(1 Co 2:1-5) Nada além da Cruz
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1Coríntios 2.1 “Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria.”
Quando fui ter convosco. Paulo reflete sobre a ocasião, registrada em Atos 18:1-11, quando ele proclamou o evangelho pela primeira vez aos coríntios. Ele chegou em Corinto abatido por causa de seu encontro com filósofos e da resposta hostil à sua mensagem em Atenas (At 17.16–34). Logo depois de sua chegada, foi recebido na casa de Áquila e Priscila (At 18.2,3).
Anunciando-vos o testemunho. O “testemunho de Deus” é aquele que tem sua origem em Deus, a saber, o ensino do evangelho, do qual Deus é o Autor e Testemunha. O assunto passa do chamado dos coríntios (1:26-31) para a pregação de Paulo.
Não o fiz com ostentação de linguagem. Em outro lugar Paulo reconhece, humildemente, talvez com certa modéstia, que ele não tinha uma forte oratória. Mas o foco de Paulo aqui não é que ele tinha uma oratória ruim, muito menos que ele tinha pouco conhecimento, esse não era o caso. Mas que ele não se utilizava de artifícios, de elegância de discurso, de floreio, pra tentar ganhar o coração das pessoas. Não é tanto a deficiência de Paulo, mas o abuso dos pregadores que achavam que o Evangelho não era suficiente para transformar.
Percebam, então, que o mesmo princípio que Deus aplica sobre a igreja, que é constituída de pessoas fracas, desprezadas, assim também a pregação da Palavra, cujo poder está, não na oratória, mas em seu conteúdo - no Evangelho, que loucura e escândalo, mas pra os que são salvos, poder de Deus e sabedoria de Deus.
1Coríntios 2.2 “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.”
Decidi nada saber. Paulo não era ignorante. Paulo era um homem instruído, que lia muito, que foi educado aos pés de Gamaliel. Mas ele quer dizer aqui talvez que todo seu estudo era para aprender mais de Cristo; que nada pra ele importava além de Cristo. Ou que ele não tinha outra tarefa, senão pregar a Cristo somente, e este crucificado. A vida dele girava em torno disso. Muito provavelmente ele está falando da exclusividade do seu ministério. Apesar de Paulo, por necessidade, dedicar certo tempo a fazer tentas pra se sustentar, isso foi algo excepcional, e um período de seu ministério, em algumas ocasiões. Mas os apóstolos, em geral, nos ensinam que o ideal é o ministro se dedique exclusivamente ao ministério. É algo que muitas pessoas não compreendem hoje, infelizmente.
Kestemaker: Espera-se de ministros ordenados do evangelho façam da proclamação e do ensino do evangelho de Cristo sua vocação de dedicação exclusiva. Ordenação quer dizer que Deus os colocou à parte para pregar, para usar as palavras de Paulo, “a tempo e fora de tempo” (2Tm 4.2). Os apóstolos deram o exemplo quando designaram sete homens cheios do Espírito Santo e de sabedoria para ministrarem às necessidades físicas das viúvas em Jerusalém (At 6.1–6). Dessa forma, os apóstolos dedicaram-se à proclamação da Palavra e à oração. Às vezes, contudo, Paulo realizou trabalho manual como fabricante de tendas para suprir suas necessidades diárias. Contudo, sempre que teve suprimentos suficientes, ele dedicava todo o seu tempo ao ministério da Palavra. Quando Cristo chama alguém para proclamar o evangelho, essa pessoa precisa fazê-lo com inteira dedicação ao chamado que recebeu para o ministério; precisa recusar ofertas para envolver-se em outras áreas da vida. Deve ser antes e acima de tudo um ministro da Palavra de Deus. Séculos atrás, um pregador geralmente colocava estas iniciais depois do seu nome: V. D. M. (Verbi Domini Minister, ministro da Palavra do Senhor). Um pregador faz bem em repetir e aplicar a máxima de Paulo: “Eu decidi nada saber entre vocês, senão a Jesus Cristo e este crucificado”.
1Coríntios 2.3 “E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós.”
Foi em fraqueza, temor, e grande tremor. Quanta honestidade e humildade do Apóstolo! Devemos lembrar como a recepção dada a Paulo em Corinto foi logo depois transformada em hostilidade pelos judeus, a tal ponto de ele ter de deixar a sinagoga local para continuar seu ministério na casa de Tício Justo. Foi nessa ocasião que Jesus apareceu a Paulo numa visão e disse pra ele não ter medo, para continuar pregando e não ficar calado. E Jesus revelou que tinha muitas ovelhas na cidade de Corinto.
