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O PACTO DE ESDRAS
O PACTO DE ESDRAS
INTRODUÇÃO:
Vivemos na era da secularização e da complexidade humana. Deixe-me oferecer-lhe um exemplo. Há alguns dias visitei um líder secular de uma instituição pública. Ele parecia estressado e muito sobrecarregado. Depois de orar por ele, perguntei: Qual é o maior desafio da sua liderança? Ele respondeu: Ter que liderar “algumas pessoas” é o maior desafio da minha função. É muito comum encontrar líderes assim, cansados e sobrecarregados. A maioria procura orientações sobre como desempenhar uma liderança mais eficiente e menos cansativa. Eles estudam livros, buscam materiais na internet, assistem à palestras de coaching, procuram os gurus da liderança, etc. Porém, muitos ainda se sentem confusos com tantos métodos e estratégias disponíveis.
Te convido a explorar a história de um antigo personagem bíblico que viveu em um tempo complicado para o povo de Deus e, mesmo assim, foi capaz desempenhar uma liderança transformadora e eficaz. Este estudo vai apresentar três princípios fundamentais extraídos da liderança de Esdras, o “sofer”, e como aplicá-los à liderança da Igreja.
O Livro de “Esdras é dividido em duas seções principais; capítulos 1–6, que dizem respeito à restauração realizada por Deus de seu povo à terra, e os capítulos 7–10, que registram a reforma realizada por Deus de seu povo restaurado”. (Tiberius Rata, Esdras e Neemias, trad. Ingrid Andrade Fonseca, 1a edição, Comentários do Antigo Testamento (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2017), 14.
primeiro, temos de estudar a Palavra de Deus com toda a nossa capacidade e recursos; segundo, temos de viver a Palavra de Deus em todas as áreas de nossa vida; terceiro, devemos ensinar a Palavra de Deus a todos os discípulos e até àqueles que não conhecem o Senhor. Não podemos pular essa sequência. (Sadrac Meza, “Esdras”, in Comentário Bíblico Latino-Americano, org. C. René Padilla et al., trad. Cleiton Oliveira et al., 1. ed. (São Paulo: Mundo Cristão, 2022), 559.)
Depois do exílio, Esdras, o
sacerdote, voltou da Babilônia levando consigo os livros de Moisés e dos
profetas (Ed 6.18; Ne 9.14,26-30).[1]
Ele estava convicto que Deus o havia encarregado de uma missão extraordinária: reconstruir
Sua nação a partir dos escombros do cativeiro.
Ele sabia que essa obra seria muito
difícil. Pois, muitos problemas poderiam surgir com a oposição e perseguição de
inimigos. Como lidar com eles? Também poderia ter que lidar com a frieza
espiritual, o desânimo e indolência do povo. Realmente eram tempos complicados.
Por isso, ele decide fazer um pacto com Deus para poder contar com Seu auxilio
e sabedoria divina.
A história de Esdras nos mostra
como poucas pessoas podem fazer grandes coisas quando são conduzidas por
líderes corajosos, sinceros, altruístas e tementes a Deus[2].
DESENVOLVIMENTO
O livro de Esdras é dividido em
duas sessões. A primeira parte vai do capítulo 1 ao 6 relatando o decreto de
Ciro e o retorno de Zorobabel. A segunda sessão começa no capítulo 7 e se
estende até o final do livro. Alguns comentaristas acreditam que entre o
capitulo 6 e 7 exista um lapso temporal de aproximadamente 58 anos[3]
e que a história de Ester tenha sido escrita neste período.
É justamente na segunda parte do
livro que Esdras sai da Babilônia, viaja por quatro meses e chega a Jerusalém.
Foi tempo suficiente para ele pensar como deveria realizar o trabalho que havia
sido encarregado.
Sem duvida alguma, ele era um homem
consagrado, que tinha como alvo e ambição de sua vida conhecer a vontade de
Deus, cooperar com Ele e ensinar os outros a fazer o mesmo. Ele foi um homem
que Deus chamou naquele momento para fazer uma obra especial[4]
e seguramente Deus lhe mostraria o caminho.
Então, Esdras decide fazer um pacto:
estava “decidido estudar a lei
do Senhor, obedecer a ela e ensinar seus decretos e estatutos ao povo de
Israel”. (Esdras 7:10, NVT). Esse pacto nortearia todas as suas açoes e a
partir daquele momento, estudar, obedecer e ensinar a Palavra impactaria suas
decisões até se tornar uma realidade para a nação e deixar um legado para as
próximas gerações.
Estudar a Lei do Senhor
Esdras era um “sofer”, ou seja, um cronista ou escriba, versado
na exposição dos escritos de Moisés e dos profetas. Sua decisão de estudar com
profundidade a Palavra de Deus era a essensia do seu ministéiro, fazia parte do
dia a dia da sua agenda. A nota explicativa que introduz o verso 10 relaciona
as bençãos de Deus com o compromisso de Esdras estudar (literalmente “buscar”) “a
lei do Senhor” e de observar e ensinar os regulamentos e princípios de Deus.
Este é o único texto do AT que relaciona o verbo daras (buscar) a tôrah
(lei)[5].
O contexto revela que era muito importante para Esdras
dominar bem o principios da Tora. por que
o povo judeu havia se misturado com outros povos e muitos dos seus proprios
filhos não conheciam nem as leis ou mesmo sabiam a lingua hebraica. Por isso
Esdras tinha o dever de conhecer perfeitamente bem o que ele deveria ensinar
para aquelas pessoas.
Outro motivo pelo qual ele resolveu estudar a Lei do Senhor
era conhecer para conhecer o Senhor da Lei. Isso fica evidente na narrativa do
livro. Ele buscava em Deus e em sua Palavra sabedoria e consagração para
inspirar o povo.
Esdras decidiu se dedicar ao estudo da Torá por várias
razões significativas, que refletem sua profunda preocupação com a identidade e
a espiritualidade do povo judeu após o exílio babilônico.
O primeiro motivo era o preparo pessoal. Esdras desejava
conhecer a vontade de Deus para Seu povo. Ele queria
[1] Norman Geisler, Willian Nix, Introdução
Bíblica, p. 84
[2] Comentário Biblico Adventista do Sétimo Dia, v.
3 p. 346.
[3] Comentário Biblico Adventista do Sétimo Dia, v.
3 p. 394.
[4] Comentário bíblico adventista do Sétimo Dia, v.
3 p. 396
[5] Comentário Bíblico Andrew: v. 1 p. 790
