14ª Parábola - As Bodas (Mt 22.1-14)

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Mateus 22.1–14 NAA
1 De novo Jesus lhes falou por parábolas, dizendo: 2 — O Reino dos Céus é semelhante a um rei que preparou uma festa de casamento para seu filho. 3 Enviou os seus servos a chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. 4 Enviou ainda outros servos, dizendo: “Digam aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e animais da engorda já foram abatidos, e tudo está pronto; venham para a festa.” 5 Mas os convidados não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio. 6 Outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram. 7 — O rei ficou furioso e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e incendiou a cidade deles. 8 Então disse aos seus servos: “A festa está pronta, mas os convidados não eram dignos. 9 Vão, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem.” 10 E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou cheia de convidados. 11 — Mas, quando o rei entrou para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial 12 e perguntou-lhe: “Amigo, como você entrou aqui sem veste nupcial?” E ele emudeceu. 13 Então o rei ordenou aos serventes: “Amarrem os pés e as mãos dele e atirem-no para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.” 14 Porque muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.

Introdução

Parábola das bodas ou núpicias do filho do rei
Assim como a parábola da grande ceia lá em Lucas 14.15-26 é peculiar a Lucas, a parábola das bodas pertence ao Evangelho de Mateus. Pode haver alguma semelhança entre as duas, e o tema parece comum a ambas, mas as diferenças são tão fundamentais que é bom tratá-las como parábolas distintas.

A parábola

Exposição

A parábola do banquete de casamento é a terceira de uma série de três, e é o ponto culminante do grupo que inclui ainda as parábolas dos dois filhos e dos lavradores maus. Essas três parábolas sobre o reino foram anunciadas no decorrer da última semana de Jesus na terra, quando ele experimentou a hostilidade e a dissimulação dos fariseus, dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo, enquanto estes preparavam suas armadilhas para apanhá-lo em contradição. Sem temor, Jesus ensinou a parábola das bodas, que era dirigida, claramente, a seus oponentes. Essa parábola, no entanto, deve ser lida e entendida no contexto histórico dos acontecimentos que encerram o ministério de Jesus.
Na introdução da parábola, ressoa uma nota de alegria e felicidade. O rei prepara, com esmero, um banquete para festejar o casamento de seu filho. Para essa celebração, ele convida altos dignitários para o banquete. O ato de comer e beber juntos alegremente expressa, com naturalidade, o laço de paz e união que deve existir entre o hospedeiro e seus convidados. Um banquete, obviamente, não é preparado apenas com o propósito de satisfazer o apetite. Enquanto o dono da casa e seus hóspedes comem juntos, conversam e se tornam mais íntimos. O embaraço desaparece e um espírito de entendimento e afinidade toma seu lugar. Nos banquetes devem prevalecer a paz e a harmonia.
.A parábola é simples. O grande Pai se deleita em honrar Jesus, seu Filho primogênito. O Pai ama o Filho, com quem é uno. O Filho merece tudo das mãos do Pai, pois foi obediente até a morte e morte de cruz (Fp 2.8). É objetivo do Pai, pela obra da graça, glorificar seu Filho, que, sendo Deus e homem em uma só natureza, é o canal da graça para os homens caídos. E ele se propõe a fazer isso neste momento em que o Senhor Jesus toma sua igreja em união matrimonial. O Deus encarnado, tendo chamado a si sua escolhida companheira, sua noiva, a esposa do Cordeiro, celebra assim desde logo cedo sua união com um banquete de casamento, para o qual o Pai convida multidões. É um banquete de misericórdia, de graça e paz; uma festa de casamento, de deleite e alegria. O banquete é para glorificação do Senhor Jesus Cristo, de maneira muito especial. Conseguiria algum de nós medir a glória que é dada ao Senhor Jesus por sua união com a igreja? Anjos, principados, poderes e inteligências, existentes ou ainda por vir, hão de sempre ficar estarrecidos só de imaginar a riqueza de sua herança junto aos santos. Que espetáculo! O verbo feito carne para habitar entre nós! Emanuel, Deus conosco, tomando a si a companhia de seres humanos escolhidos, para serem um com ele para sempre. Na união de Cristo com sua igreja, toda a graça brilha, toda a sabedoria se concentra. “A majestade do nosso Deus” é vista na salvação dos eleitos e sua união com Cristo.
