Cuidar (2)

Ame sua igreja   •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Série Ame sua Igreja

Gálatas 6.1–10 NAA
Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma falta, vocês, que são espirituais, restaurem essa pessoa com espírito de brandura. E que cada um tenha cuidado para que não seja também tentado. Levem as cargas uns dos outros e, assim, estarão cumprindo a lei de Cristo. Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, engana a si mesmo. Mas que cada um examine o que está fazendo e, então, terá motivo de gloriar-se unicamente em si e não em outro. Porque cada um levará o seu próprio fardo. Mas aquele que está sendo instruído na palavra compartilhe todas as coisas boas com aquele que o instrui. Não se enganem: de Deus não se zomba. Pois aquilo que a pessoa semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque no tempo certo faremos a colheita, se não desanimarmos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.
Bom dia, estamos quase encerrando nossa série de sermões no tema Ame sua Igreja e tem sido muito bom, como todo ano, voltarmos a temas importantes na vida da igreja, nós como presbitério desejamos que toda a igreja possa sair fortalecida e que de fato amemos ainda mais a Igreja de Cristo.
O tema de hoje seguindo a série é Cuidar.
Antes de entrar no texto de hoje… um pouco de contexto do livro de Gálatas.
A carta aos Gálatas foi escrita por Paulo para combater um dos maiores desafios enfrentados pela igreja primitiva: a tentativa dos judaizantes de impor a lei mosaica como requisito para a salvação.
Esses mestres insistiam que os cristãos gentios precisavam seguir as exigências da lei, como a circuncisão, para serem aceitos por Deus.
No entanto, Paulo responde com muita força: Cristo cumpriu a lei em seu máximo e, com isso, inaugurou uma nova realidade para o povo de Deus.
Vocês não precisam mais cumprir a Lei de Moisés para serem aceitos por Deus.
Essa era a grande luta de Paulo — não contra a lei em si, mas contra a deturpação da lei como um sistema de justiça própria, que esvaziava a suficiência da cruz de Cristo.
O problema dos judaizantes não era simplesmente que eles queriam cumprir a lei, mas que eles não entenderam que Cristo já a havia cumprido por completo. Eles tentavam manter um sistema que já havia cumprido seu propósito. Agora, a verdadeira obediência vem pelo Espírito, que nos leva a amar a Deus e ao próximo.
A crise aqui, seria mesma crise que eu e você teria se; por Exemplo: É muito mais fácil para você que é filho receber uma instrução do seu pai, do tipo: “Filho, você precisa chegar em casa hoje as 22h”
A lei está ali: Chegar em casa as 22h
O filho chega em casa as 22h, pronto, cumpriu a lei.
Agora imagina você recebendo a seguinte instrução: “Filho, você sabe a hora que você precisa chegar em casa”.
E agora, como isso funciona?
Veja como isso agora depende de um relacionamento com esse pai, entendendo quem ele é e qual é a vontade dele para que assim você não precisa mais cumprir a lei de chegar as 22h horas em casa, mas sim fazer a vontade dele.
Essa é a tensão que se instala aqui no livro de Gálatas:
Pergunta deles era:
Se agora não estamos mais sob a lei, estamos livres para fazer o que quisermos?
Isso é muito subjetivo pra cabeça legalista dos judaizantes e também pra nossa cabeça legalista pecadora… a gente precisa da lei, precisamos ticar todas regras legalistas por que isso nos dá segurança…
Em Gálatas 3:24-25 Paulo vai dizer a respeito da lei…
Gálatas 3.24–25 ARA
De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.
A palavra grega usada por Paulo é "παιδαγωγός" (paidagogós), que se refere a um escravo que tinha a responsabilidade de cuidar das crianças, educá-las e levá-las à escola. Ele não era o professor, mas disciplinava a criança, corrigia comportamentos e impunha regras.
Paulo usa essa imagem para dizer que a Lei de Moisés teve o papel de nos conduzir a Cristo. Ela revelou o pecado, impôs limites, disciplinou Israel, mas não podia justificar ninguém diante de Deus.
Sua função era preparar o caminho para Cristo.
Paulo responde essa questão no capítulo 5 versículo 1:
Gálatas 5.1 NAA
Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam, de novo, a jugo de escravidão.
Mas diferente do que pensavam os judaizantes, essa liberdade não é libertinagem.
Cristo não nos libertou para vivermos como quisermos, mas para vivermos no Espírito.
Nós somos livres, sim.
Mas livres do que? Livres da condenação da lei.
Livres do jugo do pecado.
Mas principalmente: Livres para servir a Cristo e ao próximo.
Agora, somos livres para andar no Espírito.
Então…
Não se trata de um código externo de regras, mas de um estilo de vida moldado pelo amor sacrificial.
Se em Gálatas 5 Paulo nos chama a andar no Espírito, em Gálatas 6 ele nos mostra como isso se manifesta na comunidade:
1) Carregando os fardos uns dos outros,
2) restaurando os caídos e
3) Semeando para o Espírito.
Essa é a transição que Paulo apresenta em Gálatas:
Da Lei de Moisés para a Lei de Cristo.
Do jugo do pecado para a liberdade no Espírito.
Das obras da carne para o fruto do Espírito.
Isso conecta diretamente com Gálatas 6.1-10.
Se no capítulo 5 Paulo fala sobre andar no Espírito, no capítulo 6 ele nos mostra como isso se manifesta na vida da igreja.
A vida no Espírito se manifesta na forma como cuidamos uns dos outros.
Essa é a tônica de nossa série “Ame sua Igreja”:
A vida cristã é comunitária.
Se você anda no Espírito, você olha para o lado. Você leva as cargas dos outros.
Essa ajuda mútua não é opcional. João escreve algo importante sobre isso em
1João 4:20
20Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odiar o seu irmão, esse é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
Paulo não está apenas exortando os gálatas a um comportamento moral melhor. Ele está mostrando a evidência de uma fé verdadeira.
Gálatas 6.1-10 nos desafia a refletir:
1) Estamos carregando os fardos uns dos outros ou impondo novos fardos sobre nossos irmãos?
2) Estamos vivendo pelo Espírito ou ainda tentando nos justificar por méritos próprios?
3) Estamos obedecendo à Lei de Cristo, que se manifesta no amor prático, ou caindo no erro dos judaizantes, que transformaram a obediência em um sistema mecânico e sem vida?
Dito isso, Vamos olhar juntos mais atentamente os versículos que lemos essa manhã e para isso queria dividir esse texto com vocês em 2 partes
Divisão do texto:
vs 1-5: O Ministério da Restauração
vs 6-10: Semeando para o Espírito
Vs 1 olhe comigo:

1Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma falta, vocês, que são espirituais, restaurem essa pessoa com espírito de brandura.

Aqui vemos em primeiro lugar uma queda repentina, ou seja, o termo surpreendido nos parece que não é um pecado ou uma desobediencia deliberada por parte desse irmão que está em falta. Paulo levanta essa possbilidade hipotética por que ele entende que o pecado tem esse poder de por muitas vezes surpreender o Cristão. Se por um lado somos salvos em Cristo, por outra ainda temos as amarras do pecado que por vezes tentam o cristão. O pecado pode nos surpreender. Todos nós precisamos estar atentos. A expressão de Paulo “se alguém” inclui a todos, sem exceção. Todos dentro da igreja estamos em pé de igualdade com relação a exposição a tentações.
Nessa situação, o que é esperado dentro da igreja é aquilo que chamamos de ministério da restauração.
Tiago 5.19–20 NAA
Meus irmãos, se alguém entre vocês se desviar da verdade, e alguém o converter, saibam que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá uma multidão de pecados.
A pergunta é: Quem deve restaurar esse irmão? Paulo responde: Vocês que são espirituais.
Gálatas 5: todos vocês, ou seja, todo o Cristão que agora anda no Espírito.
Esses é que devem tomar a iniciativa de cuidar daqueles que são surpreendidos pelo pecado. Obviamente os crentes espirituais aqui não devem ser entendidos como uma espécie de elite espiritual dentro da igreja… não é um dever somente dos diáconos, do presbitério, dos líderes de ensino ou serviço, mas sim de toda a igreja por que é esperado que essa igreja seja espiritual, que ela ande no Espírito.
Além disso…
O que nos parece que a preocupação de Paulo não é somente com a pessoa que caiu, mas também com aqueles que estão ao redor dessa pessoa.
Lidar com o pecado, com a restauração dentro da igreja sem a total dependência do Espírito Santo pode produzir um resultado contrário do que a restauração em si.
Em Mateus 18.15-17 nos mostra claramente qual o principal objetivo da disciplina dentro da igreja. Não é esmagar ainda mais a pessoa, não é colocar mais peso sobre os ombros dela, mas é visar a restauração daquela pessoa. O objetivo é construtivo. O foco é a saúde espiritual do cristão e por consequência, de toda a igreja.
A palavra restaurar aqui tem o sentido de “pôr em ordem” e “restaurar à condição anterior”. O tempo verbal está no presente, ou seja, façam isso continuamente, busquem a restauranção o tempo todo.
A pergunta pra gente hoje, a luz desse primeiro versículo é o quanto estamos andando no espírito, trabalhando para de fato sermos espirituais e o quanto que isso está nos levando para o ministério da restauração.
Irmãos, que oportunidade temos de em amor, confrontar os pecados de nossos irmãos com o objetivo da restauração espiritual dessa pessoa, somos chamados a isso como igreja.
Acrescenta… “O como”
A confrontação deve ser realizada com um espírito de amor absoluto, refletindo a brandura que caracteriza aqueles que andam no Espírito.
O confronto precisa ser conduzido com "espírito de mansidão",
essa mesma palavra grega, praotes (brandura), aparece em Gálatas 5.23 como parte do fruto do Espírito.
A verdadeira espiritualidade se manifesta na mansidão, e somente aqueles que são espirituais podem ser verdadeiramente mansos.
ou seja, dureza, insensibilidade e hipocrisia não podem ter lugar no processo de confrontação.
Por isso Paulo vai continuar no versículo 1 dizendo: “E que cada um tenha cuidado para que não seja também tentado"
O que ele está nos exortando aqui é para que nós sondemos nossos corações primeiro, antes de agir em relação ao nosso irmão.
O restaurador precisa ser cauteloso. Não é somente falar o que quer falar a hora que quer falar. É preciso sabedoria de como e quando falar.
E nesse processo o que aprendemos aqui é que não somos imunes a queda. Isso tira qualquer abertura para o orgulho.
O pecado do nosso irmão pode nos dar a tentação de achar que nunca cairemos naquilo, e achar que somos imunes a um pecado específico, pode nos fazer sermos tentandos a ele. Por isso Paulo vai dizer:
“cuidado para que não seja também tentado”
Pausa…
Agora nós, que estamos lidando com esse irmão, recebemos uma ordem no versículo 2, olhe comigo:

