Link 3 - Parábola dodo servo impiedoso

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Transcript
Dinâmica de Aquecimento: Bola do Perdão
Objetivo:
Quebrar o gelo e iniciar uma conversa leve e descontraída sobre o tema do perdão, ajudando os adolescentes a se sentirem mais à vontade para participar das atividades seguintes.
Materiais:
·   Uma bola leve (pode ser uma bola de praia ou uma bola de espuma)
·   Música animada (opcional)
Passos:
1.   Introdução (5 minutos):
o  Explique brevemente a dinâmica e o objetivo de aquecer o grupo para falar sobre perdão.
o  Diga que a atividade será uma forma divertida de começar a pensar sobre o tema.
2. Primeira Atividade: Passando a Bola (10 minutos):
o  Peça para os adolescentes formarem um círculo.
o  Comece passando a bola para uma pessoa do círculo enquanto a música toca (se estiver usando música).
o  Quando a música parar (ou em intervalos regulares, caso não use música), a pessoa que estiver com a bola deve completar a frase: "Eu fico magoado (com meu pai, minha mãe, meu irmão, meu amigo), quando...".
o   Exemplos de respostas: "Eu fico magoado quando meus pais não vão me buscar no horário ", " Eu fico magoado meu amigo conta uma mentira de mim”, “Eu fico magoado quando meu irmão usa minha roupa”, eu fico magoado quando meu pai não compra o que eu quero”.
Anotações
Hoje vamos falar de perdão! Essa parábola é muito especial porque Jesus nos ensinou quando Pedro questionou o mestre como devemos perdoar nossos irmãos.
Vamos ler?
A Parábola do Servo Impiedoso Mateus 18.21–35
21 Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?”
22 Jesus respondeu: “Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete.
23 “Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos. 24 Quando começou o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia uma enorme quantidade de prata.25 Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida.
26 “O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’. 27 O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir.
28 “Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Pague-me o que me deve!’
29 “Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: ‘Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei’.
30 “Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. 31 Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido.
32 “Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. 33 Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?’ 34 Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia.
35 “Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão”.
Primeiro, vamos pensar na atitude do Rei, que chamou seu servo e, com muita misericórdia, perdoou uma grande dívida. Isso muitas vezes passa despercebido e, por isso, temos dificuldades em perdoar, porque não reconhecemos que também fomos perdoados.
A gente vem de uma vida cheia de erros, uma vida totalmente desconectada do céu, focados só nos nossos próprios desejos. O ser humano, quando é rejeitado, por muito menos, abandona e desiste dos outros.
Eu mesmo passei muitos anos da minha vida rejeitando Deus, mas quando voltamos para Ele, agimos como se estivéssemos fazendo um grande favor em voltar pra casa. Mas, na verdade, é totalmente o oposto, igual na parábola do filho pródigo. Como podemos entender esse pai que aceita um filho que deliberadamente recusou sua presença e companhia para viver seus próprios desejos?
Quando voltamos, não estamos fazendo nenhum ato bondoso. Vamos ver de outra forma: quando você vai à igreja, você sente que está fazendo algo bom para Deus, tipo "Vou dar uma passada lá para ver meu Pai e ele não ficar com saudades, afinal ele sempre me cobra quando eu não mando uma mensagem" (fazendo uma comparação com nossos pais terrenos).
Ou, quando nos sentamos para orar e ler a Bíblia, pensamos "Deixa eu dar um check aqui na lista", porque Deus me livre de fechar o dia sem fazer o devocional, achamos que Deus vai ficar chateado com a gente.
No final, não percebemos como somos maus, completamente abandonados fazendo o que querermos, e achamos que esses atos são um agrado para Deus, quando na verdade não merecemos nada, mas mesmo assim Deus nos deu tudo. Quando nos aproximamos, deveria ser com total gratidão, porque sequer temos a possibilidade de nos direcionar a um Deus que é santo quando somos tão pecadores. E mesmo assim, Ele nos perdoou. Um Deus que se fez carne e morreu por aqueles que Ele mesmo criou, para que nós pudéssemos estar aqui. E hoje estamos aqui dando uma passadinha pra falar com aquele Pai que tem saudades da gente.
Enquanto não entendermos e reconhecermos que merecemos o inferno, mas Deus nos deu o céu, jamais seremos capazes de olhar para nosso irmão que nos magoou sem ficar de bico, ou para aquele irmão que nos feriu e queremos justiça. Talvez nos tornemos apenas indiferentes, tipo "deixa ele lá no canto tocando a vida dele". Se você não entende o tamanho do perdão que recebeu, vai continuar tendo dificuldades em perdoar o próximo.

