15ª Parábola - O Ladrão (Mt 24.42-44)
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Texto
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42 — Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês. 43 Porém, considerem isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44 Por isso, estejam também vocês preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que vocês menos esperam.
Introdução
Introdução
Meus irmãos O ensino desse dito em forma de parábola é muito simples. Enquanto o dono da casa está dormindo, ladrões chegam à sua moradia. Cavam um buraco na parede de tijolos, entram na casa e roubam todos os bens do proprietário. Se o dono da casa soubesse a que hora viriam os ladrões, vigiaria para impedir o roubo.
Esse dito em forma de parábola se baseia em fatos da vida real, pois assaltos acontecem com frequência, especialmente em tempos de recessão econômica. A imagem do ladrão, à noite, se aplica ao dia da vinda do Senhor nas epístolas e no Apocalipse. Paulo usa a imagem para o retorno do Senhor:
Vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa. (1Ts 5.2–4)
Pedro retrata um quadro semelhante:
“Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas” (2Pe 3.10).
No livro do Apocalipse, João registra a carta endereçada à igreja em Sardes. O Senhor elevado e exaltado diz:
“Lembra-te, pois, de como tens recebido e ouvido, guarda-o, e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti” (Ap 3.3). E, outra vez, diz: “Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para não andar nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap 16.15).
O que eu imediatamente estudando este texto e como esta parábola está posicionada ela trata de algo muito maior relacionado especificamente a uma EXORTAÇÃO À VIGILÂNCIA durante a segunda vinda de Cristo e quero ler com os irmãos todos os versos desde o verso 36:
36 — Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. 37 Pois assim como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. 38 Pois assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, 39 e não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. 40 Então dois estarão no campo: um será levado, e o outro será deixado; 41 duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada, e a outra será deixada.
42 — Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês. 43 Porém, considerem isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44 Por isso, estejam também vocês preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que vocês menos esperam.
Nesses versículos, o primeiro assunto a requerer nossa atenção é o quadro horrendo sobre o estado do mundo quando o Senhor Jesus voltar. O mundo não terá sido convertido quando Cristo voltar. Será encontrado nas mesmas condições em que estava no dia do Dilúvio. Quando veio o Dilúvio, os homens estavam comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, totalmente dentro de suas atividades mundanas e inteiramente surdos às repetidas advertências feitas por Noé. Não acreditavam na possibilidade de um Dilúvio. Recusavam-se a crer que houvesse algum perigo. No entanto, subitamente veio o Dilúvio “e os levou a todos”. Todos que não se encontravam com Noé, no interior da arca, pereceram. Todos foram varridos, de uma vez e para sempre, sem perdão, não convertidos, despreparados para o encontro com Deus.
E nosso Senhor diz que “assim será também a vinda do Filho do Homem”.
Sublinhemos essa passagem e a entesouremos nas profundezas do coração.
Há muitas opiniões estranhas sobre esse assunto, até mesmo entre os homens bons. Não devemos enganar-nos, imaginando que, antes do retorno do Senhor, todos os homens virão a se converter ou que a terra se encherá do conhecimento de Deus.
Não sonhemos, supondo que o fim de todas as coisas não possa estar próximo porque ainda há muita iniquidade, tanto na igreja como no mundo em geral. Tais concepções são expressamente contraditadas nessa passagem. Os dias de Noé são um exemplo verdadeiro dos dias em que Jesus Cristo retornará. Milhões de cristãos que professaram Cristo serão desmascarados como insensatos, incrédulos, sem Deus e sem Cristo, mundanos e desqualificados para o encontro com o Juiz. Tenhamos muito cuidado para que não sejamos encontrados entre os esses. Não sejamos inocentes, imaturos, desavisados pois a mensagem é clara!
E digo mais não é possível saber quando ele virá, Os que tentaram prever a data da segunda vinda de Cristo falharam. Aqueles que se aproximam das profecias de forma leviana, tratando-as como um mero roteiro escatológico, acabam caindo em um grave erro… um equívoco imenso. Se o dia e a hora são desconhecidos, viver sem vigilância nos fará parecer insensatos.
Nesse trecho, a segunda coisa que exige nossa atenção é a completa separação que haverá quando o Senhor Jesus voltar. Por duas vezes, lemos que “um será tomado, e deixado o outro”. No presente, o piedoso e o ímpio estão misturados e convivem juntos. Nas igrejas, nas cidades, nos campos e por toda a parte, os filhos de Deus e os filhos deste mundo estão lado a lado. Mas isso não será sempre assim. No dia do retorno de nosso Senhor, haverá, enfim, uma completa divisão. Em um momento, num piscar de olhos, ao ressoar a última trombeta, cada um desses grupos será separado do outro para sempre. Esposas serão separadas dos maridos; os pais, dos filhos; os irmãos, das irmãs; os patrões, de seus empregados; e os pregadores, de seus ouvintes. Não haverá tempo para palavras de despedida nem para arrependimento quando o Senhor Jesus voltar.
Meus irmãos - Não há nada de mal no que essas pessoas estão fazendo. Mas, quando estiverem tão envolvidas em coisas boas em si mesmas a ponto de se esquecerem de Deus, essas pessoas estarão maduras para o juízo.
.A lição aqui é a mesma. Lembram-se da parábola das redes aqui mesmo de Mateus 13.47-52 (estudamos em abril do ano passado) - o reino dos céus é como
Os anjos tomarão uns para viverem com o Senhor para sempre, e os outros serão deixados para o juízo e condenação eterna. A segunda vinda de Cristo põe fim a todas as esperanças. Não há segunda chamada. Não há mais chance de salvação. Naquele dia, a porta da oportunidade estará fechada. Em vão as virgens néscias baterão. Em vão os homens clamarão por clemência. A segunda vinda de Cristo é única e, logo em seguida, ele se assentará no trono da sua glória para o grande julgamento.
