Leitura Bíblica (Na 1:1-15)
Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 10 viewsNotes
Transcript
Tema: A Consolação de Deus em meio às circunstancias e infortúnios.
Introdução: Irmãos, entramos em mais um ano, e ao que temos nos deparado? Muitos sofrimentos, as pessoas estão a cada dia angustias, os índices de matanças tem aumentado de forma descontrolada, estrondosa e horripilante, a corrupção tem tomado conta de todas as esferas da sociedade, os homens tem se tornado mais impios e incrédulos a cada dia, a imoralidade tem sido o soneto nesses tempos Pós-Moderno, ameaças e escândalos tem tomado conta dos noticiários, diuturnamente.
E essas ações no mundo e na humanidade, provoca alguns questionamentos:
Deus nos abandonou?
Porque os impios estão prosperando a cada dia?
As promessas de Deus, são verdadeiras ou não tem nenhum sentido?
E é diante de situações como essas, que Naum profetiza contra Nínive.
O nome Naum é: “Deus consola ou Deus é consolação”. Pouco se sabe sobre o profeta, a não ser o que está nesse livro, bem como a sua cidade de origem, Elcós; há um discussão que gira em torno de que, se essa profecia foi escrita logo após a destruição de Israel, em 722 a.C., tem-se, que essa cidade ficava em Judá, mas são meras especulações. Provavelmente, esse livro tenha sido escrito durante a reforma de Josias, em 622 a.C.
O livro vai informar sobre a queda de Nínive; capital da Assíria, um século e meio, aproximadamente, depois da grande conversão que houve durante a profecia de Jonas.
O povo de Judá, havia sofrido muito nas mãos dos Assírios. Em 722, eles haviam tomado o Reino do Norte; Israel, fazendo que o povo fosse disperso. Depois tentaram tomar Judá; Reino do Sul, no período do reinado de Ezequias (701 a.C.), porém, foram derrotados pelo Anjo do Senhor (2Rs 18,19; 2Cr 32; Is 36-37).
Em meio a tudo isso, poderemos aprender no livro do profeta Naum, algumas lições importantes para as nossas vidas:
1- Deus é tardio em irar-se, mas não tem o culpado por inocente. (2Pe 3:7 CJB- É por essa mesma Palavra que os céus e a terra atuais, tendo sido preservados, estão sendo guardados para o fogo até o Dia do Juízo, quando os ímpios serão destruídos.)
2- Precisamos ter convicção de que somente Deus, é a nossa fortaleza nos tempos de angústias. (Sl 31:2,3 - Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortíssima que me salve. Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; pelo que, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me.)
3- Não podemos esquecer, que Deus controla absolutamente tudo; Ele é o Senhor das nações. (Dn 2:20-22 Bíblia King James 1611- Daniel respondeu e disse: Bendito seja o nome de Deus para sempre e sempre, pois seus são a sabedoria e o poder; e ele muda os tempos e as estações; ele remove reis, e estabelece reis; ele dá sabedoria ao sábio, e conhecimento àqueles que conhecem o entendimento; ele revela as coisas secretas e profundas; ele sabe o que há na escuridão, e a luz habita com ele.)
4- Deus prolonga seus dias de graça, mas no fim, os pecadores serão castigados. (2Pe 3:4,8-10 - e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão)
Proposição: Sendo assim, o que iremos vislumbrar nesse livro, é que Deus tem uma promessa ao seu povo: É para que eles venham continuar a confiar e esperar no Senhor, diante de quaisquer calamidades.
Sendo o Senhor, que está no controle absoluto de tudo e estabelece o Seu juízo, Ele é revelado também, como Aquele que traz o conforto ao seu povo.
Naum traz uma mensagem a todos os arrogantes, em todas as épocas e uma mensagem da justiça e salvação de Deus.
Veremos que o grande alerta de Naum, revela que se a mensagem de Deus for ignorada, graves consequências virão. Se os juízos de Deus, vieram de forma sucessiva (hereditária) sobre as nações pagãs e aos todos os rebeldes e ímpios, com dimensões profética, o alerta é para que no tempo presente, todos fiquem atentos.
Diante dessa profecia, seremos desafiados a manifestar uma resposta aos desafios da fé, crendo nos atos redentores de juízo e salvação do Senhor.
Iremos ser exortados que ninguém, a não ser o Senhor, é que pode salvar e libertar o povo de seus pecados.
Frase Interrogativa:Como Naum vai descrever isso?