.Quis assim que sua igreja escolhida tivesse o mesmo relacionamento de Eva para com Adão, que fosse a consolação do coração dele e o descanso de seu amor. Escolheu os seres humanos para serem seus companheiros, seus amigos, sua alegria, sua coroa.
Seria de pensar que todos os homens e mulheres que ouvissem ter sido a humanidade assim honrada em união com a divindade iriam sem dúvida comparecer, em verdadeira aglomeração, ao banquete de casamento. Poderia parecer que todos desejassem conhecer esse mistério celestial e que, assim que tomassem conhecimento dele, se apressassem em participar de tal regozijo. Ah, não foi esse, porém, o caso.
C. H. Spurgeon, Milagres e Parábolas do Nosso Senhor: A Obra e o Ensino de Jesus, em 173 Sermões Selecionados, ed. Juan Carlos Martinez, trans. Emirson Justino, Jurandy Bravo, e Lilian Jenkino, 1a edição. (São Paulo, SP: Hagnos, 2016), 1092
Aqueles que foram convidados pelo rei recusaram-se a ir. No Oriente, assim como em qualquer outro lugar, espera-se que os convidados aceitem o convite real como uma obrigação. Espera-se, também, que os convidados ao casamento levem presentes apropriados à ocasião. Porque os convidados da parábola não poderiam agir de maneira recíproca, convidando o rei e sua família para uma festa semelhante, os presentes deveriam ser caros – especialmente sendo o casamento do filho do rei. Recusar o convite traria sérias implicações que poderiam resultar em problemas e hostilidades. A recusa poderia ser interpretada como uma declaração de que o filho do rei não merecia um presente, que os convidados não aprovavam o casamento e que não manteriam mais , a sua fidelidade ao rei.4 O rei é obrigado a tomar medidas que assegurem sua autoridade. Faz isso enviando os servos pela segunda vez, mas, agora, com o apelo urgente de que venham imediatamente. Não toma, ainda, nenhuma outra medida. O rei espera que os convidados tenham mudado de ideia e aceitem seu convite.
.Esse mesmo comportamento é hoje muito encontrado e lamenta a falta de resposta de algumas pessoas à mensagem do evangelho, apesar de terem sido expostas a ele de forma privilegiada. Refere-se a filhos de pais piedosos, consagrados e devotos, que foram ensinados desde a infância sobre a graça e o amor de Cristo, mas permanecem sem salvação. Ressalta que, se essas pessoas, com tamanha oportunidade, não vêm a Cristo, seria ainda mais difícil esperar que os filhos de não crentes o façam. o que falar daqueles que, embora sem o privilégio de pais devotos, têm ouvido a Palavra por anos, mas ainda rejeitam a mensagem de salvação. É uma tristeza e preocupação a rejeição que se hgeneraliza todos os dias, refletindo sobre o impacto disso no "banquete" de Deus.
Os primeiros a serem abordados simplesmente não quiseram vir. Não deram razões nem desculpas, apenas disseram que não iriam. E fim do assunto. Muitos dispensam o evangelho de imediato; nada se lhes pode argumentar; eles tão somente não o querem, e na verdade não o terão. Grande parte das pessoas já ouviu falar do caminho da salvação, mas não se importa. Não se trata de falta de informação, mas de falta de disposição. Elas não têm nem tempo nem vontade para assuntos divinos.
.Um segundo grupo fez pouco caso. Eram indiferentes a honras e deveres para com o rei. Tinham sua atenção exclusivamente voltada para suas próprias coisas. Assim, prosseguiram em seu caminho, indo para sua lavoura, outros, estavam empenhados em obter mais bens e riquezas e continuaram indo cuidar de suas mercadorias ou negócios. Os especialistas em coisas do mundo somam imensa quantidade. Ricos que não podem ter fé porque sua posição social os impede; pobres que não se podem ocupar das coisas de Deus pois estão cupados demais com o pão de cada dia. Todos têm, enfim, uma desculpa. Senhor, se muitos não têm vontade e se tantos outros estão ocupados com assuntos diversos, como o banquete do casamento será plenamente preenchido de convidados?
.Um terceiro grupo se opôs de maneira violenta ao convite: tais pessoas não desejavam ser incomodadas, não tinham paciência com o “jargão real” e apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram (Mt 22.6) Estes, embora não tão numerosos quanto os outros, podem ser encontrados também entre nós. Céticos, blasfemadores, difamadores da santidade, homens de “pensamento moderno”, eles insultam a cruz e são ferozes em seus ataques ao evangelho. Sempre que os vemos irados, veementes, podemos nos perguntar tristemente: como poderá o banquete de casamento vir a ser lotado de convidados?
