A MORADA DE DEUS - Efésios 2:19-22

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Introdução

Todos os anos milhares de procissões e peregrinações ocorrem por todo mundo. No mundo muçulmano temos a peregrinação à Meca, todos os anos registrando milhares de fiéis, de outra lado, na Europa, temos a peregrinação de Santiago de Compostela, uma rota já conhecida dos Peregrinos.
Para nós, o que mais nos chama atenção são as procissões do Círio de Nazaré, a qual é considerada a maior procissão de rua do mundo. Reunindo milhões de pessoas, as quais relatam diversas graças alcanças, dentre essas pessoas, romeiros que fazem o trajeto a pé de bicicleta, seja no dia da procissão realizando o percurso,acabam buscando através deste ato conseguir uma graça, agradecer algo que recebeu. É certo que para aquela pessoa, seu compromisso é um ato de fé. O sacrifício é voltado para se ouça a sua prece.
É interessante que ao falarmos da fé, sempre pensamos em alguém que está distante de nós, em algo que está totalmente alheio a nossa realidade, nosso conhecimento muitas vezes se parece como pensamento de alguém que vê seu Deus como uma divindade mitológica a qual precisa ser amplamente agradada para conseguir receber algo de suas mãos. Não quero com isso dizer que não podemos ou não devemos fazer algo para e diante de Deus, quero ao contrário que você pense claramente como deve ser sua relação com Deus. Aquilo que fazemos para Deus, reside no fato daquilo que ele fez por nós. Antes do que podemos fazer para Deus para que ele nos escute, precisamos lembrar do que já temos e somos em Cristo.
Temos relatado aqui durante as semanas passadas, através do livro de Efésios, como Deus nos enxerta em sua família, e não somente isso, mas o contexto chave do que significa está “EM CRISTO”, uma união única que não somente muda nossa condição de pecador, mas nos torna, assim como Cristo é, em filhos de Deus.
Por isso, gostaria de ter em mente junto com você hoje em nosso sermão, a ideia central deste texto “Em Cristo, não somos mais estranhos para Deus, somos agora sua morada”.

Uma cidadania do Céu - vs. 19-20

Começamos a falar na semana passada sobre como Deus além de nos resgatar para sermos seus filhos amados, deseja nos tornar seu povo unido, como uma família que busca unidade e testemunho que dentro quer fora da Igreja, uma Igreja que trabalha ativamente para unidade, que está a todos os momentos em busca de sua plena atividade no mundo, resolvendo seus problemas como resgatados dos seus pecados, assim caminha a mensagem da cruz, assim caminha os salvos em Jesus.
Cristo não exclui nossas diversidades, na Igreja do Senhor, existem pessoas de todos os tipos, altas, baixas, gordas magras, que votam em político A, Político B, a grande unidade da Igreja não reside sobre nossas preferências ou gostos, o que nos une é Cristo, ele é o pacificador de nossas lutas, ele é o Senhor que restaura gente tão diferente e difícil, em um povo harmonioso, que amorosamente luta para resolver seus problemas diante da Cruz.
Diante dessa realidade, Paulo finalizará o bloco anterior, trazendo para nós, que não existem gradações no meio do povo de Deus. Os cristãos judeus poderiam se orgulhar pelo reconhecimento de Deus e toda a história de Israel, o cristãos gentios poderiam se sentir menos parte do plano de Deus por estarem alheios a vontade do Senhor, ou mesmo por não conhecer aquilo que Deus valorizava.
Então diante disso, Paulo vai dizer que o pertencimento daquele povo a Deus não vem de seu pertencimento ético, sua forma correta de adorar, de igual modo, Deus não diminui aqueles que não seguem corretamente os costumes do judaísmo. O ponto de convergência de Deus é CRISTO. A coisa toda é maravilhosa, pois em Cristo, uma nova cidadania foi criada, uma família diferente de qualquer formação cultural e nacionalista, algo que vai além de qualquer convenção que nós podemos criar neste mundo.
Quando Paulo nos fala aqui nos versos 19-20, nos relata a criação de algo que suplantava a falta de unidade na Igreja dos cristãos efésios. Em Cristo, aquele povo que estava dividido em tradições e nações, encontravam agora uma união muito maior até que laços familiares diretos, um laço aportado sobre o sangue de Cristo Jesus, uma união ao redor da cidadania celestial, coirmãos do Evangelho, uma irmandade indivisível. Um fundamento sólido e firme, no qual temos uma pedra angulara JESUS CRISTO.

