Jonas 1.1-2

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Texto: Jonas 1.1-2
Título: “QUANDO DEUS CONTEMPLA A SUJEIRA DOS HOMENS”

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Introdução
Na minha época de seminário tínhamos uma atividade semanal para limpeza dos ambientes comuns ali. Chamávamos de “Tarefão”. Dividiam-se as equipes e todos tinha essa responsabilidade durante um semestre num local específico.
Alguns limpavam a quadra de esportes, outros a capela, alguns a biblioteca… outros, como eu e um amigo, fizemos nosso primeiro “tarefão” na “casinha”, um nome fofinho que usavam para referir-se ao lixeiro comunitário.
Bem, ali tinha de tudo. Vou poupa-los de ouvirem detalhes. No inicio o trabalho era bem difícil. Mas, quando nos acostumamos, trabalhamos sem máscara. O odor não incomodava mais.
Isso aconteceu conosco ali, eu e meu amigo tivemos a mesma experiência. Mas acontece com muitas pessoas. Se você já assistiu a série Acumuladores, na Discovery, deve ter suspirado em muitos episódios. Talvez pensando: “Como pessoas se acostumam com isso?”
Não é muito diferente com o pecado, eu diria. Alguns se acostumam com a impiedade dos que o rodeiam, assim como se habituam a própria impiedade. Você acha que muitos se surpreenderiam com sua impiedade escondida? Talvez, suspirariam como se estivessem assistindo “acumuladores”?
Bem, homens mudam. Mas Deus não. Deus não se acostuma com a impiedade dos homens. Seja a minima ou a pior delas, no caso dos ninivitas.
PROPOSIÇÃO:
"QUANDO DEUS CONTEMPLA A SUJEIRA DOS HOMENS” (2x).
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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Nosso texto nos relembra verdades, que surgem nesse contexto, “quando Deus contempla a sujeira dos homens”:
E a primeira verdade é:
1ª DEUS NÃO MUDA, ELE É SANTO:
Como nosso Senhor Jesus ensina em Mateus 6.9, na oração dominical: “Pai nosso, que estás no céu”. O Senhor declara ao profeta: “… sua malícia subiu até mim”.
Quando observamos os escritos bíblicos usando dessas expressões, antropomorficas, localizando Deus geograficamente, não está fazendo referência ao local propriamente dito, mas sim, a pessoa do Senhor.
Deste modo, quando Deus fala com o profeta, assim como o Senhor Jesus fala com os discípulos, ambos estão fazendo menção a santidade do Pai. Sim, Deus é Santo e nós sabemos, as Escrituras nos ensinam isso.
E porque Deus é Santo, o profeta Habacuque, no cap. 1.13 de seu livro diz: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar”. Assim como Moisés, utilizando do mesmo tipo de linguagem, diz: “a terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida” (Gn 6.11-12).
Deus é Santo, e por ser santo encontra nos homens pecado.
Daí alguém pode pensar: “Mas todos os homens são pecadores, como então não destruir toda a terra?”. Bem, o ap. Paulo fala em Rm 9.22 que Ele suporta com “muita longaminidade” os vasos de ira. Deste modo, imagino que os vasos de honra são alvos da graça.
Bem, Deus é Santo e você é pecador. Sendo assim, é possível que você esteja pensando: “Sou eu um vaso de ira ou de honra?” Ou, pensando também: “quanto tempo de paciência Deus ainda dispensará sobre mim?”.
Saiba de algo: você não deve se preocupar com isso, você tem desfrutado da misericórdia do Senhor há muitos anos. Entretanto, farei duas perguntas, que a depender das respostas, sua motivação será revelada: 1. Você se arrepende de seus pecados? E 2. Você deixará de seguir suas próprias vontades e planos para seguir a Cristo?
A depender das respostas, a tese: “você é pecador”, é reforçada e ao colidir com a verdade bíblica de que “Deus é Santo”, o que você pensa que pode acontecer? Por isso, o texto nos responde: Deus dá ordem ao profeta, quando diz: “… vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela”.
Deus é Santo e o homem é pecador.
Passemos então a segunda verdade:
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2ª DEUS VAI ATÉ OS HOMENS, ELE É MISERICORDIOSO:
Como o texto nos comunica isso? R: pelo fato de Deus ter dado a seguinte ordem:
“Dispõe-te, vai...” (v.2a).
Deus dá uma ordem ao profeta, esta que lemos. Para compreendermos melhor essa ordem e o que ela nos comunica sobre as intenções do Senhor para com esse povo, é necessário compreendermos o contexto do padrão que envolve o chamado para os profetas à época. Sobre esse pano de fundo, Timothy Keller observa que:
“… era chocante por ser um chamado para um profeta hebreu deixar Israel e sair em busca de uma cidade gentia. Até então, os profetas haviam sido enviados apenas para o povo de Deus. Embora Jeremias, Isaías e Amós tenham proferido uns poucos oráculos proféticos dirigidos a nações pagãs, foram todos breves, e nenhum desses profetas foi enviado para pregar de fato às nações. A missão de Jonas era algo sem precedentes”.
E complementa que: “mais chocante era o fato de que o Deus de Israel quisesse avisar Nínive, capital do Império Assírio, da desgraça iminente”.
Trocando em miúdos: Deus avisaria somente seu povo da desgraça iminente. Com que intuito? R: redimi-los. A ordem que fora dada ao profeta já revelava ao mesmo o que Deus faria. Você não precisa ler o v.3 de Jonas 1, ali fala da ação do profeta. Mas no v.2 fala do mais importante: a ação redentora de Deus.
Alguns entendem que não fica clara a intenção de Deus no livro (Talvez nos versículos mais para frente). Mas este é um erro interpretativo. Pois, para aprendermos sobre o Senhor e sua misericórdia não precisamos observar a desobediência do profeta. Precisamos ler as Escrituras onde temos a revelação do plano redentor de Javé, para com os eleitos.
Passemos então a terceira e última verdade:
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3ª TUDO ISSO SE MANIFESTA NA OBRA DE CRISTO:
Na obra de Cristo temos a manifestação da santidade de Deus e de sua misericórdia. Como?
Lembramos que Deus é Santo e nós somos pecadores. Portanto, daí já há a implicação do grande problema: nossa existência ofende a santidade de Deus. Nós ofendemos a Deus com a nossa existência, assim como estes ninivitas. Por isso Cristo foi a cruz, pois essa existência pecaminosa implicava numa dívida contra Deus. Divida esta que nos “prendia” (assim como todos os eleitos) a morte. O ap. Paulo, em Cl 2.13-14, diz:

E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos;

Ali na cruz, na grandiosa obra que Nosso Senhor fez em nosso favor, essa dívida herdada dos nossos primeiros pais (Adão e Eva), foi cravada! Divida que os ninivitas, daquela geração, também herdaram. Portanto Jonas, estes ninivitas e nós fomos alvos deste perdão, que expressa a misericórdia do Santo Deus.
Ali na cruz, Nosso Senhor fez o que nenhum homem imaginaria, como afirmou Paulo em 2Co 5.21:

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

Sim! Para que nos tornasse-mos diferentes. Outrora pecadores diante de um Deus Santo, agora justos diante do Eterno Santo Deus. Mas para isso, Nosso Senhor se fez pecado por nós. Para conhecermos sua misericórdia e graça, Ele se fez pecado por nós.
Deus-Pai, como afirma o ap. Paulo, estava envolvido nisso. Assim como manifestou sua misericórdia enviando o profeta Jonas. Em Rm 8.32 Paulo diz:

Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?

Portanto testemunhe isto, pela fé: Deus manifestou sua santidade e misericórdia em Cristo e através de Cristo, dispensando sobre nós grande favor imerecido. Assim como o Senhor enviou o profeta para declarar tais palavras para uma geração que a vistas das demais, não merecia misericórdia, o que Ele fez por nós? Em Jo 3.16 temos a resposta:

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

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CONCLUSÃO:
Deus testemunhou sua malícia. Seus pecados. Assim como daqueles que o rodeiam. Mas, o que Ele fez? Ele não mudou, acostumando-se com isso. Ele enviou, aquele que foi seu perfeito mensageiro/profeta, para com suas palavras e obra fazê-lo experimentar nova vida. Podendo aproximar-se do Deus Santo e Misericordioso.
Para ajudá-los a refletir mais, trago algumas perguntas:
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