Atos dos Apóstolos 18.9–10 “Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade.”
Kistemaker: Os termos temor e tremor ocorrem várias vezes nas epístolas de Paulo como uma expressão de ansiedade. O medo é uma força debilitante usada por Satanás para retardar os servos de Cristo e para distorcer sua percepção. Paulo não dá detalhes, mas confessa que, durante sua estada em Corinto, experimentou o medo e teve sua coragem estremecida. Os termos temor e tremor estão relacionados às inúmeras ameaças políticas e sociais que Paulo teve de enfrentar.
Talvez não seja exatamente o que Paulo experimentou, mas é importante pensarmos em como o ministério traz o medo do fracasso, ansiedade por muitas decepções e frustrações. Pessoas que desertam da fé. Pessoas que ficam anos sem serem transformadas. Pessoas que afundam no pecado, em escândalos. O ministério estagnado por muito tempo, e naturalmente o ministro se pergunta se está certo, se deve ser assim, se tem sido fiel, se Deus está ali, se haverá frutos ou se será sempre assim. Se precisa fazer algo a mais pra motivar, pra movimentar, pra atrair as pessoas. E quando as coisas estão ruins, ele deve simplesmente continuar pregando a Palavra, sem artifícios, sem floreios.
John Piper: Todo mundo enfrenta adversidades e deve encontrar formas para perseverar através dos momentos opressores da vida. Todos devem levantar-se e fazer o pequeno almoço, lavar a roupa, ir para o trabalho, pagar as contas, e disciplinar as crianças e, geralmente, continuar a vida quando o coração está partido.
Mas é diferente com os pastores — não totalmente diferente, mas diferente. O coração é o instrumento de nossa vocação. Spurgeon disse: “O nosso trabalho é mais do que trabalho mental, é obra do coração, o trabalho do mais íntimo de nossa alma” [1]. Assim, quando os nossos corações estão partidos, nós precisamos trabalhar com um instrumento quebrantado. A pregação é o nosso principal trabalho. E a pregação é uma obra do coração, não apenas o trabalho mental. Portanto, a questão para nós não é apenas como continuar vivendo quando o casamento está em baixa, e uma criança se foi, e as finanças não vão bem, e bancos estão vazios e os amigos te abandonam, a questão para você é mais do que isso, a questão é como você continuará a viver? É, como você continuará a pregar? Uma coisa é sobreviver à adversidade, outra coisa muito diferente é continuar a pregar, domingo após domingo, mês após mês, quando o coração está sobrecarregado.
Spurgeon disse para os alunos do seu Colégio de Pastores: “Uma avalanche de golpes tem, por vezes, abatido o ministro. O irmão mais solicitado se torna um traidor… Dez anos de labuta não nos sugam tanta vida, como a que nós perdemos em poucas horas por Aitofel, o traidor, ou Demas o apóstata” [2]. A questão para nós não é, como você vive em meio à crítica incessante, desconfiança, acusação e abandono; para nós, a questão é também, como você pode pregar em meio a tudo isso? Como você faz o trabalho do coração quando o coração está sob o cerco e pronto para cair?
John Flave: “Os labores do ministério esgotarão a medula dos seus ossos, apressarão a velhice e a morte. Eles estão bem ajustados em comparação com a labuta dos homens na colheita, aos sofrimentos de uma mulher em trabalho de parto, e às agonias de soldados na extremidade de uma batalha. Nós temos de vigiar quando os outros dormem. E, de fato, não é tanto o custo dos nossos trabalhos, como o desprezo deles, que nos mata. Não acontece conosco como acontece com outros trabalhadores: eles acham seu trabalho como o deixaram, mas nós, não. Pecado e Satanás bagunçam quase tudo o que fazemos. As impressões que deixamos sobre as almas do nosso povo num sermão, desaparecem antes do próximo […] Sim, temos de lutar em defesa das verdades que pregamos, bem como estudá-los até ficarmos pálidos, e pregá-las até ao ponto de desmaiarmos. Receberemos peitos doloridos, dores nas costas e pernas trêmulas. Mas, se pudermos, por todos os meios, ser aprovados como servos fiéis de Cristo, ouviremos aquela voz saindo da sua boca: ‘Muito bem, servo bom e fiel’”.
