Tg 3.13-18 a verdadeira sabedoria
Sabedoria para viver • Sermon • Submitted • Presented
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· 55 viewsTiago apresenta a mais sublime sabedoria
Notes
Transcript
Introdução:
Tiago dedica boa parte do capítulo 3 para falar sobre a língua, e depois fala sobre a sabedoria, não é sem razão que logo após ele introduza esse assunto, na verdade a solução para a linguá é termos sabedoria que vem do alto para usa-la! Dessa maneira o Senhor nos convida a mergulhar na sua sabedoria!
Tiago 3:13-18
O texto começa com uma pergunta: quem é sábio e inteligente? Mostre por meio de seu viver sábio e de boa conduta! Muitas vezes em provérbios lemos sobre o sábio e o tolo, geralmente achamos que nós somos os sábios, o texto porém nos diz, que o que é sábio, não é o que pensa ser, ou que diz ser: na verdade, a pessoa sábia revela sua sabedoria sendo manso, humilde e tendo uma boa conduta diante dos homens.
Você se considera sábio e inteligente?
O que a sua conduta diz sobre isso?
O que tuas ações dirão a esse respeito?
Existem muitas pessoas “espertas” mas usam essa expertise para o mal, isso não é ser sábio e inteligente de acordo com a Palavra.
Dessa maneira, algumas coisas são confundidas com a verdadeira sabedoria e então Tiago começa a tratar sobre o
O QUE NÃO É A SABEDORIA V.14-16
V14.Mas se em seu coração, parte central do homem.. inveja amarga e ambição egoísta. Essas coisas são contrário da verdadeira sabedoria! Enquanto a sabedoria se revela em uma vida de mansidão, humildade, amabilidade e boa conduta. A tolice se revela em um coração cheio de inveja e ambições egoístas, essas coisas que causam brigas e divisões aonde quer que a pessoa esteja.
Inveja amarga, é um desejo ganancioso ou orgulhoso por algo que pertence a outro, esse desejo é tão grande, que o texto coloca um complemento, “amarga” essa pessoa se torna hostil quando não tem o que deseja.
Essa pessoa inveja as outras, ela passa a cultivar maus pensamentos e sentimentos com outras pessoas, por exemplo: fulana é mais bonita, fulana tem uma casa melhor, um casamento melhor, uma vida melhor. No contexto da igreja: fulano ou fulano tem o cargo que eu queria ter.
Uma Breve história...
A história de Joana nos ajuda a entender a advertência bíblica contra a inveja e a amargura.
Joana era uma crente há muitos anos, bem conhecida e querida por toda a igreja. Com o crescimento da congregação, novos membros começaram a chegar. Entre eles estava Júlia, uma senhora simpática e trabalhadora, que, junto com seu marido, havia construído uma vida confortável. Júlia era naturalmente carismática e, rapidamente, conquistou a amizade de muitos na igreja. Além disso, demonstrou dedicação e habilidade, sendo convidada pelo pastor a assumir um cargo na igreja que exercia muito bem.
Desde o primeiro encontro, algo incomodava Joana em relação a Júlia. Em vez de se aproximar, Joana manteve distância e, com o passar do tempo, começou a alimentar pensamentos de inveja. “Ela não merece tudo isso,” pensava Joana. “Eu é que deveria ter essa vida, esse cargo, esse reconhecimento!” Cada palavra ou atitude de Júlia parecia irritá-la ainda mais. Em seu coração, Júlia deixou de ser uma irmã em Cristo e passou a ser vista como uma rival.
A inveja de Joana rapidamente se transformou em ações. Ela começou a falar mal de Júlia, espalhando boatos e até inventando histórias para manchar sua reputação. O que Joana justificava como "proteção à igreja" era, na verdade, fruto de seu próprio coração cheio de amargura e egoísmo.
Julia começou a se sentir muito mau por causa desses ataques, havia tentado conversar porém sem sucesso, e a situação piorava cada vez mais.
Essa situação chamou a atenção dos líderes da igreja. Após investigações, os presbíteros intervieram e iniciaram um processo de acompanhamento com Joana. Durante esse período, exposições bíblicas e conselhos pastorais ajudaram-na a enxergar o pecado que havia deixado crescer em seu coração.
Em um momento de verdadeira humildade e arrependimento, Joana reconheceu sua falha diante do Senhor e buscou a reconciliação com Júlia. Em lágrimas, pediu perdão, e Júlia, demonstrando o amor de Cristo, a perdoou. A partir desse ponto, as duas não só resolveram suas diferenças, mas começaram a construir uma amizade verdadeira e
Essa ilustração tem um final positivo, mas, infelizmente, nem todos os casos semelhantes terminam assim. Muitas vezes, a inveja amarga e a ambição egoísta resultam em consequências devastadoras. Igrejas inteiras podem se dividir, com parte da congregação indo embora. Em outros casos, o membro alvo da inveja acaba deixando a igreja profundamente magoado, carregando feridas que permanecem por anos. Situações como essa já levaram pastores a abandonarem seus ministérios, famílias a se afastarem da comunhão e comunidades inteiras a enfrentarem conflitos que enfraquecem seu testemunho diante do mundo. As consequências de um coração dominado pela inveja podem ser muito mais destrutivas do que imaginamos.
