Vede que Grande Amor

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VEDE QUE GRANDE AMOR
Pedro Silva de Araújo
 
TEXTO – 1 João 3:1-3
1 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. 2 Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. 3 E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro[1]
 
INTRODUÇÃO
·      João está considerando o amor que faz alguém nascer de Deus e ao mesmo tempo ele provoca os crentes a que tipo de vida esse amor produz nos crentes;
·      Nessa mensagem bíblica vamos refletir sobre 4 itens importantes: 1. Vede que grande amor; 2. Filhos de Deus; 3. Haveremos de vê-lo como ele é e 4. Esperança.
·      Vamos ao primeiro ponto, vede que grande amor.
 
DESENVOLVIMENTO
1.     Vede que grande amor – verso 1:
·      Nessas primeiras palavras João usa o adjetivo “grande” se referindo ao amor do Pai, essa palavra revela a admiração e espanto de João. O discípulo estava perdido de admiração ao contemplar a altura, largura e profundidade do amor divino. Ao ponto de dar uma ordem, “vede que grande amor”; ποταπὴν essa palavra ocorre 6x em toda a bíblia e é usada exatamente para descrever admiração e espanto, João escolhe para revelar o que sente ao conhecer o grande amor de Deus;
·      João cheio de admiração e espanto está nos dizendo, olhem como somos amados por Deus, não estamos abandonados, não estamos sozinhos, vede como é grande o amor de Deus por nós;
·      Esse tema, o amor, toma um lugar especial nessa carta. Segundo o comentário bíblico adventista, pág. 649, só a primeira carta de João repete mais o tema do que os 4 evangelhos juntos, o substantivo amor e o verbo amar são 46 ocorrências. O coração de João estava cheio desse amor e todos os crentes deveriam também estar cheios desse grande amor;[2]
·      1 João 3:16 Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós;[3]
·      1 João 4:9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.[4]
·      1 João 4:10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.[5]
·      1 João 3:1 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus;[6]
·      Cristo deu a vida por nós, Deus enviou seu Filho, através do Filho temos perdão e chegamos ao ponto de sermos filhos de Deus;
·      A grandeza desse amor está ligada ao fato de sermos feitos filhos de Deus, de pertencer a família real.
 
2.     filhos de Deus:
·      3x aparece a expressão “filhos de Deus”;
·      Não esquece o tamanho dessa honra de ser chamado filho de Deus;
·      Por mais ameaçador que seja o mundo, sinta-se segura porque você tem um Pai;
·      Você é herdeiro com Cristo das riquezas do Pai – Romanos 8:17;
·      Nada pode negar que se o homem aceita Cristo, ele passa a ser filho de Deus, o texto bíblico afirma que já somos filhos, não é que seremos ou que alguém é, mas, nós somos filhos;
·      A palavra “concedido” no tempo perfeito expressa a ideia de algo concluído no passado e com efeitos no presente. Nós fomos adotados como filhos de Deus e podemos usufruir das bençãos dessa filiação já agora e muito mais quando Jesus voltar;
·      João reforça a ideia de que a filiação não deve estar apenas na mente de Deus, mas na vida do crente e isso é visto pelo menos de 5 maneiras:
1.     Obediência – 1 João 2:4 Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.[7]
2.     Não tem medo do Juízo – 1 João 4:18 No amor não existe medo;[8]
3.     Amor ao próximo – 1 João 4:7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus;[9]
4.     Missão – 1 João 3:16 Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.[10]
5.     Fidelidade – Não existe missão sem fidelidade.
 
3.     Haveremos de vê-lo como Ele é:
·      Talvez aqui o pedido de Moisés em Êxodo 33:18 Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória,[11] seja atendido com uma contemplação direta;
·      Veremos e participaremos da promessa de Mateus 5:8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.[12]
·      O próprio João em Apocalipse 22:4 diz que os seus servos “contemplarão a sua face,”[13]
·      Diante dessa experiencia Paulo descreve o que acontecerá em 2 Coríntios 3:18 E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados,[14]
·      Seremos semelhantes a Ele, no Éden perdemos a semelhança em alguns aspectos, aqui João afirma que Deus irá restaurar a semelhança do homem com Ele;
·      Esse é exatamente o plano de Deus, restaurar essa semelhança perdida depois do pecado;
·      O pecado arruinou a condição humana, mas o pecado e seus efeitos acabarão por ocasião do segundo advento de Cristo, que esperança.
 
