A Trindade e os privilégios espirituais

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3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, 4 assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor 5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, 6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, 7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, 8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, 9 desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, 10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; 11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, 12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; 13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória. -

Introdução

Colocar uma ilustração, e se necessário, colocar uma elucidação sobre o contexto literário da passagem.
O texto de Efésios 1:3-14 nos mostra a Trindade em ação na salvação de pecadores, concedendo a eles privilégios espirituais.
Oração Interrogatória: Qual a primeira Pessoa da Trindade é destacada pelo apóstolo Paulo neste texto?
Oração de transição: A primeira Pessoa que é destacada pelo apóstolo Paulo é o Pai. A primeira divisão do nosso texto mostra que...

1. O Pai é louvado por ter concedido bênçãos espirituais aos crentes (1.3-6).

Oração Interrogatória: Que bênção sãos essas que o Pai concede aos crentes?
Oração de transição: A primeira bênção que o Pai concede aos crentes é a...

1.1 Eleição para a santificação (1.3-4).

O Pai é apresentado no texto como Aquele que executa um ato de escolha em favor de pessoas que não merecem, por si mesmas, nada de bom proveniente de Deus, a não ser a sua justa condenação. Mas, no lugar de recebermos a sua justa ira, o texto bíblico diz que Ele [O Pai] “nos escolheu,nele [Cristo] antes da fundação do mundo”.
O que significa essa expressão “escolheu”? A palavra usada aqui é ἐκλέγομαι (eklegomai) que é traduzida como “escolher” ou “eleger”, que significa você selecionar algo ou alguém para suas próprias razões ou propósitos dentro de um número de alternativas. Por exemplo:

13 E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e

Neste texto em questão, podemos ver Jesus escolhendo dentro de um número de possibilidades, que no contexto são os diversos discípulos que o seguiam, e escolhe dentre eles doze (12) para serem seus apóstolos. Ou seja, para serem homens que falariam em seu nome e iriam representá-lo de algum modo.
Então, voltando ao nosso texto sabe, percebemos que o ato de escolha para viver como Deus requer de nós, foi um ato primeiramente de Deus, de modo que, quando manifestamos o desejo de viver uma vida em santidade e para a glória de Deus, é apenas uma consequência daquilo que o Senhor já havia decretado.
Quando alguém diz: “Hoje eu decidi que quero ser um cristão e dedicar minha vida a Deus.” Talvez alguém pode pensar que essa decisão veio da própria natureza daquela pessoa, mas na verdade não é bem assim. A decisão dela de seguir a Jesus é um reflexo daquilo que o Senhor já estabeleceu, Ele já havia escolhido aquela pessoa para que ela o servisse. Lembremos das palavras de Jesus: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça...” (Jo 15.16)
E para o que o Deus Pai nos escolheu? Será que foi apenas para que ganhássemos um título de “Os escolhidos”? Certamente que não! Deus quando nos escolheu não foi apenas por isso, mas “para sermos santos e irrepreensíveis”. Alguém já disse que junto com grande privilégios vem grandes responsabilidades, e aqui nós vemos que isso é verdade. Quando Deus nos escolhe, Ele tem um propósito em tudo isso.
Paulo utiliza duas palavras importantes para apresentar a missão que os eleitos de Deus tem: 1) “santos” (ἅγιος / hagios). Santo é algo que separado do uso profano e é trazido para ser dedicado ao uso de Deus. Refere-se à separação dos crentes, enfatizando a pureza e a dedicação exigidas da vida cristã. 2) Irrepreensíveis (ἄμωμος/ amomos). Esta palavra pode ser traduzida literalmente por: “imaculado” ou “sem defeitos”. Pode se referir a alguém livre de defeitos físicos ou morais. No nosso texto, ela tem esse último sentido: alguém livre de defeitos morais. Isso denota a qualidade de viver uma vida que não pode ser acusada, refletindo assim a natureza de Cristo em nós.
Um detalhe que não pode passar desapercebido é que essa bênção da eleição é feita “em Cristo” (1.3). Deus Pai nos escolheu “nele”, referindo ao Seu Filho, Jesus Cristo. A expressão “em Cristo”, não é colocada ali sem propósito. Tudo o que os cristão podem receber ou, tudo o que eles recebem de Deus vem por meio de Jesus Cristo. É de fundamental importância entender que as bênçãos espirituais que temos são uma consequência da nossa posição em Cristo.
Oração interrogatória: Qual a segunda bênção que o Deus Pai concede aos crentes?
Oração de transição: A segunda bênção que o Deus Pai concede aos crentes a...

