O AMOR INCONDICIONAL DE DEUS
Oséias • Sermon • Submitted • Presented
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· 14 viewsO povo ficaria muito tempo sem um rei, mas encontrariam então seu verdadeiro e único Rei, o descendente de Davi, Jesus Cristo. A declaração final nos mostra como deve ser nossa postura, pois aqueles que conhecem o Rei se aproximam de sua bondade, reconhecendo o seu amor incondicional, com temor e santidade.
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Oséias 3.1–5 “O Senhor me disse: — Vá outra vez e ame uma mulher, que é amada por outro e é adúltera, assim como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas. Assim, comprei-a por quinze peças de prata e cento e cinquenta quilos de cevada. E eu disse a ela: — Você vai ficar comigo por muito tempo. Você não deve se prostituir, nem se entregar a outro homem. E eu farei o mesmo em relação a você. Porque os filhos de Israel ficarão por muito tempo sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar. Depois, os filhos de Israel voltarão e buscarão o Senhor, seu Deus, e Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do Senhor e da sua bondade.”
O livro do profeta Oseias retrata uma série de sermões do profeta durante seu ministério no reino de Israel. Ele profetizou nos últimos anos de Jeroboão II e nas sequentes trocas de governo até a invasão Assíria em 722 a.c. Foi contemporâneo de Isaías, e sucessor de Amós e Jonas. Sua mensagem era a sentença de Deus sobre a idolatria de Israel, muito bem exemplificada na vida do profeta e seu casamento, e a injustiça social que era resultado de uma vida de depravação e ganância.
Seu ministério se legitima no fato do próprio Deus falar com o profeta e tanto ordenar o que deveria fazer quanto o que deveria falar, e sua obediência prova a fidelidade da profecia anunciada que tanto se cumpriu com a invasão Assíria quanto na obra de Jesus Cristo e a Igreja.
O capítulo 3 começa com uma direção divina ao profeta que tome novamente a esposa que havia sido abandonada como amada e a acolha. Para compreendermos a mensagem aqui transmitida precisamos voltar dois capítulos e mergulharmos nessa história de amor e dor que simboliza a relação de Israel com Yahweh.
No primeiro capítulo do livro o profeta é ordenado por Deus a se casar com uma mulher que é prostituta, alguém que já vivia no caminho da perdição. Assim como o Senhor chamou Abrão quando ele vivia em Ur dos Caldeus no meio da idolatria. Esse ato demonstrava a situação do casamento de Deus com o seu povo, mostrando que o Senhor sabia da propensão adultera dos Israelitas.
Como fruto do casamento de Oseias e Gômer nasce um filho e o profeta é orientado a colocar o nome de Jezreel. Um local conhecido do povo de Israel, onde Gideão triunfou, e onde Jeú sacramentou seu golpe de estado, dizimando a descendência de Acabe. O nome implicava a rejeição de Deus a dinastia de Jeú, nesse tempo expressada no reinado de Jeroboão II. Jeú foi ungido por Deus como rei, mas escolheu o caminho de sangue para tomar o trono, e apesar de destruir os profetas de Baal, andou nos mesmos caminhos de Jeroboão I, o ‘padrão’ de desobediência da monarquia em Israel. Assim a paciência do Senhor havia acabado, a quarta geração prometida chegou e Yahweh iria cobrar o preço pelos pecados.
O texto acrescenta então o fato de que Gômer fica grávida mais duas vezes, mas agora não indica que ela deu filhos a Oseias, e sim que a mesma teve duas gestações. O profeta é orientado a nomear estas duas crianças, uma menina e um menino, e seus nomes apontam uma situação, Oseias não era o pai.
Para a menina o Senhor diz, “Ponha nela o nome de Lo-Ruamá, porque não voltarei a ter compaixão da casa de Israel, para lhe perdoar.” Os 1.6a. O significado é “Que não recebeu compaixão”, para a vida de Oseias, essa menina nasceu sem ser amada pois não era fruto do seu relacionamento com a sua esposa, mas fruto da prostituição de Gômer. Para Deus era sinal de que a Longanimidade havida chegado ao limite, Ele não adiantaria a execução da sentença dada a Israel.
Para o menino o Senhor diz, “Ponha nele o nome de Lo-Ami, porque vocês não são o meu povo, nem eu serei o seu Deus.” Os 1.9. O significado é “Não meu povo”, para a vida de Oseias, um menino que não era seu filho. E para Deus o resultado da prostituição de Israel, eles antes considerados povo de Deus, agora seriam tratados como não povo.