2Levem as cargas uns dos outros e, assim, estarão cumprindo a lei de Cristo

Você que está com sua bíblia aí…
Compare Gálatas 6:2 com 5:13-14 a resoeito de O que é a “lei de Cristo” e o que significa “carregar fardos”
1) No início do capítulo 5, Paulo explica que o cristão, agora livre da lei como sistema de salvação, tem uma nova motivação: o amor (5:5-6).
2) Em seguida, ele ensina que toda a lei se resume em amar o próximo (5:13-15). Isso nos leva a entender que a “lei de Cristo” mencionada em 6:2 é exatamente essa: cuidar uns aos outros em amor porque fomos livremente aceitos pelo evangelho.
Aqui está o paralelo entre os textos:
Gálatas 5:13-14 “Sirvam uns aos outros em amor” (5:13) “Toda a lei se resume em: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’” (5:14)
Gálatas 6:2 “Carreguem os fardos uns dos outros” (6:2a) “E assim cumpram a lei de Cristo” (6:2b)
Portanto, a “lei de Cristo” é a lei do amor.
Mas por que esse nome? Porque Cristo é o maior exemplo desse amor. Ele nos amou como ninguém jamais poderia amar e nos deu o modelo supremo de como devemos amar os outros João 13:34
João 13.34 NAA
Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros. Assim como eu os amei, que também vocês amem uns aos outros.
Aqui recebemos nossa missão diária como Cristãos: olhar para os fardos uns dos outros e lutar para aliviar esses fardos.
Pergunta:
O que significa “carregar fardos”?
O conceito de carregar os fardos uns dos outros nos ajuda a entender na prática o que significa amar. O amor cristão não é abstrato, mas algo concreto e visível dentro da igreja local.
Você pode pensar comigo essa manhã…
Um fardo pode ser várias coisas:
Uma dificuldade pessoal (problemas financeiros, emocionais, espirituais). Um pecado e suas consequências, como vimos no próprio versículo 1 (6:1).
A gente entende no texto que para ajudar alguém a carregar seu fardo você precisa fazer pelo menos duas coisas:
1) Aproximar-se de pessoas de forma intencional.
Não tem como nós carregarmos esses fardos se a gente não se coloca disponível para as pessoas.
2)E depois que fazemos isso, precisamos de algo muito importante que pra quem lida com aconselhamento Cristão, conhece um dos princípios básicos de se aconselhar alguém: nenhum problema é pequeno demais…
Temos a tendência de rebaixar muito o problema de alguma pessoa… mas muitas vezes, esse problema é muito real para aquela pessoa, pra você pode ser muito fácil de carregar, talvez você já superou até aquele problema, mas aquela pessoa não…
Pra carregar o fardo uns dos outros, é preciso se colocar-se no lugar dela, entender seu sofrimento e sentir sua dor.
Isso exige escutar, ter compaixão, ter paciência.
E com isso nós compartilhamos o peso de maneira prática
para aliviar o peso do outro, seja emocional, espiritual, físico, finaceiro…
Isso nos mostra que o amor cristão não é passivo, mas ativo. O verdadeiro amor exige que nos envolvamos de verdade na vida dos outros, ajudando-os a suportar as cargas que sozinhos não conseguiriam carregar.
É provável que Paulo esteja, mais uma vez, criticando os "judaizantes", os falsos mestres que tentavam levar os gálatas a se submeterem à Lei de Moisés. As exigências da lei eram chamadas de "fardo".
Atos dos Apóstolos 15.10 NAA
Agora, pois, por que vocês querem tentar a Deus, pondo sobre o pescoço dos discípulos um jugo que nem os nossos pais puderam suportar, nem nós?
Aqui, de forma irônica, Paulo está dizendo que não devemos colocar fardos sobre os outros para que cumpram a lei, como faziam os falsos mestres. Em vez disso, devemos aliviar os fardos dos outros!
Pausa…
No versículo 3 Paulo adiciona uma problemática para aqueles que estão cuidando do próximo…
O problema do orgulho

3Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, engana a si mesmo.

Qual é a evidiencia que uma pessoa é orgulhosa?
Por que talvez ela não comprimenta todo mundo na igreja? ou não participa de todas as programações?
A maior evidência do orgulho que Paulo nos mostra aqui é quando alguém não cuida mutuamente dentro da comunidade.
Ele continua no versículo 4:

4Mas que cada um examine o que está fazendo e, então, terá motivo de gloriar-se unicamente em si e não em outro.

Em outras palavras: Não se compare com o próximo mas examine sua própria vida com a ótica do evangelho, e o que o evangelho faz na sua vida e então não vai ter mais espaço nem pra mim nem pra você nos orgulharmos.
Irmãos, é muito sério o que Paulo diz aqui… isso é um alerta tanto pra mim quanto pra você. Você vê o seu irmão caindo, lute contra a tentação de achar que você não cairía nesse pecado ou que você é superior a essa pessoa por que você não caiu nesse pecado.
Precisamos ter humildade nesse processo de cuidado mútuo dentro da igreja local
Pausa
Paulo encerra esse primeiro bloco fazendo a diferença entre fardos pesados e cargas mais leves, aí no versículo 5, olhe comigo:

5Porque cada um levará o seu próprio fardo.

