pesquisa sobre Esdras 7:10

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O PACTO DE ESDRAS: PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS PARA LÍDERES DA IGREJA
 
INTRODUÇÃO:
Vivemos em uma era totalmente dinâmica. Tudo acontece simultaneamente e muito rápido.  Somando-se a isso, o secularismo e a complexidade das relações humanas, torna o cenário atual muito mais desafiador para os lideres de natureza religiosa ou secular. Deixe-me oferecer-lhe um exemplo.
 Há alguns dias visitei um líder de Igreja adventista a nível local. Ele parecia estressado e muito sobrecarregado. Depois de orar por ele, perguntei: Qual é o maior desafio para a sua liderança na IGREJA? Ele respondeu: Lidar simultaneamente com uma grande demanda de atividades (família, trabalho, projetos pessoais, etc) e liderar diferentes “perfis” de pessoas da minha congregação.
Esta situação não é muito incomum. Encontrar pessoas em cargos de liderança cansados e sobrecarregados. A maioria procura orientações sobre como exercer uma liderança mais eficiente e menos desgastante. Eles estudam livros, buscam materiais na internet, assistem a palestras de coaching, procuram os gurus da liderança, etc. Porém, muitos ainda se sentem confusos com tantos métodos e estratégias disponíveis.
Esta pesquisa oferece uma proposta bíblica para os desafios da liderança moderna. Explora princípios fundamentais baseados na vida e exemplo de um antigo personagem bíblico. Analisaremos como ele exerceu uma liderança transformadora, eficiente e capaz de deixar um legado duradouro para as gerações posteriores, mesmo diante de muitos desafios. Este estudo vai apresentar três princípios bíblicos extraídos da liderança de Esdras, o “sofer”, e como aplicá-los à liderança da Igreja.
DESENVOLVIMENTO
ESDRAS, SACERDOTE E ESCRIBA
Parece que Esdras havia se tornado uma figura proeminente como explica Sadrac Meza:
“Por alguma razão, os judeus consideravam Esdras o segundo em importância depois de Moisés. Nesta passagem ele aparece como um homem especial. (Sadrac Meza, “Esdras”, in Comentário Bíblico Latino-Americano, org. C. René Padilla et al., trad. Cleiton Oliveira et al., 1. ed. (São Paulo: Mundo Cristão, 2022), 559). Hernandes dias Lopes concorda com Meza ao dizer que:
ESDRAS foi um dos grandes líderes do período pós-cativeiro babilônico. Ele era levita, da família de Arão (7.1–5) e versado na lei de Deus (7.6). Ele tinha sobre si a boa mão de Deus e o favor do rei Artaxerxes (7.6). Esdras não só transmitia a Palavra de Deus, mas também tinha intimidade com o Deus da Palavra. Era um mestre da Palavra (7.6,10) e também um homem de oração e jejum (8.21–23). (Hernandes Dias Lopes, Bíblia Pregação Expositiva: Sermões, Estudos e Reflexões, trad. João Ferreira de Almeida, 2a edição Revista e Atualizada (São Paulo: Hagnos, 2020), Ed 7.28.)
O livro que leva seu nome é dividido em duas sessões. A primeira parte vai do capítulo 1 ao 6 relatando o decreto de Ciro e o retorno de Zorobabel. A segunda sessão começa no capítulo 7 e se estende até o final do livro. Alguns comentaristas acreditam que entre o capitulo 6 e 7 exista um lapso temporal de aproximadamente 58 a 60 anos [3] e que a história de Ester tenha acontecido neste período.
 O pacto de Esdras
Depois do exílio, Esdras, o sacerdote, voltou da Babilônia levando consigo os livros de Moisés e dos profetas (Ed 6.18; Ne 9.14,26-30).[1] Sua jornada até a antiga cidade de Jerusalém durou cerca de quatro meses. Um período de tempo bastante longo para refletir sobre os desafios que enfrentaria ao chegar à antiga cidade.
Em Jerusalém, Esdras se deparou com um cenário caótico. Além da oposição de inimigos ele encontrou um povo desanimado, espiritualmente frio, convivendo matrimonialmente com povos pagãos e indolentes em relação ao templo de Deus. Seguramente, eram tempos complicados, exigia uma ação firme e corajosa. Por isso, ele decidiu fazer um pacto com Deus para poder contar com Seu auxilio e sabedoria divina.
Esdras havia dedicado a sua vida a estudar, e a praticar a Lei do SENHOR, e a ensinar todos os seus mandamentos ao povo de Israel. (NTLH Esdras 7:10)
Este texto apresenta três princípios fundamentais:
1.     Ele estudava a Palavra de Deus (תורה Tora)
2.     Ele praticava a Palavra de Deus
3.    Ele ensinava a Palavra de Deus
PRIMEIRO PRINCÍPIO: O ESTUDO DA PALAVRA
Esdras era um “sofer”, ou seja, um cronista ou escriba, versado na exposição dos escritos de Moisés e dos profetas. Estudar profundamente a Palavra de Deus era a essência do seu ministério, integrando-se naturalmente a sua rotina diária.
