O CANTO DEPOIS DO CHORO! 1 Samuel 2.1-10

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Deus está agindo soberanamente em nossa história que culminará na vinda do Rei do Reino.

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Grande ideia: Deus está agindo soberanamente em nossa história que culminará na vinda do Rei do Reino.
Estrutura: Um canto que alinha o coração de Ana com a vontade de Deus (vv. 1-3), um canto que celebra as reversões de Deus ao longo da nossa história (vv. 4-9) e um canto que aponta para o que está em nossa frente, o reino do nosso Rei (v. 10).
Comentário Bíblico Latino-Americano Samuel Nasce da Esterilidade Convertida em Fertilidade (1.1–2.11)

Como já dissemos, a história de uma família comum está vinculada ao propósito maior de Deus para o seu povo. A devoção é encontrada em personagens inesperados, nos rejeitados, e não nos líderes religiosos. A piedade reside na oração pessoal de uma mulher estéril de quem o SENHOR havia aparentemente se esquecido ou a quem havia punido, e não em Eli, o líder religioso que a observava passivamente e que até julgou de maneira equivocada essa mulher piedosa.

Tim Chester:
A história de Ana é um retrato da história de Israel- e, de fato, da história da humanidade. Assim como Ana, somos estéreis e inférteis- no sentido espiritual. Mas o movimento na história de Ana é de uma mulher estéril para uma mulher fértil. Vemos Deus gerando vida onde não há vida. Como Ana, estamos cercados de inimigos. Os inimigos de Israel eram os filisteus, e eles eram em certo sentido um retrato dos inimigos que a humanidade enfrenta, os inimigos do pecado e da morte. Mas o movimento na história de Ana é o de uma mulher que “sua rival (....) provocava (1.6) para uma mulher que pode dizer: “… Minha boca se exalta sobre os meus inimigos” (2.1).
Alinhando o coração. (vv. 1-3)
(a) Importante o contraste do antes e depois de Ana: o choro e agora a a alegria.
1Samuel 1.6–7 NAA
Penina, sua rival, a provocava excessivamente para a irritar, porque o Senhor a tinha deixado sem filhos. Isso acontecia ano após ano. Todas as vezes que Ana ia à Casa do Senhor, a outra a irritava. Por isso Ana se punha a chorar e não comia nada.
1Samuel 1.9–10 NAA
Certa vez após terem comido e bebido em Siló, Ana se levantou, quando o sacerdote Eli estava sentado na sua cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor. E Ana, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou muito.
1Samuel 2.1 NAA
Então Ana orou assim: O meu coração exulta no Senhor. A minha força está exaltada no Senhor. A minha boca se ri dos meus inimigos, porque me alegro na tua salvação.
(b) Ana não se cansava de colocar a sua questão diante do Senhor em oração.
Falar com Deus (Novo Tom)
Na oração encontro calma. Na oração encontro paz. Orar a Deus faz bem à alma. Falar com Deus me satisfaz. Falar com Deus, que privilégio. Abrir a alma ao Criador. Sentir que os céus estão abertos. E ouvir a voz do Salvador. Grande é o nosso Deus. E as obras que Ele faz. O Seu amor não tem limites. Em Seu perdão encontro paz. Falar com Deus é o que preciso. Pois Ele é fonte de poder. Só Nele a vida faz sentido. Pois me dá forças pra viver.
1Samuel 1.12 NAA
Ana continuava a orar diante do Senhor, e o sacerdote Eli começou a observar o movimento dos lábios dela,
1Samuel 1.15–16 NAA
Porém Ana respondeu: — Não, meu senhor! Eu sou uma mulher angustiada de espírito. Não bebi vinho nem bebida forte. Apenas estava derramando a minha alma diante do Senhor. Não pense que esta sua serva é ímpia. Eu estava orando assim até agora porque é grande a minha ansiedade e a minha aflição.
1Samuel 1.26–27 NAA
E Ana disse: — Ah! Meu senhor, tão certo como você vive, eu sou aquela mulher que esteve aqui ao seu lado, orando ao Senhor. Era por este menino que eu orava, e o Senhor Deus me concedeu o pedido que eu fiz.
(c) É uma oração muito pessoal: “meu, minha, me”. E uma ênfase aqui no “tua salvação”.

