Invalidando as Escrituras

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Em Marcos 7:1-13, o evangelista Marcos continua se movendo rapidamente, como em muitas seções do Evangelho de Marcos, que é um Evangelho abreviado. Ele é muito seletivo na escolha do que escrever sobre a vida e ministério de nosso Senhor Jesus Cristo. Aqui Marcos registra um embate de Jesus com a liderança religiosa, acerca da tradição dos anciãos. Este incidente é também registrado em Mateus 15.
Há um texto chave para a compreensão de todo este incidente: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram…” (Marcos 7:6-7).
Adoração vã significa adoração vazia, inútil, sem sentido, sem vida, hipócrita. Isso caracterizou o povo de Israel na época de nosso Senhor. E não era nada novo, estava profundamente enraizado em sua religião. Eles eram, literalmente, o produto de séculos de adoração hipócrita, superficial, vazia e inútil, que era dirigida ao Deus certo, mas da maneira errada.
A mensagem do Novo Testamento é simples, e é a mesma mensagem do Antigo Testamento: Deus deseja a verdadeira adoração, vinda de verdadeiros adoradores.
O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. (Deuteronômio 6:4-5)
[Jesus disse] Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (João 4:23-24)
Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás. (Lucas 10:26-28)
Essa mensagem não mudou, e não era uma novidade no tempo de nosso Senhor.
Em Isaías, capítulo 1, o profeta é enviado por Deus, muito antes do cativeiro babilônico, para avisar a Israel que um juízo de Deus estava vindo sobre a nação através do exército babilônico, que invadiria Israel, mataria dezenas de milhares de pessoas, destruiria Jerusalém e o templo, e levaria as pessoas cativas para a Babilônico. Por que o julgamento viria? Por causa da falsa adoração.
O profeta Malaquias, em uma pequena profecia maravilhosa que encerra o Antigo Testamento, mais uma vez nos lembra de um Israel apóstata. Toda essa profecia de quatro capítulos breves é uma acusação a Israel pela falsa adoração, pela adoração vazia, por oferecer sacrifícios indignos, por desprezar a adoração e por cultivar iniquidade no coração.
Essa era a característica da adoração judaica que também estava presente na época de Jesus. Era uma adoração vazia e hipócrita, assim como era nos tempos dos profetas. E Jesus confrontou essa adoração vazia, hipócrita e cheia de legalismo, rituais e cerimônias.
Nosso Senhor combateu fortemente tudo isso. Ele tratou da verdadeira religião, que transforma o homem interior e o faz amar a Deus de todo seu coração, alma, mente e força. As pessoas que propagavam a falsa religião eram filhos do inferno, produzindo mais filhos do inferno. Sobre eles, Jesus disse:
Mateus 23 13 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando! 15 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós! 27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. 33 Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?
Jesus sempre foi compassivo, curou a todos, libertou as pessoas dos demônios, ressuscitou os mortos, trouxe uma graça comum que o mundo não havia visto e nem verá igual, demonstrado Seu amor, compaixão, misericórdia e bondade para com aqueles que estavam sofrendo. Mas, ao mesmo tempo, quando Ele se voltou para os divulgadores da religião falsa, Ele desencadeou a denúncia mais contundente que já saiu de Seus lábios. A adoração vazia envolve as pessoas em um sistema religioso falso e que produz condenação.
O EMBATE DE JESUS CONTRA A HIPOCRISIA RELIGIOSA
Encontramos o Seu juízo nos versículos 1 a 13 de Marcos 7.
Marcos 7 1 Ora, reuniram-se a Jesus os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém. 2 E, vendo que alguns dos discípulos dele comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar 3 (pois os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos; 4 quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem; e há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal [e camas]), 5 interpelaram-no os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar?
Os fariseus e alguns dos escribas se reuniram ao redor Dele quando eles vieram de Jerusalém. O tempo novamente é próximo à Páscoa, não sabemos exatamente quando. Eles vêm da sede da religião, do lugar das escolas de teologia, da localização das mentes mais eminentes e, claro, da localização do grande templo.
Era um grupo cheio de prestígio. Eles foram ali para reforçar o trabalho de outros em desacreditar Jesus. Eles eram legalistas e hipócritas, eram filhos do diabo, como bem Jesus se referiu a eles (João 8:44). Eles buscavam uma forma de matar Jesus. Ali foi uma colisão frontal entre a religião verdadeira e a religião falsa.
O primeiro golpe no confronto é dado pelos escribas e fariseus, quando viram que alguns discípulos de Jesus comiam sem lavar as mãos.
cerimônia envolvia o ato de uma pessoa derramar água de um jarro nas mãos de outra pessoa, cujos dedos deveriam apontar para cima. A pessoa só podia passar para a próxima etapa se a água gotejasse pelo pulso. A água, então, seria derramada nas duas mãos, tendo agora os dedos apontados para baixo. E aí cada mão deveria ser esfregada com o punho da outra mão.
