apreendidas com esta narrativa
Algumas lições apreendidas com esta narrativa
Enquanto o gentio afirma: “Não sou digno” – os anciãos dizem amavelmente acerca dele: “Ele é digno”.
Recomendam o centurião ao Senhor pelos seus méritos extraordinários (“construção da sinagoga”),
contudo o gentio vê que a única coisa em que ele pode apoiar sua esperança de ser atendido é o poder e a bondade do Senhor!
Pelo fato de o centurião considerar-se indigno de que Cristo entrasse em sua casa, ele foi considerado digno de que Cristo entrasse em seu coração
Essa entrada do Redentor no coração do centurião foi um presente muito maior que a entrada em sua casa. (Agostinho);
De fato, a construção da sinagoga em Cafarnaum foi coroada de ricas bênçãos;
Jesus pregou ali, curou pessoas ali, se revelou ali;
A história revela que Jesus, embora atenda o pedido do centurião por cura, não precisou entrar na casa gentia.
Em Conclusão: O que a fé deste centurião romano fala aos nossos corações?
Em Conclusão: O que a fé deste centurião romano fala aos nossos corações?
Que percepção de dignidade temos acerca de nós mesmos?
Quem é Jesus Cristo em nossas vidas? Já pensou nisso?
Qual o “tamanho” da fé que depositamos na autoridade d’Ele em nossas vidas?
