O mal nasce fora ou dentro do homem?
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Marcos 7:14-23
Muitos não percebiam corretamente como o mundo e a raça humana já
estavam gravemente contaminados, talvez por pensar que o contexto em que viviam
representava o que, de fato, prevalecia no mundo.
Mas, com a expansão das mídias de massa, temos informações abundantes
sobre o mal da humanidade. Sabemos que o mundo está tomado de corrupção e que o
mal contaminou tudo. Mas, a questão não é o mal no mundo, mas de
onde ele vem, o ponto de origem do mal.
Somos cientes do fato de que pessoas aparentemente normais podem
fazer coisas terrivelmente más. O mal está difundido em toda a nossa
sociedade, mesmo as pessoas comuns podem fazer coisas que são terrivelmente
perversas.
O psicólogo James Waller, no ano de 2002, publicou um livro falando
sobre como pessoas comuns cometem crimes bárbaros. Ele diz que esses atos
extremamente perversos não surgem de alguma anormalidade humana e podem ser
cometidos por pessoas muito comuns e normais.
Porém, isso levanta a questão: o que causa isso? Por que isso acontece?
De onde isso vem?
Na sequência desse livro, veio outro livro, escrito no ano de 2007 por
um psicólogo social chamado Philip Zimbardo. Nesse trabalho,
intitulado “O Efeito Lúcifer”, ele tenta explicar como as
pessoas boas tornam-se más. Ele conclui que isso acontece por causa do ambiente
que nos corrompe, ou seja, o que nos corrompe está fora de nós.
Isso está em conflito direto com a Bíblia, pois ela diz que nosso
problema não está fora de nós, mas dentro de nós. O pecado trabalha de dentro
para fora.
Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente
corrupto; quem o conhecerá? (Jeremias 17:9)
Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando ela o atrai e seduz.
(Tiago 1:14)
Essa é a visão cristã definitiva do homem. A sociedade não quer admitir
isso. Você ouve pessoas justificando seus atos perversos por algo fora delas. É comum ouvir
pessoas atribuir seus comportamentos perversos a problemas que tiveram na
infância ou ambiente em que viveram.
Não é isso o que a Bíblia ensina. O problema não está fora de
você, o problema está dentro de você. E foi sobre esse assunto que Jesus tratou
em Marcos 7:14-23.
Ler Marcos 7:14-23
Cinco vezes nessa passagem você tem uma forma da
palavra “contaminar”, do verbo grego “koinoō”, que significa ser sujo,
impuro, corrupto, contaminado. É usado frequentemente no Novo Testamento.
Motivo? Porque impureza e pureza são questões bíblicas muito importantes.
Vimos no sermão anterior que os
judeus da época de Jesus desenvolveram um sistema religioso antibíblico, cheio
de rituais, regras e cerimônias inexistentes na lei, que apenas serviam para
demonstração de uma fachada de pureza, quando a realidade interior estava
atolada em hipocrisias.
Disso surgiu a noção de que contaminação era algo
fora do ser humano. Eles tinham a ilusão de que por dentro eram bons e
piedosos. É o que todos os fariseus pensavam. Em Lucas 18, Jesus profere a
parábola do fariseu e do publicano, onde o fariseu, orando, diz:
Ó Deus, graças te dou porque não sou como os
demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;
jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. (Lucas
18:11-12);
Jesus disse que esse homem saiu dali sem
justificação e destinado a ser humilhado por sua auto exaltação (Lucas 18:14).
Mas os fariseus viviam a ilusão de que suas obras externas o faziam puros
e justos diante de Deus. E a única coisa que eles deviam temer era algo do
lado de fora, porque o interior estava bem. Isso era difundido por toda a terra
de Israel.
Eles
eram como os psicólogos modernos. Pensavam que só algo vindo de fora poderia
contaminá-los. Eles se consideravam santos, puros e virtuosos. Para manter
sua pureza, eles apenas tinham que se certificar de que nunca chegariam perto
de qualquer influência corruptora. E é isso o que está por trás do texto de
Marcos 7:14-23.