Jesus está contando a história de Israel, e seus ouvintes entendem que ele se refere aos profetas enviados por Deus, com a mensagem urgente de arrependimento. Mas Israel, em vez de aceitar o chamado de Deus e se arrepender, trata de maneira vergonhosa os profetas, e mata alguns deles (Mt 23.35). Jesus relembra a seus ouvintes a página negra do livro de sua história. Os fariseus, mestres da lei, sacerdotes e anciãos compreendem que ele está se referindo a eles.
.Nosso rei nos mostra a verdadeira razão por que todos estes convidados não quiseram vir: não eram dignos. Aqueles que foram especialmente convidados, e sobre os quais havia enorme esperança, na verdade não tinham nada em si que justificasse essa esperança: não eram leais, nem afáveis, nem honestos; não eram dignos, pois se o fossem teriam feito as honras para o filho do rei. A recusa em estar presente mostrou a grande inimizade ancorada no seu coração. Foi sua maneira infeliz deles demonstrarem a desconsideração que tinham pelo príncipe no próprio dia de seu casamento. É horrível que os homens recusem Cristo e os céus por inimizade a Deus. Aqueles que rejeitam Cristo tornam-se indignos da graça clemente, indignos de um Salvador mortificado, indignos dos laços de matrimônio que Jesus infunde no coração dos fiéis. Não são dignos no sentido evangélico de dignidade e, consequentemente, não são dignos em sentido mais legalista.
O espetáculo mais lamentável no mundo é um coração que recusa a misericórdia de Deus. A rejeição é muitas vezes a comprovação da doutrina da devassidão humana total. Não sei que adjetivo poderia ser suficientemente forte para descrever a devassidão humana quando percebo que a humanidade recusa Deus sob seu mais amável aspecto: Deus na grandiosidade de seu amor, Deus sem poupar seu próprio Filho.
Se os homens se afastassem de Deus somente por causa da ira, ainda poderia entender; caso se afastassem de Deus por motivo de juízo divino, ainda entenderia; mas odiarem Deus a ponto de recusar a salvação, recusarem o perdão por meio do precioso sangue de Cristo, preferirem ser condenados a se reconciliar com Deus, isso mostra quanto o coração deles está desesperadamente corrompido e mal-intencionado. A rejeição da cruz é a prova mais clara de um coração arruinado. até aqui tudo indicava que o casamento não iria ter muitos convidados; ou convidado algum.
. A paciência de Deus não dura para sempre, e quando sua misericórdia não encontra arrependimento, o resultado é o juízo.
.Será que é o triunfo do inimigo? Imaginem os inimigos do rei ouvindo sobre isso e rindo dele , não seria um escárnio?
Não conseguir reunir seus súditos no dia do casamento do filho! Como zombariam dos desperdícios! A história seria contada e recontada inumeras vezes em todas as tabernas. Os filhos de Belial teriam nisso um prazer especial. O rei, o príncipe e a noiva seriam para sempre altamente ridicularizados, por conta de um casamento com salões vazios, uma festa nupcial com convidados-fantasmas! Não creio que Deus queira que Satanás triunfe. Não imagino que permita que as forças das trevas abram sua boca maldita contra ele. Se o livre-arbítrio recusa o presente de Deus, a graça livre vem, no entanto, para salvar o dia. COM ISSO A GENTE VÊ CLARAMENTE , como o livre-arbítrio, dado generosamente por Deus aos homens, ameaça esvaziar o salão dos banquetes, desonrando o rei, o Filho e a noiva. Se a realização do banquete tivesse sido deixada a cargo do livre-arbítrio dos homens, este seria o resultado que se poderia esperar: um Deus desonrado e os homens preferindo morrer a aceitar a vida em Jesus Cristo. Então, jamais poderia ser dito que encheu-se de convidados a sala nupcial. Como ESSA calamidade foi evitada?
Ela foi evitada por um convite mais amplo e abrangente. Anteriormente, os servos do rei tinham ido chamar apenas aqueles previamente escolhidos, uma espécie de categoria de pessoas mais destacadas. Como estas não vieram, o rei então ordenou: Ide, pois, pelas encruzilhadas dos caminhos e, a quantos encontrardes, convidai-os para as bodas (Mt 22.9). Eles partiram, então, não visando a um grupo selecionado, mas a TODOS que encontrassem. Irmãos, é muito bom quando conseguimos ter uma ideia mais nítida do que realmente é o evangelho. Mais evangélicos se tornam os nossos conhecimentos, a fim de podermos pregar o evangelho a toda criatura debaixo do céu e dizer: Quem crer e for batizado será salvo.
