VAMOS PROSSEGUINDO! Filipenses 3.12-16

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Você está na corrida mais agonizante da sua vida: não perca de vista a linha de chegada.

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Grande ideia: Você está na corrida mais agonizante da sua vida: não perca de vista a linha de chegada.
Estrutura: temos de prosseguir em Cristo até o fim (vv. 12-14) e temos de manter a mesma mente em todo esse processo (vv. 15-16).
2Timóteo 4.7 NAA
Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.
Filipenses 1.5 NAA
Dou graças pela maneira como vocês têm participado na proclamação do evangelho, desde o primeiro dia até agora.
Filipenses 1.12 NAA
Quero ainda, irmãos, que saibam que as coisas que me aconteceram têm até contribuído para o progresso do evangelho,
Filipenses 1.27 NAA
Acima de tudo, vivam de modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo até aí para vê-los ou estando ausente, eu ouça a respeito de vocês que estão firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé do evangelho;
Filipenses 2.5–11 NAA
Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.
3.19-30: Paulo fala de Timóteo e Epafrodito para a igreja.
3.1 - 4.1: Paulo fala de si para a igreja.

A expectativa de Paulo é que os filipenses sigam o seu exemplo de visar exclusivamente Jesus Cristo, rejeitando aqueles que renegam a vergonha da cruz e permanecendo firmes na obediência à luz da sua segunda vinda (3.12–4.1).

1. Exemplo – O testemunho de Paulo é que não há um platô final no conhecimento prático de Cristo, visto que este exige constante e consistente esforço rumo a uma recompensa celestial (3.12–14).

2. Exortação – O pedido de Paulo é que os filipenses não se entreguem à autossatisfação legalista baseada em esquemas que descartam a cruz, mas mantenham-se fiéis a seu Salvador e Senhor, que está preste a retornar (3.15–4.1).

Reforma 21 | Perfeccionismos
Donald A. Carson:
Em resumo, a própria Bíblia inclui gêneros e passagens que encorajam pensamento absoluto e outras que nos previnem em reconhecer quão falhos e inconsistentes são até mesmo aqueles que nós conhecemos como os pais da fé. Certamente nós precisamos das duas espécies de literatura bíblica, e a maioria dos cristãos vê um sinal da bondade de Deus em a Bíblia nos prover os dois. As narrativas sem os absolutos poderiam parecer sancionar indiferença moral: “Se até mesmo um homem segundo o coração de Deus como Davi pôde cair desastrosamente, não pode ser tão surpreendente que nós, meros mortais, caíamos de tempos em tempos”. Os absolutos sem as narrativas poderiam também gerar desespero (“Quem pode viver diante dos impossivelmente altos padrões do Salmo 1?”) ou produzir tolos cheios de autojustiça (“É uma coisa boa que a Bíblia tem padrões, assim eu tenho que dizer que graças a Deus eu não sou como as outras pessoas”). Nós precisamos dos resolutos padrões das polaridades absolutas para nos guardar da instabilidade moral, e nesse mundo falido, nós precisamos do cândido realismo das narrativas para nos manter longe tanto da arrogância e do desespero. A maioria de nós, eu suspeito, se confunde também com um senso meramente intuitivo de como estas duas heranças bíblicas devem moldar nossas vidas.
A intensidade da luta contra o pecado facilmente gera ilimitadas distorções quando nós não retornamos, de novo e de novo, ao amor de Deus por nós manifesto na cruz. Lá somente existe a esperança que precisamos, a limpeza que precisamos, a graça que precisamos. Qualquer busca pela perfeição que não seja imersa na graça de Deus demonstrada em um pequeno monte nos arredores de Jerusalém está fadada a nos afundar.
Prosseguir até o fim. (vv. 12-14)
(a) Nosso ponto de partida:
Filipenses 3.10–11 NAA
O que eu quero é conhecer Cristo e o poder da sua ressurreição, tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte, para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.
2Coríntios 4.10 NAA
Levamos sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida dele se manifeste em nosso corpo.
(b) É um processo que nos acompanhará por toda a nossa vida (não que eu já tenha recebido ou já tenha obtido a perfeição”, (vv. 12-15).

PERFEIÇÃO Qualidade de ser íntegro, cabal, estar completo; sem falta nem deficiência alguma. Há uma perfeição que somente Deus possui, a qual vai muito além da nossa compreensão (

1Pedro 5.10 NAA
E o Deus de toda a graça, que em Cristo os chamou à sua eterna glória, depois de vocês terem sofrido por um pouco, ele mesmo irá aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar vocês.
(c) A ideia de “prosseguir” é “perseguir” (vv. 6, 12, 14).

διωκω dioko

5) metáf., perseguir

5a) procurar ansiosamente, esforçar-se com todo o empenho para adquirir

(d) Há frases com a mesma raiz aqui: “eu...tenha recebido”, “para conquistar aquilo”, “fui conquistado”, “havê-lo alcançado”.