SALVAÇÃO O Deus da Bíblia é essencialmente o Senhor que salva. O significado dessa salvação e o que esta supõe são descritos desde o AT até o NT. Pode significar vitória em uma batalha, recobrar a saúde ou alívio do pobre e necessitado (

(d) Ana faz uma declaração explicita de sua fé em um Deus incomparável.
1Samuel 2.2 NAA
Ninguém é santo como o Senhor, porque não há outro além de ti, e não há rocha como o nosso Deus.
2Samuel 22.32 NAA
Pois quem é Deus além do Senhor? E quem é rochedo, a não ser o nosso Deus?
(e) Nesse ponto da oração, Ana sincroniza o seu coração com o de Deus (e denuncia o orgulho e arrogância).
1Samuel 2.3 NAA
Não multipliquem palavras de orgulho; que não saiam palavras arrogantes da boca de vocês. Porque o Senhor é o Deus da sabedoria e ele pesa na sua balança todos os feitos das pessoas.
Provérbios 16.2 NAA
Todos os caminhos de uma pessoa são puros aos seus próprios olhos, mas o Senhor sonda o espírito.
Joel Beeke:
Deus odeia o orgulho (Pv 7.16-17). Com seu coração, Ele odeia o orgulho; com seus lábios, amaldiçoa-o com suas mãos, pune-o (Sl 119.21; Is 2.12; 23.9). O orgulho foi o primeiro inimigo de Deus. Foi o primeiro pecado no Paraíso e será o último que deixaremos na terra.
Como pecado, o orgulho é singular. Muitos pecados nos afastam de Deus, mas o orgulho é um ataque direto contra Deus. Eleva nosso coração acima de Deus e contra Ele. O orgulho procura destronar a Deus e entronizar a si mesmo.
(f) O antídoto contra o orgulho e a presunção do coração humano é o reconhecimento de que Deus é Deus.
Herman Bavinck:
O século XVIII foi muito otimista e defendeu que Deus criou o melhor de todos os mundos possíveis, mas, no ano de 1755, quando a maior parte da cidade de Lisboa foi destruída por um terrível terremoto, muitos começaram a blasfemar a providência de Deus e a negar a sua existência. Entretanto, o cristão que experimenta o amor de Deus no perdão dos pecados e na redenção da sua alma certamente se gloriará com o apóstolo Paulo dizendo que nem tribulação, nem angústia, nem perseguição, nem fome, nem privação, nem perigo, nem espada poderá nos separar do amor de Deus (Romanos 8.31).
Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas videiras; ainda que o produto da oliveira falhe, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado do estábulo e não haja gado nos currais; mesmo assim, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação (Hebacuque 3.17-18).
Nessa alegria, o cristão invoca até a terra para louvar o Senhor: “O Senhor reina, regozije-se a terra; alegrem-se as numerosas ilhas” (Salmos 97.1).

Deus tem uma resposta, calculada por infinita sabedoria, para cada situação; Deus age e permite ações de acordo com seu perfeito conhecimento de passado, presente e futuro, sempre cumprindo sua soberana vontade para sua própria glória e o maior bem do seu povo.

2. Celebrando as reversões de Deus. (vv. 4-9)
(a) Os contrastes são salientes nessa canção de Ana.
“fortes” com “débeis”.
“fartos” com “famintos”.
“estéril” com “tinha muito filhos”.
“tira a vida e dá” com “faz descer (...) e faz subir”.
“empobrece e enriquece” com “abaixa e exalta”.
“levanta o pobre e exalta o necessitado” com “assentar entre os príncipes para herdar o trono”.
“santos” com “perversos”.

