Jesus o Bom pastor

Rev. Weslley Pardinho
Quem é Jesus? - Eu sou o Bom Pastor  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 4 views
Notes
Transcript
Assunto: Quem é Jesus?
Texto: João 10.1-18
João 10.1–18 RAStr
1 Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. 2 Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas. 3 Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. 4 Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; 5 mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. 6 Jesus lhes propôs esta parábola, mas eles não compreenderam o sentido daquilo que lhes falava. 7 Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvido. 9 Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. 10 O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. 11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. 12 O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. 13 O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas. 14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, 15 assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. 16 Ainda tenho outras ovelhas não deste aprisco a mim me convém conduzi-las elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor. 17 Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. 18 Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.
 
Exórdio
 
Introdução (5-7minutos):
Contextualização: Breve apresentação do contexto histórico e cultural do texto.
No ambiente judaico do século I, a metáfora do pastor e das ovelhas era ricamente simbólica. Para os judeus, pastores eram figuras familiares, responsáveis por guiar, proteger e cuidar do rebanho, uma imagem amplamente usada no Antigo Testamento para descrever a relação de Deus com Israel. Entretanto, a prática pastoral também era vulnerável a abusos, refletidos nos líderes espirituais corruptos que exploravam o povo. Na perspectiva bíblica do pastor podermos analisar em 3 aspecto: Religioso judaico; Cultura Pastoril; Liderança espiritual; e Promessa messiânica:
                •             Sistema religioso judaico: Na época de Jesus, os líderes religiosos (fariseus, saduceus e sacerdotes) eram frequentemente criticados por sua hipocrisia, exploração do povo e falta de cuidado espiritual verdadeiro (cf. Mt 23).
                •             Cultura pastoril judaica: A metáfora do pastor e das ovelhas era familiar para os ouvintes de Jesus, enraizada em textos do Antigo Testamento como o Salmo 23 e Ezequiel 34. O pastor simbolizava liderança, proteção e cuidado.
                •             Liderança espiritual em Israel: Os líderes religiosos (fariseus e outros grupos) haviam se tornado legalistas, concentrados em tradições humanas (Mc 7.6-9) e negligenciando o cuidado do povo. Esses falsos líderes eram denunciados por Deus no Antigo Testamento como “maus pastores” (Ez 34.2-4).
                •             A promessa messiânica: Ezequiel 34 aponta para um futuro Pastor enviado por Deus que cuidará pessoalmente de Suas ovelhas. Jesus, em João 10, reivindica ser o cumprimento dessa promessa.
A Teologia bíblica fala sobre o pastor no Antigo Testamento e veremos em João em Cristo Jesus a figura do pastor.
1.1 O tema do pastor no Antigo Testamento - A metáfora do pastor era central no pensamento israelita e carrega significados ricos no Antigo Testamento, até por ser um dos ofícios do povo hebreu que fora passada de geração em geração:
                •             Deus como Pastor: Em textos como Salmo 23 e Isaías 40.11, Deus é retratado como o Pastor que cuida, guia e protege Seu povo.
                •             Rebeldia de Israel: Isaías 53.6 descreve Israel como “ovelhas desgarradas”, uma imagem do pecado humano. Essa condição prepara o cenário para a promessa de um Pastor Redentor.
                •             Condenação dos maus pastores: Ezequiel 34 denuncia os líderes de Israel como maus pastores que exploram o rebanho. Deus promete: “Eu mesmo buscarei as minhas ovelhas” (Ez 34.11). Jesus reivindica ser o cumprimento direto dessa promessa em João 10.
 
1.2 O evangelho de João e a identidade de Jesus
O tema central de João é apresentar Jesus como o Filho de Deus, o Messias prometido, revelando Sua divindade e obra salvadora. O “Eu sou” (egō eimi) em João 10.7, 11 conecta-se às declarações de Êxodo 3.14 e outras passagens joaninas, reforçando que Jesus é o próprio Deus que veio buscar Suas ovelhas.
Explicação da importância do texto para a vida cristã.