no inicio do capítulo 7, Esdras, é apresentado como “bom conhecedor das leis de Moisés, dadas pelo Senhor”(v.6). Segundo Ellen White ele “foi impressionado pelo Espírito de Deus a esquadrinhar os livros históricos e poéticos da Bíblia e, dessa maneira, tornar-se familiarizado com o significado e o entendimento da lei (Ellen White, Cristo Triunfante, p. 184). Em acordo com Ellen White, Sadrac Meza diz que o “desejo dominante [de Esdras]havia sido estudar a lei divina - seus princípios, instituições, privilégios e exigências; e agora, por amor e zelo, ele se dedicava, como atividade de sua vida, ao trabalho de instruir, reformar e edificar outras pessoas”. (Sadrac Meza, “Esdras”, in Comentário Bíblico Latino-Americano, org. C. René Padilla et al., trad. Cleiton Oliveira et al., 1. ed. (São Paulo: Mundo Cristão, 2022), 559.)
Dessa forma, as “bênçãos de Deus eram uma resposta ao compromisso de Esdras estudar (literalmente “buscar”) “a lei do Senhor” e de observar e ensinar os regulamentos e princípios de Deus. Este é o único texto do AT que relaciona o verbo darás (buscar) a tôrah (lei)”[5].
Esdras praticava o estudo transformador da Palavra de Deus. Muito além da superficialidade religiosa. E isto lhe garantia força e sabedoria para lidar com as questões seculares do império persa e religiosas do povo de Israel. o estuda da palavra lhe trazia paz e sabedoria
SEGUNDO PRINCÍPIO: A PRÁTICA DA PALAVRA
O cativeiro Babilônico foi uma experiencia humilhante para a nação judaica. Eles haviam abandonado a Palavra de Deus e colheram os resultados. Isso seguramente deixou marcas profundas no coração de Esdras. Por isso, ele decidiu não apenas se familiarizar com a palavra, mas viver os seus princípios.
“Durante o cativeiro, o conhecimento da vontade de Deus se havia perdido em certo grau. Esdras reuniu todos os exemplares da lei que pôde encontrar. ( Ellen White
Sem duvida alguma, ele era um homem consagrado, que tinha como alvo e ambição de sua vida conhecer a vontade de Deus, cooperar com Ele e ensinar aos outros a fazer o mesmo. Ele foi um homem que Deus chamou naquele momento para fazer uma obra especial[4].
Ao estudar e obedecer a Palavra sua liderança foi sendo moldada até que sua conduta e propósito influenciasse a nação e deixasse um legado para as futuras gerações, inspirando-as a seguir o mesmo caminho.
a pratica da Palavra lhe trazia força moral e autoridade
 TERCEIRO PRINCÍPIO:   O ENSINO DA PALAVRA
Como era previsto, após aproximadamente 70 anos cativeiro, o povo judeu havia se misturado com outras nações. Como consequência, muitos de seus próprios filhos não conheciam as leis de seus antepassados e nem mesmo falavam a língua materna, o hebraico. Diante dessa realidade, Esdras, foi tomado por uma profunda preocupação com a identidade e a espiritualidade de povo.
Para Robert Fyall esta preocupação é o resultado natural dos dois princípios citados anteriormente: estudar e obedecer à Palavra. Mas, ele adverte que “o estudo pode facilmente se tornar um fim em si mesmo” e que tanto o aprendizado quanto a obediência, quando não avançam além de si mesmos, correm o risco de se tornarem estéreos. (Robert Fyall, The Message of Ezra and Haggai: Building for God, org. Alec Motyer e Derek Tidball, The Bible Speaks Today (England: Inter-Varsity Press, 2010), 106.) Entretanto, Esdras entrelaça o ensino da Palavra, como um cordão de três dobras, ao estudo e a prática , e “ assim, diligentemente proporcionou um conhecimento inestimável naquele tempo... tornou-se um mestre da lei e das profecias nas escolas dos profetas. (Ellen White, Cristo Triunfante, p. 184)
Ellen White continua sua contribuição a cerca do trabalho de Esdras quando diz:
“À medida que Esdras trabalhava para comunicar o que havia aprendido, aumentavam e se desenvolviam as suas capacidades para o labor. Tornou-se testemunha do Senhor perante o mundo acerca daquilo que a verdade bíblica é quando revelada na vida cotidiana do praticante.O exemplo de Esdras, em palavras e atos, levou consigo o peso da influência, pois o Espírito de Deus estava com ele. … Diligentemente preparou seu coração para realizar a obra que, segundo cria, lhe fora indicada. Esquadrinhou as palavras que tinham sido escritas a respeito dos deveres do povo de Deus, e descobriu o solene voto que o povo havia feito, de que obedeceriam às palavras de Deus, e a promessa da divina bênção aos obedientes. …” (Ellen White, Cristo Triunfante, p. 184)
