JESUS E NADA MAIS

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TEXTO BASE

Romans 1:1–17 ARA
1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, 2 o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, 3 com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi 4 e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor, 5 por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios, 6 de cujo número sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo. 7 A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 8 Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é proclamada a vossa fé. 9 Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como incessantemente faço menção de vós 10 em todas as minhas orações, suplicando que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de visitar-vos. 11 Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados, 12 isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha. 13 Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios. 14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; 15 por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma. 16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. 1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, 2 o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, 3 com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi 4 e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor, 5 por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios, 6 de cujo número sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo. 7 A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 8 Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é proclamada a vossa fé. 9 Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como incessantemente faço menção de vós 10 em todas as minhas orações, suplicando que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de visitar-vos. 11 Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados, 12 isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha. 13 Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios. 14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; 15 por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma. 16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.

INTRODUÇÃO

UMA ILUSTRAÇÃO

Imagine um médico que descobre a cura para uma doença mortal através de um remédio, mas decide mantê-la em segredo ou modificar a fórmula para torná-la "mais atraente", menos amaga, mais doce, menos repulsiva. Com todas essas mudanças o remédio perdeu seu efeito. O que aconteceria? Muitas vidas seriam perdidas. Assim acontece com o evangelho: quando adulterado ou ocultado, perde seu poder de salvar.

O LIVRO DE ROMANOS

A carta de Paulo aos Romanos é considerada o maior tratado teológico do Novo Testamento, sendo chamada de "o evangelho segundo Paulo". Tem grande influência na teologia protestante e já foi até estudada em escolas de direito por sua estrutura argumentativa.
Diversos estudiosos exaltam sua importância. Lutero a descreve como "o mais puro evangelho" e recomenda sua leitura constante. Calvino afirma que compreendê-la é abrir uma porta para os tesouros das Escrituras.
A influência de Romanos se reflete em momentos decisivos da história da igreja:
Conversão de Agostinho (386 d.C.): Transformado ao ler Romanos 13.13-14, tornando-se um dos maiores teólogos cristãos.
Reforma Protestante (1517): Lutero entendeu Romanos 1.17 ("o justo viverá pela fé") e rompeu com a Igreja Católica, dando início à Reforma.
Avivamento Inglês (século 18): João Wesley teve seu coração aquecido ao ouvir a leitura do prefácio de Lutero sobre Romanos, desencadeando um grande despertar espiritual.
Karl Barth (1918): Seu comentário sobre Romanos confrontou o liberalismo teológico e marcou o século 20.
A carta aos Romanos tem sido um ponto de partida para avivamentos e revoluções espirituais, transformando a história da igreja e do mundo.

O local e a data de onde Paulo escreveu a carta aos Romanos

Paulo escreveu a carta aos Romanos durante sua estada de três meses na Grécia (At 20.2-3), provavelmente em Corinto, por volta de 57 ou 58 d.C.. Febe, portadora da carta, era da igreja de Cencreia, cidade próxima de Corinto (Rm 16.1).
A carta foi escrita no final da terceira viagem missionária de Paulo, antes de sua ida a Jerusalém para entregar ofertas das igrejas gentias aos pobres da Judeia (Rm 15.30-31). Após isso, ele enfrentaria longos períodos de prisão em Cesareia e Roma (At 23.31–26.32; 28.16–31).
Ao longo de suas viagens missionárias, Paulo:
Primeira viagem – Evangelizou a Galácia, plantando igrejas e estabelecendo presbíteros.
Segunda viagem – Fundou igrejas na Macedônia (Filipos, Tessalônica e Bereia), passou por Atenas e permaneceu 18 meses em Corinto, fortalecendo a igreja local.
Terceira viagem – Focou-se em Éfeso, de onde o evangelho se espalhou por toda a Ásia Menor (At 19.10).
A carta foi escrita em um momento decisivo: Paulo via sua obra no Mediterrâneo Oriental como concluída e planejava seguir para novos campos missionários (Rm 15.19-20). Ele expressou diversas vezes o desejo de visitar Roma (At 19.21; 23.11; Rm 1.11,15), o que se concretizaria anos depois, como prisioneiro.