Somos identificados como ovelhas do Senhor Jesus, nosso Deus, Pai nosso e Pai de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Deus nos confiou a Jesus, e nos trata como ovelhas do seu rebanho. Com isso necessitamos sermos pastoreados. E há o Sumo Pastor que é Cristo Jesus, o nosso pastor.
Assim nós como igreja precisamos entender quem somos e o que somos diante de Deus, e também entender e compreender quem Deus é em Cristo Jesus em relação a nós. O Pastor das Ovelhas, o nosso pastor.
Ainda assim precisamos olhar para o contexto geral e contextualizarmos que não há muita diferença em relação a época de Cristo, com uma liderança que não tem Cristo como exemplo e não tem pastoreado como Cristo pastoreia a sua igreja, o seu rebanho.
Tese do Sermão: Resumo da mensagem principal.
Nós devemos conhecer quem é Jesus para o desenvolvimento do relacionamento com ELE.
Relacionamento com já temos noção de quem é, já enfrentamos dificuldades, agora quando não conhecemos e desejamos o relacionamento sempre seremos pegos por surpresas. Por isso há a necessidade de sabermos com que nos relacionamos. Pois assim feito não seremos enganados, não seremos explorados.  
I. Exposição do Texto (15-20 minutos)
Explicação da estrutura do texto.
João 10.1-18 está intimamente ligado ao capítulo anterior, onde Jesus cura o cego de nascença (Jo 9). A rejeição dos fariseus ao milagre expõe sua cegueira espiritual e contraste com Jesus como o verdadeiro Pastor. Essa sequência literária destaca a diferença entre os líderes religiosos que rejeitam Jesus Cristo, que conhece, guia e salva Suas ovelhas.
  •             O evangelho de João enfatiza a identidade divina de Jesus (Jo 1.1,14) e Sua missão de revelar o Pai e trazer vida eterna aos eleitos.
                •             A narrativa contrasta Jesus, o “Bom Pastor”, com os “mercenários” e “ladrões”, que representam os falsos líderes religiosos.
 Podemos olhar para o texto de João 10.1-18, pensando em uma estrutura da narrativa:
                1.            A parábola (vv. 1-6): Jesus apresenta a metáfora do pastor, da porta e do aprisco.
                2.            Jesus como a porta (vv. 7-10): Ele explica Sua função como o único meio de acesso à salvação.
                3.            Jesus como o Bom Pastor (vv. 11-18): Ele sacrifica a vida pelas ovelhas e garante sua segurança eterna.
Análise da gramática e vocabulário.
João 10.1-6: A parábola do pastor e as ovelhas - Jesus começa com uma parábola, um dos aspecto do ensino de Jesus e sua pedagogia para ensinar o seu rebanho, as suas ovelhas.
Jesus começa com uma ilustração que os ouvintes não entendem imediatamente (v. 6). Ele descreve um pastor que entra pela porta do aprisco, ao contrário dos ladrões e salteadores que entram por outro caminho.
Vocabulário e gramática:
                •             “Ladrões” (v. 1, gr. kleptai) e “salteadores” (gr. lēstai): Termos que indicam exploração e violência. Representam os líderes religiosos que abusavam do povo de Deus.
                •             “Porta” (v. 1, gr. thura): Simboliza o acesso legítimo ao rebanho, que só o verdadeiro pastor tem.
Aplicação teológica:
                •             Jesus identifica os líderes religiosos como ilegítimos porque não guiam o povo segundo a vontade de Deus. Ele, como o Pastor, é aquele que tem acesso legítimo ao rebanho, cumprindo as promessas messiânicas.
 
João 10.7-10: Jesus é a porta - Não vamos para e determos nessa identidade de Jesus, mas o texto nos leva a pensar e podemos destacar alguns ensinos sobre essa identidade de Jesus.
Aqui, Jesus expande a metáfora ao dizer: “Eu sou a porta das ovelhas” (v. 7). Ele é tanto o acesso ao rebanho quanto o meio pelo qual as ovelhas encontram salvação e vida.
