FAMILIARIZANDO-SE COM A BÍBLIA

O que um cristão precisa saber  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Nesta aula, falaremos sobre a doutrina das Escrituras, abordando aspectos como: A inspiração, autoridade, suficiência, necessidade e unidade da Bíblia Sagrada.

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Introdução

A Bíblia é o livro do Cristianismo, portanto, pressupõe-se que todo cristão deveria conhecê-la profundamente, mas infelizmente não é assim! Muitos que professam ser cristãos nunca sequer a leram ou estudaram. Isso se torna uma incoerência na nossa afirmação de sermos cristãos, pois ser cristão significa seguir os princípios e valores do Evangelho de Cristo, e não somente frequentar uma igreja (denominação). Nunca é tarde para reverter isso! Hoje, estamos diante de um desafio de conhecer um pouco sobre a Bíblia, e para isso vamos ver o que ela diz a respeito de si mesma, para depois conhecermos o que a Bíblia nos ensina sobre todos os demais temas.
Quanto mais você lê a Bíblia e quanto mais medita sobre ela, mais fica surpreso com ela. Aquele que é apenas um leitor casual da Bíblia, não conhece a altura, a profundidade, o comprimento e a largura dos poderosos significados contidos em suas páginas.
Charles Spurgeon

16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17 a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

A Inspiração das Escrituras

O que diz a Confissão de Fé da AICEB a respeito deste assunto: “Cremos, confessamos e ensinamos que a Bíblia é a própria Palavra de Deus e que esta Palavra é o fiel registro da revelação (1) que Deus fez de Si mesmo aos homens (2). Sendo Deus Seu verdadeiro autor, foi escrita por homens santos e movidos pelo Espírito Santo (3). Sua mensagem é perfeita, inspirada verbal e plenariamente - cada palavra e a totalidade de seu conteúdo - sem mescla de erros (4), sendo o mais precioso tesouro de instrução divina (5) .”
Inspiração verbal: Referência à doutrina segundo a qual o Espírito Santo guiou de tal modo os autores das Escrituras que até mesmo as palavras escolhidas estavam de acordo com a intenção de Deus. - Millard J. Erickson
Inspiração plenária: Visão segundo a qual toda a Escritura é inspirada, e não apenas certos livros, certas partes de um livro ou certos tipos de material. - Millard Erickson

19 Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração, 20 sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; 21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

Quando falamos sobre a inspiração da Bíblia, falamos da superintendência da Escritura exercida pelo Espírito Santo. Deus não escreveu o livro com seu próprio dedo. Todos os livros da Bíblia foram escritos por seres humanos, mas esses seres humanos foram movidos e protegidos pela autoridade reveladora do Espírito de Deus.

Autoridade das Escrituras

A Confissão de Fé da AICEB, no que tange a autoridade das Escrituras Sagradas diz: “Cremos e confessamos e ensinamos que a Bíblia, assim como seu Autor, é a autoridade final sobre toda a esfera da vida humana (1), sendo fiel padrão pelo qual devem ser aferidas todas as doutrinas e a conduta dos homens, e nossa única e suprema regra de fé e prática (2).”
Porque a Escritura é a Palavra de Deus inspirada e infalível, ela tem suprema autoridade. Não existe nenhuma autoridade humana que seja maior, nem regra de homens capaz de suplantar seus preceitos, e nenhum ensino que possa contradizer algo que ela ensine.
Ela tem a mesma autoridade em todas as questões de prática e vida cristã. O fato de ela ter sido escrita há milhares de anos, em diferentes culturas e povos, não faz diferença alguma. Porque ela é a Palavra do próprio Deus, que sabe o fim desde o princípio e que não muda, as circunstâncias mutáveis da vida neste mundo não destroem a autoridade de nada do que a Escritura diz.
Devemos entender que a autoridade da Escritura é a autoridade de Deus mesmo. Dizer que a Escritura é a Palavra de Deus é dizer que ela tem toda autoridade. Negar isso é negar a Deus; contradizer isso é contradizer o próprio Deus.
Ninguém pode dizer que ele aceita a autoridade da Escritura num ponto e rejeita-a noutro. Ele não pode dizer que aceita o que ela diz sobre Jesus, mas não o que diz sobre a criação. Toda ela é a Palavra de Deus, e toda ela está revestida da autoridade de Deus. Deus e a palavra de Deus não podem ser aceitos ou rejeitados à vontade. Sua Palavra não pode ser anulada (João 10:35).
Uma coisa é confessar a autoridade da Escritura; contudo, é totalmente outra reverenciá-la. Em cada ponto em nossa vida cristã, nossa submissão à Escritura é testada. Nem é fácil submeter-se aos mandamentos da Escritura quando estes contradizem nossa vontade, ou quando o ensino da Escritura toma o caminho oposto de toda inclinação terrena, como geralmente acontece.

