INSTRUMENTO DO PECADO

A JUSTIÇA DE DEUS EM CRISTO JESUS  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão "Instrumento do Pecado" utiliza a história do personagem Gru, do filme "Meu Malvado Favorito", para ilustrar como a Lei, embora boa, é manipulada pelo pecado para gerar mais pecado e levar à morte espiritual do homem. O autor, Paulo, em Romanos 7.7-13, explica que a Lei revela o pecado, mas também desperta desejos pecaminosos, tornando-se uma ferramenta que o pecado usa para enganar o homem, levando-o a acreditar que pode alcançar a salvação por meio do cumprimento da Lei. Contudo, a realidade é que a incapacidade do homem de cumprir a Lei, devido à sua natureza pecadora, resulta em morte espiritual. O sermão conclui que, em vez de tentar se salvar pela Lei, o homem deve reconhecer seus pecados, arrepender-se e crer em Jesus Cristo, que cumpriu a Lei em nosso lugar, oferecendo verdadeira salvação.

Notes
Transcript

INSTRUMENTO DO PECADO

Introdução: No filme “Meu Malvado Favorito”, o personagem principal, chamado Gru, que começa sendo mau e termina sendo bom, tem a ambição de roubar a lua e, para isso, precisa conseguir uma arma chamada “Raio Encolhedor”, criada pelo cientista Dr. Nefário. Gru decide roubar essa arma do Dr. Nefário. Ele tem a ideia de usar meninas para vender cookies ao doutor. Gru, então, vai a um orfanato e adota três meninas, que, inocentemente, são usadas por ele. Gru cria cookies robóticos para serem vendidos por elas; esses robôs abrirão uma entrada para ele quando estiverem dentro da casa do Dr. Nefário, o que acontece com sucesso.
As meninas não eram más, mas boas; no entanto, foram um instrumento nas mãos de Gru para o mau. Semelhantemente, a Lei não é má, mas santa, justa e boa; porém, é um instrumento nas mãos do pecado para o pecado. Assim como as meninas foram utilizadas por Gru para pôr em prática o seu plano malévolo, a Lei, embora boa, é utilizada pelo pecado para gerar mais pecado e concretizar a morte do homem.
Lição: A Lei, Embora Boa, É Utilizada Pelo Pecado Para Gerar Mais Pecado E Concretizar A Morte Do Homem.
Texto: Romanos 7.7-13.
Dos capítulos 5 a 8, Paulo trata da certeza da salvação que possui quem foi justificado pela fé em Jesus Cristo. Nos capítulos 6 e 7, ele aborda um ponto importantíssimo: a tensão vivida pelo crente em relação ao pecado e à Lei dentro do contexto da certeza da salvação. No capítulo 6, ele deixa bem claro que o crente morreu para o pecado. O pecado não tem mais domínio sobre o crente; ele agora é escravo de Deus e obedece somente a Ele.
No capítulo 7, Paulo passa a tratar sobre o relacionamento do cristão com a Lei. Ele começou esclarecendo a situação do crente em relação à Lei: ele está morto para a Lei (Rm 7.1-6). O crente morreu para as exigências da Lei, porque, tudo o que a Lei exige dele, Cristo cumpriu em seu lugar.
Agora, no restante do capítulo 7, Paulo quer mostrar incapacidade da Lei de salvar o homem, não porque a Lei seja imperfeita ou malévola; ao contrário, Ela é perfeita e boa. O problema é o pecado no homem e o homem que é pecador. Em Rm 7.7-13, Paulo mostra a relação da Lei com o pecado, e nessa relação a Lei é utilizada pelo pecado para gerar mais pecado e concretizar a morte do homem. O pecado astutamente se utiliza da Lei, que é boa, para cumprir seus planos maléficos. Vejamos como ele faz isso.
O pecado utiliza a Lei para despertar todo tipo de desejo pecaminoso (7-8).
A Lei não é pecado.
7a Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum!
A Lei torna o pecado conhecido.
7b Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei;
A Lei dá ao homem o pleno conhecimento do seu pecado (cf. Rm 3.20). Isso é muito bom para nós, pois, como diz Davi: “Quem há que possa discernir as próprias faltas?” (Sl 19.12). A Lei é importantíssima para discernirmos os nossos pecados e vermos a sujeira oculta do nosso coração.
Paulo exemplifica isso com o décimo mandamento (Êx 20.17): “7c pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.
O pecado, ao ser conhecido como tal pela Lei, desperta todo tipo de desejo pecaminoso.
8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado.”
O pecado se aproveitou da oportunidade dada pelo mandamento ao revelar o pecado. O “não” de proibição do mandamento foi utilizado pelo pecado para despertar no homem todo tipo de “sim” contrário a Lei.
Sem a Lei, “está morto o pecado”; isso significa que o pecado está “inativo”, “adormecido” ou não é “aparente”. Mas, a partir do momento em que o homem conhece o pecado mediante a Lei, o pecado se aproveita disso e desperta nele todo tipo de desejo pecaminoso.
O pecado utiliza a Lei para se tornar ativo (9-10).
Sem a Lei, o homem vive na ignorância em relação ao pecado e às consequências que ele causa.
9a Outrora, sem a lei, eu vivia;
No entanto, ao conhecer o pecado mediante a Lei, este se torna ativo (operante), e o homem morre na sua incapacidade de cumpri-la.
9b,c mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri.”
O pecado torna-se operante de tal forma que destrói toda esperança de alcançar a salvação pelo cumprimento da Lei.
A Lei, que era a esperança da vida eterna, passa a ser a desesperança e a concretização da morte eterna.
10 E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte.”