Era um tipo de lavagem cerimonial no Antigo Testamento, mas com relação aos sacerdotes no livro de Levítico. Havia algumas coisas que os sacerdotes faziam cerimonialmente para demonstrar a necessidade de purificação do pecado como parte de sua função sacerdotal de oferecer sacrifícios e coisas assim. Mas, no que diz respeito a todo o povo, o Antigo Testamento apenas prescreveu apenas a boa higiene.
Porém, não era sobre higiene que eles estavam falando, mas de regras externas relacionadas à contaminação ritual. Eles criaram diversos rituais que não constam nas Escrituras. Eles não estavam tão preocupados com as Escrituras quanto com sua tradição. Eles haviam transformado sua tradição igual à Escritura.
A tradição dos anciãos extrapolava à Escritura, tal como acontece nas tradições de muitas denominações.
Assim, geração após geração foram surgindo rituais, regras, cerimônias, proibições e comportamentos de todos os tipos para, supostamente, proteger a lei de Deus. E essa foi a acusação contra Jesus e Seus discípulos. Porém, não houve ali violação da lei de Deus, mas das tradições religiosas criadas pelos rabinos.
O judaísmo apóstata dominava Israel nos tempos de Jesus. Essa falsa religião era alimentada por centenas de regras que foram acrescentadas, chamadas de “tradição dos anciãos”.
Essa massa de ensinos humanos encobria totalmente a verdadeira Escritura. E, é claro, os rabinos reivindicavam a posição de únicos intérpretes legítimos das Escrituras, a mesma coisa que faz a Igreja Católica Romana.
Quando Jesus terminou o Sermão do Monte, Mateus diz que “as multidões ficaram maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mateus 7:28-29). O que eles queriam dizer com isso? Os líderes religiosos sempre citavam outros líderes, mas Jesus falava com autoridade própria, sem recorrer a escritos de homens.
Para se ter uma ideia da heresia dos escritos rabínicos, o Talmud de Jerusalém diz:
§ As palavras dos escribas são mais amáveis do que as palavras da lei.
§ É um crime maior transgredir as palavras da escola do rabino Hillel do que as palavras da Escritura.
§ Meu filho, preste mais atenção às palavras dos escribas do que às palavras da lei.
Então, agora você sabe qual é a história em Marcos 7: a classe religiosa, totalmente presa às tradições do anciãos, tal como o catolicismo romano é preso às suas tradições humanas, afronta Jesus, dizendo “você violou a tradição!”. Observe que eles não acusaram Jesus de violar a lei. O centro de tudo é a tradição.
E essa é a acusação: “Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar?” (Marcos 7:5).
Então, esse é o confronto. E você percebe que nada tem a ver com as Escrituras Sagradas, era apenas uma questão de tradições humanas vazias.
Marcos 7 6 Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. 7 E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. 8 Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. 9 E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.
Jesus responde citando Isaías 29:13, que diz:
Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos ensinados por homens;
Essa é toda a questão da religião. Tudo consiste em obras externas para serem vistas pelos homens, nada vem de um coração sincero. Jesus disse que essa adoração é vã, sem sentido, sem frutos.
Cristo não negou que estava quebrando a tradição religiosa, Ele a quebrou de fato, sem demonstrar qualquer preocupação em relação a isso. Ele não tinha qualquer respeito para com o sistema tradicional deles. Ele a rejeitou, por saber que aquilo servia apenas para invalidar a Palavra de Deus e servir de estrutura a uma religião baseada na hipocrisia. E Jesus deu alguns exemplos:
Marcos 7 10 Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. 11 Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, 12 então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, 13 invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes.
Amar, honrar, respeitar e cuidar dos pais é um dos Dez Mandamentos (Êxodo 20:12). E tão grave era isso, que a lei estabelecia pena de morte para quem amaldiçoasse seus pais (Êxodo 21:17). Deuteronômio 5:16 diz:
Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o Senhor, teu Deus, te dá
Honrar os pais é um dos princípios mais claros do Antigo Testamento e amplamente repetido no Novo Testamento. Mas, a religião criou tradições para invalidar a Palavra de Deus. Invalidar significa retirar a autoridade da Palavra de Deus ou cancelar a Palavra de Deus.
Os escribas e fariseus chegaram a ponto de anular e invalidar um preceito infalível de Deus para confirmar sua tradição fraca e miserável. Jesus fala sobre o arranjo jeitoso que os rabinos fizeram para deturpar o quinto mandamento e liberar os filhos avarentos da responsabilidade de cuidarem de seus pais na velhice. Esses líderes proclamavam amar a Deus, mas não tinham amor pelos pais. O mandamento para honrar pai e mãe está fartamente documentado nas Escrituras. Honrar pai e mãe é mais do que simplesmente obedecer-lhes. O que realmente importa é a atitude interior do filho em relação aos seus pais. Essa atitude é o que, na verdade, produz honra. Toda obediência interesseira e relutante, ou produzida pelo terror é, descartada. Honra implica amor e alta consideração.