A igreja de Roma

Paulo escreveu à igreja de Roma, que ele não fundou nem conhecia pessoalmente. A origem da igreja é incerta, mas há duas principais hipóteses:
Judeus convertidos no Pentecostes (At 2.10): Alguns judeus ou prosélitos de Roma, convertidos em Jerusalém no ano 30 d.C., podem ter levado o evangelho para a capital do império. Roma possuía o maior centro judaico do mundo antigo, com mais de treze sinagogas, e a rede de estradas romanas facilitou a propagação do cristianismo.
Cristãos convertidos pelo ministério de Paulo: Crentes anônimos, oriundos de Antioquia, Corinto ou Éfeso, cidades onde Paulo permaneceu por mais tempo e que tinham grande conexão com Roma, podem ter estabelecido a igreja.
O banimento dos judeus de Roma pelo imperador Cláudio (49 d.C.) pode ter influenciado na formação da igreja. Alguns judeus exilados foram evangelizados por Paulo na Grécia e, ao retornarem a Roma, ajudaram a estruturar a igreja. Priscila e Áquila são um exemplo disso (At 18.2; Rm 16.3-5).
A composição da igreja era mista, formada por judeus e gentios. A expulsão dos judeus em 49 d.C. e o incêndio de Roma em 64 d.C., durante o governo de Nero, impactaram a comunidade cristã. Com o retorno dos judeus cristãos, houve desafios na reintegração com os gentios, o que pode ter motivado Paulo a tratar desse assunto nos capítulos 14 e 15 de sua carta.
Embora Paulo não tenha fundado a igreja, ele a via como parte de seu campo missionário, pois era o apóstolo dos gentios.

A cidade de Roma

Roma foi fundada por Rômulo e Remo por volta de 754 a.C. e passou de reino a república e depois a império, tornando-se a capital do mundo antigo. No tempo de Paulo, Roma era chamada de "cidade imperial" e "cidade eterna", com uma população estimada entre 1 e 1,5 milhão de habitantes, incluindo 40 mil judeus.
Paulo tinha uma estratégia missionária, focando em grandes cidades para que o evangelho se espalhasse pelas regiões adjacentes. Roma, como centro político e cultural do mundo ocidental, era um ponto estratégico para a expansão do cristianismo. Ele via a conversão de Roma como uma chave para evangelizar o império.
Por outro lado, Roma era um centro de luxo e poder, mas também de corrupção e depravação moral, descrita como a "cloaca do mundo". A decadência interna levou ao colapso do Império Romano em 476 d.C., após sucessivas invasões.
Mais tarde, Roma tornou-se independente sob o controle dos papas (728 d.C.), permanecendo sede da corte papal até 1870. Atualmente, o Vaticano, situado no coração de Roma, é um estado independente e centro do catolicismo.

O Propósito da Carta aos Romanos

Diferente de outras cartas de Paulo, Romanos não trata de problemas locais, mas apresenta um tratado teológico profundo, sendo chamada de "carta profilática", pois combate falsos ensinos com a verdade.
Paulo tinha cinco propósitos ao escrevê-la:
Pedir oração – Antes de ir a Jerusalém, Paulo temia perseguições e pediu intercessão (Rm 15.30-31).
Demonstrar seu desejo de visitar Roma – Ele tentou ir várias vezes, mas foi impedido. Como alternativa, escreveu sua mais importante exposição teológica.
Compartilhar dons espirituais – Ele queria fortalecer espiritualmente a igreja em Roma, apesar de não tê-la fundado.
Buscar apoio para ir à Espanha – Ele via Roma como uma base missionária para expandir o evangelho no Ocidente.
Expor detalhadamente o evangelho – Romanos explica a ruína humana, a salvação pela graça e a justificação pela fé.

Principais Ênfases da Carta

Unidade da Igreja – Judeus e gentios agora são um só povo em Cristo.
Universalidade do pecado – Todos pecaram, judeus e gentios, e precisam da graça de Deus (Rm 3.23).
Justiça de Deus no evangelho – A cruz revela a ira contra o pecado e o amor pelo pecador.
Justificação pela fé – Não é pelas obras, mas pela fé em Cristo que somos justificados.
Nova vida em Cristo – O crente não vive mais no pecado, mas é transformado por Deus.
Vida vitoriosa no Espírito – O Espírito Santo nos capacita a viver em santidade.
Soberania de Deus na salvação – A eleição é um ato da graça divina, não de méritos humanos.
Relacionamentos transformados – A fé impacta nossa relação com Deus, o próximo e as autoridades.
A carta termina com saudações e uma doxologia, exaltando a grandeza de Deus.

