EBD - AS NATUREZAS HUMANA E DIVINA DE JESUS
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IGREJA EVANGELICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM PONTA GROSSA
PASTOR PRESIDENTE ALTAIR DE MORAES
JESSÉ MELKZEDEQUE LAMP
IEADPG – TEMPLO CENTRAL
CREDO - TERCEIRO
Cremos no Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus, plenamente Homem, na concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo.
A HUMANIDADE DE CRISTO.
As Escrituras Sagradas apresentam diversas características humanas em Jesus. O relato de sua infância enfoca o seu desenvolvimento fisico, intelectual e espiritual: "E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens [...]. E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele" (Lc 2.40,52). O profeta Isaías anunciou de antemão sobre Emanuel: "manteiga e mel comerá, até que ele saiba rejeitar o mal e escolher o bem" (Is 7.15). Ele tornou--se homem para suprir a necessidade de salvação da humanidade. O termo "Emanuel", que o próprio escritor sagrado traduziu por "DEUS CONOSCO" (Mt 1.23), mostra que Deus assumiu a forma humana e veio habitar entre os homens: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). A Bíblia ensina tanto a divindade como a humanidade de Cristo: "E todo o espírito que confessa que Jesus não veio em carne não é de Deus" (1 Jo 4.3). A humanidade de Cristo está unida à sua divindade, pois Ele possui duas naturezas, e essa união mantém intactas as propriedades de cada natureza, o que está claramente expresso no seu nome EMANUEL. A encarnação do Senhor Jesus fez-se necessária para satisfazer a justiça de Deus: o pecado entrou no mundo por um homem, Adão, "; assim, tinha de ser vencido por um homem, Jesus. Em sua natureza humana, Jesus participou de nossa fraqueza fisica e emocional, mas não de nossa fraqueza moral e espiritual.
A DEIDADE ABSOLUTA DE JESUS.
A Bíblia afirma com frequência que Jesus é Deus: "No principio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (Jo 1.1); "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2.9). As Escrituras Sagradas revelam os atributos divinos na pessoa de Jesus. Ele é eterno: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Is 9.6); onipotente: "Eu sou o Alfa e o Omega, o principio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso" (Ap 1.8); onipresente: "Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ai estou eu no meio deles" (Mt 18.20); e onisciente: "Agora, conhecemos que sabes tudo" (Jo 16.30). As suas obras revelam também a sua divindade. Ele é o absoluto soberano e criador de todas as coisas. Ele é a fonte da vida," autor do novo nascimento, 15 habita nos fiéis, 16 dá a vida eterna," inspirou também os profetas e apóstolos," distribui os ministérios, santifica os fiéis, deu poder aos apóstolos, perdoa pecados, é adorado pelos humanos, pelos anjos, na terra e no céu. Possui títulos divinos, como "Eu Sou", o Alfa e o Omega, o Principio e o Fim, e o Senhor dos Senhores.
O comentarista da nossa lição pede para que explicar o que é Nestorianismo e Monofisismo.
O que é Nestorianismo?
O que é Nestorianismo?
Essa é uma corrente teológica que recebeu o nome de Nestório, bispo de Constantinopla no século V. Nestório acreditava que em Jesus Cristo coexistiam duas naturezas separadas: a natureza humana e a natureza divina. Segundo ele, Cristo era tanto Deus quanto homem, mas as duas naturezas eram distintas, não se fundindo em uma só. Essa doutrina ficou conhecida como “Dupla Natureza”. A igreja não podia aceitar a ideia de que Cristo era duas pessoas distintas. Não temos, em parte alguma da Bíblia, indicação de que a natureza humana de Cristo, por exemplo, seja uma pessoa independente, que decide fazer algo contrário à natureza divina de Cristo. Não temos, em parte alguma, indicação da natureza humana conversando com a natureza divina ou lutando dentro de Cristo, ou algo parecido.
O que é Monofisismo?
O que é Monofisismo?
