Estudo Bíblico - A Santa Convocação (3)

Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 46 views
Notes
Transcript
SLIDE 1
IGREJA PRESBITERIANA DE APIAÍ
PLANEJAMENTO PASTORAL – ESTUDOS DOUTRINÁRIOS
JANEIRO/2024
Rev. Mateus Lages
Tema: A santa convocação - o Culto segundo as Escrituras
Estudos no livro: O Que é um Culto Reformado, de Daniel Hyde.
Dia 29/01: O Culto bíblico
Saudação
Oração inicial
Leitura bíblica - 1Coríntios 14.1-4
Aqui, Paulo retoma uma discussão iniciada no capítulo 12, sobre os dons espirituais. Talvez, pareça se concentrar principalmente no falar em línguas e seus perigos, mas seu objetivo na verdade é tratar do caráter do culto cristão. Isso fica evidente ao lermos desde o cap 10, recordando o tema do cap 13, o amor, no sentido de resumir a ética da vida no Espírito. Assim, o objetivo de Paulo não é condenar um dos dons que Deus concede, mas ajudar a a Igreja a ajustar o foco e a reconhecer seu chamado comunitário. Pra isso, a profecia é o dom mais excelente, enquanto o falar em línguas se tornou um empecilho. Nesse sentido, o que é mais importante de acontecer num Culto? A profecia.
Hino 180 - Amor fraternal
SLIDE 2
INTRODUÇÃO
No primeiro estudo aprendemos que o culto a Deus é um ajuntamento solene e uma santa convocação. De modo que quando Jesus ensinou em João 4.24 “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”, tenhamos recebido a consciência de que vivemos toda a nossa vida perante o Senhor, mas em certos momentos entramos em sua presença de uma forma especial. Era assim no Antigo Testamento, quando o povo da aliança estava sempre perante o Senhor, mas tinha momentos especiais de encontro com IAVÉ. Esse encontro especial era chamado de ajuntamento solene ou santa convocação. Em Mt 16 Jesus chama de assembleia ou Igreja.
Para hoje, é possível que você já tenha pensado: “Por que o culto em uma igreja Reformada é tão diferente do culto da maioria das outras igrejas?” Embora essa pergunta tenha sido sua, hoje, ela tem sido feita por muitas pessoas que tem se aproximado das Igrejas reformadas no Brasil a partir de vários nomes, em especial Rev Hernandes Dias Lopes e Rev Augustus Nicodemus, de modo que o que mais impressione imediatamente as pessoas a respeito de uma igreja Reformada não seja doutrina, mas o culto – que parece, a princípio, algo estranho e até mesmo frio para muitos.
As explicações aos duvidosos sérios não é somente sobre o que fazemos no culto, mas quanto ao por quê. A Bíblia exige que nosso culto seja racional (Rm 12.1-2), à luz do que foi ensinado no passado, quando os filhos perguntavam para seus pais, quando celebravam a Páscoa, 3.500 anos atrás: “Que rito é este?” (Êx 12.26).
Isso nos ensina que é necessário que a adoração ao Deus Triúno seja compreensível. Isto foi o que o apóstolo Paulo ensinou em sua primeira carta aos Coríntios, quando disse que a pregação em línguas estranhas, comumente chamada de “línguas”, precisava ser interpretada para edificação daquela assembleia. Isso moveu Lutero a traduzir a Bíblia para o alemão comum em 1534, e, antes dele, moveu John Wycliffe a traduzi-la para o inglês em 1330.
Desse modo, com o propósito de apresentar as bases do culto Reformado, de tal forma que possamos explicar por que nós temos o culto que temos. Até aqui, vimos que nosso Culto é direcionado somente a Deus e promovidos pelos arrependidos dos pecados, isso fundamenta o que veremos a partir de hoje: o Culto deve ser bíblico, pactual, evangélico, histórico, alegre, litúrgico, e reverente.
SLIDE 3
A partir disso, pensemos no tema de hoje: O Culto bíblico
Uma congregação da Palavra Como igrejas Reformadas, fazemos o que fazemos no culto por causa das Santas Escrituras. Obviamente, toda igreja que crê na Bíblia hoje, diz: “Nosso culto é bíblico!” Afinal de contas, quem quer um culto que não seja bíblico? Como cristãos reformados, somos diligentes em glorificar nosso Deus zeloso da forma como ele nos ordenou. Esta é a razão de dizermos que nosso culto é bíblico. Contudo, o que isso significa? Com o que este culto se parece?