A consequência dessa triste história é narrada no capítulo 2, onde o profeta fala com os ‘filhos’ para que eles culpem a mãe pelo fim do casamento. Sim, o divórcio, a destruição da família, o resultado do adultério, da ganância, do desejo desenfreado, de viver para satisfazer o pecado.
O profeta fala a Gômer, assim como Deus fala a Israel, sobre o que os levou ao divórcio e a necessidade de arrependimento: Repreensão aos pecados; Exposição como resultado do pecado; Infidelidade no casamento; Viver no engano do pecado; A disciplina seria aplicada; pois havia ingratidão no seu coração.
Os versos 2.2-13 mostram o resultado do pecado, mas o verso 14 aponta a misericórdia de Deus, demonstrada na vida do profeta: Oséias 2.14 “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.”
O próprio Yahweh iria restaurar o casamento destruído, O AMOR INCONDICIONAL DE DEUS agiria para restabelecer os laços quebrados pelo pecado. Com a expressão “Naquele dia”, o senhor fala sobre como traria esperança ao coração daqueles que agora seriam chamados de seu povo, e a fidelidade seria permanente em seus corações. De tal maneira que sua boca não proferiria mais os nomes dos ídolos, nem se lembraria deles. Haverá uma restauração completa, e ela trará segurança e paz.
Os versos 2.21-23 são como uma poesia para o coração do povo de Israel, tanto como uma música para a igreja: Oséias 2.21–23 ““Naquele dia, eu responderei”, diz o Senhor, “responderei aos céus, e estes responderão à terra; a terra responderá ao trigo, ao vinho e ao azeite; e estes responderão a Jezreel. Semearei Israel para mim mesmo na terra e terei compaixão de Lo-Ruamá. E para Lo-Ami direi: ‘Você é o meu povo!’ Ele responderá: ‘Tu és o meu Deus!’ ””
Em um ato de misericórdia, Deus é prestativo ao céu, o céu a terra, a terra ao trigo, ao vinho e ao óleo, e estes a Jezreel. Invertendo a ordem: Jezreel pede trigo, vinho e óleo à terra, a terra pede chuva ao céu, o céu pede permissão a Deus, e Deus vem com um sonoro sim a todas essas súplicas. Toda maldição será tornada em benção e o Senhor não será mais trocado por outros deuses, mas será chamado: ‘Meu Deus’.
É a mesma promessa do final do capítulo 1, quando Deus promete união para um reino dividido, e prosperidade que vai além de coisas materiais, pois sobre todos terá um só Rei. E o povo não amado encontraria amor, e assim se tornariam filhos do Deus vivo.
O capitulo 3 então é o mandato de Deus a Oseias para restabelecer seu casamento com Gômer. E ao mesmo tempo uma profecia para Israel, de que o Senhor desceria com o seu amor incondicional, e amaria sua noiva adultera, para fazer os não filhos, agora Filhos de Deus. Mas essa ação não aconteceria sem que um preço fosse pago, e assim como o profeta comprou a sua esposa para si, Jesus comprou sua noiva. Não por baixo preço como o mundo faz e fez com Gômer, mas Jesus pagou um alto preço, a sua vida, para comprar para si e restaurar o casamento de Deus com o seu povo.
O povo ficaria muito tempo sem um rei, mas encontrariam então seu verdadeiro e único Rei, o descendente de Davi, Jesus Cristo. A declaração final nos mostra como deve ser nossa postura, pois aqueles que conhecem o Rei se aproximam de sua bondade, reconhecendo o seu amor incondicional, com temor e santidade.
Diante dessa história tão profunda quanto verdadeira, quero sugerir três questões para nossa reflexão:
Qual significado estamos dando aos relacionamentos que vivemos?
Por significado quero dizer quão frágeis e descartáveis são os laços que criamos. Em um mundo de relações líquidas e rasas, quão fiéis temos sido em nosso casamento? E aqui casamento se aplica nos dois sentidos, cônjuge e Deus.
Você reconhece que foi resgatado e colocado em um lugar que não merecia?
Por merecer estou falando que suas obras não valem nada, seu querer é sempre contra Deus e todo dia você tentava e tenta satisfazer a carne. O preço pago por nossos erros não saiu do nosso bolso, não nos custou nada. Quem somos nós para negar o que nos foi dado de graça?
Como nos aproximamos de Deus diariamente?
Aproximar quer dizer, estar presente e próximo, consciente e inteiro. Fazemos isso? E se fazemos é com temor? ou nas palavras de Deus ‘tremendo, nos aproximamos de sua bondade’.
Apesar das condições do pecado nos afastarem de Deus, o Senhor continua a resgatar o seu povo com um AMOR INCONDICIONAL.
