Oração e amor - Mt 7.7-12 - Com Jesus na Montanha

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Oração e amor - Mt 7.7-12

Mateus 7.7–12 NVI
7 “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. 8 Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. 9 “Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? 10 Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? 11 Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! 12 Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas.

Introdução

Misericórdia nos julgamentos. Deus fez assim conosco, façamos assim com os outros.

Alvos da bondade do Pai - v.7-8

O incentivo à oração, depois de já ter tocado nesse assunto Esta passagem não é a primeira instrução sobre a oração, no Sermão do Monte. Jesus já nos advertiu contra a hipocrisia dos fariseus e o formalismo dos pagãos, e nos deu o seu próprio modelo de oração. Agora, entretanto, ativamente nos incentiva a orar, dando-nos algumas grandes promessas de sua graça.
A ordem para que sejamos insistentes Mateus 7.7 “7 “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.”
Escala ascendente de insistência. Richard Glover sugere que uma criança, estando a sua mãe perto e visível, pede; caso contrário, ela busca; enquanto que, se a mãe estiver inacessível no seu quarto, ela bate.
Os três verbos estão no presente do imperativo e indicam a persistência com a qual devemos fazer nossos pedidos conhecidos a Deus.
A promessa aos insistentes Mateus 7.8 “8 Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta.”
Existe uma resposta favorável à oração. “Nada é melhor para nos levar à oração do que a convicção plena de que seremos ouvidos”.
Deus, em sua infinita bondade, tem prazer em atender nossas orações. Somos alvos da bondade do Senhor.
Você já experimentou boas respostas de Deus às suas orações?

A bondade natural dos maus - v.9-10

Mateus 7.9–10 “9 “Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? 10 Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra?”
Nós fazemos isso com nossos filhos?
Como os tratamos?
Existe uma bondade que é natural para nós
àqueles que nos querem bem;
àqueles que são os nossos.
Isso quer dizer que sejamos naturalmente bons?

Imagine a bondade natural do Pai! - v.11

Mateus 7.11 “11 Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!”
A dura verdade da maldade humana.
Ainda assim, expressamos uma bondade que é natural aos maus.
Mas a bondade natural de Deus excede a bondade natural dos homens. “quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus”
Mas, o que Jesus não está dizendo?
Que nossas orações seriam como ordens a um subordinado. Linguagens como: eu determino, eu decreto, eu declaro, se parecem muito mais com uma relação de senhor e Escravo do que de filho e Pai.
Ou que ele vai fazer exatamente tudo o que queremos. Numa relação entre pai e filho, muitas vezes os filhos pedem coisas que não seria nada paternal atender, mas fazem isso por ignorância e imaturidade. Da mesma forma, não faz sentido pensarmos que um Deus eterno e de sabedoria infinita seria negligente a ponto de fazer exatamente o que nós, limitados e ignorantes, pedimos. Nosso Pai não é apenas Bom, Ele é Sábio também.
O que ele então está dizendo?
Somos nós que insistimos como conhecedores de nossa própria insuficiência. Na oração, nós não “persuadimos" a Deus, mas antes persuadimos a nós mesmos a nos submeter a Deus. A insistência pressupõe dependência.
A oração é a fala de um filho adotivo para com seu Pai adotivo. Deus é bondoso a ponto de tratar como filhos quem antes não era. Veja, todo o texto gira em torno do relacionamento doméstico, entre filhos e pais. É fundamental entendermos que a bondade de Deus é tamanha a ponto de pegar gente má, como o próprio Jesus disse, que fazer dessa gente filhos do Pai! Jo 1.12 Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o direito de serem chamados filhos de Deus. Ef 1.5 Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo E Deus manifesta sua maravilhosa bondade a nós. Nos tratando como filhos. Convidados à sua mesa.
Enquanto a bondade natural do homem é cuidar dos convenientes, Deus é bom para os inconvenientes, a ponto de torná-los seus filhos e dividir com eles sua herança.
Essa bondade é antinatural para nós.
Mas veja, você gostaria que fosse diferente?
Gostaria que Deus te tratasse de outra forma?
É bom demais sabermos que nossas orações são ouvidas, pela graça de Jesus, não é?
Deus não nos trata como nós merecemos, mas sim por sua bondade.
Portanto, agora que somos Filhos de Deus, alvos de sua bondade, tendo nossas orações respondidas como um filho atendido pelo Pai, devemos ter a bondade dele como natural para nós.

Um Reino onde a bondade antinatural se torna natural - v.12

Mateus 7.12 “12 Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas.”
Não é o que o outro merece, mas como eu gostaria de ser tratado. Aliás, como Deus tem me tratado. Esse é o modelo.

Conclusão

Na oração, nos deparamos com a bondade de Deus. Essa experiência não pode ser ser retida somente para nós. Quando Deus manifesta em nós sua bondade, Ele espera que sejamos bons para com os outros também.
Deus intencionalmente faz coisas boas a gente que não merece, para que esses sejam bons para o que não merecem também.
Deus quebrou o ciclo de maldade merecida quando nos chamou para sua família. Estamos livres agora. Podemos amar os que não merecem.
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