INTRODUÇÃO DA CARTA AOS GÁLATAS
Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 157 viewsNotes
Transcript
SÉRIE DE ESTUDOS BÍBLICOS NA CARTA AOS GÁLATAS
INTRODUÇÃO DA CARTA
Cerca de trinta anos que se passaram entre a sua conversão perto da cidade de Damasco e a sua prisão em Roma, o apóstolo Paulo viajou muito pelo Império como embaixador de Jesus Cristo. Em suas três famosas viagens missionárias ele pregou o evangelho e plantou igrejas nas províncias da Galácia, Ásia, Macedônia (que se refere ao norte da Grécia) e Acaia (referente ao sul da Grécia). Além disso, suas visitas eram seguidas de cartas, com as quais ele ajudava a supervisionar as igrejas que fundara. E uma dessas cartas, que muitos crêem ser a primeira escrita por ele é a Carta aos Gálatas.
A AUTORIA DA CARTA
Com base nisso e com base na mesma estrutura que contém o nome, o título de apóstolo, os destinatários e uma breve saudação, o apóstolo Paulo escreveu Gálatas (1.1). Ele mencionou um grupo de auxiliares que tiveram alguma participação apenas no envio da carta (1.2), mas o estilo e a teologia na carta demonstram que Paulo foi o seu autor. Alguns estudiosos, a partir do século 18, consideraram que a carta tenha sido escrita por outra pessoa que usou o nome de Paulo, mas hoje seus argumentos são apenas curiosidades da erudição bíblica e além disso, segundo um estudioso, a autoria desta carta é uma das mais estabelecidas, especialmente por dois temas dominantes em Gálatas que recebem a mesma ênfase em Romanos: a insistência na justificação pela fé, sem as obras da Lei e a apresentação do Espírito como o princípio da nova vida em Cristo, que os crentes desfrutam como filhos de Deus nascidos livres.
DATA E DESTINATÁRIOS
Esta carta, que muitos crêem ter dito a primeira carta escrita por Paulo cerca de 48 ou 49 d.C. foi dirigida às igrejas da Galácia (conforme o versículo 2). Há entre os estudiosos uma certa discordância quanto ao significado do termo "Galácia". Porém, seguiremos a linha de alguns estudiosos que entendem que a referência é à parte sul da província, e particularmente às quatro cidades da Pisídia: Antioquia, Icônio, Listra e Derbe, que Paulo evangelizou durante a sua primeira viagem missionária, narrada nos capítulos 13 e 14 de Atos.
Em cada cidade havia agora uma igreja. No Novo Testamento fica claro que a chamada "igreja de Deus" ( Ler - Gl 1:13), a igreja universal, divide-se em "igrejas" locais. Não, evidentemente, em denominações, mas em congregações. Portanto, o versículo 2 parte b poderia ser traduzido da seguinte maneira: "às congregações cristãs da Galácia". Ou seja, estas igrejas eram agrupadas por motivos geográficos e políticos.
Tal grupo de igrejas poderia ser descrito no plural (p. ex., "as igrejas da Galácia", "as igrejas da Judéia", Gl 1:2, 22). Esses exemplos parece fornecer algum apoio bíblico para o conceito de uma igreja regional, uma aliança das igrejas locais de determinada área.
Em resumo, a data e os destinatários da carta aos Gálatas são essenciais para entender o contexto e as implicações da mensagem de Paulo. Ao situar a carta por volta de 48 ou 49 d.C. e direcioná-la às igrejas da Galácia, especialmente nas cidades de Antioquia, Icônio, Listra e Derbe, Paulo se dirige a um conjunto de congregações locais, unidas por sua localização geográfica e política. Essa compreensão fortalece a ideia de uma aliança de igrejas regionais, que, embora distintas, compartilham a mesma fé e missão em Cristo, refletindo o modelo bíblico de comunhão e cooperação entre as igrejas locais.
PROPÓSITO GERAL E ESPECÍFICO
Outra informação importante sobre a carta é o seu proposito geral e específico. Em primeiro lugar, “o propósito geral da carta era Auxiliar os cristãos da Galácia a resistir aos falsos mestres que pregavam que só era salvo quem acrescentava à fé em Cristo o mérito humano da obediência à lei”. Seguindo esse proposito geral, para entender a carta, é preciso ter algum conhecimento da situação que essas igrejas enfrentavam de forma mais específica demonstrando alguns detalhes do por que Paulo escreveu esta carta.
Paulo escreveu Gálatas com o objetivo de orientar as igrejas que ele havia fundado na região da Galácia, pois a integridade dessas igrejas estava sendo ameaçada por falsos mestres considerados como agitadores, que ensinavam um evangelho diferente daquele que Paulo havia pregado, e que exigiam a circuncisão como parte da salvação (1.6-7; 6.12-13). Eles também tentavam desacreditá-lo, alegando que ele contrariava os apóstolos (2.1-10) e mudava sua mensagem para agradar os gentios (1.10; 5.11). Os gálatas estavam sendo influenciados por essas ideias e voltando à lei como meio de justificação (4.21; 5.1-4). Paulo os exorta a permanecerem firmes na fé, pois a salvação é unicamente pela graça, por meio de Cristo, que nos libertou da maldição da lei (3.13; 6.14). A carta enfatiza que somos salvos e transformados pela fé, não pelas obras (2.15-16; 3.26-27; 5.5-6).
O estudo dessa carta, portanto, nos fortalecerá na fé e nos conduzirá a uma vida cristã mais fiel e fundamentada no evangelho puro e imutável de Cristo. Então, que a partir de hoje leiamos a carta como um todo para estarmos preparados para os estudos que teremos.
