Andando em sabedoria: Compreendendo a vontade do Senhor no lar e no trabalho

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O lar Cristão

Efésios 6.1–9 (ARA)
O lar cristão: filhos e pais
1 Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. 2 Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), 3 para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.
4 E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.
O lar cristão: servos e senhores
5 Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, 6 não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; 7 servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens, 8 certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre.
9 E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas.
Enquanto você estiver nessa casa, você vai seguir as minhas regras.
Quem manda aqui, sou eu.
Lá em casa a gente não pode fazer isso.
Minha mãe não deixa fazer isso.
Isso é coisa do meu pai, ele tem essa mania.
Essas são frases que já se tornaram jargões nas famílias brasileiras e tenho certeza que muitos irmãos aqui já ouviram, ou já disseram essas palavras. Todos os nossos relacionamentos são baseados em regras, em alinhamento, em expectativas de ação e reação entre os seres humanos. Mas será que temos refletido profundamente em como devemos falar, agir e mesmo pensar sobre a relação com o nosso próximo? principalmente à família, que possui vínculos sanguíneos?
Essa noite estudaremos as regras de Deus para a família com o tema:
Andando em sabedoria: Compreendendo a vontade do Senhor no lar e no trabalho
O código doméstico de Efésios tinha o objetivo de promover a unidade dos crentes naquela comunidade da Ásia Menor. Essas são as regras da família.
A palavra é dirigida a grupos específicos de crentes no que diz respeito às suas responsabilidades com outros grupos que podiam ter sido crentes ou não.
Paulo ordenou aos crentes que andem com sabedoria, aproveitando ao máximo cada oportunidade (Ef 5.15-17). Ele explicou que isso é feito pela compreensão da vontade do Senhor mediante o processo de ser cheio pelo Espírito. (v.18) Os crentes devem executar suas responsabilidades, no poder do Espírito Santo, como para o Senhor.
As características resultantes desse enchimento são indicadas pelas palavras: falando, entoando, louvando, dando e sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo (5.21).
Esse versículo não apenas conclui a seção iniciada em 5.15, mas também é um versículo de ligação com a seção do código doméstico (5.22—6.9).
A presente passagem tem muita relação com a anterior, pois apenas crentes cheios pelo Espírito conseguem agradar ao Senhor ao cumprirem seus deveres e conseguem ter vida correta em seus relacionamentos familiares ou profissionais.
O apóstolo Paulo utiliza a estrutura:
Grupo de pessoas --> Ordem --> Esclarecimento --> Motivação
E o primeiro grupo de pessoas a quem Paulo se dirige são os filhos:
1 Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor,
Diferente do caso das mulheres, a ordem aos filhos (como também aos escravos nos v. 5ss) é introduzida com o imperativo “obedecei”. Também essa expressão remete a uma ordem à qual os interpelados devem se ajustar.
A obediência é a evidência da honra que os filhos devem a seus pais.
Os filhos são instruídos a obedecerem a ambos, pais e mães. Isso é válido para os bebês, para as crianças, para os adolescentes, jovens e adultos.
Ainda que Paulo esteja se dirigindo àqueles que ainda estão em casa como filhos dependentes, mas com idade suficiente para entender as instruções.
Então Paulo adiciona um esclarecimento:
no Senhor,
este Senhor é Cristo, como ocorre em outros casos ao longo da epístola (2.21; 4.1,17; 5.8; 6.10,21).
Mas não significa que devemos obedecer somente os pais que são crentes.
Isso é confirmado pela passagem paralela de Colossenses 3.20, em que a ordem dada aos filhos é que “obedeçam aos pais em todas as coisas, pois isso é agradável no Senhor”.
O apóstolo ensina que a obediência dos filhos é decretada pela autoridade de Deus. Daí se segue que os pais devem ser obedecidos, só até onde os deveres para com Deus não sofram detrimento, porquanto estes devem vir em primeiro lugar.
E a motivação é:
pois isto é justo.
“Pois isso é correto”. Essa é a motivação para os filhos obedecerem aos pais. É a coisa certa a fazer diante do Senhor. Colossenses 3.20 é um pouco mais explícito: “pois isso é agradável ao Senhor”.
Ele prova que tal submissão é justa, porque o Senhor a ordenou; pois não é lícito questionar ou pôr em dúvida a determinação daquele cuja vontade é a mais justa norma da bondade e retidão.