Vocabulário e gramática:
                •             “Eu sou” (v. 7, gr. egō eimi): Essa expressão ecoa o nome de Deus em Êxodo 3.14 (Eu Sou o que Sou), uma reivindicação implícita da divindade de Jesus.
                •             “Vida em abundância” (v. 10, gr. perisson): Refere-se à plenitude de vida espiritual em comunhão com Deus, não a prosperidade material.
Aplicação teológica:
                •             Cristo como mediador exclusivo: Jesus é a única porta de acesso ao Pai (Jo 14.6). A salvação é encontrada somente n’Ele, de acordo com o princípio reformado da solus Christus.
                •             Contraste entre Jesus e os falsos mestres: Enquanto os falsos líderes espirituais exploram o povo, Jesus veio para dar vida abundante aos Seus eleitos.
Agora atentando para o que Deus assim tem posto em nossos coração de como devemos conhecer a Jesus Cristo, como o bom pastor e nos relacionarmos com eles, iremos nos aprofundar mais nessa identidade de Quem é Jesus - O Bom Pastor. Assim podemos olhar os aspectos do nosso Pastor:
IDENTIDADE - Jesus, o Bom Pastor
RELACIONAMENTO - O conhecimento Mútuo entre o Pastor e Suas ovelhas
AUTORIDADE - A autoridade de Jesus sobre Sua própria Vida
Identidade - João 10.11-13: Jesus, o Bom Pastor – É sobre essa identidade que desejamos abordar neste dia com vocês. Conhecer a Jesus como o pastor e João coloca aqui como o Bom Pastor.
Jesus se apresenta como o “Bom Pastor” (v. 11), que dá Sua vida pelas ovelhas, contrastando-Se com os mercenários, que abandonam o rebanho diante do perigo.
Vocabulário e gramática:
Eu sou o Bom Pastor e dar a vida pelas ovelhas (vv. 11)
Aqui, Jesus introduz o conceito de Sua morte substitutiva. No grego, a frase “dá a vida” (tithēmi tēn psuchēn) reflete a entrega deliberada e voluntária.
                •             “Bom” (v. 11, gr. kalos): Não apenas no sentido de moralmente bom, mas também de belo, excelente e digno.
                •             “Eu sou o Bom Pastor” (v. 11): Essa declaração identifica Jesus com Deus no Antigo Testamento, que é chamado o Pastor de Israel (Sl 23; Ez 34).
                •             “Dá a vida” (v. 11, gr. tithēsin tēn psuchēn autou): A entrega sacrificial de Jesus é voluntária, evidenciando Sua missão redentora.
                •             “Dá a vida pelas ovelhas”: A morte sacrificial de Jesus é um tema central aqui.
O mercenário e o lobo (vv. 12-13)
                •             Mercenário: Representa líderes que não têm verdadeiro interesse pelo povo de Deus. Historicamente, isso inclui os fariseus, mas também aponta para líderes religiosos em geral que priorizam interesses próprios.
                •             Lobo: Simboliza as forças destrutivas do pecado, Satanás e os falsos ensinos.
Contexto veterotestamentário:
                •             Em Ezequiel 34, Deus promete vir pessoalmente como Pastor para cuidar de Suas ovelhas e julgar os maus pastores. Em João 10, Jesus cumpre essa promessa.
Aplicação teológica:
                •             Expiação substitutiva: A entrega de Jesus pela vida das ovelhas aponta para a doutrina da expiação substitutiva, central na teologia reformada. Expiação limitada: Jesus morre pelas Suas ovelhas, não por todos indistintamente. Essa é uma afirmação clara da eficácia da obra redentora de Cristo para os eleitos. O sacrifício de Jesus é intencional e direcionado às ovelhas, ou seja, aos eleitos. Ele não morre por todos de forma genérica, mas por Seu povo escolhido (cf. Mt 1.21; Ef 5.25).
                •             Amor sacrificial de Cristo: O Pastor não é apenas um líder, mas o Salvador que Se dá por Suas ovelhas. A morte de Cristo revela o amor incondicional de Deus por aqueles que Ele escolheu. Graça irresistível e segurança: A obra de Cristo garante que nenhuma de Suas ovelhas será perdida (Jo 6.37-39).