λαμβανω lambano

forma prolongada de um verbo primário, que é usado apenas como um substituto em certos tempos; TDNT - 4:5,495; v

1) pegar

1a) pegar com a mão, agarrar, alguma pessoa ou coisa a fim de usá-la

1a1) pegar algo para ser carregado

1c) pegar o que me pertence, levar para mim, tornar próprio

1c4) pegar para si mesmo, agarrar, tomar posse de, i.e., apropriar-se

(e) A ênfase (que não podemos esquecer) é que tudo é “por Cristo Jesus” (vv. 12, 14).
(f) “Uma coisa faço”: o imperativo da determinação.
Filipenses 3.13 (Bíblia Sagrada: Nova Versão Transformadora)
13 Não, irmãos, não a alcancei, mas concentro todos os meus esforços nisto: esquecendo-me do passado e olhando para o que está adiante,
Salmo 27.4 NAA
Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo.
Lucas 10.42 NAA
mas apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.
2Pedro 3.8 NAA
Mas há uma coisa, amados, que vocês não devem esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos são como um dia.
(g) O que ficou para trás, deve ser esquecido. E o que está a frente, deve ser alvo de nosso avanço.
Lucas 9.62 NAA
Mas Jesus lhe respondeu: — Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.
1Coríntios 9.24 NAA
Vocês não sabem que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Corram de tal maneira que ganhem o prêmio.
(h) O foco deve ser “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.

εἰς τὸ βραβεῖον τῆς ἄνω κλήσεως τοῦ θεοῦ ἐν χριστῷ Ἰησοῦ.

Epístolas da Prisão O que Incentivou Paulo

Aliviado da necessidade de se convencer de que merecia um galardão da parte de Deus, Paulo então pode se dedicar, sem tréguas, à conquista do alvo. O termo “avançando” (gr. epekteinomenos, “estendendo-se”, “esticando-se ao máximo”), mostra a obsessão do homem de Deus na perseguição (gr. diõkõs, “prossigo’ v. 14, também v. 12) do alvo (já visto nos v. 9, 10). O alvo (skopos, “um objeto no qual se fixa os olhos”, “a meta numa corrida”) corresponde ao prêmio descrito simplesmente como a “chamada de Deus em Cristo Jesus”. A figura da corrida serve para destacar que Paulo enxergava nitidamente o alvo, e esperava logo receber o prêmio. Refere-se ao encontro com seu amado Senhor o qual já descrevera como “incomparavelmente melhor” (1.23) do que viver neste mundo de sofrimento e decepção.

2. Manter a mesma mente. (vv. 15-16)
(a) A maturidade (“perfeição”) está diretamente ligado não ao conhecimento que você consegue reunir em sua mente, mas sim, das experiências que você está vivendo “em Cristo”.

τελειος teleios

de 5056; TDNT - 8:67,1161; adj

1) levado a seu fim, finalizado

2) que não carece de nada necessário para estar completo

3) perfeito

4) aquilo que é perfeito

4a) integridade e virtude humana consumados

4b) de homens

4b1) adulto, maturo, maior idade

1Coríntios 14.20 NAA
Irmãos, não sejam meninos no entendimento. Quanto à maldade, sim, sejam crianças; mas, quanto ao entendimento, sejam pessoas maduras.
Hebreus 5.14 NAA
Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.
(b) Mais uma vez aparece aqui o termo: “modo de pensar”, (Fp. 2.2; 2.5; 3.15; 4.2).

3a) cuidar dos próprios interesses ou vantagens

3b) ser do partido de alguém, apoiá-lo (nas causas públicas)φρονεω phroneo

de 5424; TDNT - 9:220,1277; v

1) ter entendimento, ser sábio

2) sentir, pensar

2a) ter uma opinião de si mesmo, pensar a respeito de si, ser modesto, não permitir que a opinião que se tem de si mesmo (apesar de correta) exceda os limites da modéstia

2b) pensar ou refletir sobre a própria opinião

(c) Paulo chama os filipenses a pensar do mesmo jeito, e caso haja alguma diferença, que Deus revele (tornar conhecido, tornar manifesto, trazer a luz o que antes era desconhecido).
Provérbios 3.5–6 NAA
Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie no seu próprio entendimento. Reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.
(d) O desafio é “andar” na medida do conhecimento do que já temos alcançado.

στοιχεω stoicheo

de um derivado de steicho (alcançar em linha regular); TDNT - 7:666,1087; v

1) andar numa fila como a marcha de um soldado, caminhar em ordem

1a) metáf. caminhar com prosperidade, acabar bem

2) caminhar

2a) conduzir-se, viver

Romanos 12.16 NAA
Tenham o mesmo modo de pensar de uns para com os outros. Em vez de serem orgulhosos, sejam solidários com os humildes. Não sejam sábios aos seus próprios olhos.

Ao meditar nesta declaração autobiográfica, não é fácil escapar à acusação íntima de que somos espectadores. Nossas ambições estão mais voltadas para vantagens mundanas do que para prêmios celestiais. Mas Deus é capaz de refocalizar nossa visão e renovar nossa ambição pelo alvo.