I. O juízo de Deus, é a manifestação do interesse e cuidado com seu povo. (1:1-15)
a) Naum usa um termo para se referir tanto a destruição do império Assirio, devido a sua opressão ao povo de Judá, como para falar do livramento dessa opressão contra seu povo; “Peso de Nínive ou sentença”. (v.1; Sf 2:13 – E estenderá também a sua mão contra o Norte e destruirá a Assíria; e fará de Nínive uma assolação, terra seca como o deserto.)
b) A Assíria, por dois séculos foi o terror das nações, pela sua força política e militar e sua forma tirânica de conquistar. Ela era, no seu tempo, a mais rica, a maior e mais segura do mundo.
DUNNING, H. Ray. “O livro de Naum”. In: Comentário bíblico Beacon. Vol. 5.
A Nínive maior media uns 48 quilômetros de extensão e uns 16 quilômetros de largura. Era protegida por cinco muralhas e três valas, construídas com o trabalho forçado de milhares sem conta de cativos estrangeiros. A cidade interior de Nínive, propriamente, era de uns 4.800 metros de extensão por 2.400 metros de largura. A cidade foi construída na junção do Tigre com o Coser e protegida por muralhas de 30 metros de altura, bastante largas para sobre elas correrem quatro carros emparelhados, tendo elas 12 quilômetros de circuito. Extremamente fortificada, a cidade se orgulhava e dizia: Eu sou a única, e não há outra além de mim (Sf 2.15). Em torno de Nínive havia um sistema de fortificações que a tornava praticamente inexpugnável. Dentro da cidade, havia edifícios esplendorosos, ornamentos volumosos de obras arquitetônicas e monumentos maciços, uma grande biblioteca, ruas e jardins.
Esse nome, quando era pronunciado, causava temor as pessoas, mas Naum, vai mostrar a esse povo, que “a soberba precede a ruína e a altivez do espirito, a queda” (Pv 16:18).
Irmãos, Naum tinha um grande Peso (Massa) e coragem em profetizar e destruição de Nínive, assim também hoje não deve ser diferente; pois todos os orgulhosos, soberbos e presunçosos desse mundo, que se levantam contra Deus, Ele diz que zomba deles e os causa confusões (Sl 2:1-4 - Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas. Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles.)
c) O profeta diz que Deus não vai ficar inerte em meio as atrocidades dos assírios, e ele revela essa verdade das seguintes formas:
A- Aqueles que vivem afrontando a Deus, não escaparão de seu juízo, pois Ele é “zeloso” (Ferozmente protetor e que não aceita os desleais) (v.2)
O que temos como fato revelado pelo profeta é: Deus irá executar a sua justiça divina a todos os ímpio. Observemos que por três vezes ele diz: “Deus toma vingança”.
Por vários momentos, a Assíria tento exterminar o ultimo grupo do povo de Deus, que era Judá, e isso só não aconteceu, porque Deus agiu de forma poderosa onde cento e oitenta e cinco mil soldados foram mortos pelo Anjo do Senhor (2Rs 19:28-37)
Aplicação: Irmãos, nós não devemos agir de forma vingativa contra ninguém, devemos sim amar o nosso próximo como a nós mesmo, pois a vingança pertence ao Senhor (Rm 12:9 - Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.)
Queridos, Deus é justo, todos os que se insurgem contra Ele, receberão o justo juízo divino. Todos os querem viverem impiamente em seus pecados, sofrerão o castigo da sentença divina; Ele irá responder de forma correta diante das ações dos homens (Rm 2:5-10)
d) Naum declara que mesmo que os Assirios pensem que Deus tenha esquecido das suas maldades; “O Senhor é tardio em irar-se”(v.3), essa declaração vem revelar que o Senhor pode retardar o momento do seu juízo, mas podemos ter plena certeza, Ele vai realiza-lo (Ex 34:6,7)
e) O profeta vai declarar que Deus é quem governa e está sobre toda a criação, que é inútil resistir ao seu poder e que Ele é quem livra e cuida do seu povo. E ele faz isso da seguinte forma:
1) Ele fala de Deus (v.3-6) – Naum descreve Deus, como verdadeiro, Santo, Justo, Único e que zela pelo seu nome, pela sua honra e que a adoração deve ser somente a Ele, seu poder é inigualável, e não tolera a iniquidade e desobediência. (Rm 1:18-23 - CJB - O que é revelado é a ira de Deus do céu contra toda a impiedade e maldade das pessoas que, em sua maldade, continuam a suprimir a verdade; porque o que é conhecido sobre Deus é claro para eles, uma vez que Deus o tornou claro para eles. Pois, desde a criação do universo, suas qualidades invisíveis - tanto seu poder eterno quanto sua natureza divina - têm sido vistas claramente, porque podem ser compreendidas a partir do que ele fez. Portanto, eles não têm desculpa, porque, embora saibam quem é Deus, não o glorificam como Deus nem lhe dão graças. Pelo contrário, tornaram-se fúteis em seus pensamentos, e seus corações sem discernimento se obscureceram. Alegando ser sábios, eles se tornaram tolos! De fato, eles trocaram a glória do Deus imortal por meras imagens, como um ser humano mortal, ou como pássaros, animais ou répteis!).
