Mateus 5.27-32 -- Sobre o adultério e divórcio
Reflexões no Sermão do Monte • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 3 viewsNotes
Transcript
Mateus 5.27-32
Mateus 5.27-32
-------------------------:
-------------------------:
Introdução
---------------------
OBSERVAÇÕES DO TEXTO
---------------------
A lei de Deus proíbe o adultério (Ex 20.14). A pena do AT para tal transgressão era a morte (Lv 20.10). No entanto, para fins práticos, os escribas reduziram a lei a “você não pode ser surpreendido no ato de cometer adultério”. Em alguns casos, parece que eles se safariam com facilidade da “tentação de cometer adultério” ao ser possível o divórcio com base nos motivos mais banais possíveis.
O ponto de partida do Nosso Senhor no texto é a concupiscência. A concupiscência que conduz o homem ao adultério também o conduzirá ao inferno. É melhor lidar com a concupiscência agora — negar a si mesmo agora — do que remoer-se por toda a eternidade. Longe de simplesmente proibir alguns atos de imoralidade, Jesus diz que a lei de Deus exige pureza e integridade em nosso coração e em nossos pensamentos para com os demais. As relações sexuais, tornaram-se a porta pela qual muitos cristãos professos têm passado, para sua própria destruição.
No texto, Jesus fala do adultério, mas, a partir de sua exposição, é evidente que Ele tem em vista todo tipo de imoralidade sexual. Jesus ressalta que a raiz da imoralidade sexual é achada no coração. O homem que olha para uma mulher desejando-a já consumou o adultério em seu coração.
Longe de ser um estilo de vida emocionante, o prazer de adulterar é o mesmo que o do roubo e da idolatria. É um ato cego e vil, e seria visto como tal, se as escamas que nos cegam fossem tiradas de nossos olhos e a tolice que nos dessensibiliza fosse eliminada de nosso coração. Por essa razão o adultério é tão grave. Ele destrói vidas, despedaça famílias inteiras e despreza a Deus.
Obviamente, apreciar um homem ou uma mulher — estimar aparência, dons e talentos, favores e qualidades — não é, em si mesmo, um sentimento errado. A proibição é cobiçar. O que Jesus quer dizer? Resposta: Ele quer dizer que, quando reconhecemos em nós a tendência ao pecado, devemos nos comprometer a manter-nos dentro dos limites que Deus estabeleceu para nós. Devemos guardar nosso coração e nossas atitudes — gestos e aparência — dentro desses limites.
Como homens, façamos como Jó, dizendo: “Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?” (Jó 31.1); se mulheres, faça o mesmo pacto semelhante com o Senhor. Não brinque com as emoções, nem suas nem do outro. Entre os demais irmãos, devemos prometer tratar irmãos e irmãs em completa pureza (1Tm 5.2).
Ah! Mas o pecado sexual é maravilhoso! Dá muita satisfação. Verdade! O sexo é uma dádiva que o Senhor deu aos homens, que muitos subvertem e consequentemente pecam por isso. Tenha cuidado com o engano causado pela satisfação momentânea; este engodo pode conduzi-lo a uma vida inteira de remorso. Como alguém já disse: “O pecado derrama uma gota de prazer, num oceano de amargura.”
Como manter o caminho puro?
Compreenda para onde as concupiscências do pecado o conduzirão, caso você ceda. Para onde todo pecado direciona? Para o inferno.
Lide com a verdadeira causa: “Se teu olho direito o faz pecar”, o que fazer?
Aja decididamente, imediatamente, mesmo que seja doloroso. Veja a descrição que Nosso Senhor faz. O que Paulo chama de mortificação (Rm 8.13), Jesus descreve como algo realmente doloroso.
Sobretudo, esteja consciente de que a concupiscência que habita em você não é tudo na vida, pese na balança tudo que será seu. “É melhor perder seu próprio olho e conservar seu corpo do que perder tudo perecendo no inferno.” Jesus assevera.