Um edifício para Deus - vs. 21-22

Há muitos princípios que podem aparentemente fazer uma Igreja crescer. Métodos e formas são sempre desenvolvidos e as pessoas sempre buscam novas formas de “fazer a Igreja Crescer”.
É certo, no entanto, que assim como uma planta não cresce sem raiz, uma Igreja não cresce sem um claro fundamento. Paulo entendeu diante de seus ouvintes, que não adianta somente dizer onde a Igreja deveria e poderia chegar, ele precisava dizer como o fundamento que eles estavam seguindo, mudaria a forma daquela Igreja crescer e amadurecer.
O povo de Éfeso poderia ser tentado a voltar-se para aquilo que fazia mais sentido e no que mais acreditavam. Em seu livro “A visão Transformadora” Brian Walsh diz

Apesar de algumas pessoas alegarem o contrário, a conversão a Jesus Cristo não apaga de imediato anos de criação de acordo com outra visão religiosa

O Arrependimento para o Cristão é o passo mais sensato para sua vida espiritual, através dele o crente caminha para uma decisão coerente de abandonar os velhos fundamentos do mundo e voltar-se integralmente para o Senhor. Contudo, muitos dos nossos próprios entendimentos sobre Cristo estão contaminado. Para os judeus dos tempos de Jesus eram as múltiplas interpretações rabínicas e tradições humanas (que estavam fora da Lei). Para os pagãos era a pureza moral, assim como as vãs filosofias disseminadas durante suas vidas.
Para o crescimento correto e bem ajustado da Igreja do Senhor, Paulo fala que a base correta de usar Cristo como modelo, produzirá um crescimento vivo na vida daqueles crentes.

Aqueles que não vivem suficientemente unidos na fé e no amor, progredindo em Cristo, formam um edifício profano, o qual nada tem em comum com o templo do Senhor.

Aplicação

Chegamos então a duas conclusões possíveis diante destes fatos.
Cristo nos reuniu em torno de um pensamento. Que o Evangelho não tem a ver com nossas afinidades pessoais, morais e sociais. O Evangelho está ligado em nossa afinidade de estarmos ou não em Cristo. Uma Igreja só será verdadeiramente unida, se tiver como alvo agradar a Cristo, se souber corretamente o fundamento de estar em Cristo, caso contrário, sua afinidade será substituida por projetos, retiros, conferências e tantas coisas quanto a imaginação possa projetar.
Além disso, podemos perceber que, uma vez cientes e firmes no bom fundamento que é Cristo, poderemos construir uma Igreja que cresce de maneira saudável, pois ambos no corpo de Cristo, trabalharão para manter-se firme no fundamento de tornar o Senhor conhecido. Quando a Igreja trabalha firme neste propósito, cada vez mais nos afastamos de ser uma Igreja irrelevante para nossa sociedade não cristã, passaremos a ser exemplos de humildade e mansidão, além disso, a família crescerá mais forte, nossa evangelização será transformada, nossa visão de Deus será diferente, pois sempre que nos sentirmos tentados ou mesmo cairmos nessa tentação, seremos sempre lembrados do bom fundamento no qual nossa fé foi construída, e uma vez que somos fundamentados em Deus, a nossa obediência a Deus, provada pela necessidade de crescer em fé em Deus, evolui para nos fazer mais e mais parecidos com Cristo, longe dos princípios falidos do mundo.
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