Quando o profeta refere-se a Deus, com furor, ira e cólera, ele está descrevendo que Deus se ascendeu de forma terrível contra o pecado do povo de Ninive (Ap 16:1 – E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos setes anjos: Ide, e derramai sobre a terra as setes taças da ira de Deus).
2) Ele fala o que Deus fará contra os seus inimigos; os Assirios (v.8-14) – O profeta, inspirado por Deus, informa à Assíria que os seus planos serão frustrados; o Senhor quebrará o seu orgulho, eles não escaparão do juízo do Senhor (v.8,9 – inundação e trevas).
Seu poderio militar, nada mais são do que ébrios em meio aos espinhos, os quais terão um único destino, o fogo consumidor da ira divina (v.10).
Naum declara a sentença do Rei da assíria (o conselheiro de Belial, v.11), e do seu exercito, por mais arrogante e presunçoso que sejam (v.12-14):
A - Deixarão de existir (serão exterminados)
B- Não terão mais domínio sobre o povo (quebrarei o seu jugo)
C- Não terá descendentes (ninguém do teu nome seja semeado)
D- Seus deuses não poderão lhe ajudar; serão inúteis (da casa de teu deus exterminarei as imagens de escultura e fundição)
E- Perderá a sua identidade e utilidade; vai morrer (ali farei o teu sepulcro)
3) Ele fala do livramento futuro que Deus dará ao seu povo (v.7,15) – Essa foi uma das melhores noticias que o povo de Judá poderia receber; “O Senhor é bom, e uma fortaleza no dia da angustia”(v.7).
Isso era um refrigério para alma do povo, pois mesmo diante de todas as ameaças, angustias, temores e humilhação, Judá tinha a certeza que Deus não vos havia abandonado. E assim é conosco. (Dt 31:8 - O SENHOR, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes. (Hb 13:5))
Que maravilha é sabermos que podemos suportar as aflições e infortúnios da vida, pois o Senhor é bom para conosco o tempo todo, e o tempo todo o Senhor é bom (Lm 3:25 – Bom é o Senhor para os que esperam por ele, par alma que o buscam)
Naum, estimula o povo à alegria, pois vem chegando uma noticia maravilhosa da parte de Deus (Eis sobre os montes os pés do que traz boas-novas); a promessa da libertação chegou, (o ímpio não tornará mais passar por ti; ele é inteiramente exterminado).
O povo agora estava sendo exortado a viver com expectativa e obediência, pois o seu redentor estava ali com eles para os salvar (Is 52:1-7).
Aplicação: Fazendo uma aplicação para nós, essa mensagem também já nos chegou: “Não temais, porque eis que vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2:10,11). Isso significa, que não precisamos mais temer, pois o nosso Redentor, o Salvador Jesus Cristo, já derrotou por completo, o pecado a morte e Satanás, todo aquele que está em Cristo, que entregou sua vida aos cuidados do Senhor e que confia nele plenamente, está livre para desfrutar das benevolências da salvação, essa é a aplicação do Evangelho aos pecadores perdidos (Rm 10:15 – Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas).
Deus é longânimo, mas isso não quer dizer que Ele não aplicará o seu juízo no final. As Escrituras nos informa, de forma veemente, que não há outros deuses, somente o Senhor; e é Ele quem governa e está acima de tudo e de todos.
Precisamos entender, que Deus sendo Santo e Justo, não vai permitir que as pessoas continuem desprezando sua lei e o seu nome, sem tomar nenhuma providencia.
Dessa feita, assim como Naum revela a bondade de Deus, nós somos também convidados a “considerar a bondade e a severidade de Deus (Rm 11:22).
Lembremos que Deus o amor dele é santo, Ele é luz e justiça. Ele é um refugio e fortaleza par aqueles que nele confiam, mas é uma inundação contra os seus inimigos.
