Romanos 1.1-7

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O autor introduz e esquematiza a designação e cumprimento do evangelho em Cristo Jesus, também expondo sua finalidade: a salvação de judeus e gentios.

Notes
Transcript
A justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé” (Rm 1.17).
Pr. Paulo U. Rodrigues

Introdução

A presente epístola do apóstolo Paulo assume um caráter sui generis, pois, diferentemente da maioria de suas cartas no Novo Testamento que possuem um tom polêmico ou até mesmo apologético, Romanos visa traçar uma didática clara a respeito da obra salvadora operada por Deus em favor dos que justifica mediante a fé em Cristo Jesus, evidenciando a grandeza desse evangelho e estabelecendo a equiparidade entre judeus e gentios, tanto no que concerne à sua situação de queda (cf. 3.9), quanto, por meio da graça de Deus, no chamado de ambos para a salvação (cf. 1.16).
O apóstolo redige a carta ao fim de sua terceira viagem missionária, quando por ocasião de seu retorno à Jerusalém para levar as ofertas que coletou em igrejas gentílicas aos irmãos judeus necessitados naquela cidade. Nesse momento, ele então manifesta o desejo de empreender uma nova jornada missionária, dessa vez com destino à Espanha (cf. Rm 15.24, planejando, passar por Roma (cf. Atos 19.21). Sendo o contexto do surgimento daquela comunidade desconhecido (embora provavelmente tenha se originado a partir daqueles estavam presentes no dia de Pentecostes (cf. Atos 2.5-10) e levaram as boas-novas até lá), é possível que Paulo, sabendo do desenvolvimento da igreja naquela região e almejando usá-la como ponte para o alcance de outros povos, tenha enviado a carta tanto como uma forma tanto de edificar e fortalecer a fé daqueles irmãos, quanto familiarizar-se com eles a fim de que o possam ajudar em seu empreendimento missionário.
Levando em consideração o primeiro objetivo, Paulo estabelece uma exposição progressiva e lógica do evangelho, apresentando-o como “o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16), enfatizando a justificação pela fé como principal pilar no desenvolvimento teológico dessa verdade.
A soberana ação trinitária, revelando o “evangelho de Deus […] com respeito [ao] Filho […] segundo o Espírito de santidade […] para obediência por fé, entre todos os gentios [que foram] chamados para [serem] de Jesus Cristo” (cf. vv. 1, 3, 4, 5, 6) desdobra-se na saudação de sua carta, sintetizando toda a doutrina a ser expandida e aplicada ao longo do texto ao coração dos cristãos naquela cidade. Esse movimento culmina com o destaque da finalidade do evangelho, demonstrada a partir de sua própria designação para o apostolado: “para a obediência por fé, […] a todos [que sois] chamados para serdes de Jesus Cristo […] chamados para serdes santos” (cf. vv. 5, 6, 7).
O uso da expressão “chamados” (cf. v. 1 e 7) aplicados a Paulo e aos cristãos em Roma, estabelece um paralelo: tal como o apóstolo fora separado por Deus para o apostolado, visando a comunicação de seu evangelho, assim também os crentes em Roma (judeus e gentios), foram separados para a salvação mediante o mesmo evangelho.
Diante disso, como aludido, a saudação do apóstolo Paulo em Romanos 1.1-7, esquematiza os principais tópicos a serem abordados e ampliados no corpo da carta, apresentando assim o evangelho da salvação. Tal consideração propõem como ideia central da passagem em foco, o tema do chamado trinitário do evangelho e sua finalidade salvadora.

