O CONFORTO DO REINO PARA OS HUMILDES E QUE CHORAM

A Verdadeira Felicidade   •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Nesta série buscaremos identificar o caráter de fé dos verdadeiros cristãos. A forma como nos relacionamos com o Senhor é determinante como nos relacionaremos no reino futuro.

Notes
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Introdução

Esta não é uma série sobre o que devemos fazer para obter felicidade
Esta é uma série sobre de que tipos de pessoas habitarão o Reino
Vamos falar mais sobre descoberta, sobre quem nós somos e se de fato estamos no caminho para esta relação íntima com Cristo
É importante definir aqui que a ideia de felicidade é muito maior que um simples sentimento.
A tradução para abençoado pode ser uma opção já que a relação entre o que devemos ser e o que recebemos são condições bem objetivas.
Portanto nestes próximos dias vamos buscar entender a relação do nosso caráter cristão, os benefícios de

1. Humildade Revelada pelo Reino

Mateus 5.1–3 “Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e ele começou a ensiná-los, dizendo: “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.”
Um primeiro ponto importante aqui é que apesar de entendermos a empatia do evangelho com a causa do pobre, aqui no sermão do monte Jesus eleva o padrão a nossa relação espiritual.
Ser pobre de espírito aqui está relacionado ao reconhecimento da nossa total dependência de Deus.
John Sttot diz que os pobres de espírito:
Lendo o Sermão do Monte com John Stott Pobreza no Espírito (Mateus 5.3)

São pessoas que dependem de Deus para serem libertadas, enquanto reconhecem que não têm nenhum direito sobre ele.

Então, ele conclui:
Lendo o Sermão do Monte com John Stott Pobreza no Espírito (Mateus 5.3)

Portanto, ser “pobre em espírito” é reconhecer nossa pobreza espiritual diante de Deus. Somos pecadores, sob a santa ira de Deus, e não merecemos outra coisa senão seu juízo. Nada temos a oferecer, nada com que comprar o favor do céu. Aos que reconhecem e confessam sua falência espiritual diante de Deus – e apenas a eles – é dado o reino de Deus

Em uma sociedade que nos obriga a sermos os melhores, que nos motiva a escondermos as nossas fraquezas, ser pobre em espírito é o caminho para alcançarmos algo muito maior, o Reino dos Céus.
Lendo o Sermão do Monte com John Stott Pobreza no Espírito (Mateus 5.3)

Essa ainda é uma verdade hoje: a condição indispensável para recebermos o reino de Deus é reconhecermos nossa pobreza espiritual. Deus ainda dispensa os ricos com as mãos vazias. O caminho para cima no reino de Deus é o caminho para baixo

2. Consolo Celestial para os Que Choram

Matthew 5:4 “Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.”
Não sei como vocês interpretam esse choro, mas já lhe digo que não tem a ver com aquele choro do luto.
Mais uma vez gostaria se citar o Sttot
Lendo o Sermão do Monte com John Stott Os que Choram (Mateus 5.4)

[..] Jesus está falando com os que choram a perda da inocência e da justiça. Jesus não está falando da tristeza do luto, mas da tristeza do arrependimento.

Claro que haverá lugar para consolo daqueles que sofrem a perda de alguém querido, mas aqui é algo que vai além disso.
Aqui é muito mais que remorço é contrição. É olhar para o mau causado pelo pecado no mundo e lamentar. É chorar pela injustiça, pela banalização do homem enquanto imagem e semelhança de Deus.
Aqui cabe uma pergunta, qual foi a última vez que você chorou pelo pecado que assola o mundo? Qual a última vez que você clamou pela volta de Cristo, não para escapar do mundo, mas para ver o Senhor estabelecer justiça?
Quais os benefícios de nos lamentarmos pela condição de pecado no mundo? lanço mão mais uma vez do John Sttot aqui:
Lendo o Sermão do Monte com John Stott Os que Choram (Mateus 5.4)

A promessa de Jesus é que aqueles que choram pela própria pecaminosidade serão consolados pelo único consolo que pode aliviar a dor que sentem: o perdão gratuito de Deus. O maior de todos os consolos é a purificação pronunciada sobre todo pecador que se achega a Deus com humilde confissão.

Conclusão

Concluímos nos fazendo as seguintes perguntas:
O quão conscientes somos sobre o fato que devemos ser pobres em espírito? Como isso nos afeta quando somos confrontados a sermos o protagonista da nossa própria história?
O que o pecado no mundo nos diz? Somos tomado por um sentimento profundo de dor e lamento enquanto vemos o pecado corroendo as vidas?
Por fim, temos claro em nossas mentes e corações que estas são características que moldam o filho de Deus e que as recompensas do reino e consolo seguem esse padrão de vida?
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