Como os escribas e fariseus anularam esse preceito bíblico? Pela errada aplicação da lei de Corbã. Quando um filho mau tinha a intenção de desamparar pai e mãe, sonegando a eles a assistência devida, dizia a eles que não poderia ajudá-los, porque havia dedicado esses recursos financeiros como oferta ao Senhor. Dessa maneira, ficavam “legalmente” isentos de socorrer os pais e não necessariamente, dedicavam essas ofertas a Deus. O filho que declarava: É Corbã, poderia, simplesmente, conservar o dom para seu próprio uso. Ernesto Trenchard coloca essa questão como segue:
A palavra Corbã quer dizer “dedicado a Deus”, e se empregava quando um homem queria dedicar seus bens à tesouraria do Templo. Contudo, por um acordo com os sacerdotes israelitas, podia “dedicar” seu dinheiro ou sua propriedade ao Templo, ao mesmo tempo, em que os desfrutava durante a sua vida, deixando-os como um legado a serviço do Templo. Caso esse homem, segundo a santa obrigação natural e legal, tivesse o dever de manter os pais idosos ou enfermos, os mesmos sacerdotes lhe impediam de ajudá-los com esses fundos que eram “Corbã”, para não subtrair o legado do Templo. Esse caso suscitou a justa indignação do Senhor, pois por um ímpio subterfúgio, e sob uma aparência de piedade, se violava um dos principais mandamentos de Deus.
E Jesus diz: “vocês invalidam a Palavra de Deus pelas suas tradições”. Que acusação! É uma religião antibíblica. Esse era o judaísmo apóstata.
Enfim, Jesus faz uma acusação terrível, dizendo que eles estavam invalidando a Palavra de Deus pela tradição deles. Eles teriam ido à morte dizendo: “Estamos aplicando nossa tradição para proteger a lei”. Jesus diz: “Vocês usam sua tradição para substituir e invalidar a lei.”
A religião hipócrita abunda em todas as formas falsas de Cristianismo, que são tudo, menos um amor verdadeiro por Deus e pelo Senhor Jesus Cristo. O falso Cristianismo não se deleita na Palavra de Deus, mas em suas tradições.
O nome de Deus, eu penso, é usado mais vezes em vão nas igrejas do que em qualquer outro lugar. A blasfêmia nos salões de cultos é pior do que a blasfêmia na rua. Cerimônias vazias, adoração superficial, louvor impensado, doutrina errônea, amor e tolerância ao erro, oração indiferente e outras coisas abomináveis abundam no meio do cristianismo.
Eles invalidaram a Palavra de Deus(7.13). Os escribas e fariseus estavam não apenas ignorando, mas também invalidando a Palavra de Deus. Eles estavam retirando a autoridade divina do quinto mandamento. De outro lado, estavam colocando em seu lugar uma tradição injusta e iníqua. Jesus deixa claro que a oferta de Corbã era apenas um exemplo dos muitos desvios desses falsos mestres.
O grande pilar da ortodoxia evangélica é a verdade de que a Palavra de Deus é nossa única regra de fé e prática. Esse marco tem sido removido ainda hoje. Preceitos de homens têm sido colocados no lugar da bendita Palavra de Deus.
Resumo e conclusão
Essa passagem contém um quadro humilhante a respeito do que a natureza humana é capaz de fazer no campo da religião. É uma das passagens das Escrituras que deve ser frequente e diligentemente estudada por todos que desejam a prosperidade da Igreja de Cristo.
A primeira coisa que atrai nossa atenção nesses versículos é o estado de vileza e de degradação da religião judaica quando nosso Senhor esteve neste mundo. O que pode ser mais deplorável que a declaração agora à nossa frente? Deparamos com os principais mestres da nação judaica achando errado que “alguns dos discípulos […] comiam o pão com as mãos impuras, isto é, por lavar”. Somos informados de que os fariseus davam grande importância à “lavagem de copos, jarros e vasos de metal”. Em suma, as pessoas que davam atenção mais rígida a meras observâncias externas, de invenção humana, eram consideradas as mais santas!
A grande lição de Jesus aqui é combater e nos alertar quanto a falsa religiosidade, o falso compromisso com Deus. Os alertar quando ao perigo de querer manter apenas uma aparente piedade.
Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito:
Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.
Paulo escreveu: Tento forma de piedade, negando-lhes, entretanto o poder.
O coração é a parte do ser humano que Deus observa principalmente na religião. A cabeça pendente e os joelhos dobrados, a fisionomia séria e a postura rígida, a reação corriqueira e o “amém” formal, todas essas coisas juntas não são suficientes para fazer um adorador espiritual. Os olhos de Deus penetram mais longe e mais profundamente. Deus requer aquela adoração que parte do próprio coração. Deus diz a cada um de nós: “Dá-me, filho meu, o teu coração” (Pv 23.26).
Lembremo-nos disso quando estivermos na adoração pública. Não nos devemos contentar em levar nossos corpos à igreja e deixar nossos corações em casa. O olho humano pode não detectar defeito em nossa adoração. O ministro da igreja pode olhar-nos com aprovação. Nossos vizinhos talvez pensem que somos modelos daquilo que um crente deve ser. Nossa voz pode ser a mais ouvida no louvor a Deus e na oração; no entanto, tudo será pior do que nada, aos olhos do Senhor, se nossos corações estiverem distantes dele. Tudo isso é apenas como madeira, feno e palha diante daquele que discerne os pensamentos e lê os segredos do homem interior.
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