2. Relacionamento - João 10.14-16: O conhecimento mútuo entre o Pastor e Suas ovelhas
Jesus afirma conhecer Suas ovelhas, que também O conhecem. Ele menciona ainda “outras ovelhas”, que não são deste aprisco, mas que Ele também trará para o seu rebanho.
Vocabulário e gramática:
                •             “Conheço” (v. 14, gr. ginōskō): No pensamento hebraico, o “conhecimento” implica relacionamento íntimo e eletivo (cf. Am 3.2). “Conheço as minhas ovelhas”: Esse conhecimento é relacional e eletivo, refletindo a doutrina da eleição (Ef 1.4-5). No pensamento hebraico, “conhecer” implica um relacionamento íntimo e eletivo. Esse conhecimento reflete a aliança de Deus com Seu povo (cf. Jr 31.33-34).
                •             “Outras ovelhas” (v. 16): Uma referência à inclusão dos gentios no plano redentor de Deus (cf. Ef 2.11-22). Essa referência aponta para a inclusão dos gentios na comunidade da aliança. A obra de Cristo rompe as barreiras étnicas e culturais, unindo judeus e gentios em um só rebanho (Ef 2.11-22).
Aplicação teológica:
                •             Doutrina da eleição: O relacionamento entre o Pastor e Suas ovelhas reflete o amor eletivo de Deus por Seu povo, conforme Efésios 1.4-5.
                •             Missão global: A inclusão dos gentios reflete a extensão universal do evangelho, mostrando que Cristo veio redimir pessoas de todas as nações, conforme Apocalipse 7.9. Uma Missão universal: Esse verso aponta para a extensão da aliança abraâmica (Gn 12.3) às nações. Unidade do povo de Deus: Cristo une judeus e gentios em um só rebanho, a igreja (Ef 2.11-22).
                •             Unidade da igreja: A igreja é composta por todos os eleitos em Cristo, independentemente de sua origem. Essa visão reforça o princípio do sola gratia: todos são salvos pela graça, não por mérito.
3. Autoridade - João 10.17-18: A autoridade de Jesus sobre Sua própria vida
Jesus conclui enfatizando que Sua entrega é voluntária: “Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu espontaneamente a dou” (v. 18).
Vocabulário e gramática:
                •             “Dou” (v. 18, gr. tithēmi): A entrega é um ato soberano, mostrando que Jesus tem controle total sobre Sua missão. “Dou a minha vida para a reassumir”: A morte e ressurreição de Jesus são apresentadas como ações voluntárias e soberanas. Jesus destaca Sua autoridade tanto para morrer quanto para ressuscitar, indicando Sua soberania absoluta sobre a obra redentora.
                •             “Autoridade” (gr. exousia): Jesus tem poder absoluto, tanto para dar Sua vida quanto para retomá-la, apontando para Sua divindade.
                •             “Ninguém a tira de mim”: Reforça a soberania divina no plano da redenção. Essa afirmação refuta qualquer ideia de que a morte de Jesus foi uma tragédia. Ele entregou Sua vida de forma soberana, em submissão ao plano eterno do Pai.
Aplicação teológica:
                •             Soberania divina: A autoridade de Jesus reflete a soberania de Deus no plano redentor. A obra redentora de Cristo é realizada conforme o plano eterno de Deus (At 2.23). A morte e ressurreição de Cristo fazem parte do plano eterno e inabalável de Deus. Isso reflete a doutrina reformada da providência divina, segundo a qual Deus governa todas as coisas para a Sua glória.
                •             Ressurreição garantida: A entrega e retomada da vida indicam o triunfo de Cristo sobre a morte, garantindo a salvação de Suas ovelhas. A ressurreição de Jesus assegura a vitória sobre a morte para Suas ovelhas.
Explicação histórica de fundo.
Jesus ao falar com o povo traz a figura pastoral e principalmente a figura da ovelha. Jesus ao ver como Israel estava sendo conduzido, mostra qual era a necessidade daquele povo voltar a ser conduzido por um pastor verdadeiro, que ama, que cuida, que protege, que providencia o que há de necessário para suas ovelhas.
