Provérbios 14:15-19
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Cautela não faz mal a ninguém
O indivíduo ingênuo e simples é suscetível a todo tipo de ideia nova ou modismo.
Uma das características do tolo é que ele acredita em tudo que escuta.
Como o sistema controlam as massas? Divulgando o que eles desejam, já que as massas acreditam em tudo que escutam. Passou no Jornal, passou na Tv, eu vi na Internet e por vai.
A pessoa simples é crédula e acredita em tudo. O inexperiente não examina onde pisa e acredita em qualquer coisa. Quem não tem cautela torna-se presa fácil dos espertalhões e cai na armadilha dos exploradores. A exploração está presente em todas as áreas da vida e em todos os setores da sociedade. Vende-se gato por lebre. Maquia-se a mentira com um verniz tênue de verdade, e os incautos caem por falta de conhecimento e prudência. No campo religioso, abundam os exploradores que sobem ao púlpito com a Bíblia na mão e fazem promessas mirabolantes ao povo, apenas para lhes extorquir o último centavo que têm no bolso. Por falta de conhecimento, o povo se rende a esses apelos e acaba prisioneiro de espertalhões que fazem da religião uma fonte de lucro, e da fé um comércio sagrado.
O simples dá crédito a toda palavra. Isso fala da pessoa impressionável, insensata, imatura. Da qual o mundo tem abundância.
Não devemos ser assim, devemos nos cuidar para não sermos assim.
Paulo nos diz em Efésios 4.
Precisamos de cautela. Devemos examinar todas as coisas e passar todas elas pelo filtro da verdade.
O prudente examina todas as coisas e observa seus passos para não cair.
o sábio, a quem Salomão qualifica como “homem prudente”, faz o oposto do inexperiente. Segundo o rei sábio, tal homem “vê bem onde pisa”. Essa é uma expressão que descreve a ação de um homem que anda com pouca visibilidade, seja na escuridão ou em meio à neblina. O caminho não é claro e, por isso, ele procura visualizar o chão antes de cada passo.
Para ser pessoas prudente, devemos acreditar numa sabedoria que vem de fora de nós mesmos. Na própria fonte do conhecimento, isto é, o próprio Deus.
O orgulho do homem está em toda a parte. Não é para dizer que não podemos confiar em qualquer proposição declarada em qualquer lugar, mas na própria Bíblia. Mas se não conseguirmos discernir onde o orgulho fala, acabaremos por nos ver apanhados numa teia de falsidade. Devemos, portanto, estar constantemente em guarda neste mundo contra 1000 caminhos falsos que poderiam nos levar para fora do caminho de Deus.
Verso 16
“O sábio é cauteloso e desvia-se do mal, mas o insensato encoleriza-se e dá-se por seguro.”
O sábio é cauteloso, mas o insensato é arrogante e negligente, não sabe se controlar e ainda por cima imagina que está seguro.
Conta-se uma história que Um rapaz saiu com a namorada a quem ia propor o noivado, com a intenção de se casar. Foram a um restaurante e saborearam um delicioso jantar. Ao final, ele pegou a aliança no bolso e escondeu sob o guardanapo para pedir a moça em casamento. Então, ele perguntou: “Meu amor, você gosta de mim?” — ele havia ensaiado uma cena romântica. A moça, com um olhar sério, disse: “Não, eu não gosto de você, eu...”. Antes que ela pudesse completar a frase, ele esbravejou: “Eu também não gosto de você, nunca gostei, você me dá nojo, não posso nem olhar na sua cara, você foi só um passatempo para mim!!!”. Terminado o “espetáculo”, a moça calmamente falou: “O que eu estava dizendo era que ‘eu não gosto de você, eu amo você’”. Ela disse tais palavras, se levantou da mesa e foi embora calada. O casamento nunca aconteceu.
Nesse texto, o rei sábio diz que o homem marcado pela estultícia é, em primeiro lugar, alguém “impetuoso”. Ele age por impulsos. Tão logo sinta algo, transforma esse sentimento em ações em um piscar de olhos. Não para um segundo para refletir, nem para ouvir as pessoas, nem para analisar a situação com calma. É como se ele fosse o sangue nas veias de alguém: é bombeado instantaneamente pelo coração. Por isso, em segundo lugar, é dito que ele também é “irresponsável”. Esse é o adjetivo que usamos para pessoas inconsequentes que não pensam no resultado dos seus atos. Só fazem o que querem fazer tão logo surja o ímpeto. É muito difícil conviver com gente assim e com as mazelas que essas pessoas causam.