Meus irmãos Se, por minha pregação, levar um homem a olhar para si mesmo a fim de que veja se nele há qualquer coisa que o capacite a crer,- EU estarei, na verdade, praticamente, escondendo dele o evangelho. Se eu pregar excessivamente sobre determinada característica humana, a ponto de o homem, principalmente, se perguntar se possui tal característica, então EU o terei feito olhar para si mesmo. Não é isso que a gente busca. Se eu sair pelos caminhos e ajuntar todos quantos encontrar, tanto bons como maus, os pensamentos deles se voltarão então mais para o banquete do que para si próprios. É isso que queremos: que os homens olhem para o banquete, para Jesus, que o oferece, e por isso os chamamos oferecendo: […] quem quiser, receba de graça a água da vida (Ap 22.17). Quando a gente se depara com versículos claros do evangelho e neles nos detemos, podemos esperar ver o braço do Senhor revelado, e o banquete de casamento repleto de convidados.
O rei convida o povo da cidade e de seus arredores para os salões festivos do banquete nupcial. Eles vêm de longe e de perto, os bons e os maus, e enchem os lugares deixados vazios pelos convidados indignos. O rei é um retrato de benevolência e representa a misericórdia e o amor de Deus estendidos aos pecadores. Pessoas de todos os tipos de vida recebem o convite e respondem afirmativamente.
Os servos estavam agora profundamente estimulados a tristeza de uma festa de casamento sem convidados foi evitada por certo poder oculto de que dispunham os mensageiros. Lemos que eles ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons (Mt 22.10). Não apenas os convidaram, mas na verdade como que os arrebanharam. As pessoas não são reunidas em grande número do nada e levadas a um banquete por simples palavras. Meras palavras nada mais são que ar. Nada há em nossas simples palavras que possa fazer os homens virem a Jesus, a não ser que o Senhor opere nelas. No caso do banquete, as pessoas vieram em cardumes. Havia uma influência tal nas palavras dos servos que reunia as pessoas, e ninguém quis deixar de comparecer; e vieram todas felizes. Sua vontade foi gentilmente dominada e lotaram o palácio. Amados, toda a esperança do nosso ministério reside em que o Espírito de Deus opere sobre o espírito dos homens.
Gostaria que todos os membros desta igreja se sentissem assim!! de forma mais profunda e praticamente mais do que nunca. Não depositem suas esperanças naquele que prega a vocês, não. Se acontecer de eu estar longe, ou de nós pregadores estarmos longe, não pensem que Deus está amarrado a nós. Procurem pela bênção no próprio evangelho, não importando quem pregue. Se o Espírito Santo estiver conosco, veremos milhares se reunindo a Jesus. Nenhum pecador virá a Cristo, a não ser pelo poder estimulante, esclarecedor, atraente e conversor do Espírito Santo, exercido de modo sobrenatural sobre a consciência e o coração. Creiamos nisso!!
Meus irmãos Não haverá decepção para Cristo no último grande dia. Satanás pode arquitetar falsamente o desastre e a frustração para nós agora, e por um instante pode parecer que as forças do mal triunfarão; mas não será este o fim. A vontade de Deus, tão cheio de graça e de misericórdia, será realizada, toda a preparação da graça virá a ser utilizada e o propósito do amor divino terá total validade. Assim como aquele banquete de casamento esteve repleto de convidados, contarão os céus também com um número imenso de convertidos que homem algum jamais conseguiria calcular.
.Queridos irmãos, quando o Senhor nos salva por graça dele, não se trata de um evento comum. Quando nos conduz, grandes pecadores, a seus pés e nos lava, nos dá roupas, nos alimenta e nos torna seus servos, isso é uma maravilha que deve ser divulgada por todo o sempre. Nunca deixaremos de louvar seu nome, por toda a eternidade. Aquilo que parecia difamar o Rei acabou se tornando honra, e encheu-se o salão nupcial de convidados.