Meus amados irmãos, e amigos, Deus é nosso consolo e conforto em meio as circunstancias e infortúnios da vida; confiemos nele, descansemos nele, pois o Senhor está no controle absoluto de tudo.
A Ele, toda honra, gloria, majestade e louvo, pelos séculos, dos séculos. Amém!
II. Deus trará consequências à rebelião humana contra Ele. (2:1-13)
a) Para aplicar o seu juízo contra os ninivitas, Deus usou dois reinos para serem a sua espada; os Medos e os Babilônicos. Diante disso, Naum, inspirado pelo Espirito de Deus, vai declara ao povo, três verdades que vem consolá-los, diante das rebeliões dos Assirios, confirmando ao coração de Judá, que Deus está no controle de tudo:
1. Deus retirou a sua longanimidade (v.1,3,4)– A profecia de Naum, traz da parte de Deus, uma ironia quanto a cidade de Nínive (v.1). Aqui Deus mostra a esse povo que nada o que eles viessem fazer, iria livrá-los do seu juízo (se Deus é contra nós, quem será ao nosso favor?). Irmãos, quando Deus está ao nosso favor, podemos passar pelos momentos mais diversos nessa vida. (Sl 127:1,2 – Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalha os que a edificam; s o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela). Aqui o profeta declara que o Senhor virou as costas para os ninivitas; que tragédia, que tristeza meus irmãos. Os ninivitas ignoraram o Deus da salvação.
A capacidade do exercito que estava vindo contra Nínive, era inigualável. Seu poderio militar é relatado pelo profeta, como: fortes, valentes, preparados e de uma velocidade incrível (v.3,4); a visão que o profeta traz contra o povo de Nínive, é aterrorizadora, como também eles foram contra os outros povos.
2. Mesmo que os homens enriqueçam e tenham poder, isso não valerá nada (v. 5-10) - Aqueles que outrora foram nobres, valentes, cruéis, sem misericórdia e violentos de toda a sorte, colherão os seus frutos (v.5); “Pois tudo o que o homem ceifar, tambem colherá”. Aqui Naum fala que mesmo eles tendo uma fortaleza, um exercito e riquezas, o que se vê é um temor e tremor diante do exercito que estava se aproximando. Irmãos podemos ter toda a riqueza e nos deleitarmos de toda a gloria que esse mundo pode oferecer, mas se não tivermos entesourados as nossas riquezas para a eternidade; “todo o mundo e sua concupiscência passará, porem aquele que fizer a vontade do Senhor é o que vai permanecer”. Precisamos atentar para o que estamos semeando; se for para carne, colheremos a corrupção, mas se for para o espirito, colheremos a vida eterna. Os ninivitas fizerem o seu plantio, agora era a hora da colheita.
Os Ninivitas foram surpreendidos quando seu muro e palácio foram destruído por uma inundação; é que os babilônicos tinham represado o rio e depois soltaram, trazendo uma intensa destruição sobre a cidade (v.6). A Nação que era tida como escravizadora e terrível em infligir pânico e terror, agora seria levada como cativa e ninguém ouviria o seu grito de socorro; pois Deus havia decretado o seu fim (v.7,8). Amados, assim como Deus estabeleceu a destruição de Nínive, por consequências do seu pecado, e de forma repentina e completa foi executada, da mesma sorte, Ele estabeleceu um Dia, a qual virá para trazer juízo sobre a terra. O imperativo é: “arrependam-se, para que os vossos pecados sejam cancelados, e venha assim o refrigério pela presença do Senhor” (At 3:19). Não imagine o homem que algo nesse mundo possa livrá-lo do juízo divino; estejam apercebidos para não serem tomados por uma inundação naquele tão glorioso Dia (Mt 24:36-44). Assim como o pecado de Nínive tinha lhe encontrado, da mesma sorte será para aqueles que ignoram tão grande salvação do Senhor.