UMA PROBLEMÁTICA

Na igreja contemporânea, a má compreensão do evangelho tem se tornado cada vez mais evidente, especialmente na dificuldade de muitos cristãos em viver sob a perspectiva de que Cristo é suficiente. A essência do evangelho de Jesus parece não bastar para transformar vidas, como se fosse necessário algo mais para preencher as lacunas da existência humana. É comum perceber a mentalidade de “Jesus e mais alguma coisa”, onde o evangelho é adicionado a outros elementos na tentativa de torná-lo mais “eficaz” ou “prático”.
Essa tendência enfraquece a centralidade de Cristo, transformando o evangelho em um meio para atender interesses pessoais, ao invés de reconhecê-lo como a mensagem suprema de salvação e redenção. É essencial retornar à simplicidade e à pureza da fé, que confia exclusivamente no poder de Cristo para tocar, transformar e conduzir a vida dos crentes.
FORMAS DE CRIAR UM OUTRO EVANGELHO
Acrescentar algo ao Evangelho (Cristo e mais alguma coisa)
Ensinar que, além da fé em Cristo, a salvação depende da guarda do sábado, da abstinência de certos alimentos ou de outras leis cerimoniais do Antigo Testamento.
Igrejas que impõem regras humanas, como "somente quem usa determinada vestimenta pode ser salvo" ou "quem não falar em línguas não tem o Espírito Santo".
Crença de que certos líderes ou profetas modernos possuem revelações novas e essenciais para a salvação, como se a Bíblia não fosse suficiente.
Exigir que a pessoa contribua financeiramente para receber bênçãos ou conquistar o favor de Deus, como se o sacrifício de Cristo não fosse suficiente.
Acrescentar elementos da cultura ao Evangelho
Sincretismo religioso, como misturar práticas cristãs com espiritismo, astrologia ou crenças místicas. Por exemplo, pessoas que leem horóscopos e fazem orações a Jesus ao mesmo tempo.
Uso de amuletos "ungidos" ou rituais mágicos dentro das igrejas, como se objetos físicos carregassem poder espiritual próprio.
Tradições culturais que passam a ser vistas como requisitos espirituais, como casamentos arranjados, hierarquias sociais rígidas ou padrões de beleza como sinal de bênção divina.
Crer que determinados eventos históricos ou políticos são essenciais para a fé cristã, como se a cultura de uma nação fosse igual ao Reino de Deus.
Reduzir o Evangelho a qualquer ideologia sociopolítica
Ensinar que ser cristão significa obrigatoriamente seguir uma ideologia política específica, seja conservadora ou progressista.
Líderes religiosos que distorcem a mensagem de Cristo para promover um partido político ou candidato, tornando a igreja um palanque eleitoral.
Movimentos que ensinam que a principal missão da igreja é apenas a transformação social e econômica, esquecendo-se da pregação do arrependimento e do novo nascimento.
Justificar práticas contrárias ao Evangelho sob pretexto político, como aceitar corrupção porque um político "defende valores cristãos".
Colocar o Evangelho a serviço de interesses humanos
Pastores ou líderes que utilizam o Evangelho para manipular emocionalmente os fiéis e obter vantagens financeiras ou status social.
Pregadores que vendem promessas de bênçãos e milagres em troca de dinheiro, ensinando que a fé é um meio de obter riquezas terrenas.
Igrejas que criam "clubes exclusivos" onde apenas pessoas ricas e influentes são valorizadas, esquecendo-se dos pobres e marginalizados.
Líderes religiosos que impõem medo nos membros para mantê-los submissos, afirmando que deixar a igreja significa perder a salvação.
Gálatas 1.6–9 “6 Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, 7 o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. 8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. 9 Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.”

AFIRMAÇÃO TEOLÓGICA: O EVANGELHO É O PODER DE DEUS, SOMENTE O VERDADEIRO EVANGELHO!

SENTENÇA INTERROGATIVA: Porque somente o verdadeiro evangelho é poderoso? Porque no verdadeiro evangelho evangelho é revelado a justiça de Deus.

SENTENÇA DE TRANSIÇÃO: 3 MOTIVOS PELOS QUAIS SOMENTE O VERDADEIRO EVANGELHO É PODEROSO!