.E todos que haviam ido à festa em trapos foram levados a se vestirem com roupas nobres. Quando ele adentrou para ver os convidados, teve uma visão maravilhosa, pois todos estavam nobremente vestidos. Era uma visão maravilhosa ver tantas pessoas trajadas de maneira tão majestosa; cada um dos convidados usava uma soberba veste de misericórdia. Assim é conosco, pobres pecadores, salvos pela graça. Se possuíssemos alguma justiça própria, de nada nos adiantaria; mas agora consideramos nossa justiça própria como lixo e dela nos descartamos, para que possamos ganhar Cristo e ser encontrados nele. Sua justiça veste e ornamenta a nós, todos os seus santos: não poderíamos estar melhor trajados. Assim foi a festa: mais gloriosa que outrora seria e com o banquete apinhado de convidados.
Qualquer um pode ir ao casamento do filho do rei? A resposta é que todos são bem-vindos, O que temos de fazer? Bem, o que tiveram de fazer aquelas pessoas? Apenas vieram como estavam, e receberam livremente aquilo que o rei havia graciosamente para elas provido.
Nos nossos cafés de ceia, não trazemos um prato de qualquer coisa para partilhar.??.. mas não é assim com nosso grande rei. O banquete dele é muito nobre para isso. Você não precisa levar nada. Ainda assim, será que todos devem ir em casa se lavar? Não é preciso; o banho e as roupas limpas e novas lhe serão oferecidos no palácio do rei. Venha como está. “O que quer dizer com isso, pregador?” Quero que você confie: confie sua alma inteiramente a Jesus Cristo, e ele o salvará. Confie, e saberá quem morreu por você, em sua vez, em seu lugar e condições, para que, crendo nele, você não pereça, mas tenha a vida eterna. Que o Espírito Santo o leve a crer em Jesus, a confiar nele.
Essas são as vestes nupciais. Quando o rei chega ao salão do banquete e nota que um dos convidados não está vestido de maneira apropriada, considera o fato como um insulto deliberado. Ele não pode tolerar obstinação, desacato ou recusa. .......Ele quer que seu convidado aceite tudo que ele tenha a oferecer. Qualquer um que resolva declinar a oferta do rei, provoca sua ira e vai sofrer as consequências. O único convidado que apareceu no banquete usando suas próprias roupas foi sumariamente retirado do salão e lançado fora, na escuridão da noite. Cheio de remorsos, ele geme e range os dentes. Não são todos que permanecem no salão da festa das bodas. Apenas aqueles que aceitam o convite do rei, e chegam ao local obedecendo aos seus termos, poderão ficar.
O livro do Apocalipse, em especial, fala a respeito dos justos usando vestes brancas de linho fino, resplandecente e imaculado. Deus providência essas vestiduras que representam a justiça de Deus com seu povo. Deus lhes dá a veste da justiça simbolizando que quem a usa foi perdoado, seus pecados foram resgatados, e ele é um membro da casa de Deus, por meio de Cristo. Quando o pai se alegrou com a volta do filho pródigo à casa, ele o vestiu de roupas finas, para mostrar que o passado do filho fora esquecido (Lc 15.22). Como o rei da parábola queria que todos os convi dados usassem as roupas nupciais, por ele providenciadas, assim Deus deseja que os pecadores venham à festa de seu Filho e usem as vestiduras brancas que simbolizam o arrependimento, o perdão e a justiça.
O convidado que não estava usando a veste branca, no banquete real, sem dúvida, representa o pecador que se autojustifica. Ele quer que todos saibam que não precisa da morte sacrificial e do sangue expiatório de Cristo, para entrar no céu. Ele não ouve as palavras de Jesus: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6), e, por isso, quando chega diante de Deus, é lançado fora. É absolutamente impossível chegar diante de Deus sem a veste protetora oferecida por Jesus Cristo.
O parágrafo termina com as palavras: “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. Tanto o começo quanto o fim da parábola se referem a pessoas que tinham sido convidadas. Aqueles que se recusaram a ir, assim como o convidado que não vestiu as roupas apropriadas para as bodas, não fazem parte do grupo dos que foram escolhidos. Embora o convite seja universal e extensivo a todos os povos, apenas aqueles que o aceitam com fé e arrependimento são destinados à vida eterna (At 13.48).