Esse é o ponto de vista que era muito aceito na
terra de Israel, e até mesmo os apóstolos de Jesus receberam esses
ensinos. Então, eles construíram um sistema de salvação fundamentado na
autojustiça, em que o essencial era frequentar uma sinagoga e certificar-se de
seguir as tradições dos anciãos. E, claro, ter certeza de não ser tocado por
nenhuma influência poluente externa. É assim que eles viviam e pensavam.
Então, Jesus combate essa heresia ensinando
que a contaminação vem do interior do homem e não de fora do homem (Marcos
7:15).
Jesus ensina à multidão sobre a procedência
do mal
Marcos 7
14 Jesus convocando, de novo, a multidão, disse-lhes: Ouvi-me, todos, e
entendei.
Portanto, havia uma enorme multidão ali e na
frente da multidão estavam os fariseus e os escribas, sempre procurando uma
maneira de pegar Jesus em alguma violação para que pudessem obter uma
acusação contra Ele para matá-Lo. Enquanto em Marcos 7:1-14 Jesus
estava falando principalmente com escribas e fariseus, agora a multidão é o
objeto de Sua lição.
Ele diz: “Ouvi-me, todos, e entendei”. Ele estava
prestes a tratar de uma verdade muito abrangente, importante e fundamental.
Marcos 7
15 Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar;
mas o que sai do homem é o que o contamina.
Essa é a essência do que precisamos saber. É uma
analogia simples. O que entra em você não contamina. O que sai de você,
fisicamente falando, contamina. Você precisa ficar longe das coisas impuras que
vêm por meio da eliminação (fezes, urina etc.).
Qualquer um entenderia isso. É algo muito natural e
lógico. Mas Jesus queria ensinar algo profundo a partir desse fato
simples: o problema do pecado está dentro do homem e não fora dele. E
isso não seria difícil de entender para aqueles habituados ao Velho Testamento.
O Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o
exterior, porém o Senhor, o coração. (1 Samuel 16:7)
Deus não olha o exterior do homem, mas o interior
dele. Ele sabe que o mal não nasce fora do homem, mas em seu coração. E
é esse mal que sai do homem que o contamina. E Mateus registrou:
Não é o que entra pela boca o que contamina o
homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem. (Mateus 15:11)
A razão pela qual Mateus se refere à boca é porque a
boca é a mais pronta para expressar a maldade do coração. Por isso, Isaías
disse: “sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de
impuros lábios” (Isaías 6:5). Foi assim que Isaías identificou a
miséria de seu coração e a do povo (Isaías 6:5).
Todo o princípio é que o mal não vem de fora, mas
de dentro do homem. E isso foi chocante para os fariseus e escribas. Eles
rejeitaram esse ensino. Não era assim que eles pensavam.
Sobre eles, Jesus disse:
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas,
porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos,
mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! (Mateus
23:27)
Mas, de onde veio toda essa estrutura de obras
externas que os fazia pensar que eram santos?
Em Levítico, existem todos os tipos de prescrições
cerimoniais que foram colocadas sobre o povo de Deus. Levítico está cheio de
listas, inclusive de coisas que contaminam, que não deveriam ser tocadas e
outras que não poderiam ser ingeridas. Por exemplo:
Eles não deveriam tocar em um cadáver (21:11).
Não deveriam entrar em contato com quaisquer fluidos corporais (15:
1-33).
Mulheres que tivessem um bebê seriam consideradas contaminadas até
que passassem por uma cerimônia de purificação após o parto (12:1-8).
Pessoas com lepra eram consideradas contaminadas (13: 1-59).
Pessoas que contatassem répteis seriam contaminadas. (11:29-31)
Havia alguns princípios levíticos muito estritos de
contaminação externa que são apresentados inquestionavelmente nas Escrituras.
Então, foi aí que tudo começou, embora que essas prescrições do Velho
Testamento nunca tiveram o sentido dado pela judaísmo apóstata, eram apenas
simbólicas das questões do coração.
Os tipos simbólicos de limpeza que foram
prescritos eram como figuras em um livro de imagens antes de a criança ler
palavras. Eles eram como símbolos, imagens e sombras da realidade espiritual.
