Olhando para a cruz! | Mateus 16.21-23

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Introdução!

Ler o texto: Mateus 16.21-23.
No começo desse versículo vemos Jesus revelando a seus discípulos uma grande verdade.
Contando pra eles sobre a sua morte na cruz do calvário.
Pela primeira vez ele expõe para eles que haveria de ir para Jerusalém para sofrer.
Não é que anteriormente ele não tinha falado sobre isso, mas foram revelações veladas, sem ser muito claro, um pouco diferente da que Ele faz aqui.
Se os discípulos não entenderam nesse texto, imagina em Mateus 9.15 quando Jesus conta sobre de forma velada o que haveria de padecer, utilizando o exemplo do noivo presente e do noivo ausente.
Nesse texto que temos como base Jesus utiliza uma linguagem clara, sem figuras e prediz a sua morte.
Uma pancada forte naqueles que estavam seguindo Jesus.
Sabemos que Jesus possui 3 ofícios: Profeta, sacerdote e Rei.
Como profeta ele vem dizendo agora em uma linguagem clara, sem figuras e fala sobre a sua morte.
Jesus é o nosso Sumo Sacerdote que se prepara para oferecer a sua própria vida afim de “tirar o pecado do mundo”. (João 1.29)
Jesus também é o nosso Rei, mostrando que tem o controle de toda a situação.
Fazendo assim somente que os anciãos, principais sacerdotes, escribas, povo comum, soldados, juiz presidente, o traidor e todos que o acusaram apenas fossem responsáveis por suas ações.
Pois tudo o que tinha que acontecer, iria acontecer. Mas ai daquele que o trair (Lucas 22.22)
Sabemos que a ida de Jesus para a cruz já estava programada. Ele veio sabendo disso.
A cruz que Jesus precisava passar já fazia parte do Plano Perfeito de Deus.
Carlos Osvaldo Pinto tem uma frase interessante e que faz sentido aqui.
“a revelação sobre a pessoa do Rei leva à revelação sobre o seu programa, que serve ao propósito de explicar a necessidade da cruz.” - Carlos Osvaldo Pinto
Tinha que ter cruz para se cumprir o propósito.
Jesus estava começando a dar mais detalhes para os seus discípulos. Começando a faze-los entender a necessidade que teria da sua morte e ressurreição para o cumprimento da profecia.
Hoje nós vamos olhar para a Cruz e ver O SOFRIMENTO, A TENTATIVA DE MUDANÇA DE PLANOS e o SACRIFÍCIO.

O sofrimento: a verdade dolorida!