Os Babilônicos e os medos, foram usados por Deus para tirar tudo dos ninivitas, a ideia era para que não houvesse nenhuma possibilidade de restauração, de reconstrução de objetividade para existência; ela ficou vazia (v.9,10). Diante disso, vemos a consequências do pecado na vida do homem: ele foi desfigurado da imagem e semelhança de Deus, por causa do pecado, a obstinação do homem é que o tem conduzido a ruína e a miséria espiritual; caso este não se converta ao Senhor e abandone sua iniquidade, ele perderá no fim, sua identidade, seu objetivo de existencia, não terá como ser restaurado (a história do Rico e do Lazaro – Lc 16:19-31)
3. As promessas de Deus não são vazias; pois Ele não esqueceu do seu povo (v. 2,11-13) - Mesmo Ninive sendo uma cidade poderosa e Judá uma cidade insignificante aos sus olhos, Deus irá restaurar a gloria do seu povo, independente das ações dos seus inimigos (v.2). A profecia de Naum, traz ao coração do povo, a esperança da presença continua, provedora e protetora de Deus.
Ninive era considerada como um Leão; pela sua rigidez, violência, furia e o medo que ocasionava para as outras nações; agora porém, ninguém mais precisava temê-la (v.11-13).
A pergunta do profeta agora, de forma zombadora era: “Onde está, agora, o covil dos leões?”. Sua terrível situação agora, era o contraste de sua glória passada; seus tesouros que fora tomado como despojo, as custas de muitas vidas, agora eram despojados deles; o tempo de Nínive havia se esgotado e chegado ao fim. Deus anunciou algo terrível a Nínive: “Eis que eu estou contra ti, diz o Senhor dos exercitos” (v.13; Hb 10:26-31).
Amados, não precisava Ninive passar por isso; visto que ela tinha provado da graça e misericórdia da salvação tinha chegado a eles. Porém eles se esqueceram de tudo isso, e se manteram obstinados de coração e impios na sua procedência. Como podemos aplicar um texto tão distante, de acontecimentos até desconhecido por nós, para o nosso tempo, será que tem algo em comum? Sim, com toda a certeza, O chamado ao arrependimento é o mesmo, sse nós vivermos de modo, com o coração endurecido, fora dos preceitos de deus, se não dermos atenção devida a voz do Senhor, é de certo que Ele virá contra nós; “Deus não tem o culpado por inocente, e o inocente por culpado”.
Isso deve trazer aos nossos corações temos e endireitar os nossos caminhos; lembremos, o Reino do Norte e do Sul, já haviam provado o juizo de Deus. É tempo de arrependimento, é tempo de nos humilharmos diante de Deus, então: “Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provação” (Hb 3:15).
“Que o Senhor nosso Deus, seja misericordioso para com todos nós” Amém!
III – Existem Razões para o Juízo Divino (3:1-19)
a) Deus nunca aplica seu juízo sem uma justa razão, e antes mesmos desses serem aplicados, Ele sempre traz advertências claras aos impios e obstinados no pecado. Contra Ninive, não foi diferente
b) Dessa forma, as razões que levaram a destruição e Nínive, foram as seguintes:
1. Seus pecados eram muito e cruéis (v.1-3) – Os Assirios eram muito conhecidos por suas perversidades e violências cometidas contra os seus adversários. Diante disso, há uma advertência da parte de Deus contra esse povo; “Ai da cidade ensanguentada”.
Em varias passagens da Biblia, encontramos tais advertências da parte de Deus: Habacuque; Sofonias; Isaias; Mateus; Jd. Essas advertências está contra uma cidade que mente, que rouba e causa toda a sorte de sofrimento as pessoas.
Porem, diante disso, traz as consequências de sua maldade: sua população será destruída. (v.2,3).
➢ Aplicação: Diante desse cenário, nos incomoda uma pergunta: Deus não está agindo de forma cruel contra essa cidade? Não poderia Ele somente disciplinar e não destruir?
Para responder tais indagações, as Escrituras nos leva a respondermos: “Não fará justiça o juiz de toda a terra”? (Gn 18:25). Assim como a Ninive, essas advertências “Ai”, vieram com aviso diante de seus atos contra Deus, deveriam também serem recebidas por nós com grande temor e reverência, pois procedem do próprio Deus.
Amados a misericórdia de Deus, precede ao juízo, e o castigo nunca vem sem antes vir um alerta, um aviso (lembrar de Jonas). Hoje não é diferente, Deus continua trazendo suas advertências contra as nações; seus “Ais”, os avisos estão sendo dados, mas assim como os ouvintes anteriores, eles não levaram a serio tais avisos, diziam em seus corações: “Nunca isso irá nos suceder”. Porem, guando menos aguardavam, veio o juizo.
Dessa forma, as palavras do Snhor Jesus é: “Mt 24: 44 – Por isso, estais vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis”
Aqui Naum nos traz um consolo, os homens perversos e pecadores cruéis, um dia irão prestar conta diante de Deus.