Clareza das Escrituras

À medida que lemos a Escritura e procuramos entendê-la, descobrimos que algumas passagens são mais fáceis de entender do que outras. Embora determinados versículos possam, de início, parecer mais difíceis de compreender, a Bíblia foi escrita de tal maneira que todas as coisas necessárias para alguém se tornar um cristão, viver como um cristão e desenvolver-se como um cristão estão claras. - Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Portuguese Edition) (pp. 14-15). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle.

A Necessidade das Escrituras

A necessidade da Escritura significa que é preciso ler a Bíblia ou ter alguém que nos diga o que nela se encontra para conhecer Deus pessoalmente, obter perdão de nossos pecados e saber com certeza o que ele quer que façamos. - Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Portuguese Edition) (p. 16). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle.
Nem mesmo lembraríamos o que Deus teria dito, se ele não tivesse nos dado suas palavras na forma escrita. Quem de nós lembra perfeitamente o sermão que ouviu no último domingo? Ou quem pode estar absolutamente certo que ouviu e lembra corretamente? Peça que duas testemunhas digam o que outro alguém disse, e quase sempre você receberá duas versões diferentes do que foi dito. - Ronal Hanko
Assim como temos necessidade de nos alimentar diariamente, também temos a necessidade de “ingerir” a Palavra de Deus todos os dias de nossas vidas, a fim de nos desenvolvermos espiritualmente.

4 Jesus, porém, respondeu: Está escrito:

Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.

16 Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos.

A Suficiência das Escrituras

Embora aqueles que viveram durante o período do Antigo Testamento não desfrutassem do benefício da revelação completa de Deus, somente encontrada no Novo Testamento, eles tiveram acesso a todas as palavras que Deus pretendia dar durante sua vida. Hoje a Bíblia contém todas as palavras divinas de que um indivíduo precisa para se tornar um cristão, viver como um cristão e crescer como um cristão. A fim de ser “irrepreensíveis” diante de Deus, temos apenas que obedecer a sua Palavra: “Como são felizes os que andam em caminhos irrepreensíveis, que vivem conforme a lei do Senhor!” (Salmos 119:1) Na Bíblia, Deus deu instruções que nos equipam para “para toda a boa obra” que ele quer que façamos (2Timóteo 3:16-17). Isso significa dizer que a Escritura é “suficiente ”. - Grudem, Wayne. Bases da fé cristã: 20 fundamentos que todo cristão precisa entender (Portuguese Edition) (pp. 17-18). Thomas Nelson Brasil. Edição do Kindle.

8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. 9 Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.

18 Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; 19 e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.

Na Bíblia nós temos o que Deus quer que nós saibamos e creiamos. Não devemos colocar regras ou leis que as Escrituras não colocam. Assim, como não devemos procurar um conhecimento “místico” da vontade de Deus, sendo que aquilo que Ele considerou suficiente para nós sabermos podemos encontra na Sua Palavra registrada.

A Unidade da Bíblia

Porque a Escritura é a Palavra de Deus e tem um autor, ela também é uma. Deus não fala com sessenta e seis vozes diferentes. Ele não pode, pois ele mesmo é um em poder, em propósito e em ser. Porque ele é um, sua Palavra e revelação são uma também. O fato de a Escritura ser uma é de suprema importância. Por essa razão, a Escritura não pode contradizer ou divergir entre si. Um livro não pode diferir de outro, nem o Antigo do Novo Testamento. A Escritura não pode ensinar uma coisa no Antigo Testamento e algo oposto no Novo, nem um escritor humano algo diferente do outro.

39 Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.

Como Spurgeon disse: “Onde quer que você fure as Escrituras, elas jorram o sangue do Cordeiro.” Encontrar Cristo em cada passagem deve ser o nosso objetivo, e ao fazê-lo descobriremos com certeza que a Escritura fala com apenas uma voz.
A doutrina da unidade da Escritura é importante não somente como uma defesa contra outros ensinos, mas também para o nosso estudo da Escritura. Se a Escritura é uma, nenhuma passagem dela jamais pode ser estudada, crida ou mesmo citada de uma forma isolada do restante da Palavra. Nada que digamos ou pensemos sobre a Palavra de Deus pode contradizer outra parte dela. E isso significa, sem dúvida, que devemos nos ocupar com as Escrituras, para que a conheçamos do princípio ao fim, e estejamos plenamente inteirados com o seu ensino.
A doutrina da unidade da Escritura significa, então, que toda a Escritura é necessária e importante, e que nenhuma parte dela pode ser negligenciada. Devemos conhecer, ler, estudar, aprender e prestar atenção à tudo dela. Você faz isso?
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