Esse conceito tem apoio bíblico nos dois versículos seguintes, pois, em última análise, só à luz da justiça e das ações justas do próprio Deus é possível julgar o que é certo ou errado.
2 Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), 3 para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.
O sentido de “honrar pai e mãe” é esclarecido por Jesus em Mc 7:10:
Pois Moisés ordenou: “Respeite o seu pai e a sua mãe.” E disse também: “Que seja morto aquele que amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe!” 11 Mas vocês ensinam que, se alguém tem alguma coisa que poderia usar para ajudar os seus pais, mas diz: “Eu dediquei isto a Deus”,12 então ele não precisa ajudar os seus pais.13 Assim vocês desprezam a palavra de Deus, trocando-a por ensinamentos que passam de pais para filhos. E vocês fazem muitas outras coisas como esta. NTLH
O cuidado com os pais necessitados é dever dos filhos, que tampouco pode ser eliminado consagrando o dinheiro ou o tempo disponível ao templo ou a Deus.
Por meio deste exemplo Jesus deixa claro que havia uma enorme hipocrisia por parte dos escribas. Como temos visto nos tempos atuais a mesma situação, onde pais e mães são menosprezados diante das agendas prioritárias dos filhos.
E quando dentro de casa não obedecem seus pais, não ajudam nas tarefas do lar, não suportam financeiramente, zombam os pais e os avós.
São negligentes; invejosos, desprezam seus conselhos e se rebelam contra suas ordens e correções legítimas; amaldiçoam e zombam deles trazendo vergonha e desonra para eles.
Por outro lado, devemos:
Honrar nossos pais com a devida reverência sincera, em palavras e em ações, com oração e ações de graças por eles; imitando as suas virtudes e graças; obedecendo prontamente os seus mandamentos e conselhos legítimos; sendo submissos às suas correções; sendo fiéis a eles, defendendo a suas pessoas e autoridade, suportando as suas fraquezas e encobrindo-as com amor, para que sejam uma honra para eles e para o seu governo.
A honra e a obediência dos filhos aos pais é a primeira etapa importante para aprender a honrar e obedecer a Deus. Se o filho desonra e desobedece a um dos pais ou a ambos, é provável que terá a mesma atitude com Deus.
É claro que, quando os filhos saem de casa e/ou se casam, serão responsáveis por suas próprias escolhas, e, caso se casem, deixarão o pai e a mãe e se apegarão ao cônjuge. Mesmo assim, embora não mais se exija obediência, a honra aos pais deve continuar.
O imperativo presente reforça a ideia de que os filhos devem honrar os pais continuamente.
(que é o primeiro mandamento com promessa),
A interpretação mais aceita é que o quinto mandamento é o primeiro mandamento com uma promessa específica, porque as promessas do segundo mandamento (Êx 20.5,6) são de natureza geral, aplicáveis a todos os mandamentos.
As promessas anexadas aos mandamentos se destinam a avivar nossa esperança, e comunicar-nos uma disposição mais intensa em nossa obediência.
Portanto, Paulo usa um tempero, por assim dizer, para tornar a submissão que ele ordena aos filhos mais imediata e feliz. Ele não diz simplesmente que Deus ofereceu um prêmio àquele que obedecem a seu pai e a sua mãe, mas que tal proposta é específica a este mandamento.
3 para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.
Como regra geral, a obediência e a honra promovem autodisciplina, o que, por sua vez, traz estabilidade, longevidade e bem-estar; desobediência e desonra produzem falta de disciplina, o que, por sua vez, traz instabilidade, vida mais curta e falta de bem-estar.
Portanto, os filhos devem obedecer aos pais e honrá-los, porque isso é correto. Essa responsabilidade tem de ser considerada no contexto mais amplo, ou seja, de crentes que são cheios pelo poder do Espírito.
O filho cheio pelo Espírito obedecerá a essa ordem.
O filho que anda em sabedoria, compreende a vontade do Senhor no lar.
4 E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.
E então, Paulo passa ao segundo grupo de pessoas, os pais:
Na estrutura da família hierárquica, Paulo deixa bem claro que o pai tem de assumir a responsabilidade de criar os filhos. É possível que tanto o pai quanto a mãe estejam em vista, mas, à luz das estruturas hierárquicas, o pai é responsável por toda a sua família.