Ao fazer os paralelos entre pastor e mercenário/ladões, vem mostrando como a nação e o povo judeu estava sendo tratado pela liderança religiosa da época. Jesus vem mostra aquele povo que se cumpria aquilo que Deus falara por Ezequiel e os profetas do AT e que se cumprira naquele tempo em Cristo Jesus.
II. Interpretação do texto (15-20 minutos)
Explicação da teologia do texto.
João 10.1-18 está intimamente conectado ao plano redentor de Deus revelado nas Escrituras e articulado na teologia reformada, vemos a providência de Deus com o seu cuidado com a Igreja de Deus; o plano de redenção sendo apresentado e a segurança dos Santos que é dada por Deus em Cristo Jesus:
                •             Cristo é o cumprimento das promessas do Antigo Testamento: Ele é o Pastor prometido em Ezequiel 34 e o Salvador do Salmo 23. A promessa de “um só rebanho e um só Pastor” (v. 16) aponta para a obra de Cristo em unir todos os eleitos em um único povo, independentemente de etnia ou cultura.
                •             Doutrina da expiação limitada: Jesus dá Sua vida “pelas ovelhas” (v. 11), uma afirmação clara de que Sua obra redentora é eficaz para os eleitos. A missão da igreja: A referência às “outras ovelhas” desafia a igreja a proclamar o evangelho a todas as nações, refletindo o caráter inclusivo da obra de Cristo.
                •             Graça irresistível: As ovelhas ouvem a voz do Pastor e O seguem (v. 3-4). Esse chamado é eficaz, refletindo a graça irresistível de Deus. O chamado de Cristo é eficaz porque é sustentado pelo poder do Espírito Santo, que regenera os corações e torna as ovelhas dispostas a seguir o Pastor. Embora o chamado seja eficaz para as ovelhas, o texto também aponta para a necessidade de ouvir e seguir a voz de Cristo, destacando a obediência como fruto da eleição divina.
                •             Perseverança dos santos: A segurança eterna das ovelhas é garantida porque estão nas mãos de Jesus e do Pai (v. 28-29). Os crentes são eternamente seguros em Cristo: “Jamais perecerão” (v. 28) aponta para a garantia de que aqueles que pertencem a Cristo nunca serão perdidos. A segurança eterna está fundamentada no poder soberano de Deus, não na capacidade humana. A salvação é obra de Deus do começo ao fim. As ovelhas pertencem ao Pai e ao Filho, e ninguém pode arrebatá-las de Suas mãos (Jo 10.28-29). Essa verdade reflete a doutrina da perseverança dos santos: os eleitos permanecerão na fé porque Deus os preserva (Fp 1.6; 1Pe 1.5).
Análise da relação com outros textos bíblicos.
João 10.11 RAStr
Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.
Ezequiel 34.12 RAStr
Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que encontra ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de nuvens e de escuridão.
Salmo 23.1 RAStr
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Isaías 40.11 RAStr
Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos e os levará no seio; as que amamentam ele guiará mansamente.
Isaías 56.8 RAStr
Assim diz o Senhor Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos.
Ezequiel 34.2–6 RAStr
Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.Assim, se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo.As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque.
Explicação da aplicação prática.
O nosso relacionamento com Jesus não pode ser superficial. Nosso relacionamento com Jesus Cristo necessita de profundidade, amor, graça, perdão e identidade, relacionamento e autoridade.
Jesus Cristo é o nosso modelo, que molda a nossa identidade. Como ovelhas, servos de Deus em Cristo Jesus, somos identificados como filhos de Deus, Cristãos, com isso temos que saber e intimamento nos relacionar com esse Pastor, que nos buscou para o relacionamento. Ele é relacional, e se revela pelo relacionamento, por nos conhecer deseja que nós o conheçamos.
E por ser Deus, devemos conhecer como o é. Nos dedicar a quem merece toda honra e todo louvor, toda a adoração. Pois Jesus mesmo diz: Mt 28.18
Mateus 28.18 RAStr
Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.