ARGUMENTAÇÃO

PONTO 1: Somente o Evangelho nos dá uma IDENTIDADE

Romans 1:1 ARA
1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,

SERVO DE JESUS CRISTO

EXPLICA

1401 δουλος doulos

de 1210; TDNT - 2:261,182; n

1) escravo, servo, homem de condição servil

1a) um escravo

1b) metáf., alguém que se rende à vontade de outro; aqueles cujo serviço é aceito por Cristo para extender e avançar a sua causa entre os homens

1c) dedicado ao próximo, mesmo em detrimento dos próprios interesses

2) servo, atendente

Sinônimos ver verbete 5928

Servo é escravo!
A palavra grega doulos enfatiza a total sujeição do cristão ao Senhor. Não se trata apenas de um servo, mas de um escravo que pertence completamente ao seu dono — alguém acorrentado, cujo compromisso é irreversível. Essa imagem se alinha à figura do escravo da orelha furada, um símbolo de dedicação voluntária e perpétua ao seu senhor.

ILUSTRA

Êxodo 21.1–6 “1 São estes os estatutos que lhes proporás: 2 Se comprares um escravo hebreu, seis anos servirá; mas, ao sétimo, sairá forro, de graça. 3 Se entrou solteiro, sozinho sairá; se era homem casado, com ele sairá sua mulher. 4 Se o seu senhor lhe der mulher, e ela der à luz filhos e filhas, a mulher e seus filhos serão do seu senhor, e ele sairá sozinho. 5 Porém, se o escravo expressamente disser: Eu amo meu senhor, minha mulher e meus filhos, não quero sair forro. 6 Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.”
Esse ato simbolizava um compromisso eterno, baseado no amor e na devoção. O escravo poderia ser liberto, mas escolhia permanecer servindo ao seu senhor. Essa identidade se reflete diretamente em nosso relacionamento com Cristo: somos escravos eternos do Senhor, não por obrigação, mas por amor.
O apóstolo Paulo utiliza a palavra doulos com essa mesma conotação. Ele se via acorrentado a Jesus para sempre, não apenas por meio da fé, mas também pelos laços da cruz — ou seja, pelos sofrimentos que enfrentava por causa do evangelho. Essa entrega era tão real que, segundo relatos históricos, quando escreveu algumas de suas cartas, Paulo estava acorrentado no sistema de esgoto de Roma. Mesmo diante da adversidade, sua identidade como servo de Cristo permanecia inabalável.

APLICA

As Características do Servo
1️⃣ O servo não possui nada próprio Assim como os sacerdotes levíticos, que não tinham herança terrena, o servo de Deus não tem posse própria. No entanto, nunca lhe falta nada, pois sua provisão vem do Senhor.
2️⃣ O servo não tem autonomia Ele não manda em ninguém e não tem autoridade sobre si mesmo. Sua vida pertence ao seu Senhor. Servir significa negar a própria vontade, como fez Jesus no Getsêmani:
📖 Lucas 22.42 “42 dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.”
Quem deseja ter o caráter de servo não pode escolher o que irá obedecer. A obediência deve ser total (imediata, completa e sem contestação)
3️⃣ O servo tem sua identidade definida pelo seu Senhor No Antigo Testamento, o senhor do escravo podia até dar-lhe um novo nome. Hoje, embora Deus não faça isso literalmente, quando nos submetemos a Ele, nossa história é transformada. As pessoas olham para nós e sabem a quem pertencemos.
Servir a Cristo é servir à Igreja
Se queremos estar aos pés de Jesus, devemos servir à Igreja, pois ela é o corpo e a plenitude de Cristo. A verdadeira adoração se manifesta na obediência e no serviço ao Reino.

CHAMADO PARA SER APOSTOLO

EXPLICA

2822 κλητος kletos

do mesmo que 2821; TDNT - 3:494,394; adj

1) chamado, convidado (para um banquete)

1a) convidado (por Deus na proclamação do Evangelho) a obter eterna salvação no reino por meio de Cristo

1b) chamado a (o desempenho de) algum ofício

1b1) selecionado e designado divinamente

Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong 652 αποστολος apostolos

652 αποστολος apostolos

de 649; TDNT - 1:407,67; n m

1) um delegado, mensageiro, alguém enviado com ordens

1a) especificamente aplicado aos doze apóstolos de Cristo

1b) num sentido mais amplo aplicado a outros mestres cristãos eminentes

1b1) Barnabé

1b2) Timóteo e Silvano

Sempre quer dizer a pessoa que é enviada com plena autoridade.