A pergunta pra gente aqui é:
Como Gálatas 6:2 e 6:5 não se contradizem?
Gálatas 6:2 – “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.” Gálatas 6:5 – “Pois cada um deverá levar a própria carga.”
Mas, analisando o contexto, percebemos que Paulo está falando de dois tipos diferentes de "carga".
Verso 2 – “Levem os fardos uns dos outros”
A palavra grega usada para “fardo” (baros) refere-se a um peso esmagador, algo que uma pessoa não consegue carregar sozinha.
Pode ser uma dificuldade, uma luta espiritual, ou um sofrimento.
Verso 5 – “Cada um deverá levar a própria carga”
Aqui, a palavra grega para "carga" (phortion) refere-se a um fardo leve, como as responsabilidades pessoais de cada um.
Isso indica que há obrigações que ninguém pode carregar por nós – nossa responsabilidade diante de Deus, nosso chamado individual…
Portanto, não há contradição:
1) Ajudamos os outros com os pesos que são grandes demais para eles carregarem sozinhos (v. 2). 2) Mas continuamos responsáveis pelas nossas próprias obrigações diante de Deus (v. 5).
Por exemplo:
Se eu fico desempregado, isso pode se tornar um fardo demais para eu carregar sozinho… Tem implicações para minha vida e de minha familia, eu vou precisar provavelmetne da ajudade outros irmãos…
Mas assim que eu consigo um novo emprego, ele se torna a carga que eu preciso carregar. Preciso ser diligente com meu trabalho, com meu tempo, com meus recursos.
No Senhor dos Anéis do Tolkien, há uma cena que se torna uma das mais marcantes da história. Os personagens Frodo e Sam, estão juntos numa missão para destruir o chamado “Anel do Poder”.
Frodo carrega o anel, e quanto mais perto ele chega do Monte da Perdição, local onde deveria destruir o anel, mais pesado ele se torna. A história vai mostrando que o anel vai sugando sua força, a ponto de ele quase não conseguir dar mais um passo.
Sam, que na história é o melhor amigo, o amigo fiel de Frodo, percebe que ele está no limite. Ele percebe que Frodo não vai conseguir sozinho.
Mas Sam também sabe de algo muito importante: ele não pode carregar o anel por Frodo. O anel é um fardo, uma responsabilidade que só Frodo podia levar.
Então, Sam olha para Frodo e diz uma das frases mais emocionantes da história:
"Eu não posso carregar o anel por você... mas eu posso carregar você!"
E ele faz exatamente isso. Sam coloca Frodo nos ombros e o carrega, ajudando-o a chegar ao fim da jornada.
Somos chamados a carregar nossos próprios deveres e chamados individuais. Isso significa que não podemos jogar todas as nossas responsabilidades sobre os outros, mas devemos crescer e amadurecer espiritualmente.
Ponto 1 dos vs 1-5: Ministério da restauração - Vemos o balanço necessário que Paulo dá para esses primeiros 5 versículos.
Nossa autoimagem influencia como tratamos os outros.
Se somos humildes, ajudamos a carregar os fardos dos outros (v. 2).
Se somos orgulhosos, ignoramos suas necessidades.
Mas também precisamos lembrar que cada um tem responsabilidades que precisa assumir por si mesmo (v. 5).
Pausa…
Segundo ponto essa manhã, versículos de 6-10: Semeando para o Espírito
versículo 6:

6Mas aquele que está sendo instruído na palavra compartilhe todas as coisas boas com aquele que o instrui.