Aquilo que a falta de obediência representa no caso dos filhos, no caso dos pais (ou do pai e da mãe) é o rigor excessivo: “E vós, pais, não torneis irados vossos filhos.” É verdade que exortação, correção e castigo fazem parte das tarefas dos educadores.
É justamente a sua omissão que deixa de expressar o amor dos pais (cf. Pv 13:24; 23:13s). O pano de fundo disso é o temor do Senhor, que também gera o bem da pessoa (Sl 94:12; Hb 12:7). É verdade que a correção não deve passar das medidas. Enquanto Dt 21:18–21 previa até mesmo o apedrejamento para filhos desobedientes incorrigíveis, Pv 19:18 adverte: “Castiga a teu filho enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.”
Aplicando o ensino aqui, o pai não deve criar o hábito de fazer os filhos “se sentirem provocados ou com muita raiva”. Como em Colossenses 3.21, seu sentido é “para que não fiquem desanimados”. É lógico que a irritação causada dia a dia por pais implicantes e que humilham os filhos pode, por sua vez, tornar os filhos irados. Essa ira cresce, sem dúvida, como resultado da frustração de nunca conseguir agradar ao pai que constantemente implica ou humilha.
Por outro lado, essa ira também pode crescer quando a negligência do pai é tão grande, que o filho se sente deixado de lado e perdido dentro de sua própria família.
Talvez nunca na sociedade nós tenhamos visto pais, homens, mais fracos, frouxos, medrosos, covardes e incompetentes que no século XXI.
Ao dar as instruções, Paulo apresenta a cada pai uma nova perspectiva sobre o tratamento dos filhos e traz mais um esclarecimento:
mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.
Criai-os significa “educar desde a infância, criar, nutrir”;
Na disciplina do Senhor: aqui a orientação é a criação da criança, a educação, o treinamento, e também o castigo, a correção. Aqui temos o enorme privilégio e responsabilidade de agir como Deus agia com o povo de Israel ao longo de sua história. Exortando, direcionando, repetindo as orientações quando necessário, dando exemplos, demonstrando o caminho do Senhor e o que Ele espera de nós.
Na admoestação do Senhor: essa palavra no original é composta pelas palavras ‘mente’ e ‘colocar’, ou seja, é exercer influência sobre a mente dos filhos. É aconselhar a criança nos caminhos do Senhor. É advertir a criança quando ela está tomando um caminho errado. E também pode ser instruir sempre que surgirem oportunidades.
Quantas vezes nós, pais, perdemos oportunidades preciosas de instruir nossos filhos no Senhor, seja na contemplação da revelação geral de Deus, a natureza, seja em momentos simples de lazer e entretenimento, ou de forma sistemática e frequente nas horas em que muitas vezes entregamos nossos filhos às telas e aos influenciadores deste mundo caído.
O Senhor no final da sentença é referente ao nosso salvador, Jesus Cristo. O treinamento e a admoestação que o pai dá a seus filhos não devem ser centralizado no homem, mas sim, Cristocêntrico.
Portanto, Paulo exorta os pais crentes a treinar e admoestar os filhos de acordo com as maneiras prescritas pelo Senhor no poder do Espírito Santo. E essa ação e responsabilidade é contínua.
Concluindo, essa segunda parte do código doméstico descreve as responsabilidades de filhos e pais de modo bem parecido com que Paulo descreveu os deveres de maridos e esposas. Ou seja, ele se dirige diretamente a cada grupo.
Ele toma bastante cuidado de não apenas examinar a responsabilidade dos filhos em obedecer aos pais, mas também de explicar que essa conduta é para o bem-estar deles.
Na admoestação ao pai, a instrução apostólica de que ensine os filhos e aja amorosamente com eles inclui uma advertência, a saber, não provocá-los à ira. O poder do Espírito Santo deve ser o meio pelo qual todos os envolvidos serão capazes de cumprir essas admoestações.
Os filhos, portanto, não devem ser levados à ira e endurecidos pelo comportamento impróprio dos pais, mas educados “em disciplina e exortação do Senhor”.
“a educação que o Senhor exerce por intermédio do pai”
Os meios disponíveis para isso são: exemplo, elogio, admoestação, eventualmente castigo físico.
Seria imaginável também a diferenciação entre educação pela ação (disciplina) e educação pela palavra (admoestação).