1.2 Predestinação para adoção (1.5)

Fomos predestinados para sermos filhos de Deus por meio de Jesus Cristo. Ser predestinado é determinar algo antes do tempo ou antes da sua ocorrência. Ou seja, antes de nossa história, propriamente dita, começar, o Pai já tinha determinada que seríamos seus filhos.
Como então é feita essa filiação? O texto bíblico nos diz que é por meio da adoção. Somos adotados na família de Deus. A adoção é um procedimento judicial que cria uma relação de pai-filho entre pessoas não vinculadas por sangue; com a criança tendo o direito a todos os privilégios pertencentes a um filho natural (incluindo o direito de herdar).

1.3 Graça por intermédio de Jesus (1.6)

Efésios: Igreja, a Noiva Gloriosa de Cristo Bênçãos Procedentes de Deus, o Pai (Ef 1.4–6)

“Para o louvor da glória da sua graça, que nos deu gratuitamente no Amado.” Não podemos fazer a nós mesmos aceitáveis a Deus. Nossa justiça é como trapo de imundícia aos seus olhos. Mas ele, por sua graça, fez-nos aceitáveis em Cristo. “Cristo habita para sempre no amor infinito de Deus, e como estamos em Cristo, o amor de Deus para com Cristo está em nós de uma maneira maravilhosa.”

O Filho é louvado por ter realizado a salvação dos crentes (1.7-12)

Destacar a segunda divisão do texto

Redenção através do perdão de pecados em seu sangue (1.7-8).

Neste ponto, tem duas palavras que nos saltam aos olhos devido a sua riqueza de significado teológico. 1) redenção (απολυτρωσις / apolutrosis), que significa uma libertação efetuada por meio de um pagamento do resgate. 2) remissão (ἄφεσις /aphesis). Esta palavra ela também pode ser traduzida como perdão. A ideia aqui é de uma liberação formal de uma obrigação ou dívida; especialmente compreendido da dívida de pecado.

Revelação do plano de Deus de trazer todas as coisas sob o controle de Cristo (1.9-10).

Em Cristo, nós temos a maior revelação da vontade de Deus. Cristo é o ápice da revelação de Deus. O texto bíblico nos fala sobre um mistério que foi desvendado. O que isso quer dizer? Será se Deus brinca de enigmas com a gente? Não é bem assim...
Quando o apóstolo Paulo desse desvendar, esse desvendar não é apenas tornar algo conhecido, mas é também obter um conhecimento completo a respeito de determinada coisa. E aí, ele utiliza outra palavra importante para notarmos que é “mistério”. O que é mistério na Bíblia? Será que é algo como alguns pentecostais afirmam de Deus fazer coisas que ninguém entende ou até mesmo fazer coisas que contradiz a Sua própria Palavra e aí a gente justificar tal coisa, dizendo: “Deus é Deus de mistério!”. Mistério nas Escrituras significa o seguinte: Uma verdade não revelada até então. Ou, uma verdade que ainda não tinha sido plenamente entendida e que é agora as pessoas podem saber o que aquilo realmente significa.
E qual é esse mistério? É o fato de que a igreja, por meio de Jesus Cristo, une os judeus e gentios no mesmo corpo. Judeus e gentios são comungam da mesma promessa em Cristo. Ambos os grupos possuem o mesmo valor diante de Deus como seus filhos e compartilham da mesma esperança da glória.
Cristo une nEle todas as coisas! Tudo isso só acontece por causa da obra salvífica de Cristo.

Aceitação diante de Deus segundo seus propósitos soberanos de eleição (1.11-12).

O Espírito Santo é louvado por selar os crentes para o dia da redenção (1.13-14)

Selou aqueles que creem no evangelho como um sinal da posse de Cristo (1.13).

Lendo Efésios com John Stott Vocês que Ouviram a Verdade (Efésios 1.13–14)

Segundo, o Espírito Santo é o selo de Deus, uma marca de propriedade e autenticidade. O gado, e até mesmo os escravos, eram marcados com um selo por seus senhores para indicar a quem pertenciam. Mas esses selos eram externos, enquanto o de Deus está no coração. Ele coloca seu Espírito dentro de seu povo para marcá-lo como seu.

Selou aqueles que creem no evangelho como uma garantia da sua máxima salvação (1.14).

Efésios: Igreja, a Noiva Gloriosa de Cristo Bênçãos Procedentes de Deus, o Espírito Santo (1.13,14)

William Barclay diz que, no grego clássico, arrabon significava o sinal em dinheiro que um comerciante tinha de depositar com antecedência ao fechar um contrato, dinheiro que perderia caso a operação não se consumasse. A palavra garantia, portanto, representa a primeira parcela de um pagamento, a garantia de que o pagamento integral será efetuado. O Espírito Santo é o primeiro pagamento que garante aos filhos de Deus que ele terminará sua obra em nós, levando-nos para a glória (

Lendo Efésios com John Stott Vocês que Ouviram a Verdade (Efésios 1.13–14)

Ao entregá-lo a nós, Deus não está apenas nos prometendo a herança final, mas, na verdade, está nos dando uma prévia dela.

Conclusão e aplicações

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