Reflexão

Nesta parábola, temos alguns personagens.
Primeiro, temos o Rei. Ele viu que um dos seus servos devia uma grana alta e decidiu que a forma justa de resolver isso era vendendo o servo e sua família para pagar a dívida. Até aí, ninguém pode dizer que o Rei foi injusto, certo? Ele só estava fazendo o que era esperado.
Assim como esse Rei, todos nós passaremos por julgamentos. E, mesmo que seja difícil de aceitar, o inferno é a consequência justa para os pecados contra um Deus Santo.
Hoje em dia, muita gente acredita que o inferno não existe ou que é só uma invenção.
Mas um dia, esse julgamento merecido por Deus vai alcançar a todos. E como a gente nunca conseguiria pagar pelos nossos pecados sozinhos, Deus nos deu a graça e o sangue de Jesus para redimir aqueles que acreditam nEle. É como se Jesus rasgasse o véu que separava a gente de Deus.
No Êxodo, aprendemos que o lugar mais sagrado só era acessível com a aspersão do sangue, permitindo que o sacerdote entrasse e oferecesse sacrifícios por Israel. Hoje, temos acesso a Deus porque fomos perdoados de uma dívida impagável, o que nos permite viver para sempre na presença de Deus.
Que perdão incrível recebemos!
O Rei ouviu a súplica do servo: "Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo". O senhor teve compaixão e cancelou toda a dívida, deixando-o ir. Isso é uma oferta incrível, como a que nós recebemos pelo sangue de Jesus.
Outro personagem é o servo.
Ele estava em uma situação complicada, cheio de dívidas. A parábola não diz se ele era bom ou mau, mas a situação dele era grave e a punição justa. Quando ele pediu compaixão, ele não pediu que a dívida fosse perdoada, só pediu mais prazo. E o Rei foi misericordioso, dando muito mais do que ele pediu.
Mas, ao sair, o servo encontrou um colega que devia uma quantia menor. Em vez de perdoar o colega, ele mandou prendê-lo. O Rei, ao saber disso, retirou a oferta generosa e mandou o servo para a prisão, exigindo o pagamento da dívida completa.

Ensinamentos

Primeiro e mais importante: Deus é Santo e perfeito. Nós, humanos, somos pecadores e estamos afastados de Deus. A Bíblia ensina que o julgamento pelos nossos pecados é o inferno, destinado a todos que rejeitam Jesus.
Assim como o servo merecia a prisão, nós merecemos o inferno. Mas Deus, justo e misericordioso, nos concede o perdão dos nossos pecados, assim como o Rei perdoou a dívida do servo. Esse perdão é dado quando acreditamos que Jesus é o caminho e o aceitamos como Senhor. O sangue de Jesus nos limpa dos nossos pecados e abre o caminho para a vida eterna com Ele no céu. Isso é muito mais do que pedimos ou merecemos!
Por isso, somos gratos e servimos na casa de Deus, entendendo essa grande Graça. Quando isso faz parte do nosso modo de viver, nada pode nos abalar.
E isso nos leva ao segundo ensinamento: como lidamos com a ofensa do próximo. Se recebemos tanta misericórdia, nossas atitudes devem refletir isso. Faz sentido cobrarmos uma ofensa de pais, amigos ou primos e não oferecer perdão? Faz sentido ficarmos chateados com quem nos ofendeu, sendo que fomos perdoados de uma dívida tão grande?
A parábola ensina que, se não perdoarmos, não seremos perdoados. Precisamos viver em gratidão e agir com misericórdia, refletindo o perdão que recebemos de Deus.
Dinâmica: Caminho do Perdão
Objetivo:
Ajudar os adolescentes a entender e vivenciar o perdão de forma prática e empática.
Materiais:
Espaço amplo para movimento
Cartões ou papéis com diferentes situações de conflito (escritas antecipadamente pelo facilitador)
 
Primeira Atividade: Caminho da Empatia (15 minutos):
Forme duas filas paralelas com os adolescentes, de modo que eles fiquem frente a frente.
O facilitador lê uma situação de conflito (do cartão/papel) e pede que uma pessoa de cada par explique brevemente como se sentiria se estivesse no lugar da pessoa que cometeu o erro.
Em seguida, a outra pessoa do par faz o mesmo, mas se colocando no lugar da pessoa que foi prejudicada.
Após cada situação, pergunte ao grupo como eles acham que o perdão poderia ser alcançado nesse caso.
Amizade:
Exemplo: Clara e Luísa eram melhores amigas. Um dia, Clara ouviu um boato sobre ela mesma que a deixou muito triste. Ao investigar, descobriu que Luísa tinha sido a fonte do boato, espalhando-o acidentalmente durante uma conversa com outros colegas. Clara sentiu-se traída e magoada, mas Luísa estava arrependida e pediu perdão. Clara teve que decidir se perdoaria a amiga e reconstruiria a confiança.
Família:
Exemplo: João tinha um projeto escolar muito importante e queria muito que seus pais fossem assistir. No dia da apresentação, seus pais tiveram um problema e não conseguiram assistir a apresentação. João ficou frustrado e zangado, mas seus pais se desculparam. João precisou encontrar uma maneira de perdoar seus pais e seguir em frente.
Pais:
Exemplo: Durante um trabalho em grupo, Pedro teve uma ótima ideia e a compartilhou com seus colegas. Na apresentação, um dos colegas, André, apresentou a ideia de Pedro como se fosse sua, sem dar créditos. Pedro ficou furioso e confrontou André, que se desculpou e explicou que estava nervoso e não soube como agir. Pedro precisou pensar em como perdoar André e lidar com a situação no futuro.
Escola:
Exemplo: Maria viu que seu amigo, Rafael, havia postado compartilhado um segredo seu sem pedir permissão. O segredo se espalhou e muitas pessoas ficaram sabendo. Rafael pediu desculpas e prometeu tomar mais cuidado da próxima vez. Maria teve que decidir se perdoaria Rafael e se manteria a amizade.
 
Conclusão (10 minutos):
Finalize com uma reflexão coletiva sobre o que aprenderam com as atividades.
Incentive os adolescentes a aplicar o perdão em suas vidas diárias.
Essa abordagem prática permite que os adolescentes experimentem o perdão de uma maneira mais dinâmica e envolvente, além de desenvolverem empatia e compreensão. Espero que isso ajude! Se precisar de mais alguma coisa, estou à disposição.
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