apóstolos denota aquele que é legalmente encarregado de representar a pessoa e causa de outro

ILUSTRA

O Dia em que Fui Chamado para Ser Batedor
O dia mal havia começado, e a madrugada ainda cobria o quartel com seu manto escuro. O vento frio cortava o rosto, mas nada se comparava ao frio que eu sentia por dentro. Era o dia da temida marcha de 16 quilômetros. Enquanto aguardávamos enfileirados, o subtenente Figueiredo, gaúcho de fala firme e olhar afiado, percorria a tropa, analisando um a um, escolhendo quem teria a missão extra de ser batedor. A cada nome chamado, meu coração acelerava. "Que não seja eu... que não seja eu..."
Mas como se Deus quisesse me provar, ouvi minha sentença ecoar no ar: Pedersoli!
Senti um calafrio subir pela espinha. Justo eu! Naquele instante, a frustração me tomou por dentro. Mas, por fora, eu precisava sustentar a pose de um homem vigoroso, inabalável. Não poderia demonstrar fraqueza. O maior problema não era apenas distância ou o cansaço. O que me atormentava era a dor que pulsava nos meus pés.
Os anos jogando futebol me deixaram marcas invisíveis e visíveis. As chuteiras apertadas castigaram minhas unhas, e agora, cada passo era um lembrete daquilo que eu preferia esquecer. E, como se não bastasse a marcha, eu agora tinha uma nova responsabilidade: ser batedor.
Bloquear o trânsito. Abrir caminho para a tropa. Garantir que todos passassem.
A raiva subiu como fogo dentro de mim. Por que eu? Queria estar no meio da tropa, misturado, sem destaque, sem responsabilidade extra. Por que não o Nascimento? Ele sempre faltava, não era um bom exemplo, mas lá estava ele, sem encargos. E eu? Eu fui escolhido.
Engoli a indignação, ajustei a postura e segui para a posição. O que eu ainda não sabia era que, naquele dia, Deus estava me ensinando algo muito maior do que marchar sob o peso de um fuzil.
Aprendi que não se trata de merecimento. O Evangelho nos nivela a todos aos pés da cruz. Deus escolhe não por nossa capacidade, mas por Sua soberania e sabedoria.
Naquele dia, o verdadeiro peso que precisei carregar não estava nos meus pés doloridos, mas no meu coração soberbo.

APLICA

Seu chamado vem de Deus, não de você mesmo
Assim como Paulo foi chamado para ser apóstolo, cada cristão tem um chamado específico. Deus nos separa para uma missão no Seu reino.
O chamado de Deus pode não ser confortável, mas é necessário para o avanço do evangelho.
Deus não escolhe com base na nossa capacidade, mas na Sua vontade. O evangelho nos nivela diante da cruz.
O chamado não é sobre mérito, mas sobre graça
Paulo, antes perseguidor da igreja, foi transformado e enviado para ser um dos maiores proclamadores do evangelho.
Paulo dedicou sua vida ao evangelho, enfrentando perseguições, prisões e sofrimentos.
Responder ao chamado exige renúncia e compromisso
Quando Deus nos chama, somos desafiados a abrir mão de nossa zona de conforto para obedecer à Sua voz.

SEPARADO PARA O EVANGELHO DE DEUS

EXPLICA

873 αφοριζω aphorizo

de 575 e 3724; TDNT - 5:454,728; v

1) separar de outros pelo estabelecimento de limites ou uso de critérios, limitar, separar

1a) no mal sentido: excluir por causa de má reputação

1b) no bom sentido: apontar, separar para algum propósito

Esse composto significa “separar”, “dividir”. É usado no NT para a separação divina para um serviço (

A expressão "separado para o evangelho de Deus" carrega um peso significativo na introdução da carta de Paulo aos Romanos. O verbo grego ἀφορίζω (aphorízō) significa separar, dividir ou designar para um propósito específico. Esse termo pode ter um sentido positivo ou negativo:
Negativamente, pode significar exclusão, como quando alguém é rejeitado por má reputação (Lc 6:22).
Positivamente, significa ser escolhido e designado para um propósito especial, como Paulo foi para a pregação do evangelho (Gl 1:15, At 13:2).
Aqui, Paulo enfatiza que sua separação não foi uma escolha própria, mas uma ação divina. Ele foi separado para algo: o evangelho de Deus. Isso indica:
Separação do passado – Antes, Paulo era um fariseu, separado para a Lei (Fp 3:5). Agora, ele foi separado para a graça.
Separação para um propósito – Ele foi designado para proclamar o evangelho, vivendo totalmente para essa missão.
Obra do Espírito Santo – A separação não veio de um desejo humano, mas de um chamado soberano de Deus (At 13:2).
Assim, Paulo mostra que sua vida não pertence mais a si mesmo, mas a Deus e ao Seu evangelho.