Ana louva a Deus pelo que ele fez em dois grupos de afirmações. Na primeira seção, versículos 4–5, Ana reflete sobre o que Deus fez por ela, vendo um padrão geral na salvação de Deus. Depois, nos versículos 6–8, ela louva a Deus pelas suas ações em relação aos piedosos e aos ímpios, respectivamente.

2.8. O mundo de cabeça para baixo. As ações de Deus muitas vezes pareciam provocar uma reviravolta no mundo, tanto no aspecto da criação (montanhas reduzidas a pó, vales transformados em montanhas, Sol se escurecendo), quanto no aspecto social (o pobre recebendo honra, o poderoso sendo derrubado), ou político (queda de impérios). Esse tema relacionado à visão de um mundo às avessas era usado para expressar o controle soberano de Deus, sendo empregado para transmitir juízo ou recompensa, passando a se relacionar também ao reino futuro de Deus, no qual as injustiças seriam corrigidas e uma nova ordem, estabelecida.

(b) Nas entrelinhas encontramos essas marcas de Deus. Trata-se do modo de Deus agir em aliança com seu povo.
Joyce Baldwin:
O Senhor Deus onisciente vê os débeis e os desprivilegiados, e atua em seu favor (cf “Bem aventurados os mansos”, Mt 5.5); eis um tema recorrente nestes livros, especialmente na vitória de Davi sobre Golias (1 Sm 17).
A posição social das pessoas não deve ser considerada fixa e imutável, pois o Senhor tem pleno poder para invertê-la. Isso era uma boa notícia para aqueles de berço humilde, acostumados à pobreza, porque, caso olhassem para o Senhor, não mais seriam vítimas de sua deprimente situação.
(c) A família de Elcana era um microcosmo de Israel, em que conviviam os exaltados e os marginalizados, bem como os orgulhosos e os humildes (ou humilhados). A história de Ana é o trama dos livros de Samuel em miniatura.
3. Apontando para o reino do Rei. (v. 10)
(a) Conectando com o cântico de Maria, mãe de Jesus.
Comentário Bíblico Latino-Americano Samuel Nasce da Esterilidade Convertida em Fertilidade (1.1–2.11)

O cântico de Ana, que afirma a soberania de Deus sobre a vida humana, será para Maria, a mãe de Jesus, um modelo de ação de graças (ver

(b) Lembrando do último verso antes do inicio do livro de Samuel:
Juízes 21.25 NAA
Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais certo.
Joyce Baldwin:
A referência a seu rei antes que houvesse um rei em Israel tem sido a principal razão pela qual alguns negam que a autoria desse cântico seja de Ana. Embora Israel não tenha tido rei até alguns anos depois disso, a necessidade que sentiam disso já havia sido expressa na época dos juízes (Jz 8.22; 9). Contudo, a esperança de um rei era tão antiga quanto a aliança abraâmica (Gn 17.6), e o processo de ungir, adequado para a consagração de reis (Jz 9.15), fazia parte do ritual de Israel. Portanto, não há nada de anacrônico no discernimento de Ana de que estava para raiar uma era de realeza mediante o ministério de seu filho, pois ela desempenha um papel profético aqui.
É interessante, especialmente do ponto de vista da estrutura do livro, que o cântico de Davi, no final de 2 Samuel, retome alguns dos temas do cântico de Ana, incluindo as vitórias concedidas pelo Senhor a “seu rei… seu ungido” (2 Sm 22.51). É no cântico de Ana que a palavra “ungido” (masiah, “messias”) é empregada pela primeira vez com referência ao rei.

Blaikie comenta que, aqui, no fim de sua oração, o filho de Ana “parece dar lugar a um Filho mais nobre, por meio do qual a terra seria abençoada como ninguém jamais a havia abençoado, e todas as almas famintas e sedentas seriam guiadas para o pão vivo e a água viva, da qual todo aquele que comer e beber nunca mais terá fome ou sede de novo”.

