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Leitura bíblica: 1Coríntios 13
Tema: A prioridade do amor
Desde João Calvino, no século 16, entende-se que a parte B de 1Co 12.31 é a introdução ao capítulo 13: 1Coríntios 12.31 “E eu passo a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente.” E, com essa introdução, ele ensina que se queremos ser espirituais, precisamos também ser práticos da dedicação ao outro. O contexto trata de manifestações espirituais extraordinárias, mas que também eram vazias porque não mantinha unida a Igreja que se reunia na cidade de Corinto. Tanto que o momento principal para a reunião, que era a celebração da Santa Ceia, estava contaminada com esse egoísmo prático, que visa o próprio bem e o próprio interesse até no relacionamento com Deus.
O que Paulo ensina aqui é um eco do que ele prioriza em outro lugar, ou, seja: que o amor é o alvo de tudo [1Tm 1.5], e “o vínculo da perfeição” [Cl 3.14]; e igualmente baseia a santidade dos crentes inteiramente no amor; pois o que mais Deus pede de nós em todo o conteúdo da segunda tábua da lei, que Jesus resume dizendo: amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Mt 22.39)?
Todos os dias são novas oportunidades para aprendermos sobre o amor, e, penso eu, no casamento, isso ficará mais evidente para vocês. Duas pessoas diferentes, pelo simples fato de serem homem e mulher, mas também diferentes em sua criação, visão de mundo, ideais e sonhos, que resolvem reunir suas vontades, tem tudo para dar briga. Mas quando se entende que o que fará que dar certo, não será a realização dos próprios desejos, mas o interesse mútuo pela realização mútua, terá tudo para dar certo.
Algo que permitirá isso é a manutenção da memória. O trecho central do capítulo que lemos, afirma na NAA: 1Coríntios 13.4–7 “O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso, não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Como bem sabemos, o amor é um verbo. Exige uma ação. Dizer “eu te amo”, sem gestos de amor é vazio. Aquela frase: “O que você faz fala tão alto que me impede de conseguir ouvir o que você diz” se torna uma realidade ainda mais perceptível neste caso. É preciso seguir amando como vocês têm feito até aqui.
O Juliano, permanecendo paciente, preocupado e cuidadoso com a Jéssica. A Jéssica, permanecendo atenciosa, carinhosa e atenta às necessidades do Juliano. Ambos, facilmente percebendo a razão dessa união, que é o amor pelo outro, não o amor do outro por si. Nem a Jéssica está se casando porque o Juliano a ama, nem o Juliano se casando por causa do amor da Jéssica, mas porque reconhecem a necessidade do elo, que os manterá para além dos últimos anos de relacionamento.
Interessante pensar que temos neste texto a paciência citada pela Jéssica, e a bondade citada pelo Juliano. A paciência, pelo texto, é um sinal da presença do Espírito Santo, conforme os frutos do Espírito. E a bondade, demonstra o caráter de Deus, ao qual devemos imitar, no sentido dele ter sido grandemente bondoso conosco, mesmo sem merecermos.
Agora, pense comigo, como poderia ser a propaganda de um sentimento ruim. Por exemplo, o sofrimento por uma pancada: “Olha a dor aí, quem quer!? Baratinho, baratinho!”
Quem de nós compraria? Mesmo prometendo os cuidados integrais da Jéssica, imagino que o Juliano não desejará comprar.
Diante disso, quero dizer que o amor, assim como todo tipo de anúncio que se chega a nós em todas as áreas da nossa vida, no fim das contas, são propostas que nos oferecem resultados semelhantes. Porém, a fé cristã inova no anúncio sobre o amor, a satisfação, a alegria, a bondade e perspectiva sobre o futuro. Anuncia que por causa de Jesus Cristo, mesmo diante dos momentos mais difíceis, teremos Jesus.
Um dos versículos mais conhecidos da Bíblia afirma: João 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Com isso, quero advertir a vocês que lembrem-se sempre de Jesus no dia-a-dia do matrimônio de vocês. Manter na memória que lá em 2009 houve um primeiro contato, uma foto da Jéssica tirada pelo Juliano, quando nem se conheciam ainda, que a partir de 2013, aí sim, houve mais encontros, mais conversas, mais interesses, mais conhecimento… enfim, coisas que tornaram o amor uma prática. Lembrar disso é muito importante. Mas mais importante do que lembrar da história passada de vocês, é lembrar da história de amor de Jesus por vocês. Somos chamados a doar a nossa vida como uma oferta de amor, desistir das coisas de menino, assumir responsabilidades.
Somos chamados também a confiar plena e totalmente em Jesus, em seu amor, para que o nosso serviço ao próximo seja paciente, benigno e forte. Que Deus os ajude! Que vocês contem com todos aqui presentes. Pais e irmãos, amigos. Não caminhem sós.