Mas, o judaísmo apóstata ficou retido nas sombras
e nunca chegou ao coração. E então, os judeus acharam necessário acrescentar
novas prescrições, elaborando um complexo sistema de limpezas externas. Como
vimos no sermão anterior, havia volumes escritos sobre como lavar e enxaguar as
mãos.
Todos os preceitos da lei sobre purificação eram
apenas símbolos que representavam uma realidade espiritual. Mas a essência do
que Deus realmente sempre desejou é um coração puro e quebrantado.
Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em
mim um espírito reto. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um
coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus (Salmos 51: 10,17)
Quem poderá subir o monte do Senhor? Quem poderá
entrar no seu Santo Lugar? Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro…
(Salmos 24:3)
A lei tinha “a sombra dos bens futuros e não a
imagem exata das coisas” (Hebreus 10:1). Quando chegamos ao Novo Testamento,
tudo isso desaparece. Somos chamados a abandonar as sombras, as imagens e
sacrifícios da Antiga Aliança e vir a Cristo, a substância. E quando veio a
Nova Aliança, a Antiga foi extinta, e com ela todos seus preceitos cerimoniais
e rituais (Hebreus 8 a 10).
E veja a circuncisão, por exemplo. Ela foi
revogada no Novo Testamento. Confiar nela é anular a obra de Cristo.
Para a liberdade foi que Cristo nos libertou.
Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.
Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos
aproveitará. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão
têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor. (Gálatas 5: 1,2,6).
Nem a circuncisão é coisa alguma, nem a
incircuncisão, mas o ser nova criatura. (Gálatas 6:15)
Se estamos em Cristo, fomos libertos de todas as
regras cerimoniais da lei. A Antiga Aliança se foi, ela foi substituída por
algo infinitamente superior, e tudo se resume na obra de Cristo, nada mais.
Paulo diz:
Se morrestes com Cristo para os rudimentos do
mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não
manuseies isto, não proves aquilo, não toques naquilo, segundo os preceitos e
doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem. (Colossenses 2:20-22)
Os discípulos tiveram que romper com a velha
estrutura de ensino que haviam recebidos
Marcos 7
17 Quando entrou em casa, deixando a multidão, os seus discípulos o
interrogaram acerca da parábola.
Eu penso que eles entenderam o que Jesus estava
ensinando, mas era muito contrário ao que eles sempre haviam sido
ensinados. Eles foram habituados a entender que eram bons por dentro e a
contaminação procedia de fora, até mesmo por esbarrar em alguém contaminado ou
comer algo sem passar pelas lavagens cerimoniais.
Para entender o que eles disseram, precisamos recorrer
a Mateus 15, pois Marcos não fornece todas as informações dessa conversa.
Mateus 15
12 Então, aproximando-se dele os discípulos, disseram: Sabes que os
fariseus, ouvindo a tua palavra, se escandalizaram?
Isso mostra que Eles entenderam o que Jesus disse, mas sabiam
que aquele ensino era contrário ao sistema farisaico que dizia que a
contaminação era algo que vinha de fora do homem e, assim, deveriam ser
observados os rituais e cerimônias da tradição dos anciãos.
Jesus foi direto ao centro da questão e respondeu:
Mateus 15
13 Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.
14 Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar
outro cego, cairão ambos no barranco.
Jesus explica a parábola a seus discípulos
Marcos 7
18 Então, lhes disse: Assim vós também não entendeis? Não
compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar?
19 porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar
escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos.
20 E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina.
Os apóstolos, ainda perplexos com as palavras de Jesus, questionam-Lhe
para entender mais profundamente o significado. Era algo chocante para quem
passou a vida escutando a religião de obras externas. O ensino de Jesus
era algo tão chocante para o judaísmo apóstata, que Gutman Locks, professor
ortodoxo judeu, escreveu em 2010:
Aceitar Jesus como o Messias significaria a destruição do povo judeu,
pois Jesus se opunha ao ensino judaico. Ele fazia coisas como pegar comida no
campo no sábado.
O que? Eles ainda estão presos nisso? Dois mil anos depois,
ainda é sobre coisas externas, nada mudou. Essa é a religião apóstata!