É muito importante que a gente como esse medo de Paulo está aqui em meio ao que ele escreve sobre a pregação da Palavra. Há quem entenda que ele não estava falando de medo das pessoas, me de ser linchado ou alguma coisa assim. Mas era um temor e tremor diante de Deus. Ele temia confiar em sim mesmo, em suas própria habilidades retóricas. Talvez, por ver as coisas tão ruins entre os coríntios, talvez enfrentar a tentação de usar um meio carnal pra manter ou atrair as pessoas. Ele precisava sempre acreditar que a o Evangelho era suficiente.
John Konx disse: “Nunca temi o diabo, mas tremo toda vez que subo ao púlpito.”
E é assim que deve ser, irmãos.
1Coríntios 2.4 “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder,”
Linguagem persuasiva. Li uma história sobre um confiante pregador que, no decorrer de um culto, pregou sem o poder sustentador do Espírito Santo. Por causa disso, fracassou no púlpito e ficou humilhado perante a congregação. Depois do culto, um presbítero lhe deu este sensato conselho: “Se o senhor tivesse chegado ao púlpito da maneira como saiu, o senhor teria saído como chegou.”
Paulo, de acordo com Atos, tentou de fato persuadir seus ouvintes a acreditar:
Atos dos Apóstolos 18.4 “E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos.” Atos dos Apóstolos 18.13 “dizendo: Este persuade os homens a adorar a Deus por modo contrário à lei.”
Atos dos Apóstolos 19.8 “Durante três meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus.”
Atos dos Apóstolos 26.28 “Então, Agripa se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão.”
Atos dos Apóstolos 28.23 “Havendo-lhe eles marcado um dia, vieram em grande número ao encontro de Paulo na sua própria residência. Então, desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição em testemunho do reino de Deus, procurando persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas.”
O que ele rejeitou foi tentar persuadir as pessoas da maneira errada. Paulo não queria que os coríntios ficassem tão fascinados com o estilo e a elegância de seu discurso que acabassem aceitando o que Paulo dizia por razões estilísticas em vez de substantivas. Por isso, Paulo confiava no poder do Espírito em sua pregação.
Em demonstração do Espírito e de poder. A palavra demonstração é um termo usado num tribunal com relação a um testemunho. O termo significa que ninguém é capaz de refutar a prova que é apresentada. A Palavra Espírito aparece muitas vezes na primeira carta aos coríntios: Paulo associa o Espírito aos dons, ao corpo deles, que é templo do Espírito, ao nascimento espiritual; mas aqui é a primeira vez que o termo aparece, e aparece associado à pregação, e vem vinculado a outra palavra: poder. Poder muitas vezes quer dizer milagres, prodígios, mas aqui poder de fato pode estar se referindo a poder espiritual, ao braço de Deus, à força de Deus. Deus age, com sua mão poderosa, por meio da pregação da Palavra. E sem o Espírito, a pregação não transforma. Todo que ouvem a pregação da Palavra são chamado externamente, por seus ouvidos, mas se o Espírito não penetrar seus coração, numa chamada interna, ninguém será salvo. Por isso devemos orar, pra que o Espírito por meio da Pregação da Palavra.
1Coríntios 2.5 “para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.”
Não se apoiasse em sabedoria humana. Quantas pessoas se apoiam na sabedoria humana. Quantas foram carnalmente persuadidas a seguir Jesus, porque foram atraídas por alguma outra na pregação que não a cruz de Jesus. Quantas pessoas se tornaram evangélicas pra escapar dos sofrimentos, das doenças, dos demônios, ou até mesmo do inferno simplesmente. Quantos foram psicologicamente arrastados, por um grito, por uma ameaça, por um gesto, por uma adivinhação, por uma suposta visão, profecia, sonho etc. Quanto podem dizer: Eu me tornei crente porque Cristo morreu por mim. Porque eu amo aquele que deu sua vida por mim”? Isso é muito simples. É muito simples fazer esse auto exame, hoje, aqui, agora. Se pergunte: “por que eu estou aqui?”
Sonde o seu coração, veja em que se baseia a sua fé. Ela deve estar fundamentada na sabedoria de Deus e não dos homens: nem na tradição, nem retórica, nem na simpatia, nem nos sorrisos, nem nos milagres, mas na Palavra de Deus, em sua fiel exposição.
MH: Cristo, em sua pessoa, ofícios e sofrimentos, é a soma e a substância do evangelho, e deve ser o grande tema da pregação de um ministro do evangelho, mas não de modo a deixar de fora outras partes da verdade e da vontade reveladas de Deus. Paulo pregou todo o conselho de Deus. Poucos conhecem o temor e o tremor dos ministros fiéis, devido a um profundo senso de sua própria fraqueza. Quando nada além de Cristo crucificado é pregado claramente, o sucesso deve ser inteiramente devido ao poder divino que acompanha a palavra, e assim os homens são levados a crer, para a salvação de suas almas.
