O SERVIÇO COMO UMA FORMA DE AMOR

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Filipenses 2.3–8 “Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros. Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.”
Os primeiros dois versos do capítulo dois tratam sobre como a igreja existe baseada em um alicerce que é maior e mais profundo que a superficialidade do que é visível. O que faz com que a igreja permaneça unida é a ação trina do Senhor, pelos conselhos de Cristo (Palavra e Verdade), o amor de Deus Pai (Obra Redentora) e a comunhão do Espírito Santo (Presença como Selo e Vida). Por conta disso uma marca da vida cristã real e sinônimo de comunhão é que a igreja de Cristo é afetuosa (que tem afeto) e cheia de misericórdia (compaixão e longanimidade) uns com os outros e, por missão e ardor, para com o próximo.
Os cristãos de Filipos precisavam compreender essa verdade e viver de acordo com ela, o que implica terem a união não apenas na reunião física, como expressão cultural e ordinária, mas na demonstração de Fé. Os aspectos que aprovam essa afirmação estão no verso dois, que fala sobre mesmo pensamento, mesmo amor e união de alma e mente.
Observem que o mesmo pensamento esta relacionado ao texto de Romanos 12.16Tenham o mesmo modo de pensar de uns para com os outros. Em vez de serem orgulhosos, sejam solidários com os humildes. Não sejam sábios aos seus próprios olhos.”, não ser sábio aos próprios olhos implica olhar para uma verdade que está fora de nós para guiar nossa vida, a igreja se baseia na Verdade de Cristo, por isso um mesmo pensamento.
O mesmo amor está conectado com a obra redentora de Deus, João 3.16Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”, o Deus que é amor nos amou primeiro, por isso somos frutos de um mesmo amor.
A união de alma e mente é o que compartilhamos no Espirito Santo, Efésios 4.4Há somente um corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança para a qual vocês foram chamados.”, compartilhamos pois é o mesmo Espírito que habita em nós.
Quando os cristãos vivessem isso eles completariam a alegria do apóstolo, pois apesar da distância física, ele compartilha do mesmo Espírito, vive pela mesma Verdade e é fruto do mesmo Amor. Paulo constantemente luta pela comunhão do corpo de Cristo, aliás, para ele nada poderia atrapalhar essa união, pois ela é fruto do Espírito.
Por isso o apostolo está exortando os cristãos de Filipos a fortalecerem essa união, pois nos versos 3 e 4 são apontados posturas que destroem essa união da igreja.
Filipenses 2.3–4Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros.
Ambição egoísta, Prestígio pessoal e Egocentrismo. Essas três posturas destroem a comunhão que nos é dada por Cristo. Elas são prejudiciais pois fogem ao princípio fomentado pelo que nos une.
Se precisamos ter o mesmo pensamento, baseado na Verdade do Evangelho, então não podemos viver focados em nosso anseio desenfreado por sucesso ou poder. Quando isso acontece somos guiados por desejos que lutam contra a Palavra de Deus, afinal ela nos leva a lutar contra a natureza pecaminosa que gera a ambição egoísta.
Se precisamos viver cientes de que somos frutos de um mesmo amor, então a busca por prestígio pessoal não tem lugar, pois ela anceia por roubar a glória que é de Deus. Queremos ser reconhecidos, exaltados, ter nosso lugar de prestígio e de direito, mas essa busca não reconhece quem foi aquele que primeiro abriu mão do que lhe era mais precioso para nos resgatar. Nossa comunhão precisa vir de uma postura que aponta para Cristo.
Se nossa vida é o compartilhar de um mesmo Espírito, se morremos pro mundo e nascemos para Cristo, então essa vida não é sobre nós, não somos o centro do universo. O egocentrismo coloca nossa vontade em foco, somos o fim e o objetivo para tudo que nos move. Se não estamos satisfeitos com o que iremos alcançar e com o lugar que estaremos, então não serve. Ou vivemos compreendendo que a comunhão da igreja é sobre honrarmos Jesus como seu corpo, como servos que foram resgatados, como filhos que foram adotados, ou nossa religião é só expressão cultural vazia que tenta satisfazer nosso ego.
Como combater essas posturas? Paulo apresenta a resposta para esse problema apontando para o testemunho de nosso Senhor Jesus cristo.
Filipenses 2.5–8Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.
Quando buscamos respostas em nós mesmos o que encontramos é sempre desarmonia e hiperfoco em nós mesmos. Quer um exemplo disso: olhe para os jornais, estão repletos de notícias sobre pessoas que cometeram atos horrendos por puro egoísmo, ambição e prestígio pessoal. O homem guiado por sua vontade tende ao caos!
Então a resposta do apóstolo para a paz é o Príncipe da Paz. Pense como Jesus. Ame como Jesus. Viva ciente de que sua vida pertence a Jesus.
Ele fala sobre como Jesus agiu em sua obra redentora, saiu do seu lugar de prestígio e encarnou como homem. Abdicou de Seu Poder, sendo obediente e sofrendo todo tipo de dificuldade que a vida terrena trouxe. Nunca usou sua vontade como desculpa para ganho próprio, Jesus obedeceu e tomou sobre si a culpa que não era dele, por amor, por obediência , para servir.
E aqui se encontra o objetivo do nosso estudo, compreender que a vida em comunhão na igreja nos leva a servir, e SERVIR COMO UMA FORMA DE AMOR.
Jesus veio servir aos propósitos de Deus Pai, que o enviou por Amor a nós, e conquistou com Sua obra toda autoridade e compartilha conosco, os que cremos, a vida e vitória sobre o pecado. Servir é o lema de Cristo, e para nós que o seguimos e o servimos, deve ser um testemunho diário.
A comunhão da igreja é fortalecida pelo serviço de seus membros, os dons são dados como meio de graça para serem usados no serviço e edificação do corpo. A missão da igreja é cumprida quando servimos aos outros compartilhando as Boas Novas em palavras e atitudes. A adoração da igreja acontece quando servimos ao Senhor no culto comunitário e pessoal.
Servir é um ato natural do cristão, e sua manifestação deve ser fruto do amor que nos preenche. O amor de Deus e para Ele que nos leva a amar o próximo, mesmo quando isso significa sacrificar o nosso próprio bem-estar. Pois esse é o exemplo de Jesus.
Crendo nessa verdade quero sugerir três questões para que você reflita sobre o serviço cristão como um forma de amor:
Você tem servido a Deus?
Por servir a Deus quero dizer viver para Ele, sendo obediente em tudo em todo tempo. Cultuando no dia-a-dia até o culto coletivo do corpo. Ser meio de graça para o próximo, e compartilhar do que Deus te deu.
Qual sua motivação para servir?
Por motivação quero dizer fazer por amor. Se você ama a Deus e compreende quem Ele é, viver para Ele deve nos levar a cumprir Sua vontade. E Sua Palavra nos diz que amar o próximo é uma ordem, devemos servir por amor.
O que você espera ao servir?
Por esperar quero dizer o que você quer ganhar com isso. Jesus não fez por ganho algum, Ele já tinha tudo, Ele nos salvou por obediência e amor. Seu amor o levou a sacrificar e depois compartilhar. Se servir é um caminho para ganhar algo, então nosso serviço é vão. Servir como expressão de comunhão do corpo é um ato de amor e obediência.
Como discípulos, precisamos estar com o coração voltado para a Palavra de Deus em busca de viver o amor do Pai guiados pelo Espírito Santo. Como discípulos precisamos servir e compartilhar o amor grandioso. Precisamos servir como uma forma de amor!
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