Cada qual será tomado como estiver, e ceifará conforme o que tiver semeado. Os crentes serão arrebatados para a glória, a honra e a vida eterna. Os incrédulos serão deixados para trás, para a vergonha e o desprezo eternos. Bem-aventurados serão aqueles que estão unidos de coração, seguindo a Cristo! Sua unidade jamais será quebrada e perdurará por toda a eternidade.
Quem pode descrever a felicidade daqueles que forem arrebatados quando o Senhor retornar? Quem pode imaginar a miséria daqueles que forem deixados para trás? Devemos pensar nessas coisas e considerar nossos caminhos.
A última coisa que nos chama a atenção nesses versículos é o dever prático de vigiar, diante da expectativa em relação à segunda vinda de Cristo. Nosso Senhor diz: “Vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor […] ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá”.
Esse é um elemento que nosso bendito Mestre fala com frequência que observemos. Dificilmente encontramos Jesus quando fala de sua segunda vinda sem acrescentar uma recomendação: “vigiai”.
Do Grego “Gregoreo” - ESTAR ALERTA
Significa viver uma vida santificada e consciente da vinda do dia do juízo. Requer prudência e previsão espirituais e morais; a preparação é fundamental. A pessoa vigilante mantém seus lombos cingidos e sua lâmpada acesa (Lc 12.35). Nesse verso 42 ele - Jesus - faz referência a si mesmo como “vosso Senhor”. Tão glorioso, poderoso e revestido de autoridade e majestade é ele; ao mesmo tempo, tão condescendente, tão intimamente unido àqueles a quem lhe aprouve chamar para si, e os quais lhe são leais.
Conforme Isaías 57.15 “15 Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade e cujo nome é Santo: “Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.” . Portanto, que perseverem em sua vigilância.
Ele conhece a dormência de nossa própria natureza. Ele sabe quão rapidamente nos esquecemos dos assuntos mais solenes da religião. Ele sabe quão incessantemente Satanás trabalha para obscurecer a gloriosa doutrina da segunda vinda. Ele nos arma com exortações poderosas para que examinemos o próprio coração, para que estejamos atentos e, assim, não venhamos a sofrer a ruína eterna. Que todos nós possamos dar ouvidos a essas exortações!
Os verdadeiros cristãos devem viver como atalaias. O dia do Senhor virá como um ladrão à noite. Os crentes deveriam esforçar-se para estar sempre de prontidão. Deveriam comportar-se como sentinelas de um exército em território inimigo. Deveriam tomar a resolução de, pela graça de Deus, não dormir em seus postos. Há um texto do apóstolo Paulo que merece atenta consideração:
“Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios” (1Ts 5.6).
Na parábola do ladrão à noite, Jesus repete a mesma advertência no verso 44: “Por isso ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá”. (Mt 24.44)
Jesus está advertindo seus próprios discípulos a respeito de um perigo iminente. Esperamos que os seguidores de Jesus aguardem o tempo de sua volta como uma ocasião jubilosa. Aqueles que ouvem com atenção e obediência às palavras de Jesus estarão preparados quando ele vier. Para eles, seu retorno será um acontecimento feliz. MARANATA!! Porém, para todas as pessoas, até mesmo para os discípulos de Jesus, é dita uma palavra de advertência contra a apostasia. Afinal, entre os doze discípulos estavam Pedro, que negou seu Senhor, e Judas, que o traiu.
. Todas essas passagens têm em comum a ideia do caráter repentino e inesperado da vinda, e, consequentemente, o perigo do despreparo por parte daqueles para quem essa parousia tem importância. O próprio fato de o dono da casa não saber quando o ladrão chegará – pois se soubesse, ficaria em alerta somente naquele tempo específico – faz-se necessário que ele esteja em guarda o todo o tempo. Pela mesma razão, com vistas à vinda do Senhor, todos deveriam estar sempre alertas. Visto que essa vinda é de caráter definitivo, e não oferece nenhuma outra oportunidade para arrependimento, a exortação é agora repetida em termos ligeiramente diferentes, ou seja: Vs44. Mateus 24.44 “44 Por isso, estejam também vocês preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que vocês menos esperam.” . Estar “pronto” é sinônimo de: estar “alerta” ou “de prontidão”, preparado na mente e no coração. Aqui também, como no versículo 42,“estejam preparados em todo o tempo”
A parábola é dirigida àqueles que esperam o retorno glorioso de Jesus e àqueles que estão ignorando as instruções de Jesus. Enquanto a imagem da vinda do Filho do homem evoca alegre expectativa entre os fiéis, a imagem de um ladrão à espreita cria ansiedade e tristeza naqueles que não estão preparados. Medo da morte, medo de ficar pra trás, medo … medo..
Concluindo
. Meus irmãos Jesus não nos forneceu um dia e uma hora exatos; ele só nos mandou vigiar e estarmos prontos.
Lá em Lucas 18.8 Jesus concluiu a parábola da viúva persistente com uma pergunta incisiva: “quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18.8b). Se é que ele estava falando sobre seu retorno final, e caso ele venha antes de eu - Guilherme - morrer, desejo que encontre fé em mim. E você? Independentemente de ele voltar durante a sua vida ou de você encontrá-lo na morte, haverá um ajuste de contas do qual nenhum ser humano pode escapar. Temos de estar prontos.
