Os Rituais de Levítico

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OS rituais
Na prática dos sacrifícios havia 6 rituais envolvidos: apresentação, imposição de mão, imolação, manipulação do sangue, holocausto, comunhão, e bênção.
1) O ritual da imposição de mão
Depois que o animal era apresentado e passava pela inspeção do sacerdote, o adorador colocava a mão na cabeça do animal, pressionando-a fortemente. O verbo em hebraico significava mais do que simplesmente colocar a mão, mas pressionar, inclinar-se. A pessoa colocava muita pressão na cabeça do animal. Isso era pra que o adorador se identificasse com o animal, se unisse a ele. Assim, o animal passava a representar a pessoa.
Levítico 1.4 “E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação.”
O animal se tornava um substituto vicário do adorador pra trazer expiação pelo pecado, e o adorador fosse aceito por Deus.
2) O ritual de imolação
Ao identificar-se com o animal, como se dissesse “eu sou esse animal”, o próprio israelita imolaria o animal, cortando a sua garganta.
Levítico 1.5 “Depois, imolará o novilho perante o Senhor; e os filhos de Arão, os sacerdotes, apresentarão o sangue e o aspergirão ao redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação.”
O ato demonstrava uma vontade de morrer para si mesmo, e um reconhecimento do juízo de Deus e submissão ao fato de que “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:20). Então era uma autoentrega, um autosacrifício. Essa realidade e sentimento era indispensável pra que houvesse verdadeira adoração.
3) O ritual da manipulação de sangue.
O sacerdote agora agia sozinho, sem participação do ofertante. Ele podia aspergir, espalhar, salpicar, derramar o sangue, dependia da cerimônia. Normalmente o sangue seria aplicado a um dos objetos sagrados associado ao santuário e à presença de Deus, seja o altar do holocausto (o sangue podia ser esfregado nos chifres do altar, aspergido no seu lado, derramado na sua base), podia ser no altar do incenso no Santo Lugar (esfregando nos seus chifres), podia ser no véu que separava o Santo dos Santos (aspergindo sobre ele em direção ao chão). O livro de Levítico deixa clara a importância do sangue:
Levítico 17.11 “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.”
Nós vamos aprender que quando toda a congregação pecava coletivamente, ou quando o Sumo Sacerdote, que representa toda a congregação como mediador, peca, então o sangue devia ser aspergido sete vezes diante do véu no Santo Lugar, e colocado nos cifres do altar do incenso no Santo Lugar, com o resto derramadona base do altar no pátio. No entanto, quando o transgressor é um líder individual ou israelita comum, o sangue não é levado para o Santo Lugar, mas sim colocado nos chifres do altar no pátio, com o resto despejado na sua base. Quanto mais significativo o pecado em relação à posição do transgressor, mais profundamente a poluição do pecado deve ser eliminada do santuária. Então nas ofertas de purificação, o sangue poderia ser aplicado no átrio, no santo lugar ou no santo dos santos uma vez por ano, no dia da expiação.
4) O ritual de queima
Depois que o sangue do animal é manipulado, uma parte ou todo o animal é queimado e transforma-se em fumaça sobre o altar. Todos os 5 sacrifícios são queimados. O ritual da queima transforma o animal em aroma suave, transportando o sacrifício para a morada celestial de Deus à medida que a fumaça sobre do altar. Dentre todas ofertas, a que recebia mais atença era o holocausto, em que todo o sacrifício era queimado. Tanto era que o próprio altar de bronze era também chamado altar do holocausto. O holocausto, a oferta central, comunica o grande objetivo de todas as ofertas. Os holocaustos eram oferecidos diariamente, de manhã e à tarde, sustentando todo o dia.
Êxodo 29.38–42 “Isto é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro oferecerás pela manhã e o outro, ao pôr do sol. Com um cordeiro, a décima parte de um efa de flor de farinha, amassada com a quarta parte de um him de azeite batido; e, para libação, a quarta parte de um him de vinho; o outro cordeiro oferecerás ao pôr do sol, como oferta de manjares, e a libação como de manhã, de aroma agradável, oferta queimada ao Senhor. Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali.”
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