O tolo é impetuoso e irresponsável. É descuidado e age sem pensar. É arrogante e confia em si mesmo. Envolve-se com frequência em encrencas que lhe custam a honra, a paz e até a própria vida. Muito diferente é a atitude do sábio. Ele desvia os seus pés do mal. Quem tem juízo toma cuidado a fim de não se meter em dificuldades.
há o homem “sábio”. Ele não é alguém destituído de sentimentos nem aquilo que chamamos de “sangue de barata”. Ele reage às circunstâncias e tem sentimentos fortes. O que ele não deixa que ocorra são reações bruscas tão logo ouça ou veja algo, nem tão rápido quanto lhe cheguem os sentimentos e os impulsos. Ele não faz nada quando está nervoso, nem sem avaliar corretamente a situação e as consequências do modo como reagirá a ela. Assim, sendo “cauteloso”, esse homem “evita o mal”, seja vindo em sua direção, seja partido dele mesmo. Fico imaginando como seria feliz aquele rapaz se viesse a se casar com a moça. Contudo, nunca saberemos como seria, pois ele, em seu ímpeto, derrubou a casa antes de construí-la. Você quer fazer o mesmo por meio dos seus impulsos e ímpetos?
Verso 17 - “O que presto se ira faz loucuras, e o homem de maus desígnios é odiado.”
A ira leva as pessoas a agir sem pensar nas consequências.
Salomão nos diz que o homem que logo se ira, faz tolices.
Ele não é dirigido pelo bom senso ou pelo desejo de paz e solução para problemas. Ele é naturalmente nervoso. Normalmente, gente assim é vítima do orgulho e de uma visão muito elevada de si mesmo. Assim, chateá-lo não é apenas algo que precisa ser corrigido, mas um crime capital. Se ele pudesse, puniria severamente qualquer pessoa que cruzasse seu caminho. Seus sentimentos estão quase sempre alterados e seu limiar de nervosismo é muito baixo, sendo que qualquer coisa o irrita e o faz explodir. A família de pessoas assim sofre demais, sem falar em seus amigos e colegas de trabalho. Ele não pode ser comparado a um relógio, o qual é confiável e marca as horas corretamente, mas sim a uma bomba-relógio.
A palavra de Deus nos adverte especialmente contra explosões rápidas e ímpias de ira (Tiago 1: 19-20).
O homem irado não tem tempo para medir sua resposta. Nem para considerar se as palavras e ações que proferirem estão de acordo com o bom senso. Ele é rápido em gritar, lançar um insulto.
Ele não se dá ao trabalho de verificar suas motivações com algumas perguntas direcionadas e pontuais, estou reagindo a isso por vingança pessoal, irritação egoísta ou estou realmente com ciúmes da santidade de Deus aqui?
Quem se zanga facilmente fala muito, pensa pouco e provoca grandes transtornos a si mesmo e aos demais. A pessoa de maus desígnios é odiada. Torna-se persona non grata.
O destempero emocional provoca muitas tensões e conflitos no lar, no trabalho e nos demais setores da vida comunitária. É melhor morar no deserto do que se relacionar com uma pessoa rixosa. É melhor viver só do que ser acompanhado por uma pessoa irritadiça. Há duas maneiras erradas de lidar com a ira. A primeira delas é a explosão da ira. Um indivíduo temperamental e explosivo machuca as pessoas com suas palavras e atitudes. Torna-se duro no trato e maligno em suas ações. A segunda maneira errada de lidar com a ira é o seu congelamento. Há aqueles que não explodem, mas armazenam a ira. Não externalizam sua agressividade, mas a acumulam no coração. Tornam-se pessoas amargas, mal-humoradas, que se fecham como uma cabeça de repolho e acabam azedando a alma.
