Cl 1.1-2 Uma saudação teológica
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IGREJA PRESBITERIANA DE APIAÍ
PLANEJAMENTO PASTORAL – SERMÕES EXPOSITIVOS
JANEIRO/2024
Rev. Mateus Lages
Tema: A centralidade de Cristo
Dia 12/01: Cl 1.1-2 Uma saudação teológica
Deus fala: Saudação - Levítico 20.7
Nós falamos: Oração inicial
Nós cantamos: Hino 11 - Trindade Santíssima
DÍZIMOS: Marcos 12.41-44
Hino 64 - Grata memória
Deus fala: 1Pedro 1.14-16
Nós falamos: Oração de confissão
Nós cantamos: Hino 131 - Vida santificada
Tema: A centralidade de Cristo
Cl 1.1-2 Uma saudação teológica
PROPÓSITO: Corroborar com o tema anual Jesus, vida e obra - exposições no Evangelho de Marcos.
INTRODUÇÃO/CONTEXTO
Irmãos, creio que a mensagem de Colossenses é necessária em nossos dias, porque vivemos dias de tolerância com o erro e de intolerância com a verdade. Em seu livro A intolerância da tolarância, Don Carson argumenta que essa tem sido a principal crítica aos cristãos, de que são intolerantes, porque dizem que a Palavra de Deus é a verdade, enquanto a sociedade afirma que a verdade é relativa.
A relatividade, contudo, é sempre arrogante, porque deter a verdade a partir do próprio gosto pessoal, enquanto se vive em sociedade é arrogância e produz sectarismo ao invés da tolerância.
Então, certamente, somos tolerantes verdadeiramente, porque embora creiamos e proclamemos a Bíblia como verdade de Deus, não forçamos, nem obrigamos quem quer que seja a aceitá-la assim, porque nem mesmo Cristo implorou por isso.
Ainda sobre isso, sabemos que o povo hebreu sofreu por afirmar que somente IAVÉ é o único e todo-poderoso Deus. Os profetas sofreram nas mãos de reis que não se agradavam deles, pois, segundo Deus, exigiam o contrário do que estavam fazendo e por dizerem a verdade foram punidos. Cristo sofreu ao se afirmar como o Filho de Deus que perdoa pecados, bem como os discípulos, que afirmaram: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29).
Ainda assim, a verdade de Deus tem prevalecido e os que a assumem tem sofrido no mundo, mas permanecido em paz com Deus. Assim viveram Paulo, o grande Apóstolo que escreveu essa carta; o jovem Timóteo, que com ele aprendeu a ser pastor, e Epafras, que conduzia a Igreja cristã em Colossos de forma esforçada e piedosa (Cl 4.12).
O autor da carta é Paulo, que jamais visitou a cidade, mas a conhece por causa do seu trabalho em Éfeso durante três anos: 52 a 55, quando provavelmente conheceu Epafras, que ouviu sua pregação e inaugurou a Igreja em Colossos. Algo curioso é que junto de Laodiceia, Colossos teria sido destruída por volta do ano 61 por um grande terremoto, o que fez com que perdesse seu valor como estrada principal de Roma até a Ásia Menor: “Assim, Paulo escreveu a Colossos não por conta da importância da cidade, mas por causa do perigo representado pelos falsos mestres.”
Vamos ao texto: Cl 1.1-2 Uma saudação teológica: 1) De Paulo e Timóteo; 2) Aos santos e fieis colossenses
1) De Paulo e Timóteo
Sobre a primeira parte do verso 1, João Calvino comenta que “como os colossenses nunca o haviam visto, e por isso mesmo sua autoridade não era ainda tão solidamente estabelecida entre eles, a ponto de fazer com que seu nome pessoal por si só fosse suficiente, ele garante ser um apóstolo de Cristo, separado pela vontade de Deus.” Ou seja, Paulo não escolheu o apostolado, mas foi escolhido.
De igual modo ensina Grant Osborne, dizendo que “ele se identifica como “apóstolo de Jesus Cristo”, enfatizando sua eleição para o cargo: Paulo foi “enviado por” Jesus Cristo (apostolos significa “enviado”) e escolhido “pela vontade de Deus”. Ao usar o termo “apóstolo” Paulo revela o desejo de que os colossenses reconheçam sua autoridade especial, igual à dos Doze, pois ele se opõe aos falsos mestres e estabelece a verdadeira doutrina que deve guiar a igreja.
Russel Shedd diz que “apóstolo” é um mensageiro autorizado. Um homem enviado é equivalente àquele que o enviou. Falsos apóstolos, condenados por Paulo (2Co 11.3) e por Cristo (Ap 2.2), são homens que agem por conta própria, sem essa autorização. Isso que ele quer ensinar aqui.
Além disso, o início da carta traz o nome de Timóteo, o coautor da carta, jovem colega de trabalho (Rm 16.21) que se juntou a Paulo a partir de sua casa em Listra (At 16.1–3) e se tornou seu principal assistente, acompanhando-o mesmo durante o encarceramento romano. Timóteo pode muito bem ter sido o secretário que escreveu a carta em nome de Paulo, sendo frequentemente elogiado por Paulo (1Co 4.17; Fp 2.19–24) que o chama de “irmão” na fé, no sentido de ser um associado no ministério de Paulo.
2) Aos santos e fieis colossenses (2)
Paulo os chama de “santos”. A palavra significa o mesmo que o termo remete no antigo testamento a respeito de Deus primeiramente, depois quanto ao seu povo: “diferente”, “separado”, e, posteriormente, “dedicado exclusivamente a Deus”. Desse modo, o termo santo passou a significar a posse de Deus sobre seu povo e a resposta desse povo, que se consagrada como aqueles pertencem exclusivamente a Deus.
Os santos, portanto, são aqueles que foram separados por Deus para glorificá-lo. Mas cuidemos, irmãos, porque essa palavra de forma alguma sugere um grupo especial de pessoas que são perfeitas ou melhores, mas arrancadas da idolatria, quando se converteram a Cristo, sendo, assim, separadas por Deus e para Deus, a fim de viverem em novidade de vida.
E é a partir dessa obra divina, de consagrá-los, que podem também tornarem-se fieis por causa do compromisso de obedecer aos ensinamentos éticos e espirituais de Cristo, ou seja, um novo sistema de moralidade e de espiritualidade “em Cristo”, portanto, por causa da sua união com Cristo e seu pertencimento a seu corpo — a igreja.
CONCLUSÃO/APLICAÇÃO
Concluindo, aprendemos pelo tema a centralidade de Cristo, a partir da saudação teológica: 1) De Paulo e Timóteo; 2) Aos santos e fieis colossenses (2) que ta como os colossenses, assim somos tamb;em nós santos e fiéis irmãos em Cristo que nos encontramos em Apiaí.
Rev Hernandes comenta que somos “uma igreja terrena formada de gente que tem nome, endereço, sonhos, problemas, aflições, ataques, perseguições e perigos. E também era uma igreja espiritual que vive assentada com Cristo nas regiões celestiais, acima de todo principado e potestade. Cidadãos tanto do céu como da terra. Habitantes de Apiaí, mas também enxertados em Cristo.
Diante disso, um lugar de residência terreno, que pode ser mudado e sofrer mudanças constantemente. O outro “lugar” é fundamental e permanente, que determina toda a nossa existência. Porque assim como o mundo jaz basicamente “no maligno” (1Jo 5.19), toda igreja verdadeira jaz “em Cristo”, independentemente de sua localização geográfica. Confiemos nisso e permaneçamos firmes.
ORAÇÃO FINAL E BÊNÇÃO