Como falei a pouco, Jesus começou aqui a tratar do assunto do sofrimento para que eles entendessem que não existiria um outro caminho para a salvação a não ser a cruz.
Os discípulos não estavam prontos pra ouvir essas verdades. Eles não tinham nem um pouco de noção do que estava por vir.
Esses versículos que lemos são decorrentes das mais belas palavras de Pedro, quando Ele diz que Jesus é o Cristo, o filho do Deus vivo.
Colocando assim pra Jesus o seu reconhecimento de que Jesus era quem eles estavam esperando, o Messias aguardado.
Mas que agora eles precisavam virar a chave que o Messias que estava com eles não era alguém que iria guerrear contra os Romanos, mas iria sofrer por amor ao Povo de Israel.
E Jesus inicia falando que a missão ia se cumprir em Jerusalém. O ponto alto do sofrimento era por lá.
Como diz Tasker (1895 - 1976) que foi um professor de patrística e novo testamento em Londres: Jesus sabia que existiam estradas que o levavam para longe de Jerusalém e estavam diante dele, mas também sabe que o que tinha que se cumprir iria acontecer em Jerusalém.
O seu sofrimento, as injustiças nas mãos das autoridades religiosas, ser morto e ressuscitar no 3º dia. Precisava ser em Jerusalém, a cidade “santa”. A cidade do Grande Rei. (Mateus 4.5;5.35)
Jesus tinha que morrer. Ele deveria satisfazer as exigências da Lei. Pagar a penalidade pelo pecado do seu povo em perfeita obediência a vontade de Deus Pai.
Jesus é o cumprimento da profecia. Isaias 53.
Para onde Jesus disse que teria que ir para sofrer é onde se encontrava o sinédrio.
Em Mateus 2.4 existe uma aparição do sinédrio apenas com os principais sacerdotes e escribas. Mas agora é também colocado os anciãos, de modo que aqui temos a lista completa das unidades que compunham esse tribunal judaico.
Anciãos: os principais líderes da comunidade.
Principais Sacerdotes: a elite do grupo dos saduceus.
Escribas: eruditos da Bíblia, membros do grupo dos fariseus.
Sinédrio era o concilio oficial que governava a vida religiosa e política dos judeus.
Jesus estava dizendo ao citar “os anciãos, principais sacerdotes e escribas” que os próprios líderes de Israel ao qual deveriam ser os primeiros a adorarem o Cristo, seriam aqueles que iriam fazer o contrário. Iriam maltratar e matar.
Quanta loucura, aqueles responsáveis pela vida espiritual do povo não foram sensíveis para perceber que Jesus é o filho de Deus.
Jesus percebe talvez pelos olhos arregalados dos seus discípulos que não poderia ir muito a fundo, não poderia trazer tantos detalhes.
Por isso Jessu diz que Ele iria sofrer “muitas” coisas, sem se aprofundar. Visto que aqueles discípulos não suportariam ouvir mais informações e detalhes.
O sofrimento era pra valer. O que Jesus sofreu e sentiu foi de verdade.
A sua dor não era um teatro. Toda dor de Jesus foi real e verdadeira.
Jesus morreu. Morreu mesmo. Não é um conto, não é uma historinha que engana pessoas.
Mas o ponto principal é que Ele ressuscitou. Ele venceu a morte.
Jesus estava contando o que iria acontecer, hoje nós sabemos o que já se cumpriu.
Sua vinda, seu sofrimento, sua morte e a sua ressurreição.
Por isso celebramos a ceia do Senhor, momento de relembrar a morte de Jesus. Não só a morte, mas a ressurreição.
Quando a gente olhar pra cruz, que possamos ver os nossos pecados ali.
Que ao olhar para o sofrimento de Jesus, possamos nos colocar em seu lugar e saber que Ele sofreu o que era nosso.
O sofrimento foi verdadeiro, foi real, foi por amor, foi para cumprir a profecia.
Olhamos para a cruz e enxergamos ali o sofrimento de Jesus como a verdade dolorida de amor.
A segunda lição que podemos aprender quando olhamos para a cruz é: Houve uma tentativa de mudança de planos.

Tentativa de mudança de planos!

Quando Jesus conta que teria que sofrer no v.21, o versículo seguinte Pedro entra.
Olha o Pedrão aí! Seu jeito impulsivo e verdadeiro.
Talvez nas melhores intenções, mas falhou feio.
Jesus estava dizendo que tinha que ir para a cruz e Pedro o chama à parte e diz que Deus não permita isso acontecer.
Aqui nesse versículo Jesus tem a certeza de que Pedro ainda não tinha entendido a MISSÃO DO FILHO DE DEUS.
Não se sabe a real motivação para fazer isso. Mas fez e foi repreendido.
A repreensão é assunto para a próxima lição, vamos discorrer rapidinho sobre essa lição.
Pedro estava querendo colocar pra Jesus, a quem ele mesmo disse ser o filho de Deus momentos antes, que não iria acontecer assim.
Como falei: Em Mateus 16.16 vimos Pedro em seu auge, no seu melhor momento, palavras ditas por Jesus: Não foi carne e sangue que te revelou, mas foi meu Pai.
Aqui ele tinha acabado de receber uma revelação de Deus.
Se não fosse o evento da negativa de ser um discípulo de Jesus em Mateus 26.69-74.
Poderíamos dizer que aqui em Mateus 16.22-23 seria o seu pior momento. Mas está no top 3 de vacilações de Pedro.
Pedro não tinha ainda concebido a ideia de Jesus sofrer.
Pedro era um daqueles que tinha nutrido em seu coração e criado a expectativa do Messias como poder, glória e muita conquista. Como um grande guerreiro.
Ele não conseguia assimilar o Messias como sofredor.
Ele não conseguia relacionar uma cruz com a obra do Messias.
Tasker diz que: a explosão de Pedro pode até ter sido bem intencionada, mas revelou a incompreensão da real vocação de Jesus.
Alguns estudiosos vão dizer que Pedro estava dizendo o seguinte pra Jesus: Deus te perdoe por dizer uma coisa tão errada e chocante.
A cruz é necessária e real.
Não existe mudança de planos. O que está escrito, está escrito e vai se cumprir.
A palavra de Deus é invariável, inalterável.
Vamos ver logo em seguida que Jesus repreende Pedro e diz que aquilo que ele está fazendo é obra de Satanás.
Jesus precisava ser forte para que Pedro entendesse que NADA PODERIA o TIRAR de enfrentar os sofrimentos.
Jesus com as suas palavras nos alerta que o nosso adversário quer retirar de nós o olhar na cruz.
O nosso inimigo de todas as formas vai tentar nos fazer parar de olhar para a cruz e para a sua representatividade para nós.
ele quer nos afastar dessa verdade.
Colocar de forma que não olhamos mais e reparamos no sofrimento de Jesus.
Usando de situações e oportunidades para nos cegar, para fazer com que percamos o contato visual da cruz e de Jesus.
Os planos do Senhor seguem inalterados, Jesus continua como Senhor e Salvador.
Jesus continua sendo o nosso acesso.
Não há nada que o inimigo coloque ou tente apontar que nos faça tirar isso da nossa mente.
Somente pelo sacrifício de Jesus na cruz que somos libertos do pecado. (1João 1.7).
A última lição que podemos aprender quando olhamos pra cruz é.