A solução não é a explosão nem o congelamento da ira, mas o exercício do perdão. O perdão cura e restaura. O perdão é assepsia da alma, a faxina da mente e a cura das emoções.
Segundo o rei sábio, o resultado de ser assim é ser “odiado” pelas pessoas. Não é possível bater nos outros o tempo todo, seja com palavra ou até com as mãos, e continuar a ser amado por muito tempo. Relacionamentos têm de ser construídos, cuidados e mantidos e, por isso, mesmo, podem ser destruídos. O tolo, que deixa seus nervos o dominarem, é um destruidor de relacionamentos e frequentemente acaba com poucos amigos ou até com nenhum. A desculpa que dá é que esse é o seu “jeitão” ou que seu sangue é italiano, ou espanhol ou índio. Nada disso desvia a atenção para o fato de se tratar de um tolo. Por isso, pense: qual é o seu tipo de sangue?
Verso 18 “Os simples herdam a estultícia, mas os prudentes se coroam de conhecimento.”
O conhecimento é o melhor tesouro que podemos acumular. Os bens se dissipam, mas o conhecimento permanece. O dinheiro pode ser roubado, mas ninguém pode assaltar o cofre da nossa mente para roubar o que lá depositamos. Os tesouros que granjeamos aqui podem ser dilapidados pela ferrugem, carcomidos pela traça e saqueados por ladrões, mas o conhecimento que granjeamos é um bem inalienável que ninguém nos pode tirar. Aqueles que desprezam o conhecimento e se gabam de coisas são tolos e herdam a estultícia, mas os prudentes se coroam de conhecimento. Os sábios investem tempo na busca do conhecimento. Eles se privam de confortos imediatos para adquirirem o conhecimento, mas esse conhecimento é em si mesmo um grande prazer. O conhecimento distingue o prudente, coroa-o de honra e eleva-o a uma posição de destaque. A Bíblia nos ensina a empregarmos o melhor dos nossos recursos para adquirir a sabedoria. Os tolos fazem troça da sabedoria e folgam-se com sua sandice, mas, no final, serão envergonhados e receberão como herança apenas aquilo que não tem nenhum valor. Mas os prudentes que buscaram o conhecimento herdarão honra e felicidade.
Verso 19 “Os maus inclinam-se perante a face dos bons, e os perversos, junto às portas do justo.”
Esse provérbio trata do triunfo derradeiro do bem sobre o mal. Assim como Hamã teve de se inclinar perante Mordecai, aproxima-se o dia em que Deus vindicará a causa dos justos, e todas as criaturas que existem no universo se inclinarão perante Jesus Cristo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
A História de Ester é uma das melhores ilustrações desse princípio. Pelas providências de Deus, o perverso Hamã. Que teria destruído o povo de Deus? Acabou se curvando diante de Mordecai, o judeu. Depois, foi enforcado na forca que tinha construído para outros. É importante lembrar que a Bíblia apresenta a vida como uma história, com muitos eventos relacionados, trabalhando em conexões seriais ou paralelas.
Por um lado, é verdade que as pessoas más nem sempre se curvam diante do bem, e o mal prevalecerá por um tempo, na medida em que os impérios orgulhosos do homem se formarem. Mas no final, Deus sempre vindica o justos. Os grandes impérios que perseguiram os crentes humildes sempre se transformaram em Montes de cinzas. As perseguições podem durar algumas décadas, mas essas promessas garantem uma posição perpétua de honra para o povo de Deus. Quer os perseguidores residam em qualquer lugar do mundo, os Hamans mundo, virão sempre curvar-se perante Ester e Mordecai. Governos ímpios simplesmente não duram.
Os justos, mesmo sofrendo afrontas e ameaças, mesmo colhendo perdas e prejuízos, triunfarão; os maus terão de inclinar-se perante a face dos bons, e os perversos terão de se dobrar à porta dos justos. A maldade não compensa. Pode parecer robusta e imbatível, mas carrega dentro de si o potencial para o desastre. A bondade, porém, tem recompensa garantida. Os bons podem até descer à cova, vítimas da mais clamorosa injustiça, mas receberão do reto Juiz a bem-aventurada recompensa. Os justos podem até sofrer temporariamente escárnios e perseguições, mas no final receberão gloriosa recompensa.
