O gracioso e misericordioso Rei

Reflexões GC  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 8 views
Notes
Transcript
Anotações
Hoje vamos falar de perdão!
Um belo dia Pedrão perguntou pra Jesus quantas vezes ele precisaria perdoar um irmão. Deve ter um limite né? Tem irmão que na segunda ninguém aguenta mais.
Mas esse também era um contexto da lei onde tinha regras relacionadas ao perdão.
Para responder, Jesus usou uma parábola.
Vamos ler?
A Parábola do Servo Impiedoso Mateus 18.21–35
21 Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?”
22 Jesus respondeu: “Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete.
23 “Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos. 24 Quando começou o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia uma enorme quantidade de prata.25 Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida.
26 “O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’. 27 O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir.
28 “Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Pague-me o que me deve!’
29 “Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: ‘Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei’.
30 “Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. 31 Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido.
32 “Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. 33 Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?’ 34 Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia.
35 “Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão”.
 
Primeiro temos que pensar na atitude do Rei. Antes de chegar na segunda parte da parábola, que é o perdão propriamente dito, é importante que tenhamos clareza nessa primeira parte. Perdoar será impossível sem entender isso.
Um Rei, que chama seu servo para um encontro de prestação de contas e, com misericórdia, perdoa uma grande dívida.
Primeiro que fique claro, todos se encontrarão com o Rei, a Bíblia nos ensina isso, independente do momento de vida.
Todo mundo aqui é crente, então todo mundo entende esse encontro, mas assim como o servo impiedoso nós somos diariamente levados a esquecer da graciosa dádiva recebida pelo Rei. A dádiva do perdão dos pecados e salvação.
Entenda. Vindo de uma vida de pecados, uma vida totalmente desconectada do céu, todos nós somos absorvidos pelos nossos próprios desejos. Nós merecíamos o inferno.
Só que a gente, provavelmente pelo próprio efeito do pecado, achamos que somos bons, que temos algum mérito.
E não me levem a mal, muitos são mesmo pessoas boas, mesmo não crentes, realizam coisas excelentes para o próximo, mas essas coisas boas são avaliadas pela nossa justiça humana. E é ai que falhamos ao avaliarmos o próximo e a nós mesmo, julgando quem é bom e quem é ruim, segundo o nosso próprio padrão.
Porém meus irmãos, nós não somos Deus, assim, o nosso padrão não é o que está em questão. O padrão que buscamos é o padrão de Deus, que consta na Palavra que Ele deixou pra nós.
Alguém aqui já ouviu a frase “Pra mim, sabe, Deus é isso, por que assim, é o que eu penso de Deus, não é possível que Deus faça isso ou aquilo”
Hoje o mundo faz isso naturalmente, eles criam um deus segundo o seu padrão e sua experiência, e por uma mentira e condução de satanás, são enganadas na crença de que sequer existe inferno ou, se existe, o inferno já seria a terra.
Concordo com Jonathan Edwards quando diz que “⁠A terra é o único inferno que os cristãos experimentarão; e é o único céu que os não cristãos experimentarão.”.
E olha que interessante, nós que merecemos todo o julgamento do mundo, fomos perdoados de uma grande dívida, porém nós, olha como somos terríveis, rejeitamos nossos irmãos que fizeram algo pra nós. O servo tinha uma dívida merecida, ele realmente devia algo.
Vejam, eu mesmo passei muitos anos da minha vida recusando Deus. Mas o Pai amoroso me recebeu de novo em casa e matou um novilho, deu uma festa, me deu roupas e vida nova. Como não amar esse Pai e querer fazer tudo por Ele?
Mas ao invés, muitas vezes, sentimos como se estivéssemos fazendo um favor para o Pai, esquecemos completamente que é totalmente o oposto, como podemos compreender esse pai que aceita um filho que recusa deliberadamente sua presença e companhia para viver seus próprios desejos.
Ao voltarmos pra casa então, não estamos tendo nenhum ato altruísta não. Não somos todo bondosos em fazer algo pra Deus. “Nosso, eu devo ser um filho top porque eu sirvo, porque eu faço isso e aquilo. Deus deve me amar demais”.
No final, não conseguimos perceber como somos miseráveis, completamente abandonados nos próprios desejos, e achamos que esses atos são um agrado pra Deus. Nós fazemos pra conquistar algum merecimento e benção dEle.
Sabe, no Antigo Testamento, Deus instrui Moisés a fazer o tabernáculo, e no final ele pede que seja feito o sacrifício e aspersão do sangue, permitindo a entrada no lugar santíssimo.
Deus fez o mesmo através de Jesus, derramando o sangue do cordeiro santo para purificação dos nosso pecados, permitindo assim que tivéssemos acesso a ele, perdoando uma dívida impossível de ser paga.
Estava lendo o comentário do Hernandes Dias Lopes sobre essa parábola e ele diz o seguinte:
Mateus: Jesus, o Rei dos Reis O Perdão que Recebemos de Deus (18.23–27)