2. Eram obstinados em suas idolatrias (v.4-7) – A superioridade e excelencia da pratica idolátrica de Ninive era tão grande, que essa cidade recebeu o titulo de “mestra das feitiçarias”. Esta cidade, não era conhecida e temida pela sua brutalidade, mas tambem, por ser o centro da adoração a ídolos. Ela abrigava o templo da deusa istar ou isha (deusa do sexo e da guerra) e do deus Nabu (deus da sabedoria). Era usando as artes magicas como advinhações e todas as praticas ministicas, que eles seduziam os governantes para buscarem sua ajuda e poder militar (v.4); praticas essas condenadas por Deus. (Dt 18:9-14).
As consequências a tais praticas não poderiam ser outra: “Eis que eu estou contra ti, diz o Senhor dos Exercitos”; Deus iria envorgonhar e humilhar Ninive em publico (v.5). Essa cidade seria colocada em algo indescritíveis; “ lançarei sobre ti coisas abomináveis” (v.6); isso daria fim a sua influencia perversa que escravizou as outras nações. Naum descreve o destino de Ninive, ela estria sem esperança e sem refugio (v.7), pois ignoraram aquele que poderia lhes proporcionar tais ajuda; pois se “Deus é contra, que será a favor”?.
➢ Aplicação: Amados irmãos e amigos, é fato que as pessoas se tornam semelhantes aquilo que adoram, naquilo que colocam sua confiança (Sl 115:8 – Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e todos os que neles confiam. Falar sobre as formas de adoração e praticas idolatricas, bem como as imoralidades revestidas de arte de cultura; a qual está sendo aplaudida pela sociedade)
Isso reflete a figura da cegueira que as nações estão mergulhadas. As Escritura sempre associam as praticas da idolatria com a prostituição. Diante de tudo isso, Deus trará as consequências a quem vive e pratica tais coisas (Rm 1:18-32). Tenhamos cuidado, as aparências enganam. (lembrar de Ló e Abraão)
3. A arrogância e sua autoconfiança eram seus baluartes (v.8-19) – Os habitantes de Ninive, já mais imaginariam que um dia, a tão pujante fortaleza, de estrutura inexpugnável, de uma estrutura absolutamente segura, e de um poderio militar extraordinário; nada mais disso iria restar.
Para ilustrar isso, Naum usa o exemplo da cidade de Tebas, que antes de sua queda, era semelhante a Ninive, e da mesma forma, todos os seus aliados como suas fortificações, não foram suficiente para impedir a sua ruina (v.8-10).
Naum faz então eles relembrarem que assim como eles fizeram com Tebas, agora seria feito com eles, que assim com essa cidade esplendorosa foi fulminada pelo exercito Assirio, da mesma sorte seriam eles pelo medos e babilonicos.
Naum vai satirizar com relação a destruição de Ninive, aplicando varias metáforas (v.11-18).
O profeta termina fazendo algumas declarações desesperadoras à Ninive: “Não há cura para a tua ferida; a tua chaga é dolorosa;” (v.19a). Todos os povos e nações que sofreram sobre o domínio dos assirios, iriam se regozijariam diante de sua derrota (v.19b).
➢ Aplicação: Naum trouxe um grande ensinamento aos Ninivitas em seu tempo, e agora, a nós, no tempo presente: “Deus é poderoso”. Não existe cidade, exercito, economia, governo ou império, que resista ao poder de Deus, pois, “Agindo Deus, quem impedirá?” (Is 43:13).
Um outro ensinamento aqui expresso, é sobre as promessas de Deus; “Pois Deus não é homem, para que minta, nem filho do homem para que se arrependa”.
Uma outra aplicação, é sobre a imparcialidade de Deus; “aquilo que o homem semeia, isso ele irá colher”, independente que seja ele, sua posição, seu conhecimento ou religião; assim como a misericórdia precede ao castigo, a arrogância precede a ruína.
Conclusão:Queridos, arrependimento continua sendo o imperativo aos homens, arrependimento é a tônica que determina a salvação, mas precisa haver acompanhado com isso, a obediência; pois não pode haver arrependimento sem obediência.
Lembremos sempre: “O Senhor está no controle absoluto de tudo”. Ele é o nosso consolador em meio as maiores adversidade, perseguições e qualquer infortuíno da vida. Não esqueçamos tambem, que Ele trará as consequências sobre a rebelião humana; pois Ele é o justo juiz. A Deus toda honra, glória, louvor e majestade.