Algo que pode até mesmo ter aparência de sabedoria, na verdade é a mais pura tolice e traz destruição para si e para os outros.
“Quem é prudente age com conhecimento, mas o tolo espalha a sua tolice.” Pv 13.16
“A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios são uma armadilha para a sua alma.” Pv 18.7
Tanto a inveja amarga quanto a ambição egoísta nascem de um coração insatisfeito – um coração que, no fundo, está descontente com Deus. Essa insatisfação revela a crença de que Deus não está sendo justo ou não está dando aquilo que a pessoa acha que merece. Um coração assim, que não se alegra em Deus, torna-se inquieto, incapaz de descansar.
Essa inquietação leva a atitudes destrutivas: mentiras, fofocas, conflitos, críticas, tudo em busca de alcançar objetivos egoístas. Homens e mulheres com corações insatisfeitos sempre deixam um rastro de destruição por onde passam. Tiago aborda isso de forma clara em seu capítulo 4, mostrando como desejos desordenados são a raiz das disputas e conflitos. Um coração em paz com Deus, por outro lado, é o antídoto para essa caminhada de destruição.
V14b. Não encubram essas coisas com vanglória e mentiras...
Chamar essas atitudes de sabedoria de Deus e se vangloriar delas é negar na realidade a verdade de Deus. O que estava por traz da atitude de Joana, mascarado como “proteção da igreja” na verdade era inveja e ambição.
Nós muitas vezes tentamos disfarçar nossos erros com mentiras, justificamos, e por muitas vezes podemos até dar um tom piedoso para o nosso pecado: “Amiga, estou contando isso para você mais é para que você possa orar pela fulana”
Não podemos nos gloriar, contar vantagem naquilo que Deus não se agrada! Não devemos nos enganar pensando que é só um pecadinho! Mentindo para nós mesmos! A inveja amarga e ambição egoísta não sairão de nosso coração se não o tratarmos com a seriedade que merece! Encobrir não é deve ser uma solução, precisamos atacar o pecado, trata-lo, combater o pecado em nosso coração até que ele seja extinguido!
V.15 Por que essas coisas não vem do alto, pelo contrário, são mundanas e demoníacas. Não provém de Deus, a inveja, a ambição, a mentira. Em Gálatas 5.19-20: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: imoralidade sexual, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçarias, inimizades, rixas, ciúmes, iras, discórdias, divisões, facções,”
Alguns pensam que podem se enganar, pensar que isso é "sabedoria" mas a verdade é que não procede de Deus. Essa maneira de viver não passa de pecado e tolice disfarçados de virtude! Não confunda "esperteza/malandragem" com sabedoria.
V.16 E onde há essas coisas não há como ter paz e outros males maiores ainda virão.
Um coração que não está em paz com Deus, guerreará contra tudo e contra todos, e ainda assim não descansará!
A VERDADEIRA SABEDORIA V.17
A sabedoria que vem do alto é:
Pura, pacífica, amável, disposta a ceder, misericórdiosa, produz boas obras, não mostra favoritismo e é sempre sincera.
1. Pura - Como a chuva que cai do céu é limpa, pura, assim também é a sabedoria que procede de Deus que é puro, tudo que vem de Deus é bom, tudo que ele faz é puro, e faz com que tomemos decisões puras, que agradam a Deus, as nossas ações dirigida por essa sabedoria também serão puras!
2. Pacifica - uma sabedoria que nos traz a paz e também a essência de sermos pacificadores, nós devemos ser a calma no meio de todo o caos, a luz na escuridão, espelhos que refletem a luz do nosso Senhor a esse mundo de trevas. A sabedoria divina é pacífica, leva a paz ao lugar que estiver. Levemos a paz onde há guerra. Somos chamados a ser pacificadores, um pacificador, entra na briga, para promover a paz! Essa palavra é comumente ligada o oposto de inquietação! Diferente de uma pessoa que cultiva inveja e ambições egoístas no coração.
3. Gentil - Essa mesma sabedoria também é amável, e nos leva agir com amor. Amor é ajudar o próximo, ter compaixão, servir, tratar as pessoas com dignidade. Deus nos amou tanto que nós enviou seu filho, Jesus nos amou tanto que se entregou a dor, o sofrimento e a morte. (Jo 15:13) "ninguém tem maior amor".