Elucidação

Como introduzido, dois blocos argumentativos são desenvolvidos, sendo o segundo dependente do primeiro: nos versículos de 1 à 4, o autor enfatiza a pré-ordenação do evangelho como uma designação trinitária realizada na eternidade, sendo cumprida no tempo, mediante o evangelho de Jesus Cristo. Já nos versículos de 5 à 7, Paulo traça a finalidade desse evangelho: a salvação de judeus e gentios para a obediência por (ou da) fé.
Passaremos a examinar os blocos pormenorizadamente.
1. (vv. 1-4) Pré-ordenação do evangelho: designação trinitária na eternidade e cumprimento no tempo.
Antes de desenvolver uma síntese do que tratará em sua carta, como é seu costume em suas saudações, Paulo conecta sua tese à sua própria apresentação. Enfatizando a soberania do evangelho mediante a graça de Deus em resgatar os que deseja, para desfrutarem de sua salvação — tese que defenderá, por exemplo, no capítulo 9 —, o apóstolo apresenta aos cristãos romanos um exemplo claro dessa separação: seu apostolado.
O próprio Paulo havia sido “chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus” (v.1). Naturalmente, o entendimento dos romanos, ao lerem essa afirmação, deveria ser de que Paulo havia sido destacado para a pregação e divulgação desse evangelho, mas não somente isso. À luz do conteúdo da carta, a expressão “separado” (gr. ἀφορίζω) serve como um reforço ao seu chamado, dando ainda mais intensidade ao seu argumento.
Por soberana escolha, Paulo havia sido destacado para o evangelho como apóstolo, assim como os cristãos em Roma o foram para receber tal evangelho e serem por ele salvos.
Em face disso, a ação didática de Paulo, a partir desse ponto, é demonstrar que esse evangelho é antigo, e ele apresenta essa antiguidade de duas formas: a) destacando o envolvimento de cada uma das Pessoas da Trindade na elaboração do plano da salvação; e b) demonstrando a execução do evangelho como apresentação da pessoa e obra de Jesus Cristo, como cumprimento das palavras "dos seus profetas nas Sagradas Escrituras (i.e. AT; cf. v. 2)”.
A) Elaboração trinitária eterna.
O apóstolo chama a atenção do leitor/ouvinte de sua carta ao fato de que o empreendimento do evangelho é uma ação conjunta de três entes: Deus (i.e. o Pai), a quem atribui o pertencimento do evangelho (cf. v. 1 “separado para o ‘evangelho de Deus’”); o Filho, a quem o evangelho diz respeito (cf. v. 3 “com respeito a seu Filho”); e por fim, o Espírito Santo (cf. KRUGER, 2023, pp. 274-275), designado como o ‘Espírito de santidade’ (cf. v.4a), tendo em vista que foi pelo seu poder que Cristo ressuscitou dos mortos (cf. 8.11); feito ao qual ele mesmo faz referência na sequência (cf. v. 4b).
Essa ação conjunta dá peso ao argumento de Paulo no que concerne ao estabelecimento da natureza eterna do evangelho. Desde a eternidade, o Conselho Trinitário elaborou o plano redentivo que foi executado no tempo e no espaço envolvendo cada uma das pessoas, sendo destacado o Cristo, como é argumentado na sequência, sendo ele o salvador anunciado pelos profetas e finalmente vindo.
B) Designação e cumprimento profético
Tendo apontando para a realidade eterna do plano salvador, ou, noutras palavras, do evangelho, Paulo enfatiza seu cumprimento e execução no tempo, ratificando que o evangelho que anuncia aos leitores/ouvintes é exatamente aquele a respeito do qual o servos de Deus no passado haviam pré-anunciado que viria. Desde o Antigo Testamento, o evangelho é apontado pelos profetas, entretanto, é válido destacar que esse evangelho diz respeito não somente a uma ação divina, mas é na realidade a apresentação de uma pessoa e todas as informações relevantes concernentes a ela, ao ponto de, sendo tal evangelho crido da forma como fora realizado, evidencia o chamado do que crê à salvação.
Três evidência são elencadas pelo apóstolo, como provas da veracidade do evangelho: 1) o evangelho é um anúncio do próprio Deus (v. 1), o qual lança luz sobre seu Filho, Jesus Cristo; 2) Como prometido, o Filho veio ao mundo “segundo a carne, da descendência de Davi” (v. 3); 3) Foi designado, isto é, ordenado, com poder, mediante a operação do Espírito de Santidade ressuscitando-o dos mortos (v.4), o último estágio da obra de Cristo, sendo um resumo de todo o trajeto de sua primeira vinda (i.e. encarnação-vida-morte-ressurreição).
Com isso, a grande ênfase de Paulo é previamente descortinar para os cristãos em Roma a magnitude do evangelho no qual creem. O evangelho, como será apresentado mais adiante, é realmente o poder de Deus, e por isso, Paulo demonstra no que consiste tamanho portento da parte do Deus Triuno.
A operação trinitária encaminhou o curso da história de modo a que no Filho, Jesus Cristo, todo o evangelho fosse revelado. Os profetas falaram da promessa; ela agora foi então concretizada, e o resultado dessa ação é, concomitantemente, uma prova de sua veracidade, como já afirmado: a comunicação desse evangelho foi disseminada pelo mundo por meio de homens como o apóstolos Paulo. William Hendriksen, enfatiza esse ponto assertando que:
Romanos Saudação (1.1–7)