ILUSTRA

O Treinamento de um Atleta Olímpico
Imagine um jovem talentoso chamado para integrar a equipe olímpica de atletismo. Desde o momento em que é selecionado, sua vida muda completamente. Ele não pode mais viver como antes. Agora, está separado para um propósito: representar seu país nas Olimpíadas.
Ele precisa mudar sua rotina, sua alimentação, seus horários, seus relacionamentos. Seus antigos amigos podem até não entender, pois ele já não participa das mesmas atividades de antes. Mas ele foi escolhido para algo maior, e esse chamado exige dedicação total.
Da mesma forma, Paulo foi separado do mundo e das tradições farisaicas para uma missão muito maior: anunciar o evangelho de Deus.

APLICA

Separação do mundo para Deus
Como Paulo, somos chamados a nos separar do pecado e de tudo que nos afasta do propósito de Deus (2Co 6:17).
Isso não significa isolamento, mas um compromisso radical com Cristo.
Propósito e missão
Deus não nos separa sem motivo. Se fomos chamados, há uma missão para cumprir.
Cada crente tem um chamado dentro do Reino: evangelizar, discipular, servir.
Disposição para mudanças
Assim como um atleta precisa abandonar velhos hábitos para se dedicar ao seu treinamento, nós precisamos abandonar tudo que nos impede de viver plenamente para Deus.
Quais áreas da sua vida ainda não foram completamente entregues a Cristo?
Assim como Paulo foi separado para o evangelho, também somos chamados para viver exclusivamente para Deus e Seu Reino. Que possamos responder a esse chamado com dedicação total!

O EVANGELHO É O PODER DE DEUS, SOMENTE O VERDADEIRO EVANGELHO! E SOMENTE O VERDADEIRO EVANGELHO NOS DÁ UMA IDENTIDADE.

PONTO 2: Somente o Evangelho nos dá uma URGÊNCIA

Romans 1:14–15 ARA
14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; 15 por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma.

EXPLICA

Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong 3781 οφειλετης opheiletes

3781 οφειλετης opheiletes

de 3784; TDNT - 5:565,746; n m

1) alguém que deve a outro, devedor

1a) alguém atado por alguma obrigação, obrigado por algum dever

1b) alguém que ainda não indenizou quem ele prejudicou

1b1) alguém que está em dívida com Deus ou contra quem Deus pode ordenar punição como algo devido, i.e., um pecador

Em primeiro lugar, essa palavra significa “devedor”. No NT, ela tem esse sentido em Mt 18.24. No uso judaico, ela também denota alguém que é culpado de uma falta (cf. Mt 6.12; Lc 13.4).
Em seguida, a palavra significa “alguém que está debaixo de uma obrigação”. Paulo é devedor do evangelho a gregos e a bárbaros (Rm 1.14), cristãos gentios devem assistência material à comunidade mãe (Rm 15.27), aqueles que aceitam a circuncisão são devedores a toda a lei (Gl 5.3), e aqueles que confiam em Cristo não são mais devedores à carne.
No versículo 14, Paulo usa a palavra grega ὀφειλέτης (opheilétēs), que significa devedor, alguém que está sob uma obrigação ou dever. Ele se considera um devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes, ou seja, a todas as pessoas, independentemente de sua cultura ou nível intelectual.
Esse senso de dívida não significa que ele recebeu algo delas e precisa retribuir, mas que Deus lhe confiou o evangelho e ele tem a responsabilidade de compartilhá-lo. Ele recebeu um tesouro e não pode guardá-lo apenas para si.
Essa dívida gera urgência: no versículo 15, Paulo afirma que está pronto para anunciar o evangelho em Roma. O verbo grego sugere disposição imediata, sem hesitação. Ele entende que a salvação das pessoas depende da proclamação do evangelho e, por isso, não pode adiar sua missão.
Portanto, o evangelho não é apenas uma mensagem para ser desfrutada, mas uma missão a ser cumprida. Quem recebeu o evangelho tem a responsabilidade inegociável de compartilhá-lo.