Confesso que quando eu estava estudando esse texto, eu estava um pouquinho tenso pra chegar nesse versículo 6 por que eu sabia que teria que abordar um assunto que falava dá próprio posição em que nós pastores estamos… então entre aspas “advogar em causa própria” nunca é uma coisa fácil de se fazer… mas o versículo está aí, está dentro do contexto, vamos enfrentar ele, me ajudem aí rs
Paulo aqui vai destacar a importância de valorizar e apoiar os que ensinam a Palavra dentro do contexto das comnidades locais e isso envolve reconhecimento espiritual e também apoio material àqueles que se dedicam ao ensino do evangelho.
Sabemos disso por que a palavra “instruido” aqui, tem a raiz no grego: alguém que está sendo catequizado, alguém que está sendo instruído por um professor, ou na raiz da palavra, por um catequizador.
De um certo modo, Paulo está lincando ainda com o versículo 5… por que se por um lado cada indivíduo é responsável diante de Deus, eles fazem isso com ajuda daqueles que são chamados para o instruirem.
Então pra garantir que no versículo anterior parece que existe um individualismo por parte do Cristão, nesse caminho da busca pela santidade em Cristo, Paulo nos ajuda lembrando que precisamos nos submeter a esses mestres que investem seu tempo na instrução.
Aqui tem uma sacada muito importante da parte Paulo, olhe comigo no versículo 6, ele vai dizer: compartilhe todas as coisas boas com aquele que o instrui
A Palavra compartilhar é essencial para entendermos o sentido do que Paulo está falando aqui e isso pode mudar completamente o jeito que a gente vê o trabalho pastoral dentro da igreja.
O verbo grego aqui é koinoneo significa "compartilhar" ou "ter comunhão",
ou seja, nessa caminho de santificação mútua dentro da igreja, existe um senso de comunhão entre aqueles que instruem e aqueles que são instruídos… Por um lado a igreja se beneficia pelo ensino desses homens e por outro, em reconhecimento, a igreja sustenta esses homens pra que eles continuem servindo com o ensino. Note que aqui é um serviço mútuo.
Os pastores aqui não chegam durante a semana pra “bater cartão” por que eles são contratados… A motivação é se esmerar na palavra para compartilhar todas as coisas boas…
Se por um lado é difícil nós pastores abordarmos esse tema, por outro, sinto que eu posso advogar um pouco na causa dos meus amigos de ministério aqui.
Nós somos em 5 pastores, dois em tempo parcial, no caso eu e o Najaro, e 3 em tempo integral, Gui, Guerra e Felipe. Eu quero me voltar pra esses que são em tempo integral por um instante…
Esses homens estão dedicando integramente a instrução a vocês e a mim também. Precisamos cuidar desse homens. Eles terão uma tarefa muito mais difícil se eles tiverem que por momento cuidar das suas necessidades diárias.
Graças a Deus, a igreja tem se conscientizado disso e tem visto a importância do trabalho pastoral, mas podemos fazer ainda mais por eles, precisamos cuidar ainda mais deles, precisamos ter esses homens como prioridades na vida da igreja, e obviamente que eles não me pediram pra falar tudo isso.
Ar condicionado é importante, acústica é importante, mas mais importante é termos esses homens completamente bem cuidado por todos nós. Nós não podemos perder esses homens, essa é a nossa responsabilidade.
Texto conhecido de todos:
1Timóteo 5.17 NAA
Devem ser considerados merecedores de pagamento em dobro os presbíteros que presidem bem, especialmente os que se esforçam na pregação da palavra e no ensino.
Eu sei que alguns aqui vieram de contexto de abuso financeiro, existe de fato esse extremo.
Mas aqui vemos que o equilíbrio correto é um relacionamento de parceria, onde o ensino é feito com dedicação, e a congregação responde com generosidade e respeito.