4. Outras aplicações:
(a) Cremos em um Deus que age na nossa história. Não é um ser distante, impassível e ausente dos dramas humanos. E, o mais importante: Ele tem opinião própria!
2Samuel 22.2–3 NAA
Ele disse: O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu alto refúgio. Ó Deus, tu me salvas da violência.
2Samuel 22.32 NAA
Pois quem é Deus além do Senhor? E quem é rochedo, a não ser o nosso Deus?
2Samuel 22.47 NAA
O Senhor vive! Bendita seja a minha rocha! Exaltado seja o meu Deus, a rocha da minha salvação!
2Samuel 23.3–4 NAA
O Deus de Israel falou, a Rocha de Israel me disse: “Aquele que governa o povo com justiça, que domina no temor de Deus, é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva.”
Tim Chester:
O que o santo Senhor fez por Ana é um retrato e um indicador do que ele fará pelo seu povo.
(b) A história de Ana aponta para a nossa história, e aponta para a história maior: Deus providenciando o nosso Salvador (o nosso “Samuel”).
Filipenses 2.5–11 NAA
Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.
Tim Chester:
Na cruz, Jesus desceu à sepultura (1 Sm 2.6). Ele foi humilde, foi rebaixado e humilhado (v. 7). Mas Deus o vivificou (v. 6). Deus o levantou da sepultura (v. 6). Deus o assentou em um “lugar de honra” (v. 8). Jesus foi rebaixado mais do que Ana, mais do que eu e você jamais poderíamos ser; mas “Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Fp 2.9). Na ascensão de Jesus, Deus deu o primeiro passo para virar o mundo de ponta-cabeça.
Ilustr.:

"O Rei Está Voltando"

'O mercado está vazio, seu trabalho já parou O martelo dos obreiros, seu barulho já cessou Os ceifeiros lá no campo, terminaram seu labor Toda Terra está em suspense, é a volta do Senhor 
O Rei está voltando, o Rei está voltando A trombeta está soando, o meu nome a chamar Sim o Rei está voltando, o Rei está voltando Aleluias, Ele vem me buscar 
Os vagões de trens vazios, passam ruas e quarteirões Aviões sem seus pilotos, voam para destruição A cidade está deserta, sua agitação parou Sai a última notícia, é a volta do Senhor 
O Rei está voltando, o Rei está voltando... 
Vejo a multidão subindo, ouço o coro angelical Todo o céu está se abrindo, em um bem vindo sem igual Como o som, de muitas águas, nós ouvimos ecoar Aleluias ao cordeiro, nós chegamos para o lar 
O Rei está voltando, o Rei está voltando A trombeta está soando, o meu nome a chamar Aleluias, Ele vem me buscar'
Uma das mais belas canções sobre o arrebatamento, "The King is Coming (O Rei Está Voltando)" foi escrita pelo casal Bill e Gloria Gaither , do clássico coral gospel Gaither Vocal Band, natural de Battle Creek, Michigan (EUA). 
Escrita no final dos anos 70 por Bill e Gloria, a história é contada em detalhes no livro "Something Beautiful" (sem tradução para o português). A autora relata que a ideia surgiu durante um jantar com o marido e os amigos, Chuck Millhuff e Jim Bohi. 
Os dois evangelistas compartilharam sobre um sermão que ouviram de Jim Crabtree (✩1871/✞1908) acerca da volta de Cristo e de como ele gritava 
"O Rei está voltando! O Rei está voltando!".
Depois que os amigos foram embora, Gloria e Bill continuaram a conversar. Eles queriam uma música com um 
"cenário musical que seria algo simples e grandioso como uma procissão de coroação". 
Ao piano, Bill começou a compor a melodia enquanto Gloria escreveu a letra. 
No livro, ela conta que após escrever, sentiu-se gasta e tremendo de excitação. Ao levar as palavras para o marido, ele imediatamente tocou e as cantou 
"ajustando-as como uma luva para a música que ele estava ouvindo".
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