Denominações e Seitas (introdução)
Denominações e Seitas • Sermon • Submitted • Presented
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· 36 viewsEm 2025 voltamos ao estudo sobre Denominações e Seitas, já estudamos até o neopentecostalismo. Nesse estudo, voltaremos a explicar sobre a importância de conhecemos aquilo que cremos.
Notes
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Estudo 1 – Denominação e Seitas
A luta pela Verdade
Texto: 1 Pedro 3.13-15
A importância de Defender a Fé
O texto nos ensina que precisamos responder a todos que pedirem razão da esperança que há em nós. O verbo “responder” do v. 15 dignifica: ἀπολογία (apologia): defesa verbal, discurso em defesa; uma afirmação ou argumento raciocinado. A mesma expressão aparece em
Atos dos Apóstolos 22.1–2 “Irmãos e pais, ouvi, agora, a minha defesa perante vós. Quando ouviram que lhes falava em língua hebraica, guardaram ainda maior silêncio. E continuou:”
Paulo está fazendo uma defesa da fé. E tal verdade foi o proposito que Judas escreveu sua carta...
Judas 3 Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos
O defender a fé e o batalhar pela fé é um dever do cristão, e creio que isso envolve duas coisas:
1. Conhecer profundamente aquilo que você crê.
2. É conhecer as diferenças denominacionais, porque essas são as nossas com irmãs e conhecer as seitas porque elas distorcem a sã doutrina.
Sendo assim, precisamos avaliar primeiramente com base na Escritura onde a expressão: Seita ou Heresia aparece. A luz do N.T o termo aparece 9 vezes, vejamos alguns textos bíblicos:
Atos 24.14: Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas,
2 Pe.2.1 Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.
1 Co.11.18-19 Porque, antes de tudo, estou informado haver divisões entre vós quando vos reunis na igreja; e eu, em parte, o creio. 19 Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio.
Neste último texto a palavra heresia denota um partido ou uma divisão. Por este raciocínio, as verdadeiras divisões e partidos revelam quem são os aprovados, e quem não, antes que se tornem opiniões heréticas.
Ou seja, os sectários não são aprovados, e aqueles que realmente forem aprovados não serão deles, mas irão se manter imaculados e limpos.
Tito 3.10-11: EVITA o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez, 11 pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada.
Às vezes, a palavra heresias é tomada no Novo Testamento como seita, (note) seja quando de fato era uma, ou quando acreditava-se que era de alguma opinião herética, como em Atos 5:17; 15:5; 24:5; 26:5; 28:22. O apóstolo usa a palavra heresias duas vezes em suas epístolas, e em ambos os lugares faz certa diferença e distinção entre heresias e divisões, ou disputas e variações, 1 Coríntios 11:18-19; Gálatas 5:20.
Pois nem toda divisão, conflito ou variação, É HERESIA. Sendo, assim a Heresia não é só uma divisão de uma opinião contra a alguma pessoa.
Definição de Heresia
Palavra que originalmente significava simplesmente “partido” ou “seita”,mas que já tinha conotação depreciativa. Depois chegou a significar qualquer doutrina contrária aos ensinamentos centrais da fé cristã — ou, mais exatamente, qualquer doutrina que se chame cristã, mas que rejeite ou deturpe algum aspecto fundamental do cristianismo. Logo, as heresias cristãs tradicionais incluem o gnosticismo* cristão, o arianismo* etc. A maioria dos teólogos protestantes tem restrito o uso desse termo para aquelas opiniões que contradizem assuntos tão fundamentais como as doutrinas da criação*, a encarnação*, a Trindade* etc.
Heresias dos Primeiros séculos após a vinda de Cristo:
EBIONISMO- JESUS = PLENAMENTE HUMANO, NÃO DIVINO - Jesus era um ser humano normal, que nasceu naturalmente (isto é, não por nascimento virginal). Ele não era divino, mas foi capacitado pelo Espírito de Deus Há apenas um Deus, que é distinto de seu Messias escolhido.