3. Outras aplicações:
(a) Nosso conhecimento adquirido em toda a nossa vida não representa absolutamente nada, se comparado com a “sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus”.
Mateus 11.25–27 NAA
Por aquele tempo, Jesus exclamou: — Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Mateus 13.44–46 NAA
— O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem achou e escondeu. Então, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. — O Reino dos Céus é também semelhante a um homem que negocia e procura boas pérolas. Quando encontrou uma pérola de grande valor, ele foi, vendeu tudo o que tinha e comprou a pérola.
(b) Podemos repetir essa frase atribuída a Martin Luther King: “Ainda não sou quem eu gostaria de ser, mas graças a Deus, já não sou quem eu era”.
Warren Wiersbe:
Frequentemente, a Bíblia nos adverte sobre uma falsa estimativa de nossa condição espiritual. Essa autoavaliação pode causar erro em duas direções: ou podemos nos considerar melhores do que somos, ou podemos nos considerar piores do que realmente somos.
Filipenses 3.10 NAA
O que eu quero é conhecer Cristo e o poder da sua ressurreição, tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte,
Epístolas da Prisão O Alvo de Experimentar a Vida Real de Jesus

Este zelo, impulsionado pelo amor, explica o pensamento do v. 10. Novamente ele repete a meta da sua vida em Cristo. — 1) Desejava ardentemente “conhecer” a Cristo. Já revelara que conhecer a Cristo Jesus é excelente, uma “sublimidade” (huperechon no grego — v. 8). Creio que caberia uma ilustração aqui.

Um vagabundo que cambaleava ao lado de um rio, caiu nas águas profundas. Não sabia nadar, mesmo se estivesse sóbrio. Passava à beira daquele rio um senhor que ouviu os gritos de socorro. Sem hesitação, o homem distinto pulou nas águas arriscando sua própria vida para salvar o bêbado. Novamente em terra firme, o desgraçado tentou, mesmo com muita dificuldade, externar sua gratidão. “Obrigado, obrigado”, falou sem muita convicção. O homem que o salvara tirou do bolso do paletó gotejante, um cartão de visita. “Se algum dia precisar de mim, vá à minha casa e procure-me”, disse o estranho desprendidamente. Naquela noite, o vagabundo dormiu todo molhado, como sempre, na sarjeta. Amanheceu com frio e faminto, mas não dispunha de dinheiro algum. Mal se lembrava da experiência do dia anterior; porém a fome intensificou sua perspicácia e se lembrou: “o cartão!” Logo encontrou a casa. O que mais o surpreendeu é que era a maior casa e a mais opulenta da cidade toda. Apertou a campainha. Suas roupas rasgadas e imundas o constrangiam, mas o porteiro logo o conduziu à belíssima sala de estar onde aguardaria a chegada do amigo desconhecido. Quando pouco depois chegou o fidalgo, aquele mesmo senhor que apenas horas antes o socorrera das águas ameaçadoras, trazia um sorriso que comunicava um “bem-vindo” genuíno. Assentaram-se e conversaram. “Deve estar com fome! Gostaria de tomar o café comigo?” disse o simpático anfitrião. Queria, e como queria! O café reforçado, como nunca havia saboreado em toda sua vida, matou sua fome. Subitamente o nobre dono da casa indagou se gostaria de tomar um banho. “Quero sim…”. Havia também um terno no guarda-roupas e lâminas de barbear no banheiro. “A casa é sua; não há pressa”, reforçou o benévolo senhor.

“Fique aqui comigo. O quarto de hóspedes está à sua disposição!”. O bêbado tomou seu banho, descansou na cama macia, vestiu-se no terno novo, tentando sempre responder à indagação: “Por que este fidalgo está me tratando assim?”. Em nenhum momento satisfez a sua curiosidade. Foi sinceramente convidado a ficar naquele palácio por quanto tempo quisesse, bondade que não poderia deixar de aceitar, uma vez que nada tinha na vida. Mais estranho ainda era o fato que o amigo tão distinto e bondoso, nada tinha a fazer de mais urgente do que conversar com o vagabundo, agora em vias de transformação radical. Os dias se passaram. Chegaram a ser amigos, e dos mais íntimos. O antigo bêbado, já reformado, buscava servir o nobre com toda sua capacidade. Contava como o tempo mais precioso da sua vida o da comunhão com seu amigo. Conversavam sobre tudo que os interessava.

O estranho chegou a ser “conhecido” já no fim do primeiro dia, mas depois de meses e anos de comunhão, o ex-alcoólatra miserável podia dizer: “estou conhecendo o amigo que me salvou!”.

Este relacionamento representa o sentimento de Paulo. Do auto esforço para fazer o que era certo (tal como o viciado que tudo faz para livrar-se do álcool ou (das drogas), passou a conhecer o seu libertador, e conhecendo-o foi tornando-se gradativamente mais seu imitador (

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