.Falei sobre o evangelho, sobre todo ele. Confie então no Salvador crucificado e você viverá. Jesus diz: Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra (Is 45.22). Não olhe mais para dentro de si mesmo para ver o que aí existe, mas para Jesus pendurado na cruz. Um olhar para Cristo crucificado o salvará. Olhem, amados jovens, olhem para Jesus agora! Olhem, idosos e grisalhos, que nunca olharam antes para ele: olhem agora! Estrangeiros e forasteiros, que nunca ouviram essas palavras antes, há vida para vocês em um olhar para o crucificado! Você, o mais culpado dentre os culpados, e você, o mais amável dentre os amáveis, voltem-se de qualquer coisa que esteja em vocês mesmos, seja aparentemente boa ou má, e olhem para Jesus apenas. Recebam de Jesus tudo que ele lhes oferece — perdão, justiça, santidade, redenção, mesmo ele próprio. Aquele que vai a um banquete de casamento não tem nada para fazer senão comer e beber. Entregue sua mente a esse delicioso exercício. Tome agora o alimento que Deus lhe provê. Você poderá servi-lo depois, em consequência da força que haverá de receber do alimento celestial, mediante a fé; por ora, coma, beba e seja feliz, pois estará participando do banquete de casamento do príncipe. Que o Pai fique contente, que o Filho seja honrado e que a igreja, sua noiva, possa ser exaltada por intermédio de servos como você e eu! Amém e amém.
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Removido!!
Jesus contou a história de um rei que preparou um banquete para festejar o casamento de seu filho. O rei – e não sua mulher, nem seu filho, mas o rei – fez os preparativos. Para a ocasião feliz do casamento, o rei planejou cuidadosamente a festa. Ele queria que todos os importantes e mais dignos de seu reino estivessem presentes. Mandou, então que fossem anunciadas as bodas.
Era costume, naqueles dias, os convites serem entregues em mãos, e os convidados serem relembrados do acontecimento no dia da festa, sim Até os tempos atuais é costume no Oriente enviar um convite duplo, o primeiro como provisório e preparatório, o segundo quando a festa está preparada. Porém, ao entregar os convites, os servos do rei não foram bem recebidos. Os homens dignos e membros da nobreza deixaram claro aos servos que não estavam MUUUUito interessados na festa. Expressaram amargura e rebeldia. Mesmo sabendo que o convite real era equivalente a uma ordem real, se recusaram a tomar conhecimento do comunicado do rei.
Fico tentando imaginar a Nuvem negra em cima do palácio. Pessoas de alta posição no reino, abertamente, menosprezavam o rei. Eles se recusavam a honrá-lo com sua presença no casamento do príncipe herdeiro. Porém, o rei continuou os preparativos para a festa, e, quando chegou o dia das núpcias de seu filho, enviou novamente os servos para lembrar os grandes homens dignos de todo o reino que eram convidados ao banquete. E deixou claro que tudo estava pronto.
Infelizmente, a atitude do rei não teve o resultado esperado. Ele, talvez, até soubesse o tipo de resposta que seus servos receberiam, quando fossem enviados pela segunda vez. Já, antes, tinham recebido respostas negativas e hostis. Certamente enfrentariam a mesma amargura e o mesmo ressentimento, se não pior. Os servos partiram com a mensagem real: “Meus bois e animais cevados (indicam que o banquete era riquíssimo) já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas”. Mas, os convidados não atenderam ao convite. Adotaram uma atitude ostensiva de desprezo: uns foram para o seu campo, outros para o seu negócio, e, quando os servos do rei insistiram um pouco mais com um terceiro grupo, foram maltratados. Alguns foram mortos.
O rei, justamente irado, enviou seus soldados para punir os assassinos e queimar a cidade deles. E assim satisfez a sua ira, mas ainda queria que pessoas viessem e celebrassem com ele o casamento de seu filho. Por isso, ordenou aos servos que fossem às esquinas das ruas e convidassem todos os que quisessem vir à festa. Tanto pessoas boas como más foram em grande número, de modo que a sala do banquete se encheu de convidados.
Um dos convidados, no entanto, se recusou a usar o traje nupcial que lhe foi oferecido, quando chegou. Por causa de sua roupa, ele ficou muito em evidência. Chegou, então, o momento da entrada do rei no salão do banquete. O rei não vem para examinar os convidados, mas para saudá-los, até notar aquele um que se recusou a usar vestimenta apropriada. Surpreso, o rei exclamou: “Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial?”. O homem ficou calado. Não podia contar ao rei, na frente de todos os outros convidados, que se recusara a usar o traje que lhe fora oferecido ao chegar. Permaneceu em silêncio. O rei ordenou a seus servos que amarrassem o convidado obstinado e o lançassem lá fora, nas trevas.
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