Esdras foi capaz de impactar toda uma geração e ainda perpetuar seus ensinamentos por séculos. Alguns até acreditam que ele tenha sido responsável por fechar o cânon do Antigo Testamento (Quem?) que temos hoje. sua “história revela como poucas pessoas podem fazer grandes coisas quando são conduzidas por líderes corajosos, sinceros, altruístas e tementes a Deus”[2]. Que estudam, vivem e ensinam a Palavra de Deus.
o ensino da Palavra lhe trazia propósito e senso de missão.
APLICANDO OS PRINCÍPIOS DE ESDRAS
Em um mundo dinâmico como este, onde as coisas precisam acontecer rapidamente, muitos ainda procuram um modelo ideal de liderança. Querem descobri qual é o segredo para influenciar as pessoas sem comprometer sua saúde física, emocional e espiritual.
O segredo estar em seguir o exemplo de Esdras, como EllenWhite apresenta, ao dizer:
“Mais de dois mil anos se passaram desde que Esdras preparou “o seu coração para buscar a lei do Senhor, e para a cumprir” (Esd. 7:10), mas o lapso de tempo não diminuiu a influência do seu piedoso exemplo. Através dos séculos, o registro de sua vida de consagração tem inspirado a muitos com a determinação de “buscar a lei do Senhor, e para a cumprir”. (exaltai-o p. 166) e ensinar aos outros.
O ministério de Esdras se torna um protótipo para os que vivem as labutas da liderança. “É um ministério que os retornados precisam agora. (Esdras: Explicação e aplicação, O regresso Ger de Koning Traduzido do alemão por Werner Klaes (wklaesQyahoo.com.br): outubrode 2022. P. 52.) O povo de Deus ainda enfrenta desafios semelhantes aos do povo judeu após o cativeiro. Está empenhado em reconstruir os alicerces da verdade, que foram derrubados e permaneceram em ruínas por muito tempo (Daniel 8:12).
Seguramente, os tempos atuais exigem líderes e membros da igreja que sigam o exemplo de Esdras: que sejam fortes no estudo, na vivência e no ensino da Palavra de Deus.
LÍDERES: FORTES NA PALAVRA
As Escrituras devem ter primazia no coração do líder. Assim ele conseguirá desfrutar de paz e alegria em sua liderança, pois o esforço pessoal está unido ao mais sublime livro do conhecimento: A Palavra viva, que é “eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. Hb 4.12.
Para Ellen White “A simples citação da Escritura no púlpito não é suficiente... Ninguém senão aqueles que foram pessoalmente ensinados por Deus na dura escola da experiência são qualificados para “expor” a Palavra, de modo que a luz divina seja lançada sobre os problemas espirituais do crente, pois, enquanto a Escritura interpreta a experiência, a experiência é muitas vezes a melhor intérprete da Escritura. Nós mesmos devemos ser consolados, antes que possamos consolar outros. (Ellen White, nossa Alta vocação, p. 203).
Parece que PINK concorda com Ellen White a dizer:
“Buscar meras noções da verdade, sem um esforço por uma experiência de seu poder em nossos corações, não é o caminho para aumentar nossa compreensão das coisas espirituais. Somente está em condições de aprender de Deus aquele que sinceramente entrega a sua mente, consciência e afeições ao poder e governo do que é revelado a ele. (John Owen). A. W. Pink, A Interpretação das Escrituras, trad. Camila Rebeca Teixeira, William Teixeira, e Cesare Turazzi, 1a Edição (São Paulo: O Estandarte de Cristo, 2018), 41–42.
O que se percebe é que muitos tentam liderar a IGREJA sem a força que emana das Sagradas Escrituras. Suas apresentações, repletas de uma oratória vazia e superficial, carecem de verdadeiro poder. O resultado é perceptível: frustração, cansaço, desânimo e uma liderança enfraquecida. Afinal, a verdadeira autoridade do líder repousa inteiramente na eficácia da Palavra de Deus. Portanto, aquele que lidera deve fazê-lo com a Bíblia não apenas nas mãos e na mente, mas, sobretudo, no coração, pois é assim que se exerce uma liderança verdadeiramente transformadora e permanente.
o que se percebe é que a maioria dos lideres tem exercido a sua função munidos por uma deficiência superficial da palavra de deus. é nescessario volta aos principios elementares da fé. estudo profundo do texto bíblico, viver e ensinar a palavra
LÍDERES: FORTES NA VIVÊNCIA DA PALAVRA
LÍDERES: FORTES NO ENSINO DA PALAVRA
mesmo. Ele não é um pesquisador intelectual da Escritura. Ele é alguém
que ensina o que tocou seu próprio coração e determinou seus próprios
 
 
 
 
. Desta maneira ele teria autoridade para ensinar.
 
 
 
 [1] Norman Geisler, Willian Nix, Introdução Bíblica, p. 84
[2] Comentário Biblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3 p. 346.
[3] Comentário Biblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3 p. 394.
[4] Comentário bíblico adventista do Sétimo Dia, v. 3 p. 396
[5] Comentário Bíblico Andrew: v. 1 p. 790
 
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