Portanto, nosso Senhor afirma claramente a verdade, reconhece que a
verdade não é compreendida e diz aos apóstolos: “Vocês também não
compreendem isso? Não conseguem entender que o que contamina o homem é o que
vem de dentro do homem e não o que está fora do homem?”. Ele reafirma: o
que contamina o homem procede de dentro dele e não de fora dele.
E então, Jesus explica a parábola, vejamos nos registos de Marcos e
Mateus.
Marcos 7
21 Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus
desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios,
22 a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a
blasfêmia, a soberba, a loucura.
23 Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.
Mateus 15
17 Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o
ventre e, depois, é lançado em lugar escuso?
18 Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o
homem.
19 Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios,
adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.
20 São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem
lavar as mãos não o contamina.
Mateus fala da boca, que simboliza, na analogia, o canal de saída do mal
que vem do coração. Mas, a verdadeira fossa é o coração, o eu
interior, a mente, a atitude, motivos e desejos.
O que sai? Maus desígnios, a prostituição, os furtos, os
homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a
inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. É isso que está no coração das
pessoas, incluindo os líderes da religião falsa.
Ele fala dos maus desígnios ou maus pensamentos, que são perversidade
nas intenções, atitudes, pensamentos, percepções, ideias, projetos, invenções e
reflexões. É a concupiscência
concebida no coração (Tiago
1:14-15).
Nenhum ritual, cerimônia etc vai alterar, limpar um coração contaminado
e cheio de sujeira. Só um novo coração pode resolver isso. Por isso o Senhor
prometeu:
Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de
vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu
Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os
observeis. (Ezequiel 36:26,27)
Essa é a promessa de salvação. Deus fez uma obra no interior dos seus
escolhidos. Por isso Jesus disse a Nicodemos:
Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não
pode ver o reino de Deus… importa-vos nascer de novo. (João 3:3,7)
Em outra palavras: você precisa de um coração novo, não há como fazer
remendos no coração velho. Você tem que ser gerado novamente, o velho homem tem
que morrer.
Paulo, tratando do mesmo assunto, escreveu:
Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o
seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas
segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e
renovador do Espírito Santo. (Tito 3:4,5)
Regeneração significa que algo morre e algo novo nasce. É a lavagem de
uma transformação total, um novo coração, uma nova mente, uma nova alma. E pela
renovação do Espírito Santo, somos lavados, ganhamos um novo coração e o
Espírito Santo passa a residir em nós. Essa é a transformação. Não importa o
ambiente em que você vive, não importa em que mundo você vive, a obra de Deus é
no coração do homem.
As pessoas dizem: “É muito difícil viver neste mundo”. E você imagina
que viver no mundo que os apóstolos viveram era fácil? Sempre foi muito
difícil viver em um mundo ímpio. Não importa em que cultura você viva, ela está
sempre cheia de pessoas que amam o pecado.
É por isso que a Bíblia diz que as más companhias corrompem os bons
costumes (I Cor. 15:33). Estamos andando em uma sociedade corrupta
e que ficará cada vez mais corrupta. Mas nós e nossos filhos
não devemos temer a poluição que está lá fora, mas a que está dentro de nós.
E se você tem um novo coração, foi lavado e recebeu o Espírito Santo,
então está tudo bem entre você e Deus. Essa é uma transação eterna, não é? É um
milagre eterno. É um novo começo que não tem fim. Isso é o que o evangelho
oferece quando você coloca sua fé em Cristo.
Se você se considera bom e acha que tudo o que precisa fazer é controlar
o ambiente, você está em um engano completo, pois o mal está dentro do homem.
Buscar um ambiente diferente não resolverá o problema do coração.
E esse foi o erro fatal dos líderes hipócritas que afrontavam Jesus.
Eles cuidavam do exterior, consideravam tudo imundo e criaram regras que apenas
produziram sepulcros caiados.
Você precisa ser lavado por dentro, e é isso que o Espírito de Deus faz
quando você coloca sua fé em Jesus Cristo. Esse é o evangelho. E você não faz
nenhuma contribuição para isso, a não ser sob o poder do Espírito Santo para se
arrepender de seu pecado e abraçar a Cristo.
