Romanos 1.18-32
O autor apresenta a justificação do SENHOR na salvação, estabelecendo a culpabilidade do homem, devido a rebelião idolatra que perpetrou, e resultou em sua depravação moral e, consequentemente, em sua condenação pelo próprio Deus.
Introdução
Elucidação
1. (vv.18-23) A supressão da verdade como causa da injustiça e impiedade dos seres humanos.
A) o conhecimento de Deus é público em razão de toda a criação apontar para sua existência e excelência.
B) A indesculpabilidade do homem deve-se a rejeição e intencional negação do reconhecimento da glória divina.
2) (vv.24-32) A consequência de tal rebelião como sendo a revelação da ira de Deus na entrega da humanidade ao estado de queda e depravação.
[…] Eles [os homens] mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador.
Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si (v.24).
Por causa disso, os entregou Deus
Síntese
Aplicações
1. O estado de pecado e corrupção no qual está o ser humano é resultado de sua rebelião contra o SENHOR, por meio da qual aquele suprimiu e rejeitou a verdade de Deus, qual seja: sua divindade, atributos e poder, bem como a exclusividade da adoração devida somente a ele.
2. A indesculpabilidade do homem advém de sua contínua rejeição da verdade de Deus, e a idolatria foi e é o pecado que instrumentaliza a perpetuidade da rebelião humana.
Que resposta os seres humanos corruptos e caídos tentarão dar a Deus no dia do julgamento? “Deus, eu não sabia que o senhor estava lá. O senhor não se revelou claramente para mim; se o tivesse feito, eu teria sido seu servo obediente”. As pessoas serão tentadas a apresentar desculpas, mas todos permanecem sem desculpa. Não há nenhuma desculpa de ignorância diante de Deus, não quando ele próprio nos tem dado a informação. Uma desculpa de ignorância é uma desculpa vazia, e não terá nenhum efeito.
3. A rejeição humana da verdade de Deus trocando-a pela idolatria, culminou numa disposição mental reprovada que fomenta a degeneração da moralidade do ser humano, transformando-a numa fábrica de ídolos, que por sua vez dão à luz à imoralidade epidêmica.
A iniquidade se torna mais intensa quando não encontra qualquer inibição ou desaprovação da parte de nossos semelhantes e quando há uma aprovação, coletiva e sem discordância, a respeito do mal.
4. A mais intensa manifestação da ira divina, com exceção do julgamento e condenação do pecador ao inferno, não é qualquer publicação de juízo do SENHOR instrumentalizado por meios externos (e.g. a erradicação de Sodoma e Gomorra; Dilúvio etc.), mas a retirada do senso moral do ser humano, que afunda-se na exploração das potencialidades de sua natureza caída, sendo assim feita a vontade deste.
A pior coisa que pode acontecer aos pecadores é que tenham permissão para continuar pecando sem qualquer restrição divina. No final do Novo Testamento, no livro de Apocalipse, quando é feita a descrição do último julgamento, lemos: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo” (