DOCETISMO- JESUS = DIVINO, NÃO HUMANO Jesus apenas parecia ser humano em sua encarnação, sofrimento e morte. Deus não pode sofrer ou ser corrompido por carne humana e portanto o Jesus divino não poderia ser verdadeiramente humano.
MODALISMO - JESUS = MODO DIVINO, NÃO UM SER HUMANO O Pai, o Filho e o Espírito não são três pessoas distintas, mas três modos ou aspectos do único Deus. Há apenas um Deus. Deus só pode ser três pessoas em aparência, não de fato.
APOLINARIANISMO- JESUS = DIVINO, MAS NÃO PLENAMENTE HUMANO O espírito/alma humano de Jesus foi substituído pelo divino ‘logos’ (o Verbo) em sua encarnação. Jesus não podia pecar e então não podia ter um espírito humano, isto é, a fonte do pecado humano.
ARIANISMO- JESUS = HUMANO, NÃO DIVINO O ‘Logos’ (o Verbo) era ‘o primogênito’ da criação, tomando carne humana na encarnação. ‘Houve um tempo em que o Filho não existia.’ O Criador divino e transcendente não pode compartilhar seu ser com outro. Portanto, Jesus deve ter sido criado.
Sendo assim, logo nos primeiros séculos após a era apostólica foi necessário a igreja se reunir por meio de quatro Concílios ecumênicos que foram: Niceia (325), Constantinopla (381), Éfeso (431) e Calcedônia (451).
Havia a doutrina correta, reconhecida historicamente pela igreja, mas de repente aparecem pensamentos incorretos, sobretudo no que se refere às questões cristológicas, trinitárias e pneumatológicas. Isso fez com que a igreja tenha uma postura apologética que vai resultar na sistematização teológica.
O historiador Justo González afirma que os concílios foram importantíssimos para estabelecer a distinção entre heresia e ortodoxia, pois “aqueles que vieram a ser considerados hereges não trabalharam fora da comunidade cristã — tais pessoas se consideravam cristãos fiéis, que tentavam explicar o evangelho de uma forma que seus contemporâneos pudessem entendê-lo”.[1] (GONZÁLES, justo L. Uma história do pensamento cristão, p. 115)
Texto: João 4.1–6 “Quando, pois, o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João (se bem que Jesus mesmo não batizava, e sim os seus discípulos), deixou a Judeia, retirando-se outra vez para a Galileia. E era-lhe necessário atravessar a província de Samaria. Chegou, pois, a uma cidade samaritana, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta.”
Definição de Denominação
Uma denominação é um grupo ou organização religiosa dentro de uma fé maior, que compartilha importantes doutrinas e práticas comuns. Ex: Presbiterianos, Batistas, Assembleia de Deus, Anglicanos, Luteranos, etc.
Como identificar uma Heresia
Podemos identificar uma heresia sendo tudo aquilo que adiciona, subtrai, multiplicar ou dividi as doutrinas essenciais da Sagradas Escrituras. Então Calvino (Institutas, Livro 4, Capítulo 2, Seção 5), entende como herético, tudo quanto à violação da Igreja com falsas doutrinas.
Heresia é um ensinamento desviado da Palavra de Deus, em outras palavras: facção que é obra da carne (Gl 5:20).
Herege é um termo usado na Bíblia para se referir ao indivíduo ou grupos que, deixando a sã doutrina do Senhor, preferem andar teimosamente segundo o seu próprio pensamento e interpretação abraçando erros doutrinários. Nas epístolas do Novo Testamento nos é recomendado evitar tais homens, porque não passam de falsos irmãos (2Co 11:13/ 2João v.10/ 1 Timóteo 4.1-5/ 2 Timóteo 2.15-19). Resumidos, as heresias são acréscimos, subtração, multiplicação e divisão da sã doutrina. Vejamos como base nesses pilares essas verdades olhando para um exemplo bíblico e histórico:
ACRÉSCIMO
Conceito Expandido: O acréscimo ocorre quando se adiciona algo à revelação bíblica, seja por novas revelações, tradições humanas ou práticas que não estão autorizadas pela Palavra de Deus. O acréscimo, ao sobrecarregar a revelação, dilui a suficiência das Escrituras e desvia os crentes.