Um exemplo disso é Israel antes e depois de receber a Lei Mosaica.
É impossível que a Lei salve o homem devido à enfermidade do pecado (cf. Rm 8.3). O pecado se utiliza da Lei para operar ativamente no homem, não para sua salvação, mas para a concretização da sua morte.
O pecado utiliza a Lei para enganar o homem e concretizar sua morte (11).
O pecado se aproveita da Lei para enganar e matar o homem.
11 Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou.”
A ideia do versículo é que o pecado foi tomando oportunidade mediante a Lei. O pecado se aproveita da natureza da Lei (divina, santa, justa e boa) para enganar o homem, levando-o a pensar que pode alcançar a salvação pela Lei.
Enganado pelo pecado, o homem encontra a realidade do impossível para si (cumprir a Lei) e, com isso, recebe a concretização da realidade do seu ser: a morte eterna. O pecado faz o homem contemplar a beleza da Lei que é de Deus, mas cega-o para a realidade do seu ser pecador, que está totalmente alienado de Deus e é incapaz de cumprir Sua santa, justa e boa Lei.
O homem já está morto por causa dos seus pecado, mas ele não é consciente disso; quando, porém, conhece a Lei, passa a ser consciente disso e, então, vem a ser enganado por uma falsa esperança de salvação por meio dEla. O resultado disso será a incapacidade de salvação, a desesperança e a concretização da morte eterna.
O pecado utiliza a Lei para se manifestar de forma extremamente pecaminoso (12-13).
A Lei é divina e perfeita.
12 Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.”
O problema não está na Lei, e sim no homem, que é “carnal, vendido à escravidão do pecado” (v. 14). A Lei é perfeita; o homem é imperfeito. A Lei é espiritual; o homem é carnal.
A Lei, então, está causando a morte no homem?
13a Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum!
Ao contrário, o pecado está causando a morte no homem mediante a Lei.
13b Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.”
O pecado está utilizando a Lei para se manifestar (“revelar-se como pecado”). Isso está causando não a salvação (que é o desejo pelo homem), mas a concretização da morte (que é a realidade do homem). O pecado se manifesta no homem por meio de um temporal de pecados.
A finalidade do pecado é, por meio da Lei, se mostrar extremamente pecaminoso (“se mostrasse sobremaneira maligno”; NVI “se mostrasse extremamente pecaminoso”; NTLH “se mostrou mais terrível ainda”).
O pecado não é simplesmente pecaminoso, mas extremamente pecaminoso; ele é terrível (ex. Rm 5.20). Ele se utiliza da Lei de Deus, que é santa, justa e boa, para manifestar sua total oposição a Deus e também para revelar o tamanho do seu poder no interior dos homens.
Conclusão: Tentar cumprir a Lei para a salvação só levará o homem a pecar ainda mais e a concretizar de vez sua morte espiritual. A maior loucura do homem é achar que pode frear o pecado pela Lei e conseguir a salvação por meio dEla. É como um diabético que espera ser curado da diabete com açúcar.
Não tente cumprir a Lei para a salvação; você só estará pecando ainda mais e concretizando de vez sua morte eterna, pois a Lei é utilizada pelo pecado para isso. Reconheça os seus pecados, arrependa-se deles e creia em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, pois Ele cumpriu a Lei em nosso lugar.
Tradução literal: 7 Portanto, que diremos? A lei é pecado? Não se tornou! Mas não conheci o pecado se não por meio da lei; e porque não conhecera a cobiça se a lei não dizia: “Não cobiçarás.” 8 E o pecado foi recebendo ocasião por meio do mandamento a se realizar em mim toda cobiça; porque, sem a lei, o pecado está morto. 9 Mas eu vivia sem a lei, porém uma vez vindo o mandamento, o pecado reviveu, 10 e eu morri, e o mandamento que foi achado em mim para vida, esse foi para morte; 11 porque o pecado, que foi recebendo ocasião por meio da lei, me enganou e, por meio dela, matou. 12 De maneira que, por um lado, a lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom. 13 Portanto, o bom se tornou para mim em morte? Não se tornou! Mas o pecado, para que o pecado seja aparecido, por meio do bom, está se realizando em mim a morte, para que o pecador se tornasse pecado, de acordo, em grau maior por meio da mandamento.
Minha tradução interpretativa: 7 Que diremos, então? Que a Lei é pecado? De maneira nenhuma! Mas eu não teria o conhecimento do pecado se não fosse pela Lei; até porque eu não conheceria a cobiça, se a Lei não dissesse: “Não cobicarás.” 8 Mas o pecado, foi tomando a oportunidade dada pelo mandamento, fez surgir em mim todo tipo de cobiça; porque, sem a Lei, o pecado está inativo. 9 Ora, sem a Lei, eu vivia, quando, porém, veio o mandamento, o pecado tornou-se ativo em mim 10 e eu morri; e o mandamento que foi descobrido por mim para vida, esse se tornou para mim a morte. 11 Pois, o pecado, que foi tomando oportunidade mediante a Lei, me anganou e por meio dela me matou. 12 De modo que a Lei é divina e o mandamento é santo, justo e bom. 13 Então, o bom se tornou para mim em morte? De maneira nenhuma! Pelo contrário, o pecado para ser manifestado como pecado está cauzando em mim a morte, mediante o que é bom, para que, pelo mandamento, o pecado venha a ser ainda mais pecaminoso.
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