Isso mostra que o nosso pastor tem toda a autoridade nos céus e na terra. É soberano e poderoso, e mesmo assim escolheu relacionar conosco.
 
III. Aplicação Prática (10-15 minutos)
Chamado à ação.
Como eu e você temos conhecido a Jesus? Qual tem sido a identidade forma nossos corações em relação a Jesus? Quem é Jesus para você? Hoje é dia de sermos levados a pensar como eu conheço a Jesus. O mais novo aqui deve ter por volta de 11 e 12 anos, e no mínimo tem 6 anos de aprendizado, leitura, já era para saber muito sobre quem é Jesus e ter definições claras, conhecer e identificar como Jesus é e que é Jesus, mas muitas são as vezes que não sabemos nada sobre o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Como temos nos relacionado com Jesus? Quanto tempo temos dedicado para Jesus em oração, leitura das Escrituras Sagradas, devocional, jejum, consagração, adoração? Temos glorificado a Deus em nome de Jesus com as nossas atitudes? Nosso relacionamento com Jesus é de intimidade? O que conhecemos da identidade de Cristo tem sido clara em nossas vidas? As pessoas tem identificado Cristo, Jesus por meio das nossas ações? Nosso relacionamento com Cristo dia após dia revelará o quanto de Cristo há em nós e menos de nós.
Como está a nossa segurança em detrimento a salvação? Passa pela nossa cabeça que não somos salvos? Passa pela nossa cabeça que se Jesus voltar agora eu posso ficar, eu possa ir para o Inferno? Cremos em um Deus provedor? Cremos em Deus pai, Soberano sobre todas as coisas? Cremos nos filho de Deus, que morreu e ressuscitou e está vida a direita de Deus pai e que voltará? Cremos que Jesus tem todo poder, que é todo poderoso nos céus e na terra? Eu e você que aqui estamos, somos convidados a avaliar a nossa vida, a ver os nossos atos, ações, aspectos de nossa vida se isso tem mostrado o que tanto falamos crer.
Exemplos práticos de aplicação.
As sagradas Escrituras revela a identidade de Jesus Cristo. A Bíblia tem um assunto só, Cristo Jesus e lá conhecemos sobre quem é Jesus.
Nosso relacionamento com Cristo Jesus revelado nas escrituras tem que melhor e mais atrativo do que o relacionamento que temos com o xBox; Ps5; Nintendo Swit; TikTok; Instagram; stream Prime Video; Netflix; Disney Plus e outros...
As Escrituras revela a autoridade e poder. A sua vida é resultado do poder e autoridade de Deus sobre a terra. Ele me amou e lhe amou. Lhe atraiu para os seus termos braços de amor e lhe revelou a graça dEle, isso é soberania e graça.
Encorajamento à obediência.
Neste dia, você é convidado a olhar para a bíblia como o manual, o instrumento de descoberta da identidade de Cristo Jesus e devorar, se aplicar a responder a todos que lhe pedirem a razão da sua identidade quem é Jesus, e, somente pelas Sagradas Escrituras você terá a resposta certa.
Hoje é dia de decidir por um relacionamento intimo, santo, maravilhoso e cheio de prazer em ter a revelação de Cristo a você e sua vida ser identificada com a presença dele. Há uma vertente no mundo que você parece com as 5 pessoas que mais perto de você esteja, Deus é Três, então se relacione com o Pai, o Filho (Jesus Cristo) e Espírito Santo, junte-se com o seu GR com esse propósito que serão identificados como filhos de Deus.
E convido você a provar dessa autoridade que em Cristo Jesus em seu nome, fazendo o que ele proporcionou àquele que creem. Orar por enfermos e eles serem curados; orar por aqueles que estão endemoninhados e serem libertos, a fazer o que Jesus fez e coisas maiores ainda.
Conclusão (5-7 minutos)
Resumo da mensagem.
Jesus é o Pastor, o bom pastor e nosso pastor.
Reiteração da tese.
Nós devemos conhecer quem é Jesus para o desenvolvimento do relacionamento com ELE.
Oração de fechamento.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.