Um talento equivale a 35 quilos de ouro. Dez mil talentos equivalem a 350 mil quilos de ouro. Todos os impostos da Judeia, Pereia, Samaria e Galileia durante um ano somavam oitocentos talentos. Dez mil talentos representavam todos os impostos da nação por treze anos. O que Jesus queria enfatizar é que aquele homem possuía uma dívida impagável. Ganhando um denário por dia, ele precisaria trabalhar 150 mil anos para pagar a sua dívida

Deus que se fez carnê e morreu por aqueles que ele mesmo criou, para que nós pudéssemos estar aqui. Isso não é pouco coisa, isso é TUDO.
Por isso é importante que entendamos. Quando nos reunimos, quando vamos a igreja, quando servimos. Tudo isso só é permitido porque Ele nos chamou e nos salvou. Por isso somos gratos! E nunca poderemos pagar essa dívida.
Imagino que seja por isso que Jesus conta essa parábola dessa forma, porque hoje temos birra com as pessoas a nossa volta, rejeitamos pessoas que fizeram algo tão pequeno pra gente.
Enquanto não entendermos e reconhecermos que nós merecemos o inferno, mas Deus nos deu o céu, jamais seremos capazes de olhar para nosso irmão que nos magoou sem ficar de bico, ou aquele irmão que nos feriu e queremos justiça, ou talvez nos tornemos apenas indiferentes.
Já na segunda parte da parábola vemos o mesmo evento acontecendo entre o servo e o conservo.
O servo tinha pedido ao Rei mais prazo para pagar e o Rei quitou a dívida, abonou por completo, concedeu muito mais do que foi pedido.
Agora ao sair, agraciado por tamanha oferta, o servo se depara com o seu conservo. Este lhe devia dinheiro, ainda que um valor menor do que o ele devia ao rei.
Assim temos um ponto interessante, onde as dívidas têm diferentes relevâncias. Ao ser perdoado de algo incrivelmente alto, poderia ter com facilidade perdoado algo de menor relevância. É como se o Junior tivesse ganhado na loteria mas fosse incapaz de me emprestar uns mil reais. O conservo tem a mesma atitude, pede por misericórdia também, mas esta não lhe é oferecida. O servo atua diferente do seu rei e manda o conservo para a prisão.
O rei, ao perceber a atitude do seu servo, retira a grande dádiva e substitui seu tratamento gracioso pela mesma atitude que teve o servo, enviando ele pra prisão e exigindo o pagamento do total da dívida.
No final da oração do pai nosso temos:

14 Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. 15 Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas.

Conclusão
Irmãos, primeiro. Deus é Santo, perfeito! O ser humano é pecador e está afastado de Deus. E todos se encontrarão com o Rei.
Assim como o servo que devia muito dinheiro e merecia a cadeia, nós também merecemos o inferno, mas Deus que é justo e misericordioso, assim como o Rei que perdoou a dívida do seu servo, também nos concede o perdão dos nossos pecados. Isso é muito mais do que pedimos e merecemos!
Por isso somos gratos! Por isso entregamos tudo em gratidão a Deus! Por isso servimos na casa de Deus! Entendemos essa grande Graça e vivemos a serviço do único Rei.
E assim partimos para o segundo ponto que é com nossos irmãos. Tratamos como queremos ser tratados. Somos piedosos do jeito que gostaríamos de receber piedade.
Faz sentido cobrarmos dos nossos pais, amigos, primos, alguma ofensa e não oferecermos perdão? Faz sentido ficarmos chateados com quem nos ofendeu sendo que fomos perdoados com uma grande dívida?
Na parábola fomos ensinados que o Rei, ao ver que seu servo não agiu com a mesma generosidade, retira sua grande dádiva e manda o servo para a prisão. Se não perdoarmos, não seremos perdoados, é isso que a bíblia ensina.
Precisamos ser gratos, precisamos viver em gratidão.
Nossa atitude precisa mudar, precisamos viver para Jesus, agindo com as pessoas a nossa volta de acordo com o que recebemos do Rei.
Vamos orar.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.