foi como resultado do exercício dessa poderosa influência que a barreira entre judeu e gentio, um muro tão formidável que sua remoção pareceria impossível, foi realmente derrubado. E foi em virtude desta força que o glorioso evangelho do Salvador ressurreto e exaltado começou a penetrar toda esfera da vida e continua fazendo isso até hoje.

Tendo discorrido a respeito da pré-ordenação do evangelho e a designação de Cristo como seu cumprimento, Paulo passa então a demonstrar a finalidade do evangelho: sua recepção “entre todos os gentios para a obediência da fé”, destacando-os como “chamados para serdes santos”.
2. (vv. 5-7) Finalidade do evangelho: salvação para a obediência da fé entre todos.
Antecedendo o ensino quanto ao objetivo do evangelho, o apóstolo Paulo usa uma expressão que conecta os dois blocos, a partir de uma expressão que restringe seu uso como instrumento na difusão do evangelho, à uma condicional: “por intermédio do qual recebemos graça e apostolado” (gr. διʼ οὗ ἐλάβομεν χάριν καὶ ἀποστολὴν). Embora, naturalmente, o evangelho destine-se a revelação do Filho pela salvação dos chamados (como será visto adiante), o ponto de convergência que proporciona essa recepção é o próprio Cristo.
A essencialidade do Senhor Jesus também amplia a compreensão dos romanos quanto ao evangelho. Paulo, sendo o instrumento comunicador do evangelho, anuncia o Filho de Deus, e assim, ao terem os cristãos em Roma recebido esse evangelho, também são exortados a pensarem que receberam o próprio Senhor Jesus, a partir das bençãos (i.e. graça e apostolado), por exemplo, transmitidas ao apóstolo, e que devem (e eram) retransmitidas por meio da pregação à igreja.
Isto posto, a finalidade das boas-novas de salvação é uma consequência inevitável: aqueles que receberam o evangelho, receberam a revelação do Filho de Deus que, pelo Espírito de Santidade, foi designado pelo Pai como sendo o conteúdo e matéria do evangelho o que, por seu turno, destaca que foi para a obediência por fé entre todos os gentios (uma expressão que aponta para a indistinção do evangelho, pois se o evangelho alcança gentios, alcança também judeus) que os cristãos em Roma foram chamados; “chamados para serdes de Jesus Cristo” (vv.5,6).
O termo traduzido por obediência (gr. “ὑπακοὴν”) é geralmente usado no Novo Testamento para expressar a ideia de uma conformação adequada à condição do indivíduo à salvação. Ligado à articulação do termo no genitivo (gr. “πίστεως”), a ideia de Paulo é a de que os crentes em Roma, pela recepção do evangelho vivem, a partir da fé que tem em Cristo, de modo adequado àquele. Noutras palavras, os cristãos romanos receberam a Cristo, para lhe pertencer; outra forma de assegurar-lhes a irrevogável condição de salvos pelo evangelho.
Os votos finais do apóstolo no versículo 7, desfecham e concluem essa noção, reafirmando sua tese:

A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

A expressão “amados” (gr. “ἀγαπητοῖς”) é adicionada à construção argumentativa elucidando a situação dos cristãos romanos. Toda tese de Paulo desemboca agora na descrição dos que receberam o evangelho como sendo amados pelo Deus Triuno, ou seja, no fim, o planejamento trinitário eterno, a designação do Filho, que é o conteúdo do evangelho, para vir ao mundo encarnar, viver morrer e ressuscitar pelo poder do Espírito e a recepção da mensagem salvadora que conduz à obediência da fé entre todos os gentios, evidencia o amor do SENHOR por aqueles que chamou para pertencerem a Cristo, e portanto, para serem santos (v.7), a favor de quem o apóstolo agora roga graça e paz; as bençãos que destina a todas as igrejas por onde passou e pelas quais testemunho do evangelho do mesmo evangelho que os cristãos em Roma professam.

Síntese

As primeiras palavras destinadas por Paulo aos cristãos em Roma, tencionam provoca neles uma admiração efusiva em face da grandiosidade do evangelho. O que eles agora professam, isto é, a fé no Senhor Jesus, é parte de um processo elaborado pelo Deus Triuno desde os tempos eternos que, no tempo, foi anunciado pelos servos de Deus, os profetas, e que finalmente foi efetivado com a vinda poderosa de Cristo ao mundo, como cumprimento da promessa que o evangelho encerra; evangelho esse que, como afirmado supra, não é apenas a ação salvadora do SENHOR em resgate daqueles que receberam o evangelho, mas a revelação da pessoa sobre a qual toda a obra redentora foi estabelecida.
O fato de o evangelho dizer respeito a Cristo Jesus, e eles terem sido chamados para lhe pertencerem, conecta o leitor/ouvinte pessoal e diretamente ao Filho de Deus, algo que deve ser visto como o maior dos privilégios.
Compreendendo essas coisas, viver para a obediência da fé é a explicitação da realidade vivida pelos crentes: eles pertencem a Cristo, e Cristo lhes foi conhecido pelo evangelho; evangelho para o qual foram separados.
Com isso, as seguintes reflexões sintetizam a compreensão direcionada pelo autor a seus leitores/ouvintes:

Aplicações

1. A igreja deve compreender a grandeza do evangelho, pois, sendo elaborado pelo Deus Triuno desde os tempos eternos, foi manifestado no tempo como cumprimento da promessa anunciada pelos profetas, mediante a designação do Filho — Jesus Cristo — como aquele por meio de quem recebemos a salvação.
Infelizmente, há uma tendência em nós — potencializada por tantas filosofias e teologias equivocadas (para não dizer heréticas) — que apequenam o evangelho, transformando-o, por exemplo, em um estilo de vida ou apenas num método de busca pelo bem-estar ou felicidade.
Com os olhos fitos neste mundo, nos esquecemos que o evangelho verdadeiro é eterno. Pai, Filho e Espírito Santo, na eternidade, desenvolveram o plano da salvação que nos contempla, por meio do qual sua glória é publicada.
Esse plano glorioso foi anunciado pelos servos de Deus, os profetas, e chegou até nós tendo sido perfeitamente cumprido pela designação e manifestação de Cristo Jesus, que pelo poder do Espírito encarnou, viveu, morreu e ressuscitou, a fim de que o recebêssemos, sendo então salvos para pertencermos a ele.
Qualquer ideia que se interponha ou atrapalhe nossa contemplação do evangelho como descrita no presente texto, como a promoção de uma contribuição decisiva nossa para a efetivação de nossa condição como salvos, é uma tentativa de diminuí-lo, tornando-o um bloqueio a Deus, ao contrário de ser o meio através do qual judeus e gentios são alcançados e trazidos à santidade.
É preciso que revisemos nossa compreensão do evangelho, a fim de sabermos se temos crido no evangelho que é o poder de Deus (cf. 1.17), ou se não o temos reduzido à um devaneio humano que obscurece o caminho aos céus.
2. Deve também entender que o evangelho não é simplesmente a ação salvadora de Deus, mas sobretudo, a apresentação da pessoa e obra de Jesus Cristo: o centro e conteúdo do evangelho.
Ligado ao ponto anterior, a grandeza do evangelho consiste no fato de ser ele não somente a maior ação redentora do SENHOR na história, mas também a revelação de uma pessoa: o Senhor Jesus Cristo. O evangelho não trata apenas do quanto o Pai nos amou, do quanto o Espírito poderosamente nos santifica, criando em nós um caráter renovado que o agrade, ou do quanto nossa visão de mundo, tendo sido renovada como foi nosso espírito, nos proporciona a verdadeira felicidade de viver para a glória de Deus.
Embora todas essas coisas sejam verdades, elas são adjacentes ao centro nevrálgico do evangelho: o Senhor Jesus Cristo. É para ele que todas as coisas convergem (cf. Ef 1.9-10). Esse ponto da argumentação de Paulo crescerá ao longo de seu escrito, ao ponto de ele afirmar que “dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas” (cf. Rm 11.36).
Qualquer “evangelho” que se aproxime de nós, excluindo a contemplação desse princípio, novamente, é uma diminuição; uma adulteração que vai contra ao que a palavra de Deus enfatiza, e portanto, não consiste na comunicação da palavra que pode ser usada pelo Espírito na promoção da recepção da salvação por alguém. Novamente, noutro lugar, o próprio Paulo dirá que “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). Sem Cristo, não há evangelho; e sem evangelho, não há salvação.
A centralidade de Cristo é o evangelho, e é por isso que o Espírito nos habilita a crer que temos recebido a salvação. Que esse seja nosso cuidado ao buscarmos viver por modo digno desse evangelho, e ao comunicá-lo a outros: estamos vivendo em santidade por nosso pertencimento a Cristo, a quem devemos conhecer e fazer conhecido.
3. A ação redentora de Cristo, mediante o poder do Espírito, possui como finalidade a obediência da fé que declara nosso chamado para pertencermos a Jesus Cristo, o que também demonstra o amor de Deus por nós.
Por fim, como estruturado pelo autor, o evangelho destina-se a promover em nós “a obediência da fé" numa que fomos “chamados para ser santos”.
Todas as assertivas anteriores destinaram-se a gerar nos leitores do texto uma admiração e confiança plenas no evangelho, o que, para alguns, poderia ser perigoso, fazendo com que descansássemos nisso, deixando de nos esforçar para corresponder em santidade e novidade de vida ao evangelho. Paulo tratará disso mais à frente, quando objetará a esse pensamento, alegando que “como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.4).
O fim do evangelho — no que concerne à salvação de pecadores — é fazer com que os que o receberam vivam pela fé, e essa fé lhes gere a santidade com a qual evidenciem que são amados por Deus. Longe de a confiança em Cristo nos encaminhar à um relaxamento moral corruptamente permissivo, a fé no verdadeiro evangelho transmite-nos a certeza de que o amor do Pai, em Cristo, nos alcançou, e nosso procedimento santo assevera que pertencemos ao número dos gentios chamados para ser de Jesus Cristo.

Conclusão

Na abertura de sua carta, Paulo enfatiza aos crentes a grandeza do evangelho. A obra do Pai e do Espírito foram estabelecidas e cumpridas naquele por intermédio de quem a igreja recebe a graça da salvação, Cristo Jesus, que chama judeus e gentios para pertencerem a si, sendo igualmente recebido por eles.
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