ILUSTRA

Lendo Romanos com John Stott, Vol. 1 A Dívida do Evangelho (Romanos 1.14–15)

As palavras de Paulo “sou devedor” devem ser traduzidas de forma apropriada.

APLICA

O evangelho não é opcional – é uma dívida
Se conhecemos a verdade e não a compartilhamos, estamos em dívida com aqueles que ainda não ouviram.
Nossa missão não depende de conveniência, mas de obediência
Precisamos sentir essa urgência
Muitas vezes, adiamos falar de Cristo esperando o "momento certo", mas o momento certo é agora!
Paulo estava pronto para pregar onde quer que Deus o enviasse. Nós estamos?
O evangelho deve alcançar a todos
Paulo menciona gregos e bárbaros, sábios e ignorantes, mostrando que ninguém está excluído da necessidade do evangelho.
A quem Deus está nos chamando para alcançar?
O evangelho nos foi confiado para ser compartilhado. Não podemos ser cristãos acomodados enquanto o mundo perece sem Cristo. Como Paulo, somos devedores e precisamos agir com urgência!

O EVANGELHO É O PODER DE DEUS, SOMENTE O VERDADEIRO EVANGELHO! E SOMENTE O VERDADEIRO EVANGELHO NOS DÁ UMA URGÊNCIA.

PONTO 3: Somente o Evangelho nos dá uma CONVICÇÃO

Romans 1:16–17 ARA
16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.

EXPLICA

PORQUE O EVANGELHO É O PODER DE DEUS? PORQUE É SOMENTE NO VERDADEIRO EVANGELHO QUE A JUSTIÇA DE DEUS É VISTA!!!
O evangelho é CRISTO: Quem Ele é e o que Ele fez!
1 Corinthians 15:1–4 ARA
1 Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; 2 por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. 3 Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
Romans 1:1–4 ARA
1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, 2 o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, 3 com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi 4 e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor,
Luke 2:10–11 ARA
10 O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: 11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
“O evangelho é Cristo ressurreto, o qual se entregou por nossos pecaods para nos libertar deste mundo perverso e nos regenerar para uma viva esperança, segundo a vontade de Deus, para o louvor de Sua glória” Ronaldo Lidório
CRIAÇÃO: O MUNDO PARA O QUAL FOMOS CRIADOS + QUEDA: A CORRUPÇÃO DE TUDO + REDENÇÃO: JESUS VEM E NOS SALVA + UM NOVO POVO: A HISTÓRIA CONTINUA
Apenas o verdadeiro evangelho é eficaz em nos oferecer justiça! (Romanos 1:17)
Paulo ensina que o evangelho é o poder de Deus para a salvação porque revela a justiça de Deus. A ira divina se manifesta contra o pecado (1:18), mas sua justiça é oferecida no evangelho (1:17). Deus, sendo justo, não inocenta o culpado e julgará a todos com retidão. Nenhum pecado passa despercebido e, por si só, ninguém pode entrar no céu.
A justificação não vem de nossas obras, mas da justiça de Cristo imputada a nós. Jesus assumiu nossos pecados na cruz, sofreu a ira de Deus e declarou: "Está consumado!" (Jo 19:30), vencendo o pecado e o diabo. Ele pagou nossa dívida e nos tornou filhos de Deus.
A justiça de Deus é recebida pela fé. A justificação é um ato legal de Deus, onde Ele declara justo aquele que crê, sem que isso dependa de méritos próprios. O justo vive pela fé, e essa fé é um dom de Deus, não uma conquista humana.
Romanos Versículos 16 a 17

Significa, pois, que não podemos obter a salvação de nenhuma outra fonte senão do evangelho, visto que Deus de nenhuma outra parte nos revelou sua justiça, a qual é a única que nos livra da morte. Esta justiça, a base de nossa salvação, é revelada no evangelho, daí dizer-se que o evangelho é o poder de Deus para a salvação

Romanos Versículos 16 a 17

A justiça é oferecida por meio do evangelho e recebida por meio da fé. Ele adiciona a fé, pois enquanto nossa fé prossegue e nosso conhecimento progride, a justiça de Deus cresce em nós e sua possessão é em certo grau confirmada. Desde o primeiro momento em que provamos o evangelho, contemplamos já o semblante de Deus voltado para nós favoravelmente, ainda que a certa distância