William Perkins: “pregar Cristo, por meio de Cristo, para louvor de Cristo”
APLICAÇÃO
Ponha sua confiança no Evangelho. Sei que, de certo modo, essa é sempre uma aplicação, mas de maneira mais prática gostaria de orientá-los a ter cuidado para basear sua vida ou suas esperanças em coisas passageiras. É muito fácil a gente fazer nosso ânimo, nossas alegrias e tristezas, dependentes de notícias, de promoções, de decepções. O evangelho deve ser o nosso fundamento. Quando vier a notícia ruim, lembre-se que Jesus morreu por você. Quando vier a notícia boa, lembre-se que Deus entregou o seu Filho por você. Todas as nossas tristezas não devem superar a alegria da salvação. E todas as nossas alegrias nesse deve nos fazer lembrar que é porque Deus deu o seu Filho por nós, e com ele nos deu todas as outras coisas. O que você quer ouvir na pregação? O que mais toca você? Se não for Cristo e este crucificado, você está se afastando do centro da mensagem. Nada deve atrair mais o seu coração do que o fato de que Deus ama você a tal ponto de ter dado o Filho dele numa sangrenta cruz. Isso deve iluminar o seu dia e acalmar o seu coração, e motivar você a viver pra ele cada dia mais.
Não seja sábio segundo o mundo. Não dependa de grandes coisas pra ser feliz. Busque promoção, busque trabalhar bem, estudar, dar o melhor pra sua família, se o melhor que puder ser, mas acima de tudo, seja fiel. Não adianta ganhar o mundo e perder a alma. Isso é loucura. Desonrar o dia do Senhor pra honrar o trabalho, os estudos, o sono é loucura. Esquecer a igreja, os irmãos, e honrar mais os colegar incrédulos, é loucura. No fundo, essa falta de esforço e falta amor pela igreja e pelas coisas de Deus, é a razão de sermos pessoas ansiosas, frustradas, porque isso revela que desejamos os favores e os ganhos que o mundo pode dar pra gente, do que a comunhão, a paz, a alegria que o Senhor nos dá. E ele nos dá por isso aqui! Pela leitura da Palavra, oração, comunhão com o seu povo, a guarda do dia do Senhor (que loucura, que absurdo), o amor aos irmãos, o Culto Solene, as reuniões de oração. Coisas que alguns de vocês, ou muitos consideram uma besteira, algo pequeno, uma coisa muito simplória, comparado ao que eu pretendo conquistar, ao que eu faço no meu trabalho, ou às pessoas que eu conheço etc. De fato, pra uma mente carnal essas são desprezíveis. Você percebe que você está assim? Que você no fundo acha tudo isso aqui algo muito pequeno, muito simplório, muito pobre, fraco. Há coisas muito mais importantes do que isso? Veja bem em que condição você está agora, e use essas coisas pra avaliar isso. O quanto você ama a Palavra, lê, ora, participa da igreja, ama os seus irmãos, se empenha pra ser encontrado fiel nessas coisas, nas coisas de Deus. Do contrário, você tem cometido um sacrilégio, tem defraudado Deus, e roubado de Deus o que pertence a ele, pra dar ao mundo o que lhe pertence. No final, você pode perder tudo. Cuidado com toda essa sabedoria. Honre ao Senhor e ele vai cuidar de você, vai cuidar das suas coisas. Se os problemas vierem e você estiver firme, fique tranquilo, espere no Senhor e o mais ele fará.
Grita na rua a Sabedoria, nas praças, levanta a voz; do alto dos muros clama, à entrada das portas e nas cidades profere as suas palavras: Até quando, ó néscios, amareis a necedade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós, loucos, aborrecereis o conhecimento? Atentai para a minha repreensão; eis que derramarei copiosamente para vós outros o meu espírito e vos farei saber as minhas palavras. Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a mão, e não houve quem atendesse; antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão; também eu me rirei na vossa desventura, e, em vindo o vosso terror, eu zombarei, em vindo o vosso terror como a tempestade, em vindo a vossa perdição como o redemoinho, quando vos chegar o aperto e a angústia. Então, me invocarão, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porém não me hão de achar. Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor; não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto, comerão do fruto do seu procedimento e dos seus próprios conselhos se fartarão. Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição. Mas o que me der ouvidos habitará seguro, tranquilo e sem temor do mal.