Exemplos Bíblicos:
Fariseus e as tradições humanas: (Mateus 15:3-9): Jesus confrontou os fariseus por colocarem suas tradições acima da lei de Deus. Ao acrescentar tradições e princípios humanos (como lavar as mãos cerimonialmente antes das refeições), os fariseus distorciam o foco do verdadeiro espírito.
Exemplo Histórico:
Purgatório e Indulgências: O purgatório e a prática das indulgências, conforme promoções pela Igreja Católica no período medieval, são exemplos de acréscimos. Essas doutrinas sugerem que além da obra de Cristo, haveria necessidade de purificação adicional e de atos de intercessão pelos mortos para alcançar a redenção final.
SUBTRAÇÃO
Conceito Expandido: Subtrair uma doutrina significa negar ou minimizar uma verdade fundamental revelada na Bíblia. Quando uma verdade essencial é removida, a doutrina cristã se torna incompleta, o que pode desviar os crentes para falsos entendimentos sobre Deus, Cristo e a salvação.
Exemplo Bíblico:
Saduceus e a negação da ressurreição (Mateus 22:23-33): Os saduceus, uma seita judaica, negavam a ressurreição dos mortos, algo central na esperança do povo de Deus
Exemplo Histórico:
Arianismo que tirou a divindade de Cristo.
MULTIPLICAÇÃO
Conceito Expandido: A multiplicação das doutrinas cristãs ocorre quando se acrescentam mediadores ou condições para a salvação que vão além da obra de Cristo. Essa multiplicação diluiu a exclusividade de Jesus como o único caminho para Deus (João 14:6) e o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5).
Exemplo Bíblico:
Judaizantes(Gálatas 2:16, 5:4): Os judaizantes eram um grupo de cristãos judeus que acreditavam que, para os gentios serem salvos, além de crerem em Jesus, eles também precisavam seguir a Lei Mosaica, especialmente a circuncisão e as práticas rituais judaicas.
Exemplo Histórico:
Culto aos Santos e Maria: O culto aos santos adentrou da Igreja 475 (At.1413-15/ At. 10:25-26/ Êx 20.2) e adoração a Maria em 431 d.C (Ap. 22.9) ao invés de adorar a Cristo.
DIVISÃO
Exemplo Bíblico:
Gnósticos(1 João 4:1-3): A heresia gnóstica negava que Jesus realmente tivesse se encarnado. Eles dividiram a natureza de Cristo, afirmando que a matéria era compostamente mais e, portanto, Deus nunca poderia se tornar carne. O apóstolo João refutou esse ensino, afirmando que negar a encarnação de Cristo era espírito do anticristo.
Exemplo Histórico:
Nestorianismo:Essa heresia do século V ensinava que Cristo tinha duas pessoas distintas (uma divina e outra humana), em vez de ser uma única pessoa com duas naturezas (divina e humana). Isso dividia a unidade da pessoa de Cristo, comprometendo a doutrina da encarnação e da redenção. O Concílio de Éfeso (431) rejeitou o nestorianismo, reafirmando a doutrina de que Cristo é uma única pessoa com duas naturezas.
Conclusão
Essas heresias são perigosas porque alteram a verdade da Bíblia de formas que afetam diretamente a compreensão de quem Deus é, o que Cristo fez e como os crentes podem se relacionar com Ele. A história da igreja demonstra que defender a fé contra esses desvios doutrinários é essencial para preservar a pureza do Evangelho. A centralidade de Cristo, a suficiência das Escrituras e a fidelidade à doutrina apostólica são inegociáveis para a verdadeira fé cristã.
Esse aprofundamento ajuda a entender como, ao longo da história, a Igreja tem combatido esses erros e como isso se aplica ao nosso entendimento e prática da fé hoje.