Em 2 Tm 3:16 a referida concepção de educação é aproveitada para ilustrar o efeito da Sagrada Escritura em toda a igreja: “Ela serve para ensino, punição, repreensão e educação na justiça.”
Os pais que andam em sabedoria, compreendem a vontade do Senhor no lar.
A partir do verso 5, passamos a um terceiro grupo de pessoas, os servos.
Na época de Paulo a escravidão era algo comum e dentro do Império Romano e mesmo do mundo judeu, a relação servo x senhor era conturbada. Pela graça do nosso bondoso Deus, a escravidão foi abolida na maioria dos países do mundo e hoje, muitos de nós vivemos uma relação e empregado x patrão, que mesmo não sendo sempre justa e imparcial, nos traz maior dignidade e valor.
Ainda assim, o texto dos versos 5 a 9 nos traz instruções práticas e teológicas que devem orientar nossa relação com o trabalho e com nossos empregadores.
5 Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo,
A ordem aos escravos começa com o mesmo verbo que aquela dirigida aos filhos: “Obedecei.”
Ele fala aos servos de uma maneira muito forte, porque o sofrimento e a amargura de sua condição a tornam mais difícil de ser suportada. E ele não fala de mera obediência externa, e sim do temor espontâneo; porque é muito raro alguém de boa vontade render-se ao controle exercido por outro.
Paulo não está falando de servos assalariados como os temos hoje, mas de servos dos tempos antigos, cuja servidão era de caráter contínuo, a menos que, por meio da bondade de seus senhores, fossem libertados.
Pela lei, os senhores tinham sobre eles poder de vida e de morte. É a esses que ele ordena que obedecessem a seus senhores, a fim de que não imaginassem que pelo evangelho lhes fora permitira a liberdade na terra.
Ainda que a justiça romana entendesse os escravos como objetos, e não como cidadãos de direitos iguais, seus “proprietários” não deixam de ser meros “senhores terrenos” (literalmente: “senhores segundo a carne”).
Seu senhorio sofreu uma restrição decisiva por parte do Senhor de todos os senhores, que agora é o Senhor verdadeiro de um escravo cristão.
Paulo esclarece que essa obediência deve ser praticada com:
com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo,
O temor e o tremor nos mostram a seriedade da reverência que deve ser demonstrada.
“na sinceridade de vosso coração” é agir sem segundas intenções e sem falsas encenações, ou seja, obedecer de verdade.
“como a Cristo” Para os escravos, o motivo central para demonstrar o devido respeito e obediência aos seus proprietários é a ligação com o próprio Cristo.
6 não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus;
Paulo continua a orientação para uma conduta transparente, determinada pela luz de Deus.
“não servindo à vista, como servos de pessoas”. Deus é aquele que vê o coração, e não – como as pessoas – o que está diante da vista, trabalhadores crentes não devem executar suas tarefas com fingimento e hipocrisia, apenas para impressionar pessoas.
Portanto, devemos obedecer a nossos superiores com sinceridade de coração, não com atitudes e atos de enganosos. Não devemos fingir que estamos trabalhando, quando, na verdade, estamos ociosos. Devemos dar plena atenção e dedicação à tarefa em que estamos envolvidos.
Os que não são servos de Cristo são aqueles que não têm nenhum interesse real em seu trabalho, apenas visam causar uma boa impressão em seus superiores, buscando se exibir diante de todos ao seu redor fazendo o mínimo de trabalho. 
Como servos obedientes de Cristo, devemos fazer a vontade de Deus, agradando a Deus de todo coração, não às pessoas.
A obediência dos escravos a seu senhor terreno indicava sua obediência a seu senhor celestial.
Não há dúvida de que nem sempre era fácil pôr essa ordem em prática.
Mas, os servos que andam em sabedoria, compreendem a vontade do Senhor no trabalho.
7 servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens,
Paulo reforça a importância de servir de coração, de boa vontade, de forma que não seja fingida, que não seja “na força do ódio”, como tem sido falado hoje em dia. Devemos servir como se o próprio Cristo nos desse uma ordem, como pediu aos discípulos para distribuírem o pão multiplicado, como pediu para que buscassem a jumentinha ou como pediu para prepararem sua última ceia.
E a motivação dos servos é:
8 certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre.
Todo aquele que volta os olhos para o Senhor ao agir, será direcionado pela vontade de Deus.