A bíblia nos diz para sermos imitadores de Cristo, e qual é o seu maior exemplo que Jesus nos deixou? Se entregar pelas pessoas, se doar, ajudá-las, amar ao ponto de dar sua vida, no sentido de dedicar a sua vida em favor de outras vidas.
4. Disposta a ceder: Amigável uma pessoa sábia aprende a ceder, ela abre mão muitas vezes de sua vontade para fazer a vontade do outro! "Vamos fazer do seu jeito" é tratável, uma pessoa que sabe ouvir, sabe ser corrigida, está disposta a aprender.
5. Cheia de Misericordia: misericórdia é quando Deus não dar o castigo que merecemos. Muitas pessoas vão falhar conosco e também nós iremos falhar com essas pessoas, mas sempre devemos exercer misericórdia, lembrando de nosso Deus que tanto usou conosco.
E bons frutos... Como de um coração invejoso e ambicioso fluem toda especie de coisas ruins, um coração sábio, fluirá toda especie de bons frutos, virtudes que vem do próprio Deus.
6. Não mostra favoritismo: Imparcial Uma pessoa sábia pode ter muitas pessoas em sua volta, ter mais intimidade com umas que com outras, ter uma aproximação maior com umas. Mas sempre devemos tratar as pessoas de forma dignas, sem distinção. Favorecer uns em detrimento de outros...
Não trata os outros bem só pra ganhar o favor deles.
7. Sem fingimentos:
A sabedoria que vem do alto é também sincera — isenta de falsidade, sem fingimento! Isso, infelizmente, é algo que muitas vezes falta em nosso meio: sinceridade. Costumamos nos esconder atrás de máscaras, temendo que as pessoas descubram quem realmente somos. No entanto, a Bíblia nos exorta claramente: a sabedoria que vem do alto é SEMPRE sincera. Não se trata de sermos sinceros ocasionalmente, mas de vivermos constantemente na verdade, especialmente em nosso relacionamento com os irmãos.
Essa sinceridade, porém, deve vir acompanhada de discernimento. Precisamos escolher bem nossas palavras para edificar, e não machucar. Afinal, ser sincero não nos dá licença para sermos grosseiros ou tratar os outros de qualquer maneira, justificando isso como "franqueza".
Ser verdadeiramente sincero é viver sem falsidade no coração, sem hipocrisia. É rejeitar o desejo de aparentar ser algo que não somos.
V.18 Devemos plantar a semente da paz.
Neste mundo repleto de guerras, discussões e brigas, somos chamados a semear a paz exemplos de paz para aqueles ao nosso redor.
Certa vez, em uma rua de um bairro conhecido por sua confusão e conflitos — tanto dentro das casas quanto entre os vizinhos —, o ambiente era caótico. Foi então que uma família cristã se mudou para lá, bem no "olho do furacão". Com seu exemplo de amor, união e respeito, eles demonstraram o que é ser uma família segundo os princípios de Deus. Aos poucos, a atmosfera do lugar começou a mudar. O bairro caótico foi transformado em um lugar de paz!
Por quê? Porque onde o povo de Deus vai, ele leva a paz. Somos chamados a plantar a semente da paz. Toda vez que a Bíblia fala de plantar, semear ou lançar sementes, ela nos lembra de um processo. Não é algo que acontece de uma hora para outra. Às vezes, leva tempo para colhermos os frutos e talvez nem seremos nós que colheremos, mas outros— seja muito ou pouco tempo —, mas temos a garantia de que, ao plantar a semente da paz, ela florescerá, trazendo uma colheita de justiça.
Em meio ao caos, quando semeamos a paz, colheremos frutos de justiça. Que possamos ser instrumentos de Deus para transformar ambientes em que estamos!
Conclusão:
Tiago nos ensina com clareza o contraste entre a falsa e a verdadeira sabedoria. A falsa sabedoria é marcada pela inveja amarga e pela ambição egoísta. Embora essas atitudes possam ser racionalizadas ou até disfarçadas de algo bom, a Palavra de Deus nos adverte que quem age assim é tolo e está longe da verdadeira sabedoria.
A verdadeira sabedoria, por outro lado, é evidente por suas características. Ela se manifesta em mansidão e humildade, acompanhadas de uma boa conduta genuína que flui de um coração transformado. Essa sabedoria é pura, pacífica, gentil, amigável, cheia de misericórdia e de bons frutos. É imparcial e sem hipocrisia.
O tolo, ao cultivar inveja e ambição egoísta, colhe destruição e divisões. Porém, o sábio semeia paz e colhe justiça, além de muitas outras coisas boas. Que busquemos, então, a sabedoria que vem de Deus, para que nossas vidas reflitam o caráter de Cristo e produzam frutos que glorifiquem ao Senhor.