O Monofisismo, por sua vez, afirmava que em Cristo havia apenas uma natureza, uma única fusão entre a divindade e a humanidade. Essa corrente teológica teve origem nas controvérsias doutrinárias após o Concílio de Calcedônia em 451. Por um homem chamado Êutico, um líder em Constantinopla. Daí, seus defensores acreditavam que a natureza divina de Cristo absorveu completamente sua natureza humana, resultando em uma única natureza divina-humanidade chamada “Fusão”. Por isso, eles argumentam que, se houvesse duas naturezas em Cristo, haveria uma separação e uma negação da verdadeira unidade entre Deus e o homem.
I - O ENSINO BÍBLICO DA DUPLA NATUREZA DE JESUS
1. "Descendência de Davi segundo a carne" (Rm 1.3).
2. "Declarado Filho de Deus em poder" (v. 4).
3. O antigo hino cristológico (Fp 2.5,6).
II - AS HERESIAS CONTRA O ENSINO BÍBLICO DA DUPLA NATUREZA DE JESUS
Quem foi Nestório?
Nestorianismo
Monofisismo
O Concílio de Calcedônia
III - O PERIGO DESSAS HERESIAS NA ATUALIDADE
Os monofisitas
O kenoticismo
Mariolatria
A importância do nascimento virginal é vista em três formas.
Ele mostra que a salvação, em última análise, precisa vir do Senhor. O nascimento de Cristo é um lembrete de que a salvação jamais pode vir por meio do esforço humano.
O nascimento virginal possibilitou a união da plena divindade e da plena humanidade em uma só pessoa. (Jo 3.16; Gl 4.4).
O nascimento virginal também torna possível a verdadeira humanidade de Cristo sem a herança do pecado. (ou seja, pela concepção do Espírito Santo e não por homem, Jesus não herdou o pecado original de Adão).
Jesus era um homem e possuía necessidades humanas.
Ele tinha corpo (Lc 2.7)
Ficava cansado (Jo 4.6)
Tinha sede, na cruz sentiu sede (Jo 19.28)
Teve fome, após o seu jejum (Mt 4.2)
Jesus sentiu angustia (Jo 12.27)
Chorou (Jo 11.35)
Sentiu tristeza (Mt 26.38)
Jesus era tão plenamente humano que, mesmo os que viveram e trabalharam com ele por trinta anos, até mesmo os irmãos que cresceram na casa dele, não perceberam que era mais do que qualquer outro ser humano bom.
Embora as Sagradas Escrituras afirmar que Jesus era plenamente humano exatamente como nós, ela também afirma que Jesus era isento de pecado.
Jesus nasceu e viveu sem pecado; Hebreus 4.15 “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.”
A DIVINDADE DE CRISTO
Para completar o ensino, precisamos declarar que Jesus não só era plenamente humano, mas também que era plenamente Deus.
A encarnação foi o ato pelo qual Deus Filho assumiu a natureza humana. Afirmações bíblicas diretas que afirmam que Jesus é Deus.
A palavra Deus (Theos) atribuída a Cristo.
Essa palavra “theos”, em geral é atribuída para Deus Pai, porém, há algumas passagens que são empregadas a Jesus.
João 1.1 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
João 1.18 “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.”
Romanos 9.5 “deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!”
Tito 2.13 “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus,”
Da mesma forma a palavra Senhor (Kyrios) atribuída a Cristo.
Às vezes, a palavra “Senhor” é empregada simplesmente como tratamento respeitoso dispensado a um superior ou pode simplesmente significar “patrão” de um servo ou escravo.
Desta forma a palavra era empregada na Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento). A palavra Senhor ou “Kyrios” era como uma tradução do hebraico ‘yhwh’ - “Yahweh” ou conforme traduzido com frequência - Senhor.
Lucas 2.11 “é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”
1Coríntios 8.6 “todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele.”
OUTRAS PASSAGENS QUE AFIRMAM A NATUREZA DIVINA DE JESUS
João 8.58 “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, Eu Sou.”