Independentemente do que acontecer de bom desse modo, ele não será esquecido por Deus e obterá recompensa.
Jesus promete a seus seguidores que receberão retribuição múltipla por toda renúncia feita por causa dele (Mt 19:29s ‘Deixar pai e mãe..’). Nem mesmo um copo de água fresca será desconsiderado (Mt 10:42 ‘Quem der de beber um copo de água aos meus pequeninos..’).
No entanto, é preciso observar com precisão o seguinte: quando o bem é realizado somente “para se mostrar diante das pessoas” (Mt 6:16; cf. 23:27s ‘jejum hipócrita dos fariseus’), a boa ação transforma-se em demonstração da justiça própria, perdendo assim seu valor.
Cada um que fizer o bem para seu senhor ou sua senhora na terra receberá definitivamente recompensa do Senhor Deus, o supremo senhor.
E por fim, o apóstolo escreve para os senhores:
Grupo de pessoas --> Ordem --> Esclarecimento --> Motivação
9 E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas.
A expressão se refere à ideia mais geral do espírito de integridade, dedicação e boa vontade que os senhores devem manifestar com os escravos, assim como manifestam com o Senhor. Isso está em conformidade com Colossenses 4.1, em que Paulo exorta os senhores a tratarem os escravos de maneira justa e imparcial.
Aqui a frase pode ser traduzida por “parem de ameaçá-los”. Essa proibição é apropriada, pois havia um dito proverbial de que “todos os escravos são inimigos”, pois os senhores eram tiranos e abusavam.
E quantas vezes em uma empresa ou relação de trabalho o superior trata os chamados ‘peões’ de forma pejorativa, com desdém, com brincadeiras indevidas, com ameaças, mesmo que leves, com abusos de poder, solicitando aquilo que não condiz com a atividade do empregado, e até mesmo por meio de assédio moral ou sexual. E nós cristãos também agimos dessa forma no trato com funcionários ou times em que somos gestores. Inclusive em casos em que superior e empregado são cristãos.
Não é isso que o Senhor requer de nós. Devemos proceder com integridade, justiça, de forma imparcial. Gerenciando para o Senhor, como fez José no Egito, como fez Daniel na Babilônia, como fez Neemias na Pérsia e em Jerusalém.
O superior que anda em sabedoria, compreende a vontade do Senhor no trabalho.
APLICAÇÃO
Os empregados cristãos devem servir a seus empregadores com temor, diligência, integridade e boa vontade, e os empregadores cristãos devem tratar seus empregados com integridade e boa vontade, sem ameaças. Tanto os empregados cristãos quanto os empregadores cristãos também precisam perceber que têm um senhor celestial a quem devem prestar contas por suas atitudes e conduta. Além disso, o comportamento de ambos os grupos deve ser um testemunho para os incrédulos com quem trabalham.
Todos os cristãos estão conjuntamente subordinados ao cabeça, Jesus Cristo. Ele, cuida com amor auto-sacrificial de seu corpo, a igreja. Dessa maneira os cristãos são libertos para a respeitar as ordens dentro das respectivas situações de vida.
Como é possível implementar essas ordens? Deve-se lembrar que essas instruções têm de ser recebidas à luz do contexto mais amplo de Efésios 5.15-21, em que o crente é orientado a andar com sabedoria ao ser cheio pelo Espírito Santo.
Concluindo, as instruções dadas no código doméstico são a fórmula de Deus para a caminhada sábia de esposas, esposos, filhos, pais, escravos e senhores. Cada um deles deve ser cheio pelo Espírito para pôr fielmente em prática as exortações transmitidas.
CONCLUSÃO
A convivência na igreja cristã, o corpo de Cristo, é determinada pelo Espírito Santo. As pessoas foram renovadas por meio Dele. Ele deve aperfeiçoar cada vez mais os crentes. Conseqüentemente, o louvor ao Deus triúno deve ser proferido na igreja e moldar a convivência das pessoas.
O seu relacionamento com Cristo direcionará o seu convívio com os seus pais, filhos, senhores e servos.
Portanto, filhos e servos devem dedicar o que é devido a seus pais e superiores. Estes, por sua vez, não devem abusar de sua posição.
E que acima de todos, Cristo, o Senhor da Igreja, seja nosso único Senhor. Que ele nos abençoe. Amém!
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