ILUSTRA

Imagine um alpinista escalando uma montanha íngreme. Ele está preso a uma corda de segurança, mas a neblina o impede de ver onde ela está presa. O medo começa a tomar conta, e ele hesita, sentindo que pode cair a qualquer momento. Mas, então, seu guia grita: "A corda está firme! Você pode confiar!" Com essa garantia, ele segue adiante com segurança.
O evangelho é como essa corda: uma segurança firme que nos mantém de pé, mesmo quando não enxergamos tudo claramente. Nossa convicção não vem de sentimentos passageiros, mas da certeza do poder de Deus para nos sustentar.
O apóstolo Paulo é um grande exemplo disso. Antes, ele perseguia os cristãos, acreditando que estava fazendo o certo. Mas, quando encontrou Cristo no caminho para Damasco (Atos 9), tudo mudou. Sua convicção no evangelho era tão forte que ele enfrentou prisões, perseguições e até a morte sem hesitar. O evangelho deu a ele uma certeza inabalável.
Assim como Paulo, quando entendemos o evangelho e cremos nele, passamos a viver sem medo, porque sabemos em quem temos crido (2 Timóteo 1:12).

APLICA

Se o evangelho é o único meio de justificação, devemos lutar por sua pureza! Hoje, há muitas distorções da mensagem do evangelho. Algumas enfatizam obras humanas, outras relativizam o pecado. Precisamos batalhar pela verdade do evangelho, pois é nele que está a salvação verdadeira!
Você tem vivido com a convicção que só o evangelho pode dar? Se cremos que somos justificados pela fé em Cristo, devemos viver com confiança nessa verdade. O justo não vive pelo medo ou pelo esforço próprio, mas pela fé naquele que já garantiu sua justificação. Será que você realmente confia no evangelho como poder de Deus para sua vida? Ou ainda duvida que Cristo é suficiente para te sustentar? Muitas vezes, queremos garantias visíveis, mas a fé verdadeira se apoia na certeza de que Deus é fiel à Sua Palavra.
Como essa convicção transforma sua vida? A convicção no evangelho nos leva a viver de maneira diferente. Quando temos certeza de que Deus nos salvou e está no controle, enfrentamos dificuldades com coragem, perseveramos na fé e rejeitamos o pecado.
Você tem compartilhado essa verdade? Paulo disse: "Não me envergonho do evangelho" (Romanos 1:16). Você tem essa mesma ousadia? Ou tem se calado por medo do que os outros vão pensar? Se o evangelho é o único meio de salvação, não podemos guardá-lo só para nós.

O EVANGELHO É O PODER DE DEUS, SOMENTE O VERDADEIRO EVANGELHO! E SOMENTE O VERDADEIRO EVANGELHO NOS DÁ UMA CONVICÇÃO.

CONCLUSÃO

O QUE SER? Ser um crente fiel e inabalável, firmado exclusivamente no verdadeiro evangelho de Cristo.

Precisamos ser crentes firmes e inabaláveis na verdade do evangelho, sem nos deixar levar por modismos, ideologias ou distorções da Palavra. Nossa fé deve estar ancorada exclusivamente em Cristo e em Sua obra redentora, sem acréscimos humanos ou substituições enganosas. Devemos ser aqueles que vivem pela fé, que confiam na suficiência do evangelho e que permanecem fiéis à verdade revelada por Deus nas Escrituras.

O QUE SABER? Somente o verdadeiro Evangelho nos dá acesso a justiça de Deus pela fé.

Somente o verdadeiro evangelho nos dá acesso à justiça de Deus pela fé. Nenhuma obra humana pode nos justificar diante dEle. Nossa salvação não depende de méritos próprios, mas da justiça de Cristo imputada a nós. Como Paulo afirma: "O justo viverá por fé" (Rm 1:17).

O QUE FAZER? Batalhe pela verdade do verdadeiro Evangelho

Devemos batalhar pela verdade do evangelho. O apóstolo Paulo nos alerta que há muitos que tentam perverter a mensagem de Cristo, adicionando ou distorcendo sua essência. Precisamos defender, proclamar e viver o verdadeiro evangelho, sem concessões ou adaptações que diluam seu poder.
Que sejamos uma igreja firmada na suficiência de Cristo, anunciando a única mensagem que transforma vidas e conduz à salvação: o evangelho do poder de Deus!
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