Pausa
E isso no leva para o começo do versículo 7 que vai dizer:
7Não se enganem:
"Não se deixem enganar" é um dos temas centrais da carta aos Gálatas!
Os gálatas estavam em grande perigo de serem enganados pelos falsos mestres.
Paulo já havia mostrado que esses mestres não tinham verdadeira comunhão com eles, mas estavam se aproveitando deles financeiramente e espiritualmente Gálatas 4:17
Gálatas 4.17 NAA
Esses que se mostram tão zelosos em relação a vocês não estão sendo sinceros. O que eles querem é afastar vocês de mim, para que vocês se interessem por eles.
Em contraste, Paulo apresenta o relacionamento correto entre mestres e discípulos (6:6), baseado na verdadeira comunhão cristã.
Pausa
No decorrer do versículos 7 e versículo 8 Paulo adiciona para nós leitores a famosa “lei da semeadura”, ou “lei dos grandes retornos”.
Ele usa um exemplo que é conhecido universalmente: o processo agrícola de semear e colher.
“o que você planta você colhe”
Dentro do contexto o que parece é que Paulo está fazendo um paralelo com o capítulo 5 versículos 16-25… se semearmos Espírito, colheremos Espírito, se semearmos Carne, colheremos Carne….
Mas como igreja podemos pensar em alguns princípios aqui:
1)Nossas escolhas e ações sempre têm consequências. 2) Não podemos esperar resultados diferentes se continuamos plantando as mesmas sementes. 3) Podemos não ver os efeitos de nossas ações imediatamente, mas eles virão no tempo certo…
Ele vai dizer aí na primeira parte do versículo 8:
Se plantamos na carne, colheremos destruição
Ou seja, Se vivemos para satisfazer nossos desejos pecaminosos, mais cedo ou mais tarde sofreremos as consequências.
De forma mais prática isso pode se manifestar em vícios de todo tipo, relacionamentos quebrados que não nos esforçamos para recuperar, falta de zelo e cuidado para com a igreja, neguigência no cuidado com nossa família, nossos cônjuges…
Paulo apresenta o problema e dá a solução logo em seguida na continuação do versículo 8:
Se plantamos no Espírito, colheremos vida eterna
Se investimos tempo e esforço no crescimento espiritual, isso produzirá frutos de justiça, paz e comunhão com Deus.
Orar, meditar na Palavra, praticar boas obras – essas ações sempre trarão colheita espiritual no tempo certo.
Paulo já nos falou essas ações práticas nos primeiros versículos desse capítulo.
A pergunta pra gente é: o que estamos plantando hoje… esquece por um momento o que ficou pra trás, vamos pensar no hoje, no agora…
Somos chamados hoje para restaurar relacionamentos quebrados, buscar mais santidade diante de Deus, buscar cuidar melhor dos nossos irmãos e amigos
Muitas vezes, fazemos o bem e não vemos resultado imediato, mas isso não significa que não haverá colheita.
Por isso, Paulo vai nos encorajar a não desistirmos…
Ele vai dizer no versículo 9, olhe comigo:
9E não nos cansemos de fazer o bem, porque no tempo certo faremos a colheita, se não desanimarmos.
Ele nos adverte para não nos cansarmos por que ele sabe que será cansativo colocarmos em prática tudo isso que vimos aqui.
Você vai notar, que na busca de fazer o bem para com o próximo, vai te cansar… simplemente por que por muitas vezes não haverá o reconhecimento por parte das pessoas ao seu redor… Paulo sabe disso, por isso ele fala: não desaniem!
Talvez você esteja nessa situação… não vou mais ajudar tal pessoa, ela não aprende, não muda… pelo contrário, por vezes isso até volta contra mim.
Mas se você é como eu, e olhar para trás na sua história, talvez tenha tido alguém que não desistiu de você, que perserverou por você e pode ver os frutos na sua vida…
por isso, não desanimemos, não desistamos de fazer o bem para com aqueles que mais precisam.
Paulo termina o raciocínio no versículo 10:

10Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.

Vida cristã é uma vida de amor prático! A vida cristã não é um mero conhecimento intelctual que recebemos por parte da compreenção do que é o evangelho. Esse conhecimento precisa descer pro coração, precisa se materializar em atitudes práticas.
O “fazer” no versículo 10 envolve mais do que palavras
Não devemos apenas falar do amor de Cristo, mas demonstrá-lo com ações concretas.
Por isso que nós evangelisamos, discipulamos, e ajudamos de forma prática a quem precisa – seja material, emocional ou espiritual.
Paulo acrescenta uma prioridade no final do versículo 10:
principalmente aos da família da fé.
Devemos servir intensamente aqueles que estão em comunhão conosco mas nosso amor também deve se estender a todos os que cruzam nosso caminho.
Encerrando com vocês essa manhã:
(Tinha muito mais coisas para serem faladas)
Paulo tinha um objetivo em mente, moldar os gálatas e moldar eu e você a imagem do próprio Cristo. Simplemesmente por que a mensagem do evangelho é uma mensagem que envolve sacrifício e cuidado mútuo.
em 1João 3.16
1João 3.16 NAA
Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; portanto, também nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos.
Temos em Jesus o exemplo perfeito de alguém que cuida do próximo…
por que ele não somente ajudou como deu sua própria vida por nós.
Ele tomou sobre si o nosso fardo do pecado, mas carregou esse fardo sozinho, sobre seus ombros:
Isaías 53.4–5 (ARA)
ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si;
Agora salvos por Cristo Jesus, somos apresentados ao modelo supremo que nos mostra como devemos agir com nossos irmãos.
Se antes estávamos presos pelo pecado, em Cristo somos livres para:
Cuidar uns dos outros em amor através dessa nova lei que nos foi apresentada, a Lei de Cristo!
Se você essa manhã, é salvo e entende que tem falhado nesse cuidado mútuo, ainda há tempo pra você, cresça a imagem de Cristo e pratique o amor de Jesus com seu irmão, plante e colha para a eternidade.
Se você ainda não se redeu ao Senhorio de Cristo, o seu fardo está pesado… seu pecado está te esmagando… entregue aos cuidados do único que pode carregar plenamente o fardo do pecado pra você e seja livre do pecado em Cristo Jesus.
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