Primeiro, a Escritura descreve a Igreja como uma comunidade de fé. Porque o Espírito Santo cria e forma a fé pela Palavra: Romanos 10.17 “E, assim, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir, pela palavra de Cristo.”, ouçamos como o apóstolo Paulo, em suas epístolas pastorais, fala da Igreja como sempre aprendendo e sempre ensinando o seguinte: palavras da fé (1Tm 4.6), sã doutrina (1 Tm 1.10; Tt 1.9; 2.1), ensino sadio (2Tm 4.3), sãs palavras (1Tm 6.3; 2Tm 1.13), a boa doutrina (1Tm 4.6), o bom depósito (2Tm 1.14) o mistério da fé (1Tm 3.9) e a palavra fiel (Tt 1.9). Com o fim de aprender essas “palavras de fé” e ter a palavra de Cristo habitando ricamente em nós (Cl 3.16), nos reunimos em uma comunidade, como Israel fez no deserto depois de sair do Egito.
A história do livro do Êxodo mostra a igreja do Antigo Testamento reunindo-se ao pé do Monte Sinai em adoração. Nós, como povo da Nova Aliança de Deus, reunimo-nos em adoração e chegamos ao “monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial” (Hb 12.22. Por isso, a marca do Culto Reformado é sua saturação das Escrituras.
Em tempos de desconhecimento bíblico, precisamos de um culto cheio das Escrituras, com uma linguagem escriturística em cada aspecto, das leituras responsivas e cânticos, às orações e leituras bíblicas propriamente ditas. Como alguém já disse: “Não teremos Jesus Cristo no centro do nosso culto se a Palavra dele não estiver no centro”. Sobre isso, Robert Godfrey também pergunta: “Se não estamos interessados na Palavra de Deus, poderemos estar realmente interessados em Deus?”. Portanto, em nosso culto de adoração temos de ler, pregar, orar, cantar e ver, nos sacramentos, a Palavra.
Além do mais, necessitamos de base escriturística para o culto porque a Escritura nos ensina a estrita ligação da Palavra com o Espírito de Deus. A Bíblia desconhece qualquer separação, ao que chamamos de dicotomia, entre uma igreja que foca na Palavra e outra no Espírito, como se ambos fossem mutuamente excludentes. Ao invés disso, o que aprendemos da Escritura é que onde a Palavra está, ali está o Espírito (Sl 33.6; Is 34.16; 59.21; 61.1; Jo 3.34, 6.63; Tg 1.18; 1Pe 1.23).
Segundo, nosso culto é bíblico por causa daquilo que determina o que fazemos na adoração. O culto não é determinado pelo que “funciona” para atrairmos um vasto número de pessoas, ou o que é agradável, ou mesmo o que possamos ou não gostar. Antes, é a Bíblia que regula o nosso culto. Esta é a razão porque afirmamos que os ministros das igrejas são os supervisores do culto público, o qual “deve orientar e superintender as atividades da Igreja, a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus” (CI/IPB Art 36, alínea d).
O Culto Reformado é bíblico porque cremos que Deus mesmo nos concedeu cada coisa que temos de fazer no culto público (os “elementos” de culto). Significa que Deus regula, em sua Palavra, como temos de adorá-lo. Deus é um Deus que zela pelo seu Nome, que deve ser reverenciado e santificado (Êx 20.5-7; Mateus 6.9).
Assim, quando somos zelosos pela sua glória, adorando-o como ele merece e deseja, servimos “a Deus de modo aceitável, com reverência e santo temor” (Hb 12.28).
SLIDE 4
CONCLUSÃO/APLICAÇÃO
Concluindo, aprendemos hoje sobre o tema santa convocação, que a razão por que dizemos que o culto Reformado é bíblico é o fato de crermos que somente as Escrituras são suficientes para nos ensinar a quem, o quê, quando, onde e o porquê do culto. Somente a Escritura é nosso guia infalível para o ensino de teologia e doutrina e para a vida prática. Uma vez que esta Palavra é suficiente para a nossa salvação e vida cristã, então, certamente é tudo o que precisamos para adorar a Deus como ele deseja e merece.
A única forma que conhecemos para adorá-lo é através de sua própria revelação na Palavra, que é suficiente para ensinar-nos a respeito disso (2Tm 3.16-17). Uma vez que a distância entre nós e Deus é infinita, não temos como saber o que lhe agrada na adoração, a não ser através do que ele mesmo revelou. A Confissão Fé de Westminster (1643), I.6 expressa esta doutrina da suficiência das Escrituras e sua aplicação no culto, afirmando que: Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. E a confissão Belga (1561), art 7, afirma: Cremos que esta Sagrada Escritura contém perfeitamente a vontade de Deus e suficientemente ensina tudo o que o homem deve crer para ser salvo. Nela está detalhado e escrito cabalmente o modo de adoração que Deus requer de nós.
Hino 352 - Leitura bendita
ORAÇÃO FINAL
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.