O sacrifício: verdade central do cristianismo!

Depois de ouvir as declarações de Pedro. Depois de Pedro tentar repreender Jesus dizendo que não seria daquela forma, é a hora da resposta.
Jesus é duro em sua repreensão. Diz que Pedro é um adversário com esses pensamentos.
Querendo afastar Jesus do propósito para o qual tinha vindo.
Acusando Pedro de ter o pensamento apenas nas coisas terrenas e não nas coisas de Deus.
Logo Pedro, que em tão pouco tempo foi elogiado, agora recebe duras palavras de ensinamento de Jesus.
Pedro chamou Jesus a parte, mas o pronunciamento de Jesus foi para todos ouvirem e entenderem que ninguém impediria os planos acontecerem.
Alguns estudiosos levam essa repreensão na consideração de que o Senhor reconhece que satanás está usando a boca de Pedro naquele momento para seduzir Jesus a tentar obter a coroa sem a Cruz.
Quando Jesus se dirige a Pedro, Ele está se dirigindo a Satanás.
Claro que Jesus não estava dizendo que Pedro era o satanás ou que esteja possesso. Nem mesmo mandando Pedro ir para longe.
Jesus está vendo nas palavras de Pedro, as mesmas palavras que satanás utilizou no deserto contra Jesus. (Mateus 4.1-11)
Por isso Jesus utiliza também as mesmas palavras que utilizou no deserto para expulsar Satanás.
Ali Jesus conseguiu perceber imediatamente a armadilha que satanás estava armando.
Por isso Jesus é tão enérgico e utiliza de palavras fortes para advertir a Pedro.
Não existe outra doutrina tão importante quanto a doutrina da morte expiatória de Jesus.
O sacrifício de Jesus na cruz do calvário. A sua morte e ressurreição.
Entender isso nos faz viver a vida diferente.
Nos faz viver para agradar a Deus. Nos faz entender de um grande amor que se entregou.
João 10.11 NAA
11 — Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.
Ele se entregou por nós. O seu sacrifício é real.
O Poder transformador desse entendimento, do entendimento da doutrina da morte expiatória de Jesus, de todo o seu sacrifício por amor, fez Pedro ser uma pessoa diferente.
Falamos sobre isso algumas vezes. O Pedro dos evangelhos não é o mesmo Pedro das epístolas.
Ele entendeu que era necessário Jesus vir, sofrer, morrer e ressuscitar.
O que João Batista tinha profetizado: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” (João 1.29) começou a fazer sentido para Pedro.
Ap. Pedro foi um dos que mais falou sobre o sacrifício de Jesus. Ele aprendeu.
Atos dos Apóstolos 4.11–12 NAA
11 Este Jesus é a pedra que vocês, os construtores, rejeitaram, mas ele veio a ser a pedra angular. 12 E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.
O resultado dessa conversa e advertência não o afastou, mas o fez entender o plano de Deus se cumprindo em Jesus.
O sacrifício de Jesus era necessário.
Quando olhamos para a cruz conseguimos entender que o sacrifício se torna a verdade central do cristianismo, pois foi ali que Jesus consumou a obra da redenção.

Conclusão!

Olhamos para a cruz e temos a certeza que ela está vazia. Jesus morreu e ressuscitou. Ele vivo está!
Olhando para a Cruz nós podemos aprender que o sofrimento foi de verdade.
Olhando para a cruz nós podemos aprender que não tem como os planos do Senhor serem mudados.
Olhando para a cruz nós podemos aprender que o sacrifício de Jesus é a verdade central do cristianismo.
Que haja arrependimento de pecados. Que ao olhar para a cruz entendamos o plano da salvação.
Jesus veio, sofreu, morreu e ressuscitou para nos da a vida eterna.
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