4.    Esperança:
·   O ser humano se move por expectativas;
·   Mas João apresenta uma esperança viva, esperança em Jesus e em seu breve retorno;
·  Essa esperança não pode iludir, porque Aquele em quem a depositamos não ilude.[15]
·  Essa esperança não acaba com a morte, porque Ele vive;
·  a esperança da volta iminente de Cristo exerce uma influência purificadora sobre a vida dos filhos de Deus. O cristão não deseja fazer nada de que possa se envergonhar se Cristo voltar naquele exato momento.[16]
·   Assim como o cego, o paralítico, o leproso a mulher do fluxo de sangue viram em Jesus a esperança, Ele é para nós, diz Ellen G White “As dificuldades eram grandes, mas é sua única esperança.” CBV, p. 68.
·  Essa esperança impacta tanto nossa vida, que mudamos o modo de viver para uma vida santa e pura;
·  O homem pecador não pode purificar a si mesmo; ele está vendido sob o pecado e depende totalmente do Salvador para a pureza
·  se temos comunhão com Jesus, ele nos purifica do pecado pelo seu sangue (1.7)[17]
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
1.     Assim como João que o grande amor de Deus nos deixe perdido de admiração e espanto e possamos responder esse amor;
2.     Somos filhos de Deus, que essa verdade seja vista através de nossa obediência, coragem para enfrentar o juízo, amando ao próximo, sendo um missionário e um mordomo fiel;
3.     Assim como todas as promessas de Jesus se cumpriram, veremos a Jesus como Ele é, seremos transformados a sua semelhança;
4.     Temos uma esperança viva, Jesus vire e o veremos.
 
APELO
Deus não apenas nos amou — Ele nos fez Seus filhos! Pense nisso: o Criador do universo escolheu você, chamou você pelo nome e deu a você uma nova identidade.
Não somos órfãos neste mundo, não estamos sozinhos — temos um Pai que nos ama com um amor imensurável!
Esse amor foi além das palavras. Ele enviou Seu próprio Filho para morrer em nosso lugar, para nos dar uma nova vida e uma esperança que nada pode destruir. E essa esperança nos leva a um futuro glorioso: veremos Jesus como Ele é, face a face, e seremos transformados à Sua semelhança!
Mas essa esperança começa agora. O amor de Deus precisa nos impactar de tal forma que transforme nossa vida. Você deseja hoje aceitar esse amor? Viver como verdadeiro filho de Deus? Ser um reflexo desse amor para o mundo?
Se hoje você sente o chamado desse amor, responda a Ele. Entregue sua vida, deixe-se transformar e viva essa esperança com todo o coração. Jesus virá, e nós O veremos! Você está pronto para esse encontro?
 
[1]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Jo 3.1–3.
[2] Francis D. Nichol, org., The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7 (Review and Herald Publishing Association, 1980), 649.
[3]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Jo 3.16.
[4]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Jo 4.9.
[5]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Jo 4.10.
[6]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Jo 3.1.
[7]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Jo 2.4.
[8]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Jo 4.18.
[9]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Jo 4.7.
[10]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 1Jo 3.16.
[11]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Êx 33.18.
[12]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Mt 5.8.
[13]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Ap 22.4.
[14]Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), 2Co 3.18.
[15] Werner de Boor, Comentário Esperança, Cartas de João (Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2008), 347.
[16] William MacDonald, Comentário Bíblico Popular: Novo Testamento, 2‍a edição (São Paulo: Mundo Cristão, 2011), 962.
[17] Simon J. Kistemaker, Tiago e Epístolas de João, org. Cláudio Antônio Batista Marra, trad. Susana Klassen, 1a edição, Comentário do Novo Testamento (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2006), 395.
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